Tarde Demais Para Esquecer 2
9 Capítulo 9
Hanna Narrando
A semana na casa de praia foi perfeita, muita coisa mudou entre eu e Pedro e eu acho que posso dizer que deixar minha vida pra poder vir aqui de certa forma valeu muito a pena. Daqui a pouco ele vem aqui em casa pra gente conversa e .. ficar, já que amanha ele começa as turnês de novo e a gente quase não vai se ver.
~toc toc~
Vou abrir a porta e era Pedro lindo como sempre, com um sorriso enorme no rosto e um das mãos atrás das costas.
-Oi Han! ~ele falou e dei passagem pra ele entrar~
-Oi.. é pequeno mas da pro gasto. –Falei me referindo ao apartamento.
-Ta brincando? É lindo.. eu trouxe uma coisa pra você, espero que não se importe.
- O que? – ele tirou a mão de trás das costas e me estendeu uma rosa vermelha com um laço branco, mas deixei de prestar atenção na flor quando vi que o sorriso que ele levava em seu rosto era daqueles que te faziam morrer por dentro.
-Obrigada Pe, você nunca deixou de ser fofo. – Peguei a rosa e coloquei em um pequeno vaso que tinha sala.
- Isso porque você merece muito mais de mim. –olhei pra ele e sentei, ele fez o mesmo e ficou me observando.
- Você não precisa ficar tocando nesse assunto e se culpando pelo resto da vida. –Falei jogando minha cabeça pra trás.
-Não preciso, mas eu sempre vou me sentir culpado pelo resto da vida.
-Não, a partir do momento que eu te perdoei você não é mais culpado.
- Não vou fazer de novo.
-Eu sei, agora por favor, vamos esquecer isso e mudar de assunto? –Olhei pra ele e ele riu procurando algum assunto.
- E a faculdade?
-Começo amanha a noite, mudei o horário.. E as turnês ?
- Começam amanha também.. vou ficar duas semanas fora, vou ver se volto um dia antes pro seu aniversário.
-Você lembra do dia do meu aniversário? – Olhei pra ele com os olhos arregalados e sorrindo.
-É impossível esquecer qualquer coisa relacionada a você. – Sorri e ficamos nos olhando por uns segundos.
- é, olha.. eu tenho que te mostrar uma coisa! – Levantei e fui correndo do quarto pegar a nossa conchinha, sentei do lado dele e abri minha mão o mostrando.
-Nossa.. véi... nossa! Você ainda tem.. e-eu também tenho a minha! – Pedro sorriu e ficou com os olhos brilhando ao ver a concha em minha mão, o que me fez sorrir.
-Ainda tenho qualquer coisa relacionada a você. – Olhei pra ele sorrindo e ele sorriu, senti aqueles sintomas de amor e coloquei a conchinha em cima da mesa ficando em silêncio.
- Sabe.. aqui em São Paulo, quando duas pessoas não tem mais assunto elas fazem uma coisa..—Olhei pra ele com uma sobrancelha levantada.
- O que?
- Elas se beijam.. – ele se aproximou de mim sorrindo e não pude deixar de sorrir também, o abracei pelo pescoço e seus lábios macios e quentes tocaram os meus em uma sincronia perfeita, minhas mão percorriam suas costas e nuca enquanto a dele minha cintura e coxa, era aquele tipo de beijo perfeito com a pessoa perfeita. Ficamos assim e mais um pouco durante alguns longos minutos e só nos separamos quando não tínhamos mais ar.
- Sabe, estou me lembrando de quando você era uma menina birrenta e mimada. – Ele falou saindo de cima de mim e sentando, me abraçando pelos ombros.
- Eu realmente era chata.. – falei rindo e fiquei brincando com os dedos de sua mão.
- Mas quando me conheceu mudou, ficou legal!
-Convencido esse moleque! Mas... não vou negar que é verdade! – sorri e ele riu .
-Viu!
- Então.. vamos ver um filme?
- Vamos, qual?
- Qualquer um, não vou prestar atenção mesmo! –Ri da cara dele e me aproximei mais de seu rosto.
- Porque hein ?
-Porque a maior parte dele eu vou te beijar!
- Então porque não beija agora?
- ótima ideia.. – selamos nossos lábios novamente dessa vez com mais intensidade, passamos o resto do dia assim, nos beijando, jogando vídeo game, comendo, falando coisas bonitas um para o outro, éramos quase um casal.. bem.. quase. Quando foi 02h30, Pedro avisou que teria que ir embora já que iria pegar a estrada 4 horas depois, nos despedimos e foi um enrolação só pra ele ir embora já que ficaríamos sem nos ver durante duas semanas inteiras. Finalmente ele partiu e eu fui dormir, já que a semana seria agitada.
(...)
A semana foi passando e a minha agitação foi de dia estudar e conversar com as meninas, de noite ir pra faculdade e de madrugada ficar conversando com o Pe por SMS. Conheci umas pessoas legais e não tão legais na faculdade e a minha rotina estava ficando chata, nada acontecia e saudade dele só aumentava cada vez mais. Finalmente chega sexta feira, Pedro disse que tentaria voltar hoje a noite e as horas daquele relógio brega e redondo que tinha no meio da sala da faculdade insistiam em não contribuir comigo. Os longos minutos foram se passando e finalmente a aula terminou, bem mais tarde que o normal mais terminou, andei até o ponto de ônibus e fiquei esperando 1h30 por ele, mas não passava nenhum veiculo na pista e a noite estava bem escuro, tive que ir andando pra casa e a cada rua que eu passava parece que ia ficando cada vez mais escuro.
- Psiu.. – apertei meu passo e fiquei ouvindo uns barulhos, só podia ser mais uma das minhas paranoias.
-Psssssssssssiu. –Olhei pra trás e não havia ninguém, aumentei mais meu passos e fiquei rezando mentalmente pedindo pra que aquilo fosse apenas fruto da minha imaginação ou quem sabe o Pedro tentando me assustar. Senti alguma coisa gelada envolver meus braços com força e me puxar pra algum lugar com pouca iluminação, senti minhas costas batendo contra um parede e uma mão tapando minha boca.
- Fica quietinha se não vai ser pior. – Abri bem os olhos e vi uma figura mais velha, com um olhar ganancioso e fedendo a álcool me encarando e destapando minha boca, pensei em gritar, mas ele havia dito, seria pior pra mim.
- O que você vai fazer? – Falei com as voz tremula e senti meu corpo todo gelar.
*
- Nada de que irei minha arrepender depois. – Tentei gritar mas o ser tapou minha boca novamente e me imprensou contra a parede mais fortes e começou a beijar meu pescoço bruscamente e passa a mão por todo o meu corpo, quanto mais eu tentava me soltar, mais ele me segurava e me machucava com aquelas mãos. A cada segundo que passava eu desejava que aquilo acabasse logo, que alguém chegasse, mas nunca parecia, as coisas só ficavam cada vez mais escuras e minha mente girava, o ser beijava minha boca bruscamente enquanto eu apenas ouvia o barulho de pano se rasgando e um corpo desconhecido cada vez mais próximo do meu.
- Agora você vai ficar bem caladinha ouviu? E trate de fazer o que eu mando. – O ser sussurrou em meu ouvido enquanto tirava as calças e me colocava sentada em algum lugar que eu não pude e arrancava minhas roupas intimas me fazendo empurra-lo e tentar me livrar daquilo, mas parecia impossível. O ser segurou meu pulso e penetrou com força me fazer chorar e segurar minha voz pra não gritar, a todo momento eu tentava me soltar e sair correndo dali, mas a cada movimento eu ficava mais presa. Depois de minutos tendo a pior sensação do mundo, finalmente ele havia me deixado de lado e saiu daquele lugar levantando sua calça e me deixando no chão, coloquei minhas roupas intimas e percebi que aquilo era tudo o que eu tinha pra vestir, depois tudo ficou preto e eu não podia ver, ouvir ou sentir mais nada.
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