Te Esperaré

27 Capítulo 27


Notas iniciais
Desculpem a demora. Estava sem tempo... E sem inspiração. Mas por fim, está aqui o capítulo! :)

Passamos mais algum tempo ali. Estava bem relaxante e descontraído. Poderia passar o dia inteiro naquela praia, com ele. Porém, se chegasse em casa muito tarde, meu pai ficaria preocupado e a última coisa que eu queria era o desespero dele.

Olhei no relógio em meu celular e já marcava 15h47min da tarde. Passamos tanto tempo assim?


— Acho melhor nós irmos. — avisei e ele assentiu.



— Vamos.



Levantou-se vagarosamente da rocha e ergueu a mão para mim. A segurei e ele me puxou. Depois, caminhamos de mãos dadas pela praia, nos aproximando novamente da aglomeração de pessoas que se bronzeavam.



Era incrível como, mesmo com um sol escaldante, tantas pessoas continuavam ali. Se não estivesse com o meu namorado, já teria ido para casa há muito tempo. Não era muito fã de praia.



Nos esprememos entre os indivíduos e enfim conseguimos chegar à calçada.



— Espera aqui que eu vou pegar o carro e deixá-lo esfriar um pouco. Deve estar muito quente pois ficou exposto ao sol. — León afirmou. Balancei a cabeça e fiquei olhando em volta.



Foi tão bom ter esquecido os problemas por um tempo. Ter esquecido por um minuto de Angie, Ludmila, Matias, Jade… Espera, Jade? Do outro lado da pequena rua, pude ver uma mulher idêntica a ela.



A mulher tinha cabelos curtos e usava um vestido colado com um salto agulho. Semicerrei os olhos, tentando enxergar melhor. Seria a Jade? Sem pensar, atravessei a rua correndo, sem me importar com os carros que se aproximavam de mim perigosamente.



Quando cheguei do outro lado, prendi meus olhos no rosto da mulher. Olhos verdes, batom fortíssimo… Sim, era mesmo a Jade! Uma fúria tomou conta de mim e eu já estava pronta para advertê-la e questioná-la. Entretanto, quando a mesma me viu, entrou no carro rapidamente, em uma velocidade impressionante. Alguém, que não pude identificar, deu partida e o carro desapareceu de minhas vistas.



Bufei, frustrada. Antes que pudesse começar a resmungar, León buzinou, indicando que eu entrasse.



Entrei de braços cruzados. Fiz beicinho.



— O que houve? — perguntou. — E por que atravessou a rua?



— Eu vi a Jade!



— A Jade? — Ele franziu o cenho. — Como?



— Ela estava bem aqui. Só que antes que eu pudesse falar com ela, ela entrou no carro e foi.



— O que ela estaria fazendo aqui? — perguntou León, ainda descrente.



— Não sei! — exclamei. — Talvez esteja nos seguindo.



— E o que ela ganharia nos seguindo?



— Não sei, não sei… Quero encontrar logo a Angie! — choraminguei, afundando o rosto em minhas mãos.



Senti-o afagando meus ombros, me reconfortando.



— Vai dar tudo certo, a polícia vai resolver isso.



— Quando, León? Quando? — Me exaltei um pouco. — Já fazem duas semanas. Eles estão começando a desistir.



— Nós não podemos fazer nada, amor. — afirmou, voltando seus olhos à estrada.



— Eu sei. Odeio me sentir impotente. — Bati com força no painel.



— Você não é impotente, só não pode fazer nada. O melhor que você pode fazer é ficar calma e aguardar.



— Cansei de esperar. — Suspirei, frustrada.

Fiquei fitando a rua que passava diante de nós, com os pensamentos em outro lugar. Tentava imaginar de todas as formas onde ela estaria, como estaria, com quem estaria. Se tinham a maltratado, a ameaçado.



Não suportaria a ideia de ver Angie completamente machucada e indefesa. Ela sempre foi tão determinada e forte psicologicamente. Não conseguia imaginá-la de outra forma, nem queria.



Ele me deixou em casa e foi para a dele. Não falei com ninguém e dirigi-me diretamente para o meu quarto. A sensação de tranquilidade e serenidade desaparecera completamente. Afundei a cabeça no travesseiro e tentei não pensar em nada, sem sucesso, é claro.



No dia seguinte…



Eu escutava alguém falando comigo, mas não estava prestando atenção. Eram apenas sons ininteligíveis. Provavelmente era Maxi, me contando algo sobre Naty. Eles estavam namorando há bastante tempo e esse assunto se tornara constante entre nós.



A imagem de Jade ontem na praia ainda atormentava a minha cabeça. A ideia de ela estar nos seguindo era aterrorizante. Cada vez as coisas pioravam mais e eu estava ficando sem ação. E o pior de tudo, era não ter conseguido alcançá-la.



Senti alguém cutucar meu ombro com impaciência. Tentei me concentrar no presente. Olhei para o lado e Maxi me fitava irritado.



— O que você tem? — perguntou.



— Eu? Nada…



— Eu te conheço, Violetta. O que é?



— Ai, Maxi, nada! — falei, virando a cabeça para o outro lado.



Quando fiz esse ato, ele continuou a me cutucar novamente e isso já estava me deixando com mais raiva ainda. Por fim, minha paciência evaporou.



— PARA DE ME CUTUCAR! — gritei, fazendo-o se encolher.



— Foi mal! — Ergueu as mãos para o outro e virou a cabeça.



Me dei conta do que tinha acabado de fazer e do quanto eu fui grossa com ele sem motivo algum. Arrependi-me e tentei pedir desculpas.



— Maxi… Desculpa. — falei em uma voz fininha.



— Não vou mais incomodar. — disse, sem virar o rosto.



— Deixa de ser dramático, menino! — Ri, o que ajudou bastante a melhor o clima. — Me desculpa… Você tem razão, aconteceu algo. — Qualquer vestígio de humor desapareceu quando toquei no assunto. Porém, ao menos, isso pareceu amolecê-lo um pouco.



— O que? — perguntou, por fim voltando seu olhar preocupado para mim.



— Não quero te preocupar com meus problemas…



— Ah, não vem com essa! Se não quer me contar, ao menos me diz por que faltou a aula ontem.



Isso parecia uma exigência simples e inofensiva, e bem mais fácil de responder.



— Fui na praia com o León.



— Hmmm. — Ele me lançou um olhar sugestivo e um sorriso maroto se formou em seus lábios. Revirei os olhos e soltei uma risadinha. A cara que ele fez era muito cômica. — Mas o que deu errado ontem? Pra você estar com essa cara. Vocês brigaram?



— Não, não tem nada a ver com o León.



— E então o que?



Antes que eu pudesse responder, um anjo chamado Napo apareceu e perguntou algo a ele, me livrando daquela situação. Eu poderia muito bem contar, mas não queria encher ele com meus problemas e além do mais, falar naquilo me deixava mal.



Na primeira oportunidade que tive, sai dali o mais rápido possível, deixando Maxi sem resposta. Fui interrompida no meio do corredor por Camila.



— Vilu, tenho algo pra te falar. — disse.



— O que?



— Eu vi a sua madrasta em frente a uma casa na Rua Salinas.



— O QUE? — Um sorriso esperançoso ficou estampado em meu rosto. — Você viu a Angie?



— Angie? Não. Era aquela morena dos cabelos curtos… Angie é sua madrasta?



— Morena dos cabelos curt… JADE! — exclamei, ignorando a pergunta que ela havia feito. — Cami, você viu em que casa ela estava?



— Não me lembro bem o número, acho que era 58, por aí… — falou hesitante, assustada com minha reação.



— Cami, você é a melhor amiga do mundo! — Abracei-a por um breve momento e corri para fora do Studio, sem dar explicações.



Não era Angie, mas era a Jade. E com certeza a Angie estava com a Jade!



Quando eu já havia corrido uma quadra inteira, me dei conta de que eu não fazia a mínima ideia de onde era essa rua Salinas. Pedi a informação para um senhor que estava saindo de casa. Ele me disse e logo o sorriso desapareceu de meu rosto. Era muito longe. Um taxi!



Demorei um pouco para achar um, mas por fim consegui. Dei um endereço para ele. Custaria muito caro, mas valeria a pena. Quando chegamos, paguei ao homem e vi uma casa azul. O seu número era 58. Era aquela.



Toquei a campainha sem o mínimo temor. Estava determinada àquilo e encontraria Angie de uma forma ou de outra. 5 minutos se passaram e ninguém atendeu. Não ouvi nenhum barulho ou suspeita de alguma presença ali. A casa parecia estar vazia.



Quando toquei a campainha outra vez, insistindo, senti alguém atrás de mim. Antes que pudesse me virar, o indivíduo(a) pôs a mão na minha boca e algo tapou meus olhos, talvez uma venda preta.


Notas finais
E aí? Gostaram? É a mesma coisa de antes. Se este capítulo tiver muitos reviews, eu posto o próximo capítulo bem rápido. Vou aproveitar que ainda tenho um tempinho de férias. Mas só se esse capítulo tiver muitos reviews, ok?
Amo vocês, e obrigada por tudo ♥
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