Te Esperaré

32 Capítulo 32


Notas iniciais
Aqui finalmente está o capítulo de vocês! Desculpem de verdade a demora, é que estou sem tempo. Perdoem se tiver algum erro ortográfico, escrevi às pressas.

Acordei com feixes de luz batendo em meus olhos. Abri-os com um pouco de dificuldade. León ainda dormia tranquilamente e não tive coragem de acordá-lo. Levantei-me vagarosamente e me espreguicei logo em seguida.

Maxi ainda estava dormindo também. Caminhei em direção ao lago, a fim de lavar meu rosto. Sentei-me em uma rocha junto ao lago e fiz passando as mãos pela água limpinha e cristalina.

Estava bastante frio, mas era um frio agradável. Fiquei apenas escutando o canto dos pássaros, me sentindo num paraíso. Não queria voltar pra casa, poderia ficar o resto da vida ali.

Escutei alguém se aproximando de mim e olhei para trás de soslaio. Maxi sentou-se ao meu lado com a maior cara de sono e tédio.

— Bom dia. — Cumprimentou-me.

— Oi. — falei simplesmente, ainda distraída com a serenidade do lugar.

— Só 'oi'? Que consideração hein.

Revirei os olhos e soltei uma risadinha.

— Que sentimental você é! — Brinquei. — Bom dia, meu caro melhor amigo. — O abracei.

— Agora sim. — Ele riu e ficamos observando o lago em silêncio.

Poderiam ter se passado alguns minutos ou várias horas. Eu, pelo menos, não tinha a noção do tempo diante daquela paisagem. Era algo hipnotizante, que te prende. É algo bastante agradável de ver.

Escutei passos vindo atrás de nós e imaginei que fosse León que havia acordado, então coloquei um enorme sorriso em meu rosto.

— Bom dia am... — Antes que eu completasse a frase, olhei para trás e vi que não era ele, e sim um sujeito estranho. — Quem é você?

— Polícia de Buenos Aires. — Ele ergueu um instintivo. — Vocês são Violetta Castillo e León Vargas?

— Eu sou Violetta Castillo... Ele é o Maxi. — Franzi o cenho. O que a polícia fazia ali?

— Ah, Maximiliano! — O suposto policial exclamou. — Seu pai, senhorita... — Ele apontou para mim. — Mandou buscar vocês, disse que estavam desaparecidos.

— De fato... Mas como conseguiram nos achar? — questionei um pouco decepcionada.

— Pelo seu celular. Seu pai havia instalado um GPS ligado a ele.

— Você está com o celular? — Maxi perguntou, erguendo as sobrancelhas.

— Sim, estou. Não acredito que papai fez isso! — Tudo bem que ele era exagerado, mas instalar um GPS no meu celular? Era extrapolar os limites!

— Posso saber por que os jovens vieram para a floresta? E onde está León Vargas? — perguntou o policial.

— Estávamos fugindo... — Maxi falou.

— Ah, dos LaFontaine? Eles já foram presos. — assegurou.

— Como é? Jade e Matias foram presos? — Meu breve mal-humor desapareceu e um enorme sorriso se formou em meu rosto novamente, estava aliviada.

— Sim, sim. Onde está León?

— Está dormindo ali... — Apontei para a direção atrás de nós.

E no mesmo instante León saiu de lá. Caminhou até nós, lentamente, pois estava sonolento. E franziu o cenho ao ver o policial ali.

— Bom, agora vamos. Seus pais estão preocupados. — O policial ordenou, encaminhando-se ao leste.

— Hã? Como assim? — León perguntou, ainda desorientado.

Levantei-me lentamente e Maxi fez o mesmo. Peguei na mão de León e fui explicando para ele à medida que acompanhávamos o policial pela floresta.

Eu deveria estar feliz em voltar para casa, e em parte estava. Mas sentiria falta daquela floresta, por mais que tenhamos passado pouco tempo nela. Não era perigosa. Era bastante calma, serena. Não tinha as confusões do dia-a-dia. Em casa sempre tinham aquelas confusões entre eu e papai, papai e Angie — por mais que estivessem noivos — Só queria me distanciar um pouco de tudo isso.

Uma viatura nos esperava nos acostamento quando por fim saímos daquele emaranhado de árvores. Entramos e o policial deixou León e Maxi em casa, e logo em seguida eu.

Quando por fim saí do veículo, respirei fundo antes de entrar em casa. Já esperava mil advertências e castigos por ter sumido, embora tenhamos estado em um caso de vida ou morte e nossa fuga fora necessária.

Abri a porta lentamente, provocando um leve e discreto rangido. Fui a passos lentos em direção à escada, mas antes que chegasse lá, escutei meu nome sendo chamado.

— Filha! — Papai exclamou e correu em minha direção, me abraçando com força.

— Ai, pai! Tá me sufocando! — reclamei, me afastando dele.

— Fiquei preocupado com você! Mas ao menos agora está bem. — Ele sorriu e isso me surpreendeu muito.

— É... Só isso? — perguntei, meio insegura.

— Só isso o que?

— Não vai brigar comigo? Dizer que fui irresponsável? — Ergui as sobrancelhas. Cada vez ficava mais surpresa.

— Não... — Ele riu.

— Por acaso sabe onde eu estava?

— Sim, na floresta. — respondeu de pronto. — O policial me ligou mais cedo e disse que estava indo atrás de vocês.

— Caramba! — exclamei. — Você mudou... Tanto!

— Angie me fez perceber que você já é uma adulta e não posso te sufocar tanto... Eu sabia que você ficaria bem.

— Caramba! — repeti. — E por falar nela, onde está?

— Na cozinha, com a Olga.

Assenti e fiz a menção de ir até lá, quando ele bloqueou minha passagem. Lancei um olhar de dúvida.

— Vá para cima, tome um bom banho e relaxe um pouco... Depois desça, pois queremos te dar uma notícia.

Semicerrei os olhos diante daquela frase. Uma surpresa? Seria ela boa ou ruim? Ele ignorou meu olhar suspeito e foi para a cozinha. Dei de ombros e fui para meu quarto, deveria ser besteira.

Antes de ir ao banheiro, me olhei bem no espelho. Eu estava horrível. Minhas roupas maltrapilhas, meu cabelo parecia um ninho de rato e eu estava toda suja. É, a floresta tivera um ponto negativo em tudo isso.

Passei mais de trinta minutos no banho, só desfrutando da água gelada e relaxante. Até que não estava tão ruim estar em casa. Papai fora super tolerante em relação à floresta e nem perguntei por que decidimos fugir para lá. Senti que as coisas estavam finalmente mudando e isso era bom.

Quando terminei, sequei meus cabelos e os penteei metodicamente. Vesti uma camiseta plúmbeo e um shorts básico. Respirei fundo e fui para o andar de baixo, com um misto de curiosidade e receio. O que seria a surpresa?

Todos esperavam na mesa de jantar com rostos sorridentes. Mais uma vez, semicerrei os olhos e me aproximei lentamente.

— Minha garotinha, que bom que está bem! — Olga correu para me abraçar, quase me esmagando.

Ri e a abracei de volta. Quando me soltei, me sentei à mesa e encarei cada um deles, esperando que alguém falasse algo.

— E então...? — perguntei.

— Angie e eu não vamos nos casar no mês que vem. — Papai falou.

— COMO QUE É? — gritei. — VOCÊS NÃO VÃO MAIS SE CASAR?

Eles estavam tão sorridentes com uma notícia tão ruim como essa? Como assim?

— Calma, filha. Deixe-me terminar. — Ele ergueu a palma da mão. — Não vamos mais nos casar no mês que vem... Vamos adiantar o casamento.

— Como? — Arqueei a sobrancelha, sem entender muito bem.

— Percebi que a Angie é a única com quem quero estar e não faz sentindo esperar mais. Vamos nos casar na semana que vem. — falou e deu um beijo no rosto de Angie, que até então estava calada, tímida.

Ela corou com o beijo e olhou para baixo.

— Isso... É... Incrível! — balbuciei.

Fiquei completamente extasiada com a notícia. Papai e Angie iriam se casar na semana que vem! Isso era incrível! Aquele dia estava sendo perfeito.

Papai não tivera um ataque com a fuga, descobri que Jade e Matias foram presos e por cima eles se casariam muito, muito em breve.

Corri para abraçá-los.

***

No momento encontrava-me em meu quarto, escrevendo no meu diário. Contava como havia sido meu dia, a perfeição que ele fora. Ainda não acreditava naquilo tudo.

De repente, tudo mudara! Não estávamos mais sob ameaça, papai havia mudado, o casamento... Tudo deu uma enorme e feliz reviravolta. Só uma coisa poderia melhorar tudo isso. Sorri e peguei meu celular, ligando para o primeiro número da discagem rápida.

— Oi, princesa. — respondeu em sua voz doce.

— Oi, amor. Sua mãe brigou com você? Ficou muito preocupada?

— Na verdade não... Ela não pirou nem nada disso. — respondeu. — E seu pai? Brigou muito? — Seu tom se tornou preocupado.

— Não! É por isso que estou te ligando! — Quase gritei com tanta alegria. — Você precisa vir aqui.

— O que? Agora? Já está anoitecendo...

— Por favor, León. Quero compartilhar com você esse dia maravilhoso que estou tendo.

— Como posso recusar isso? Já estou indo. — Senti seu sorriso do outro lado da linha.

— Ok, te espero!

Desliguei o telefone e deitei em minha cama e peguei novamente meu diário, escrevendo em uma nova folha.

“Ah, mamãe! Como queria que você estivesse aqui! Tudo está tão maravilhoso. Jade e Matias foram presos e agora com certeza estão tendo a lição que merecem. Pelo que soube, Ludmila recebeu uma enorme bronca e está de castigo por tudo.

E papai e Angie já vão se casar na semana que vem, você acredita? É incrível como tanta coisa mudou em um ano, não é mesmo, mamãe? O tempo passa, as pessoas mudam, coisas acontecem... Estou tão feliz que nem sei como expressar isso em palavras!”

Antes que eu pudesse escrever algo a mais, escutei uma batida na porta. Mas já? Não fazia nem cinco minutos que eu ligara para ele. Dei de ombros e fui em direção à porta. Mal a abri quando senti alguém me abraçando com força.

Quando por fim consegui me desvencilhar dos braços, fiquei boquiaberta ao ver a figura que estava à minha frente com um sorriso de orelha a orelha.

— Federico, você voltou.

Notas finais
NÃO TENHAM PREGUIÇA DE LER ESSAS NOTAS, POR FAVOR:
Eu seeeei que esse capítulo ficou uma bosta, me perdoam? Não escrevi tanto como deveria, mas dá pro gasto, não? E não pensem que o Federico será bonzinho, pois ele trará muitos problemas ao casal Leonetta! hahaha.
Bom pessoal, a fic está chegando ao fim. Provavelmente acabará no capítulo 40/41. MAS NÃO SE PREOCUPEM, pois depois do epílogo vou postar um nova história com a 2ª temporada da Te Esperare. Que inclusive, já tenho várias ideias para ela!
Por favor, deixem seus reviews, eles me deixam SUPER feliz! Obrigada por tudo minhas lindas, amo vocês ♥
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