Narrado Por Pedro

- Minha vez! – Me afastei e pulei da Pedra dando uma cambalhota que saiu bem mal feita.

- Podre! Eu fui bem melhor! – Se gabou Hanna do seu incrível salto, estávamos competindo pra ver quem dava o melhor salto da pedra da cachoeira e ela estava ganhando.

- Lalala eu consigo te ganhar!

- Claro que não consegue! Admita que eu sou melhor, quer ver?

-Prove então!—Ela saiu de água apenas com sua roupa intima e minha blusa emprestada me fazendo olhar maliciosamente suas curvas bem definidas.

- Vou pular!—ela gritou do alto da pedra interrompendo meus pensamentos maliciosos.

- Faz melhor!—gritei e ela me mostrou o dedo do meio, ri e ela finalmente pulando dando duas cambalhotas e caindo certinha na água, ok, eu me senti derrotado, logo sua cabeça aparece na superfície da água.

- HÁ, FAZ MELHOR AGORA!

- Você venceu! – ela foi se aproximando de mim.

-Não ouvi!

-Você venceu.

-Hã?

-VOCÊ, HANNA MCLOREY VENCEU PEDRO GABRIEL LANZA REIS EM SALTO DE PEDRA! Melhorou?

- Não ouvi direito, pode repetir?—A fuzilei com os olhos e quando eu estava a ponto de gritar ela me interrompeu pulando meu colo e dando vários beijinhos no meu rosto.

- Ai que delicia, assim você me mata, ai se eu te pego, ai ai se eu te pego!—Cantarolei e ela me olhou com cara de “Que merda é essa?” me fazendo rir.

- Quando eu te pegar, ai você vai ver! – a olhei com a mesma cara e ela riu e colou nossas testa, sua respiração era ofegante e eu podia sentir as batidas aceleradas de seu coração, me aproximei lentamente de seus lábios e a beijei levemente a abraçando e mantendo-a em meu colo, suas unhas arranhavam levemente minha nuca me fazendo arrepiar a cada segundo, desci minhas mãos até seus quadris os apertando e a trazendo mais pra mim. Ficamos daquele jeito por longos e incontáveis minutos até que ficamos completamente sem ar.

-Eu amo você Hanna! -falei olhando fixamente em seus olhos castanhos, um sorriso se formou em seus lábios, era o sorriso mais lindo que eu já tinha visto.
— Eu amo você Pedro! – Ela falou e sentou me deixando olhando pro nada com um sorriso enorme no rosto. Ela desceu do meu colo e se sentou do meu lado observando a queda d’agua que tinha ali próximo.

-Será que estão procurando por nós dois?

- Com certeza, mas não demoraram muito pra encontrar, a ilha não fica tão longe.

- Tem certeza?

-Não! – Ela riu e me deu um leve tapinha no braço.

- Bobo! – Ri e continuei olhando para a queda d’água.

-Eu to falando sério, mas não se preocupe, tudo sempre dá certo quando o destino quer.

- E se ele não quiser?

- A gente dá um jeito!—Olhei pra ela sorrindo e lá estava aquele sorrindo lindo que me hipnotizava.—Vamos comer alguma coisa? – Falei e ela apenas assentiu se levantando logo depois de mim, procuramos por algumas frutas e voltamos para a praia onde tinha a nossa “cabana”, comemos e não pude deixar de fazer piadas com bananas, o que a fez rir muito. Depois que comemos voltamos para a praia e sentamos na areia, o céu azul agora estava cinza escuro por conta das nuvens carregadas de água, o vento estava forte e o barulho dos raios anunciava que uma tempestade estava por vir.

- Ta afim de se divertir na chuva hoje? – Perguntei e ela me olhou com um sorriso sapeca no rosto.

-Claro! Dever ser tão bom tomar banho de chuva.

-E é.. nunca tomou não? – Perguntei indignado com o que acabara de ouvir.

- Na verdade não, nunca tive com quem fazer isso.—Ela fitou o vazio meio aflita mas tratei logo de anima-la.

-Mas agora você tem, se prepare que vai ser o melhor banho de chuva da sua vida!—Me levantei rapidamente e a peguei no colo girando rapidamente e correndo em direção a água. Ela gritava e ria muito.

-Pedro seu maluco, tá gelada!—ela gritou quando eu pulei na água com ela no colo.

- Ah, deixa de frescura, aproveita!—Larguei ela e mergulhei para pegar seus pés, ela tentava fugir de mim, mas todas as tentativas eram em vão. Depois de alguns longos minutos brincando na água o mar começou a se agitar, então saímos e assim que chegamos na beirada eu a empurrei de leve fazendo ela cair na areia, ri muito do jeito desengonçado que ela caiu e depois de uns minutos ela me acompanhou na risada. A chuva já caia de leve enquanto ela se aproximava de mim sorridente com aquela camisa minha colada no corpo, era muito sexy. Pensamentos pervertidos a parte, a intensidade da chuva aumentava mais a cada minuto e do nada ela me empurrou de leve me fazendo desequilibrar e cair na areia também, quando me levantei, ela já havia saído correndo, corri com toda a velocidade até ela que fugia de mim, os pingos fortes e rápidos já caiam sobre meu corpo e finalmente a alcancei pegando ela no colo e levando novamente para o mar, ela se debatia e gritava em meio de risos, o que só aumentava minha vontade de fazer aquilo.

-Grite o quanto quiser, ninguém irá te escutar mesmo!

-Para de ironia Pedro, me põe no chão ou vai sofrer as consequências! – Ela gritava e eu apenas ria mais a medida que nos aproximávamos da água, a chuva nessa altura já caia forte e gelada, e sem pensar duas vezes pulei com ela de novo no mar, só que dessa vez não tão fundo.

- Viu, nem ta tão gelada assim!—falei rindo e tremendo devido a temperatura da água.

-Cala boca seu idiota! Você ainda me paga Pedro Gabriel!—Ri alto e me aproximei dela colocando minhas duas mãos em sua cintura e colando nossos corpos, lentamente me aproximei dela selando nossos lábios iniciando um beijo calmo que aos poucos ia ficando mais urgente e rápido, a abracei pela cintura e suas mãos envolveram meu pescoço, um arrepio correu pelo meu corpo e por algum motivo senti que aquela era ultima vez que eu a beijaria. A peguei no colo e fui andando em direção a areia de novo, a chuva estava mais forte que nunca e os trovões ecoavam o mais alto que conseguiam, a levei para a cabana e a deitei levemente no chão, sem pensar duas vezes ela trocou de posição comigo ficando por cima, passei a mão por suas coxas e parei em sua cintura, o beijo estava mais acelerado e meu coração prestes a sair pela boca, levantei a camisa que ela estava vestindo até a altura dos seios dela e pude sentir minha calça ficando mais frouxa e deslizando por minhas pernas, então tirei a blusa dela de uma vez e depois sua roupa intima passando minhas mãos por toda extensão de seu corpo, ela fazia o mesmo comigo me levando a loucura, nossos corpos estavam próximos, quase não havia distância nenhuma entre nós, então quebrei definitivamente aquela distancia penetrando nela e fazendo movimentos de vai e vem, senti minhas costas arderem por conta dos arranhões que ela depositava em minhas costas e senti que chegaria ao ápice. Então tivemos nossa primeira vez. Deitei em seu lado e a olhei sorrindo, ela retribuiu e me abraçou, o vento frio esfriava o calor de nossos corpos.

-Te amo Pedro. – Ela falou quando acariciava meu peito com as unhas.

-Também te amo princesa. – Beijei o topo de sua cabeça e não demorou muito para que pegássemos no sono.