Taste of danger - Percabeth
17 Intenso!
Notas iniciais
Só havia uma palavra que poderia definir Percy Jackon: Intenso!
Ele tinha um olhar faminto e desejoso pelo meu corpo, me beijando quase que de forma venerada. Mas em nenhum momento ele fez isso de forma gentil. Não.
Jackson parecia louco enquanto me beijava segurando e puxando com força os meus cabelos, até me causar um misto de prazer e dor. Não havia nenhum tipo de sentimento envolvido no ato, apenas desejo. Desejo por mim, por minha boca, meu corpo.
Eu continuava presa contra a parede mesmo tendo feito varias investidas para me soltar dele. Ele apenas apertou seu corpo mais contra o meu, parecendo até se divertir com o ato, e usou de artifícios nada pudicos para me acalmar. Sempre que eu estava prestes a me soltar, Jackson descia seus beijos para meu ouvido e pescoço e adentrava com sua mão na minha calcinha. Tal ato confundia por demais minha mente me fazendo vacilar e desistir da fuga, mas eu não facilitaria as coisas para ele. Era bem verdade que eu também queria aquele momento, mas eu faria Jackson sofrer para conseguir isso.
– Você vai pagar por tudo que eu tive que aguentar essa noite pequena!
– Nos seus sonhos quem sabe Jackson. — nossos olhares se encontraram por segundos e ele se preparou para fazer o golpe que me colocaria novamente onde ele queria, mas eu estava preparada dessa vez.
Quando Percy levou sua mão para dentro do meu vestido fui mais rápida e levei a minha para o seu membro o pegando totalmente desprevenido. Selei nossos lábios em um beijo feroz e o gesto inesperado fez com que ele soltasse um gemido desesperado e usasse a parede como apoio, colocando uma mão em cada lado da minha cabeça. Sorri contra os lábios dele o beijando com mais força.
Abri o botão e o zíper da calça dele com cuidado colocando minha mão dentro da boxer vermelha. Percy jogou a cabeça para trás quando sentiu minha mão acariciar a cabeça de seu membro, arrancando um gemido sufocado da parte dele, que passou a beijar e morder meu pescoço no processo. O gesto fez o meu corpo inteiro se arrepiar.
– Annabeth...
Tomei seus lábios novamente e passei a masturbá-lo de forma lenta aumentando o ritmo aos poucos e aproveitei para inverter nossas posições colocando Jackson contra a parede sem nunca parar de beijá-lo. Ele não pareceu notar até perder o contato da minha mão com seu membro, gesto que foi concebido com um grunhido de protesto e um olhar atordoado, ao me ver caminhando até a porta.
– Aonde pensa que vai? — ele falou irritado.
– Embora. — falei fria.
– Embora? — ele falou desesperado sem acreditar.
– Sim, além de burro é surdo?
– Você não vai embora Chase. – rosnou. – Nós vamos passar a noite inteira acordados resolvendo isso aqui.
– Não temos nada a resolver Jackson, alias... — olhei na direção do membro ereto dele, soltando um sorriso cruel. – Pensando melhor, acho que você tem. Boa sorte.
Não esperei para ver se ele me seguiria e nem sei da onde tirei forças para me afastar. Só Deus sabe o quanto eu havia ficado excitada por ele, mas eu não iria me entregar antes de fazer com que ele rastejasse, não mesmo. Não demorou muito para ele me alcançar, fazendo exatamente o que eu já esperava que fosse fazer. Porém, quando ele me virou levei um susto ao me deparar com um Jackson nu em meu quarto me encarando com um olhar doente.
– Dessa vez não amor. — então ele uniu nossos lábios de forma feroz, enquanto lutava para tirar minhas roupas. Eu não me daria por vencida tão facilmente. No processo acabei caindo de costas no chão, quase batendo a cabeça nos pés da cama, sendo seguida por ele que pressionou o peso do corpo dele contra o meu.
– Acha divertido me torturar não acha? — rosnou. — Acha divertido me provocar?
– Me solta Jackson.
– Acha divertido me ver louco atrás de ti? – ele continuava a falar de forma irracional enquanto apertava meus pulsos. – Acha divertido se insinuar para os outros na minha frente?
– Acho. – retruquei olhando nos seus olhos.
Jackson riu sem nenhum humor antes de responder.
– Pois hoje eu vou te ensinar bons modos, pequena!
– E o que tu vai fazer comigo? — falei entrando na brincadeira.
Senti um arrepio descer pela minha espinha quando o olhar dele escureceu enquanto pensava em tudo que queria fazer comigo. Ele prendeu minhas mãos no alto da minha cabeça e sentou com o corpo na minha cintura para impedir que eu pudesse me mexer demais. A visão da ereção dele, dura bem na minha frente, me deu água na boca. Eu queria poder colocar ele na boca até que ele pudesse explodir dentro dela.
Percy olhou sobre a minha cama e pegou o lenço que eu havia esquecido ali mais cedo. Ignorando meus protestos ele amarrou minhas mãos com o lenço no pé da cama me dando um sorriso safado e cruel no processo.
– Eu vou te mostrar o que eu faço com garotas que não se comportam amor.
– Que porra Jackson! Me solta. — meu tom foi sério e urgente para mostrar que eu não estava brincando.
Ele saiu de cima de mim e varreu meu corpo com os olhos o que fez minha intimidade se apertar.
– Ah eu vou te soltar. Não precisa ficar preocupada. — ele dizia enquanto passava a ponta dos seus dedos pela minha coxa. — Depois que nós dois brincarmos um pouquinho.
Meu coração batia muito forte. Era como se ele pudesse preencher a sala toda com a sua melodia. Todo meu corpo gritava pelo dele, mas minha cabeça dizia que eu precisava fugir que eu precisava gritar o mais alto que meus pulmões suportassem atrás de ajuda, mas não consegui encontrar minha voz. Meu desejo por ele estava sendo muito mais forte do que meu orgulho.
– Se não me soltar eu vou gritar até vir alguém aqui. — tentei mesmo sabendo que nem eu mesma acreditava naquilo.
Jackson aproximou seu rosto do meu ouvido enquanto suas mãos passeavam pelo meu corpo até chegar a minha calcinha. Ele a colocou para o lado e passava os dedos de forma despreocupada por cima da minha intimidade sem nunca me penetrar. O toque das mãos dele deixava meu corpo inteiro arrepiado.
– Não pequena, não vai não. — abri a boca pra retrucar e ele engatou. — Se você fosse gritar, já teria gritado. Você quer isso. Quer que eu te pegue com força, amarrada aqui no chão do teu quarto, enquanto tu jura que é contra a tua vontade. Quer que eu te pegue até te fazer gritar. – ele elevou o rosto para que pudesse olhar nos meus olhos. — Gritar de prazer por mim.
E falando isso ele colocou dois dedos dentro de mim.
Vi literalmente estrelas e nem eu reconheci o tom rouco e sensual que saiu da minha boca. Era um som necessitado, excitado e insano. Ele não desacelerou o movimento dos seus dedos nem por um segundo enquanto encarava meus olhos e eu precisei morder meus lábios para não gritar. Os olhos verdes não deixaram os meus enquanto onda por onda de prazer me invadia. Quanto mais eu o olhava, mais me assustava com toda aquela intensidade. Percy me olhava como se não houvesse nada mais desejoso em todo o mundo, era um olhar cru, faminto e selvagem.
Quase gritei em protesto quando o senti retirando os dedos de dentro de mim.
– Jackson...
– Calma pequena. – ele falou enquanto roçava a sua boca na minha. – Eu vou te dar todo o prazer que precisa. Só que ainda tem muita roupa aqui.
– E como pretende tirar meu vestido sem me soltar. – ahhh aquilo ia ser interessante. Meu corpo voltou a ficar alerta com a hipótese de me ver livre. Percy sorriu divertido quando notou o que passava pela minha cabeça.
– Lamento te desapontar pequena, mas não vou precisar te soltar para fazer isso.
– É claro que preci... – e então ele começou a rasgar minhas roupas. O choque que eu senti foi grande demais para conseguir responder em tempo de impedi-lo. – O que?
Ele arrancou o fino tecido transparente que unia a parte de cima dos meus seios, puxando o tecido para os lados até deixar minha barriga exposta. Sem conseguir se controlar ele desceu sua boca para meus seios me arrancando mais gemidos sufocados. Ele ergueu o corpo para acabar de rasgar o meu vestido até eu ter apenas um tecido partido ao meio em cada lado do meu corpo.
– Assim você fica muito mais linda.
– Seu filho da pu... – antes que desse tempo da minha raiva chegar Percy voltou a colocar dois dedos dentro de mim me fazendo soltar um gemido forte. Sua boca desceu na direção dos meus seios no momento que ele aumentou a velocidade dos seus estímulos. Aquele desejo estava me torturando. Eu precisava desesperadamente tocá-lo e sentir os músculos das costas dele contra minhas mãos. Precisava arranhar e morder cada pedaço do corpo dele, mas amarrada isso era impossível.
Então de repente algo fez um clique na minha cabeça. Claro. Essa era a vingança. Me torturar, me fazer querer tocá-lo, senti-lo. Não dava para dizer que eu não estava gostando também. Me senti incrivelmente dividida entre o sentimento de me soltar e poder tocá-lo e continuar presa e experimentar as novas sensações que estava sentido. Sem falar que eu podia ver o prazer que ele sentia com aquilo o que só me fazia ficar mais enlouquecida.
– Se vai mesmo me deixar presa. – minha voz falhou no processo. – Anda logo com isso. Eu quero você, seu babaca. Preciso sentir você ou acho que vou explodir.
Ele parou o que fazia para me encarar com olhos que transbordavam desejo. Os olhos verdes estavam escuros carregados de uma expressão clara de tesão, que aumentou com as minhas palavras. Sem que ambos precisássemos dizer mais nada, Percy levantou e foi em direção ao banheiro e retornou com uma camisinha em mãos. Ele rasgou o pacote de um jeito meio bruto colocando a camisinha com as mãos tremulas.
Se posicionou em cima de mim me penetrando imediatamente, com tamanha força que me fez gritar ao invés de gemer. E ele não parou. Continuava a investir contra mim com tanta força, que as estrelas que eu via pareciam estar brilhando cada vez mais forte. Meus pensamentos nublavam mais a cada investida fazendo com que eu me concentrasse apenas nele e no prazer quase que indescritível que eu sentia.
Por um momento pensei que fosse desmaiar. Todas aquelas sensações eram demais para mim, para o meu corpo. Não estranharia se muito em breve alguém entrasse quarto adentro para conferir que gritos eram aqueles. Percy urrava de prazer e mesmo achando que isso seria impossível ele aumentou o ritmo das investidas jogando seu quadril cada vez com mais força contra o meu.
Sua boca volta e meia descia para alguma parte do meu corpo chupando e mordendo de um jeito que me deixaria com sérias marcas no dia seguinte, mas não me importei. Me peguei pedindo por mais em determinado momento e só notei a burrada que fiz tarde demais. Jackson me jogou um olhar safado e repuxou os lábios em um sorriso cruel.
– Mais? – estava atordoada demais com as sensações que invadiam meu corpo e davam pequenos choques elétricos por todo meu corpo para falar apenas assentindo positivamente. O sorriso dele se alargou mais ainda se é que isso era possível e ele passou a se movimentar de forma lenta e enlouquecedora.
Maldito filho de uma puta! Eu o odiava! Odiava as sensações que ele estava proporcionando no meu corpo. Odiava o jeito que ele me tocava. Odiava o modo absurdamente certo que o nosso corpo se encaixava. E principalmente, odiava sentir que não conseguiria fugir daquele sentimento.
– Percy... – choraminguei.
– Que foi pequena? – ronronou. — O que você quer?
– Mais...
– Mais do que pequena? – o olhei como se o pudesse socar. Ele continuava a fazer movimentos lentos enquanto olhava no fundo dos meus olhos.
– Você. – e falando isso apertei a parede interna da minha intimidade mordendo os lábios com força e fechando meus olhos com o prazer que me invadia.
– Você vai me matar pequena.
Percy começou a mexer o quadril a sério, aumentando o ritmo em cada estocada, fazendo com que nós dois voltássemos a gritar de prazer. Eu podia ver o rosto dele contorcido de prazer e notei que ele estava muito perto de chegar ao clímax. Por um momento muito louco imaginei que ele ia me deixar – literalmente – na mão. Jackson pareceu ler a dúvida nos meus olhos e levou sua mão para estimular meu clitóris.
– Assim ta gostoso? – a voz rouca dele fez o meu corpo inteiro se arrepiar.
Assenti positivamente e o senti aumentar o ritmo das estocadas enquanto continuava me estimulando e quando o orgasmo me atingiu, eu vi verdadeiras constelações. Eu me sentia queimando com a mesma intensidade que uma floresta é consumida pelo fogo.
Ele não demorou a me alcançar. O orgasmo dele venho forte e intenso e ele caiu exausto em cima de mim. Um sorriso bobo e satisfeito estampava nossos rostos e ele desamarrou meus braços me aninhando em seus braços. A última coisa que senti antes de apagar foram os lábios macios de Percy Jackson.
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