Tanjoubi Omedetou, Aominecchi!
1 Único.
Notas iniciais
– Tsc. Acabei chegando cedo... — Aomine resmungou para o quarto assim que avistou o relógio sobre a cabeceira de sua cama marcando dez e meia da noite.
Não estava cedo. Nenhum pouco, na verdade. Mas ora. Ele queria chegar o mais tarde possível em casa. Não por ter alguém lá que ele não quisesse encontrar. Muito pelo contrário. Era justamente por quem ele querer encontrar, não estar lá.
Embora tenha sido difícil – como sempre – acordar cedo, hoje havia combinado um treino amistoso com seus ex-companheiros de time e seus novos... “Amigos”. Toda a galera do Kiseki e seus atuais parceiros de quadra (ou aqueles quais tinham mais afinidade) haviam reservado o dia para isso. Era o último dia das férias de verão e embora se fizesse de indiferente, não conseguia negar que adorava jogar com eles... Até que. Afinal, eles cresciam e melhoravam cada vez mais, coisa que aprendeu a apreciar... A notar, depois de sua derrota pós anos consecutivos de vitórias. Havia se recordado de como ele era antes... O que, óbvio, voltava a excitar sua alma. Continuava ganhando de muitos, mas aprendeu a dar valor ao crescimento de cada um, por mais que ainda não o ultrapassasse.
É... As pessoas crescem.
Por mais que detestasse esse tipo de coisa, não podia simplesmente ignorar as boas intenções de seus amigos... Ainda mais hoje. Ok. Podia... Bem, ignorou. Achava tudo um exagero, mas não negava que lá no fundinho estava feliz... Lá no fundinho... Tipo, BEM lá no fundo... E só não negava para si, que fique claro.
Era seu aniversário.
Em nenhum outro dia do ano... Aliás, tirando duas datas extras (aniversário de namoro e da pessoa, que por falar nisso, ele só lembrava porque colocava milhões de alarmes programados para a data, exatamente no mesmo dia que ela ocorria... Ou seja, um ano antes, programado E os toques de seus amigos porque o outro ficava choramingando pela demora.), não se importava em nada com datas comemorativas. Tanto é, que nem dava importância ao seu próprio aniversário. As pessoas faziam esse favor a ele, tipo, lembra-lo. E como não foi diferente, hoje também foi lembrado por eles.
… Só havia um “porém”...
Também em sua cabeceira, ficava seu calendário. Todos seus compromissos marcados em azul... E os de Kise em amarelo. Aquele “X” marcado ali, não o agradava nenhum pouco. Pois é, hoje ele estaria o dia todo a trabalho...
É mesmo. Era esse o motivo de não querer voltar tão cedo. Muito dificilmente, conseguiriam se encontrar, hoje... O maior problema, aliás, era o quão inquieto Aomine estava por causa disso. Não conseguia se concentrar em nada direito e claro que, como todo bom amigo, os seus, tiveram a grande preocupação de infernizá-lo o dia todo por isso.
– Tsc. — torceu os lábios lembrando-se das gozações de marido abandonado e foi tomar banho.
Ahh, aquela água quentinha e aconchegante. Por minutos... Longos minutos, deliciou-o com aquela sensação relaxante e aceita de tão bom grado por todo seu corpo depois de mais um dia zoneand.... Cahan. Treinando arduamente, numa quadra qualquer de um parque aleatório.
Estava tudo tão calmo e silencioso que, embora nem tivesse tentado resistir, deixou-se levar e acabou adormecendo dentro da banheira. Que perigo. Muitos minutos se passaram até ele dar uma “escorregada” ali dentro e quase se afogar, acordando-o por consequência.
– Droga! — berrou levantando-se assustado e obviamente, sentindo de imediato uma tontura filha da puta. — Porra! — berrou novamente. Sentou-se à beirada da banheira com a mão na cabeça e esperou sua pressão voltar ao normal.
Feito isso, enxugou-se rapidamente e enrolou a toalha de qualquer jeito na cintura. Abriu a porta de seu quarto e o breu dominava completamente o lugar. Estava acostumado a isso, mas de alguma maneira, sentia-se meio... Vazio... Era estranho. Já havia visto esse cenário, tantas e tantas vezes... Qual o problema agora?
… Er.
Levou as mãos à cabeça e chacoalhou seus cabelos rapidamente tirando o excesso de água. E há alguns passos de seu armário, perto de sua janela, notou um... Uma montanha estranha no vidro dela. Pela escuridão, seria impossível notar, contudo, a luz de fora o ajudou consideravelmente com esse pequeno problema. Seu cenho franziu e caminhou receoso até lá... Abriu minimamente a cortina e...
Calmamente abriu a cortina e em seguida a janela. Em movimentos tão sutis que nem pareciam aquele Aomine de sempre. Pegou a “coisa” em seus braços, fechou a janela com o pé e fechou a cortina com o mesmo, afinal, mãos ocupadas, oras. Levou sua “donzela” até sua cama e o colocou ali... Delicadamente... (entenda-se: soltou sem o menor cuidado).
… O quê? Aquele loiro tem 1,89m. Nem que fizesse um regime hardcore, ficaria leve.
Resmungou com o jeito desajeitado que caíra, acordando-o, obviamente, e coçou a cabeça sentando-se, piscando aleatoriamente. O quarto ainda estava escuro, mas pela pouquíssima claridade que ultrapassava o tecido branco da cortina, aquela figura tão admirada por seus olhos, foi facilmente reconhecida. Seus olhos se encheram de lágrimas e num pulo desesperado, o loiro voou no pescoço do rapaz. — Aominecchi! — berrou em meio ao choro.
Ha?!
– Onde você estava?! Por que demorou tanto para voltar?! Desculpe-me por hoje, eu queria ter chego mais cedo! Não me liberaram logo, mas eu fiz de tudo pra vir!! Perdoe-me! Por favor, eu não sei viver sem você!
Mas o quê...?!
– NÃO ME ODEIE!
...
– Kise. — aquele tom frio e sério fazia o loiro arrepiar-se independentemente do tempo que passassem juntos. — Se não me soltar em 2 segundos, quebro a sua cara.
Rapidamente Ryouta o soltou e afastou-se assustado. — Que maldade! — choramingou como de praxe. Contudo... Logo, aquele sentimento de culpa e arrependimento invadia todo seu ser novamente. — Eu só... — seu coração doía tanto. Sentia-se tão mal. — Eu só... — seus olhos cerraram e suas mãos fecharam-se fortemente sobre o tecido fino de sua camisa. — Não queria ter passado o dia longe de você... — não era cena... Era apenas, o que realmente sentia. — Não hoje...
Kise nunca se matou tanto para terminar logo o serviço. Aqueles fotógrafos eram muito bons... O problema estava na quantidade de fotos que teve que tirar... Fora o comercial sendo gravado, que, aliás! Foi o que mais demorou! Era nessas horas que se lamentava por ter seguido mais essa carreira.
Daiki perguntava-se inúmeras e milhares de vezes, o que havia visto de especial naquele loiro chorão... Talvez, tenha sido induzido ou enganado por alguém para se apaixonar por ele. Talvez, vencido pela insistência de Kise... Ou talvez, tenha se encantado, em algum momento, com aquele brilho puro e cristalino que trasbordava naturalmente daqueles orbes cor de mel (?), durante os “1 on 1’s” da vida.
Lindo? Sim ele era. Caso contrário não seria modelo, haha. E não conseguia controlar aquele pequeno foco de felicidade que aconchegava seu coração. Sentia-se especial, oras! Afinal, conhecia um Kise diferente das câmeras. Um Kise, que só dele. Dele e de mais ninguém. Tão frágil e...
Suspirou.
Sua mão segurou fortemente a cabeça loira cobrindo-lhe os olhos e seus dedos se apertaram cruelmente ali. Resmungos e choramingos eram ouvidos ao mesmo tempo que as mãos do modelo tentavam, inutilmente, afastar a do outro. Embora a luz não colaborasse em nada, realmente, a sorte não estava a favor do menor. Daiki prensou a cabeça do rapaz na cama e com sua mão livre ligou seu abajur.
– A-aomine-chi...? — Kise até tentava, mas o outro era mais forte e por fim, desistiu e parou de tentar se livrar daquela mão. -…? — sua cabeça não mais era apertada, mas ainda sim, seus olhos eram privados de sua dádiva natural.
Lentamente, o Ace da Touou Gakuen puxou a mão direita do outro, analisando-a em silêncio. — Tsc. — como suspeitava (por mais incrível que pareça, sentiu pelos toques do outro), haviam pequenos cortes ali. O que aquele idiota andou fazendo? Seus lábios tocaram sutis os dedos e depois de uma mordida digna de protestos, sua língua passou terna arrancando pequenos suspiros do loiro.
Baixou o dorso e seus lábios se juntaram num beijo lento e calmo. Suas línguas matavam a saudade de tempos sem um minuto de sossego por causa tanto do trabalho do loiro, quanto das atividades de Daiki. Kise estava morrendo de saudades daquele rapaz. Queria tocá-lo de qualquer jeito. Adorava sentir cada milímetro daqueles músculos tão perfeitamente bem esculpidos pelos treinos do esporte tão apreciado por ambos... Todavia, adorava, também, fazer as vontades de seu amado. Assim sendo, apenas relaxou e curtiu feliz aquele pequeno momento inicial de suas urgências, tão carinhoso entre eles – brincando calmamente com os fios rebeldes do moreno e claro, logo, o clima começava a esquentar e seus íntimos a clamarem serem notados.
Pouco a pouco, Aomine foi tirando sua mão do rosto do rapaz e erguendo-se... Ah, como aquela expressão vermelha, sem fôlego e chorosa mexia com seu baixo ventr... Digo, com seu coração. Um choque catastrófico atravessou seu corpo em instantes e sem um pingo de remorso, chutou sua sanidade para fora de sua mente.
Suas mãos deslizaram para baixo e encontrando as mãos de seu namorado, seus dedos se entrelaçaram guiando lentamente os braços claros para cima. Apoiou-se nos mesmos sobre a cabeça do modelo, ao mesmo tempo em que sua língua lasciva umedecia todo seu pescoço, gemidos contidos escapavam daqueles lábios que logo tinham de volta a atenção dos de Aomine. Juntou as mãos do loiro e segurando-os com uma só, desceu a outra pelo dorso do rapaz. Vez ou outra (entrelinha: sempre) sentia uma vontade insana de marcá-lo todo, deixando BEM visível que aquele corpo estupidamente delicioso tinha dono, mas não seria tão cretino com o trabalho de Ryouta.
Não hoje... Ao menos... Ou por enquanto.
Seus dentes resvalaram pelo pescoço do loiro e mordiscou relativamente, fraco aquela região de carne tão tentadora exposta aos seus desejos maculados pela luxúria, contudo, um resmungo mais intenso agraciou seus ouvidos fazendo seu baixo ventre reivindicar atenção.
– A-ao... Mine...Cchi... — adorava toda e qualquer carícia vinda do outro. Seu corpo contorcia-se e por mais que não gostasse de admitir, aquele moreno o enlouquecia só com sua respiração perigosamente próxima. E aquela língua e lábios macios demais para pertencer àquela pessoa grosseiramente rude, extasiava sua mente num universo único de prazer.
Queria muito deixar-se levar, mas não era esse o plano. Tudo bem que achou que nem teria mais como executar seu plano, mas bem, não era isso o que acontecia e, aliás, como aquilo o alucinava... Mas era forte, afinal. Sua sanidade não deixaria sua mente tão facilmente assim — A-aominecchi...! — elevou um pouco seu tom de voz. — E-espere...!
– Ah?! — seu cenho franziu consideravelmente e olhou irritado o rapaz, vermelho e absorto em suas carícias.
Kise se encolheu minimamente, mas não se intimidou... Muito... Fechou seus olhos e suspirou profundamente e, quando os abriu, aquele Kise Ryouta das quadras reluzia em seu olhar. Aquilo mexia demais com o outro. Num impulso rápido e certeiro, o loiro inverteu as posições e sentou-se sobre o rapaz que protestou pela ação inesperada.
– Está louco?! — vociferou, Daiki.
– Desculpe, Aominecchi... — Ryouta estava com a cabeça baixa e suas mãos sobre o peito de Daiki. Nem havia se tocado, mas aquela toalha era fina demais para esconder a empolgação avantajada de seu namorado. Internamente, sorriu. Suas mãos deslizaram até perto do umbigo do aniversariante e sua mão direita subiu jogando seus fios dourados pra trás. Olhando-o de cima, sua língua umedeceu seus lábios e mordiscou seu lábio inferior. — Mas hoje, deixe comigo. — piscou.
O rapaz ia retrucar, mas sua atenção foi toda desviada para o tórax de Kise que era revelado pouco a pouco, a cada botão sensualmente aberto. O loiro encarava fixamente seu namorado e remexia-se minimamente, esfregando-se ao volume há tempos desperto do outro. Sua camisa foi totalmente aberta e deslizou provocante suas mãos por seu corpo, parando no cós de sua calça com um sorriso atrevidamente malicioso em seus finos lábios.
Daiki engoliu seco e de fato, não tinha muita paciência e preferia ele mesmo fazer tudo logo de uma vez, mas não tinha como negar que aquele loiro puto o excitava com seus joguinhos. Sorriu de lado e mordiscou seu lábio inferior deixando-se levar pela iniciativa do outro.
Com a resposta positiva às suas investidas, Kise se entusiasmou e abriu sua braguilha exibindo orgulhoso, a ponta de seu membro que já despontava para cima, mal coberto por sua peça íntima. Aomine amontoou seus travesseiros e subiu um pouco a cama, trazendo consigo sua fonte de prazer e cravou suas unhas nas coxas trabalhadas do rapaz, grunhindo baixinho num resmungo contido enquanto seu baixo ventre remexia-se desconfortável. Kise levantou o quadril e de joelhos, foi afastando-se para trás.
O cheiro do mais alto já entorpecia naturalmente o senso do loiro, pós-banho, já era covardia. Pediu espaço entre as pernas dele e deu uma mordida leve em sua virilha. Seus dentes correram pela pele morena e olhou ardente para o rapaz, tirando-lhe a toalha com suas presas atrevidas. Sem perderem o contato visual, Kise deslizou sua língua pelo ventre do outro sem tocar uma única vez em seu membro. Os fios loiros foram presos entre os longos dedos de Daiki que forçava um carinho ali com repuxões aleatórios por puro reflexo. O moreno flexionou seus joelhos e o modelo se ajeitou melhor na cama aproximando sua boca de seu alvo. Entretanto, nada fez além de deixar o ar quente bater contra o membro teso. Daiki puxou os cabelos do menor que apenas riu e deslizou sua língua pela extensão apetitosamente tentadora aos seus instintos.
Quente e úmido, aquilo lembrava DEMAIS um pedacinho específico tão adorado por Aomine. Custava a acreditar que Kise fazia aquilo e ainda tão bem. Chegava até a achar que ele estivesse treinando com alguém por cada vez mais estar melhor... Entretanto, logo se recordava daquele olhar febril que detestava perder. Kise era do tipo esforçado e por mais que quisesse melhorar, sempre, ele não iria treinar com outro por aí, para isso. Sorriu sem querer. Tinha muito mais confiança nele, do que achava que tivesse. A cabeça de Kise subia e descia lentamente apreciando cada mínimo milímetro, mas claro, aquela saudade não o deixou brincando assim por muito tempo. Massageava e sugava harmonizando com suspiros e puxões vindo do outro. E em meio aos devaneios prazerosos que aquela voz grossa lhe proporcionava... — Ao-minecchi... — chamou-o sem parar o que fazia. O rapaz o olhou de esguelha e este sorriu travesso com o membro que pulsava dentro de sua boca. — Feliz aniversário. — sugou-lhe a alma e jogou um pequeno embrulho que tirou do bolso de sua camisa para o rapaz. Tirou seu brinquedo da boca e passou a deslizar suave sua língua, mais uma vez por toda sua extensão. — Abre. — sorriu. Beijou-lhe a ponta do falo logo engolindo todo aquele pedaço de carne novamente.
O rapaz estranhou consideravelmente aquilo. Se não fosse aquela língua ainda brincando com seu membro, provavelmente teria broxado com essa interrupção, embora ele tenha quase ejaculado com aquele “Feliz aniversário”... É, vai entender. Abriu o embrulho e ora, quem diria! Era um amuleto.
“Alma do Basquete”.
Estava escrito a pinceladas, naquela letra tão conhecida...
– Ah.
Os machucados fizeram sentido, enfim. Sorriu de lado com os olhos fechados. Sinceramente, nunca foi fã desse tipo de coisa... Aliás, nunca ligou para isso e, sentiu-se extremamente ridículo pela felicidade que comandava o caos dentro de seu peito. Ou ele havia virado mulher... Ou então, er. Óbvio que era porque tinha alguém importante ali naquele pedacinho especial de seu coração. Seu sorriso alargou-se sem seu consentimento e ao esticar seu braço para colocar o presente sobre sua cômoda, seus olhos se arregalaram e grunhiu prazerosamente com o canal que se abria para ele, apertando fortemente seu membro no estreito percurso.
Kise apoiou sua mão esquerda no abdômen do outro e a direita espalmou no peito do maior. Seus dedos se fecharam e o loiro realmente não poderia dar presente melhor que aquela cena lindamente sofrida e enevoada (?) que proporcionava aos olhos do aniversariante. – Ki... Se... – suas mãos apertaram fortemente as coxas do rapaz e involuntariamente, ergueu seu quadril fazendo um gemido pouco mais alto, escapar dos lábios do modelo.
– ... A... Aomine... Cchi... – Ryouta tentava relaxar e descer o mais rápido possível, mas é... Um tempo mínimo sem aquele contato, teve suas consequências. Aquilo estava difícil. O moreno ergueu sua mão e deslizou suave pelo contorno do rosto de seu namorado. Cara. Sério. Aquilo era golpe baixo contra Aomine. Seus dedos correram até os lábios finos e continuando o contorno de sua boca, como se explorasse o terreno, seus dedos invadiram aquela úmida cavidade. – A... Ao... – a língua de Kise brincava instintivamente com os dedos do rapaz e aquilo só aumentava a excitação de ambos. Ryouta realmente era um perigo aos olhos de Daiki.
O modelo estava na metade de seu objetivo, contudo, num brusco movimento, Daiki puxou-o para cima sem o menor cuidado. Num reflexo, Kise espalmou suas mãos na parede, para não se chocar contra ela e gemeu fortemente quando seu membro fora envolto pela boca de seu namorado. O loiro olhou para baixo e caralho, sentiu tanto tesão naquela hora que, agora sim, tinha certeza de que iria para o inferno tantos foram os pensamentos pecaminosos que passaram por sua cabeça em míseros instantes. Todavia, nem teve tempo suficiente para organizar nada em sua mente. Sua testa chocou-se fortemente contra a parede e sua voz relativamente grossa, saía prazerosamente de sua garganta mais uma vez. – Aomi...Ne... Cchi... – dois dedos foram pedindo espaço sem o menor cuidado naquele lugarzinho tão particular e exclusivo de Aomine.
Os dedos de Kise fecharam-se fortemente na parede e se o material não fosse resistente, com certeza teria quebrado aquilo... Sem contar a cabeçada. Grunhiu e suas pernas falsearam por um momento. Suas forças eram sugadas e sua mente guiada ao universo único de puro deleite. Os lábios de Daiki se apertavam e sugava forte enquanto seus dedos forçavam o espaço a se alargar. Aquilo realmente não fazia parte dos planos do loiro, mas ora. Quem diabos conseguiria raciocinar numa hora dessas?!
– Aominecchi... – arfava. – E-espe... Ah...! – ok. Kise até tentava. Mas as investidas de Daiki apenas se intensificavam perante seus “pedidos”. Será que ele não entenderia nunca que “Aomine Daiki” fazia o que queria e ponto?! ...Enfim. – Ao... Ao...!
Kise baixou sua mão esquerda e puxou fortemente os fios azuis do rapaz que imediatamente, “guiou delicadamente” seu loirinho e enterrou-se de uma só vez nele arrancando-lhe um urro de dor e prazer.
– Agora pode continuar meu “presente”. – lambeu os lábios fitando provocante o modelo.
Kise abriu seu olho direito encarando-o por um tempo mínimo e o fechou novamente meneando sua cabeça negativamente. – Que crueldade, Aominecchi... – sorriu de lado com o jeito delicado de seu namorado lhe ajudar; ajeitando-se em seu colo. – Mas... – inclinou-se para trás apoiando sua mão esquerda na coxa de Daiki, e olhando-o por cima, limpou o rastro de saliva que havia escorrido do canto de sua boca. Sua mão desceu até seu membro e sorriu malicioso. – Tem toda razão. – deslizou sua mão da base até a ponta de seu falo. Seu pré-gozo umedeceu seus dedos que logo foram limpos por sua própria língua complementado com seu olhar febril sobre o outro, uma cena que quase fazia o corpo de Daiki explodir. Subiu vagarosamente e desceu num baque, arrancando de si próprio um gemido alto e forte.
Ainda bem que a família do rapaz não ficava em casa no dia de seu aniversário... Era o “presente de aniversário” que eles lhe davam. Saíam para viajar e deixavam a casa para ele.
Mais uma vez um sorriso safado estampava seus lábios. – Você é muito puto.
– Olha quem fala. – Kise riu começando lentamente seus movimentos pra se acostumar.
Ah, sim, claro. Vamos nos traumatizar primeiro para depois ir com calma.
Seu quadril subia e descia e pouco a pouco, seu ritmo foi aumentando. Sua mão acariciava seu próprio corpo e seus olhos... Arregalaram-se quando foi jogado de frente contra a cama num impulso único.
– Ah, pro inferno! – o moreno apenas resmungou num sussurro e passou a ter o controle. Ele não aguentava mais. Até que foi forte e esperou até agora, mas ora, seu limite acabou. Mais um pouco e arrancava a perna do loiro com suas mãos, tamanha sua excitação. Suas mãos apertavam fortes as nádegas do rapaz e as forçavam a se abrirem mais para ter uma ampla visão do que fazia. Via seu membro sendo engolido e Kise só piorando seu estado mental com seus gemidos descontrolados.
– Ao... Mi... Ahhh... Ao... Ahhhhh... Necchi...!! – certo, certo. Reconhecia que o aniversariante havia sido forte, mas céus. Tinha como ele ficar ainda mais louco?! Por mais que quisesse sorrir pela explosão do maior, sua mente não estava mais nem aí para seus sentimentos. Imersa no universo do desejo, ela só se preenchia com “Aominecchi” e “prazer”. E que prazer.
Aomine entreva e saia no ritmo que melhor lhe agradava. Sentia o canal de Kise se apertando e suas estocadas aumentavam em potência cada vez mais Kise elevava o tom de seus gemidos. Seus dentes cravaram no pescoço do rapaz que não tinha mais nem forças pra xingá-lo. Estava totalmente entregue. Totalmente dominado. Aomine trilhou um caminho úmido do pescoço ao ouvido do rapaz ao mesmo tempo em que sua mão se enchia com o falo do loiro movendo-o rapidamente. E após um longo monólogo extremamente obsceno, saiu por um momento de dentro dele e o virou bruscamente para si, enfiando seu membro de uma vez, quase o matando sufocado de tabela. Suas línguas travavam uma árdua batalha e ai daquele que se atrevesse a interrompê-los. Seus corpos transpiravam tanto seu líquido natural quanto aumentavam a intensidade das chamas em seus interiores que pareciam apenas piorar a cada instante. Suas mentes não racionavam há tempos. Daiki ergueu seu tronco e puxou as pernas do loiro apoiando-as em seus ombros. Sua mão direita masturbava Kise no mesmo ritmo que suas estocadas cada vez mais profundas subiam o nível de prazer do rapaz ao além do aceitável. Aquele ponto específico de Kise parecia ter um imã que atraía diretamente seu namorado. Suas mentes estavam em branco. Nada mais importava. Nada mais... Além do prazer.
Kise levou sua mão esquerda à boca e mordeu o nó de seu dedo, mais próximo de sua mão.
Sinal vermelho.
Rapidamente, Aomine se enfiou entre as pernas do rapaz e trocou o dedo do outro por seus lábios. Entrelaçou seus dedos e os guiou para cima da cabeça de Kise, mais uma vez. Suas estocadas estavam ainda mais fortes e rápidas. Kise estava totalmente louco. Não conseguia pensar, não conseguia respirar, não conseguia nem corresponder ao beijo dignamente... E era o que Aomine almejava. – Ao... Ahhhh... Aooo... Eu vou... Eu...!
– Goze.
Um choque atravessou o corpo do modelo e um longo e extremamente prazeroso gemido saiu do fundo de sua alma junto com sua semente que lambuzava todo seu abdômen. Daiki fechou fortemente seus olhos quando as paredes se fecharam em espasmos alucinantes esmagando seu membro. E induzido pelo momento, preencheu todo aquele lugarzinho com jatos fortes e quentes, apenas aumentando o calor entre eles e por todo o ambiente.
O maior não parou seus movimentos. Pouco a pouco, a velocidade reduziu, mas ainda não havia parado totalmente... Aquilo era tão bom. Inebriava-se horrores. Kise lhe proporcionava sensações que nunca imaginou que poderia ter com alguém, ainda mais sendo outro homem. Os espamos de ambos foram diminuindo e bem mais relaxados, Aomine enfim, parou de se mover, permanecendo ainda dentro dele. Deitou-se sobre o rapaz e suas testas se juntaram, unindo levemente seus lábios, abertos para a passagem mais que necessária de ar. A língua de Daiki passou pelos lábios finos e Kise sorriu. Suas línguas dançavam no ar e aos poucos, Aomine foi se virando, trazendo Ryouta em seus braços, saindo de dentro dele.
– Omedetou*. — Kise se virou deitando-se parcialmente sobre o moreno, apoiando seu queixo em suas mãos, sobre o peito do outro com um lindo sorriso nos lábios.
Os orbes azuis fitaram os do modelo de soslaio e revirou os olhos. Aquilo ainda o mataria um dia. Fechou seus olhos e seus dedos se engraçaram entre os fios loiros num carinho calmo e terno. — Valeu.
– Temos que tomar banho. — Kise comentou num bocejo, acompanhado de Aomine.
– Estou com preguiça.
Kise riu. — Eu também... Mas vamos ficar resfriados assim... — torceu os lábios e num impulso levantou-se da cama, puxando o rapaz... — EI! — Kise retrucou quando Daiki o impediu e o puxou para si. Tudo foi tão rápido que o loiro até duvidou do fato de Aomine ser um reles mortal.
Num instante, ele havia limpado (de qualquer jeito) ele e o loiro, jogado o lençol num canto do quarto e puxado a coberta que havia caído no chão durante a comemoração e se enrolou nele, junto com Kise, abraçando-o pela cintura.
– Isso tudo é vontade de não desgrudar de mim? — riu prepotente.
– Cale a boca. — resmungou, afundando sua cabeça no peito do outro.
Riu de lado. — Nee... Aominecchi...? — chamou-o meio inseguro.
– Hm...? — o sono estava pesando de verdade. Queria MESMO dormir... Contudo, não conseguiu ignorar aquele remexer desconfortável e um “... Ah, não é nada...”, do outro por mais que quisesse. — O que foi? — irritado.
– Não é nada... — suspirou e Aomine o encarou de baixo. — Feliz aniversário. — sorriu para o moreno.
Num instante, Daiki prensou a cabeça de Kise na cama, segurando-o violentamente pelo contorno do rosto, tapando sua boca. — Ouse dar esse sorriso “Majestade Modelo” para mim novamente, que eu juro que quebro todos os seus dentes.
Era sério.
Kise se assustou um pouco, mas ele é que havia sido ridículo achando que Aomine não perceberia... Ele era o único que percebia seus sorrisos. O único. Suspirou. Não adiantava esconder nada daquele ali. — Onde você esteva?
– O quê? — soltou-o e espalmou suas mãos nas laterais da cabeça loira.
– Eu fiquei horas esperando na janela... O quarto estava escuro, mas eu pensei que você estivesse em casa! Até para a campainha eu apelei...! — Kise estava triste. Sentiu-se traído de alguma forma. Queria tanto, mas tanto ter passado o dia todo com ele. Havia planejado milhões de coisas para fazer com ele... Mas teve que trabalhar... Que inferno.
Aomine não estava em lugar algum. Aliás, estava morto no banheiro e quase morreu de verdade, aliás... O rapaz suspirou e torceu os lábios. — Eu estava tomando banho e dormi na banheira. Aliás, quase morri ali! — disse simplesmente e jogou-se ao lado do outro fechando os olhos. Já esperava toda aquela cena de donzela traída e antecipadamente já se irritava. Kise tinha o dom de não escutar o que ele falava e ficar inventando alguma estória absurda em sua mente perturbada.
Todavia... Um silêncio incômodo instalou-se ali, despertando a curiosidade do moreno. Olhou para o lado e o loiro estava deitado de lado, de frente para ele, apoiado em sua mão esquerda com o rosto coberto por seus fios dourados e com a mão direita na boca. Tremia...
– Ki... – sua mão fez menção de tocá-lo, todavia, a tremedeira só aumentou e antes de qualquer coisa que Aomine viesse a fazer, Kise explodiu uma terrível e estrondosa gargalhada.
– HAHAHAHA! AHOMINE*! HAHAHAHAHAHA!!!!!
Sério.
Ele gargalhava do fundo de sua alma.
Fazia séculos que Aomine não o via rir daquele jeito, mas não vamos esquecer a razão dele estar rindo Daquele jeito. Uma veia gigantesca saltou da testa do moreno que sem um mínimo de dó, pegou um de seus travesseiros e o pressionou contra o rosto do loiro. Kise estava sendo sufocado e se debatia, mas continuava rindo loucamente imaginando a cena que seu namorado havia protagonizado no banho para quase morrer ali. Só Aomine para dormir na banheira... Ele era muito burro.
Loiro filho da puta.
Aomine o xingava de todos os nomes que conhecia, mas num momento, quando seus olhos se desviaram por míseros instantes de seu Kise-Ryouta-Modelo-Cretino, eles pousaram sobre o presente que havia ganhado.
Kise realmente queria dar algo especial para o rapaz. Havia pensado em milhões de coisas. Roupas, acessórios, tendências, eletrônicos, cacarecos divertidos, mas claro que no final de tudo, riu por estar procurando algo tão difícil quando era tão simples. Assim como ele, Aomine era viciado em Basquete. Aliás, até mais do que ele. Óbvio que seria muito mais fácil, dur.
Lembrou-se de um de seus pequenos tesouros. De quando havia começado o Basquete e seus pais lhe deram um amuleto. Ficara tão feliz com aquele pequeno gesto, claro que não ia comprar igual para Aomine. Para ele tinha que ser diferente. Especial. E resolveu fazer ele mesmo. Com todo o seu coração, com todo o seu carinho e sincero sentimento que tinha com relação ao Basquete e ao seu namorado. Aquela pessoa que admirava desde o ginásio, não só por ser um jogador incrível... Mas também, por ser aquele pelo qual seus olhos faiscaram quando o viram jogar pela primeira vez. Aquele, que o apresentou à uma de suas maiores paixões na vida.
Kise não pretendia demorar tanto para fazer o amuleto, contudo, pelo serviço, aula, etc. e etc... Seu tempo acabou sendo esmagado e quase não conseguiu terminar o presente. Costurava-o durante os intervalos e tão concentrado nisso, quase enfartava quando o chamavam e com isso, lá ia mais alguma quantidade mínima de sangue. Espetou e cortou os dedos milhões de vezes assim. E embora sua equipe estivesse extremamente apreensiva perante a situação, quem é que se atreveria a ir contra aquele sorriso tão iluminado e verdadeiro que dizia que estava tudo bem, porque aquilo era para alguém muito especial para ele?
Aomine não fazia a menor ideia de como Kise havia se furado, mas ao menos, que fora costurando aquele amuleto, ele entendeu. Não era tão burro quanto o loiro achava que fosse. Não entendia a partir de quando passou a achar essa melação toda a coisa mais fofa do mundo. O que sabia era que – óbvio –, jamais mostraria ao loiro, o terno e delicado sorriso que escapou singelo por seus lábios. Achava exagerada toda aquela alegria que o loiro emanava naturalmente, mas de certa forma, sentia que era algo que o completava, tapando um buraco obscuro e o trazendo de volta ao seu reino de luz.
Kise quando jogava parecia outra pessoa... Não que ele pudesse dizer muito a esse respeito, mas enfim. Entretanto quando se tratava de sua vida pessoal, era totalmente purpurinado a ponto de ser tachado como idiota.
“- EI!”
Entretanto, foi justamente esse jeito inocentemente bobo que não deixava o outro em paz. Seu coração derreter-se assim por alguém era algo muito ilógico, tudo bem que o Basquete ainda era mais importante... Era uma certeza que ele tinha...
Sim. Não vamos destruir seu conceito agora, ok?
Todavia... Ele realmente tinha sérios problemas.
... Não, não. O problema tinha nome e sobrenome e sempre esteve ao seu lado... Mesmo sem se dar conta, sempre, com aquele lindo e encantador sorriso.
– Baka inu me*. — sussurrou para si num pequeno desabafo.
– Aominecchi...! — leves batidas rápidas e desesperadas no braço do rapaz, o despertaram de seus devaneios. — Estou... Sufocando!! — sério.
Daiki relaxou os músculos, mas não tirou o objeto da cara do outro. Apenas o deslizou para cima, para libertar o nariz do rapaz, e principalmente, aquilo que ele muito queria no momento.
–... Aominecchi...? — indagou confuso com a situação. Não enxergava nada. Daiki estava tão quieto. Aquilo chegava a ser catastrófico na visão de Kise. Ao menos uns resmungos praxe, ele deveria fazer... Não?
O moreno baixou seu dorso e seus lábios tocaram sutis os de Ryouta. Não queria nada muito profundo... Queria apenas, poder senti-lo... Suas respirações calmas batiam uma contra a outra. Era algo tão simples... Por que mexia tanto com ele afinal?
Que pergunta estúpida.
Riu.
“Obrigado”
– Pelo presente...
– Ahn...? — Kise mal ouviu.
– Obrigado... — sorriu selando o contato, enfim.
“Por existir.”
31/08/12
(21/08/12)
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