Tanto faz
5 Jane Simons
Seus lábios tocavam-se com insanidade, era como se o mundo fosse acabar naquele instante, era intenso, extremo. Sem hesitar despiram-se e foram até a cama, não pensaram em parar para deixar as garrafas de vinho e vodca paradas e certas, apenas jogaram-se, aproveitando o momento. O tempo realmente passa rápido em meio a prazer, e antes que notassem, já eram duas da manhã; e até agora, contados 4 orgasmos.
– E então? Como foi essa “experiência”? – Questionou Jane.
– Cala a boca... Não vai mais acontecer... – Respondeu corada Nicky.
Jane apenas riu da situação, porém, virou-se para tentar dormir. Para a sua surpresa, depois de alguns minutos, fora abraçada por Stein. Seus aconchegantes braços esquentam a loira, que de leve fecha os olhos, caindo no sono sem demora.
Naquela manhã, já no colégio, Jane nota que havia esquecido seu celular em casa, porém, não iria voltar, apenas continuou andando. Pouco tempo de caminhada e chega até a sala de filosofia, que está trancada. Simons então olha pelo vidro, procurando alguém na parte de dentro. Novamente é surpreendida por uma cena; do lado de dentro da sala, Oliver e Sunny beijavam-se apaixonadamente. A garota deixou que a cena continuasse, esperando o momento certo para interromper. E no mesmo segundo que Yanks começara a tirar a calça de Sunny, Jane bateu na porta com agressividade.
– Eu sei o que estão fazendo seus putos. – Bradou Simons entre alguns risos.
Virou-se de costas e encostou-se na parede, aguardando a saída dos dois da sala, Oliver tomou a frente, saindo da sala com destreza, o jovem pretendia apenas fitar Jane com seriedade, porém, ao tentar, caiu em risos.
– Cara, na moral. Por que? – Profanou Yanks entre risos descontrolados.
– Vocês são dois cuzões, cara, no meio da sala? – Respondeu Jane tentando segurar-se, porém de forma falha, pois seus aflorados sentimentos se opuseram afora, caindo em uma gargalhada.
Sem demora Sunny saiu da sala, encontrando Jane e Oliver rindo de forma histérica, não pensou o porquê, logo, caiu em risos da mesma forma. Após algum tempo, Simons acenou em sentido de partida, tomaria seu rumo para algum canto da escola. Sem hesitar agiu; e em pouco tempo já estava distante dos dois outros. Haviam poucas cadeiras, paredes mal pintadas, nenhuma pessoa. A garota encostou-se sob a parede, deixando seu corpo escorregar até que estivesse sentada. Devagar baixou a cabeça, como se ao seu redor não houvesse nada, seus olhos lentamente fecharam-se, e com o correr dos segundos, não era mais possível segurar o choro. As lágrimas escorriam por seu rosto, não era necessário esconder, não haviam pessoas a volta, porém era involuntário. Não percebera Jane, mas sob a porta do local, após algum tempo, encontrava-se Brendan, que sem demora foi até a garota e sentou-se ao seu lado.
– Hey... O que rolou? Na moral, eu nem te conheço mas isso tá me deixando preocupado. – Disse o garoto Richard.
– Não... Não é da sua conta... – Retrucou Jane em meio a soluços.
– Mas... Eu nem sei o seu nome... Eu to vendo que a situação tá foda... Vai, pode falar. – Tentou Brendan novamente.
– Jane... Jane Simons... É que... Cara, eu não consigo me entender. Eu não sei realmente o que eu quero e isso tá me incomodando pra caralho! – Respondeu Simons em desespero evidente. Seus olhos fitaram os de Brendan. Lotados de lágrimas, com as bochechas avermelhadas.
– Bem... Jane... Eu realmente não sei direito o que dizer... Mas que tal erva? A gente pode se chapar aqui mesmo e tocar o foda-se pra nossos problemas. Talvez isso te ajuda a “encontrar a si mesma” – Bradou Brendan esboçando um sorriso sincero em seu rosto.
Não pensou duas vezes, enrolou os dois maiores “baseados” que conseguiu, e entregou um deles a Jane, que sem hesitar ascendeu o mesmo, e com o tempo, as mágoas começaram a desaparecer, e um interesse não muito de “amizade” com relação a Brendan surgiu em Simons. Ambos sorriam, olhando um para o outro. O mais provável era que Jane fizesse algo, porém havia algo a se pensar.
Enquanto isso, durante o intervalo, Oliver se encontrava no ginásio do colégio, deitado sob a arquibancada, seus ouvidos eram cobertos por seu fone de ouvido, consequentemente, o mesmo ouvia músicas em uma altura absurda. Sem que percebesse Sunny adentrou ao local, e lentamente foi até o rapaz. Quando o mesmo notou sua presença, retirou os fones e sentou-se, parando a música.
– Sun, oi. Desculpa por hoje cedo é que eu... – Antes que pudesse terminar a frase, fora interrompido por um beijo; romântico, sincero. Seus lábios tocando-se de forma grandiosa, a cena poderia ser retratada com mínimos detalhes, porém a magnitude deste feito amoroso repercutiria em uma absurda quantidade de palavras. Com o tempo, seus fôlegos se acabaram, tendo que então separar os lábios. Oliver olhou nos olhos de Sunny, seu rosto estava um pouco corado, um sorriso honesto e relativamente fofo brotou em sua face, que fora interrompido por uma frase que talvez esteja sendo esperada por alguns.
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