Tan Solo Soy
23 Por siempre enamorada
Notas iniciais
acho que o cap ficou meio gigante, culpa da minha ansiedade.
Eu tava com pressa, então ele não ficou tão bom quanto eu queria, porém eu ainda o digitei com mta empolgação (desde o capítulo 13 que eu to planejando esse, então espero que gostem).
Corri até Maxi e o contei a minha ideia. A princípio Maxi pareceu meio duvidoso, mas depois acabou percebendo que essa seria a melhor solução – apesar de ser uma solução arriscada. Nós já havíamos combinado exatamente como iríamos executar tudo, e tentamos não esquecer qualquer detalhe por mínimo que seja, pois era pra situação ficar melhor, e não pior.
Naquele sábado não iria mais ter show, já que a Lara tomou uma pedrada na cabeça (a Vilu é demais), então logo depois que passei um tempo com o Maxi, corri para o quarto e já me deitei, porém não dormi a princípio, só pensando no que faria... e já que nós iríamos embora amanhã, nós não podíamos falhar com o horário.
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Finalmente amanheceu. Me levantei sem muita pressa, já que aparentemente todas as meninas do quarto ainda dormiam. A única coisa que a minha cabeça estava concentrada era: Onde eu trancaria Vilu e León juntos? (sim, esse era o meu plano medíocre) Mas eu tinha que ser inteligente naquele momento, pois tinha que trancá-los de uma forma que eles ficassem juntos por um boooom tempo, tanto tempo que eles saíssem já encantados um pelo outro. Então só me restava uma coisa a fazer: eles tinham que perder o ônibus de volta, mas como? Maxi já tinha concordado com o plano, mas não tinha acrescentado ideia alguma também, o que era mau.
Fiz minha rotina matinal e fui até a cozinha para tomar café. Para minha sorte, Maxi era o único que havia acordado. Peguei um cereal qualquer, enchi o prato e então finalmente corri e me sentei ao lado do Maxi.
- Bom dia amor – o cumprimentei com um selinho.
- Bom dia – sorriu.
- Maxi, eu sei que a gente tem mais assuntos pra resolver e eu não gosto de ficar falando de uma coisa só por muito tempo, mas...
- Imagina amor, qualquer assunto com você é interessante pra mim – era um fofo mesmo.
- Então, ontem à noite eu fiquei pensando no plano pra trancarmos a Vilu e o León. A gente tem que fazer eles perderem o ônibus da volta... você sabe que horas que o ônibus vai sair?
- Me disseram que por volta das 16h.
- Então, a gente tranca eles dois aqui e depois a gente vem buscar – disse.
- Você tá maluca, Naty? Lógico que alguém vai notar a ausência deles – Maxi disse como se eu estivesse completamente louca – sem contar que o León está muito furioso, eles dois podem até brigar mais.
- A gente mente, fala que o Ramalho apareceu e veio buscar eles mais cedo – insisti – e quanto à eles brigarem, a gente tem que arriscar.
- Naty, mentir não é uma boa ideia, de verdade... e eu não entendo o porquê de você querer tanto juntá-los de novo. São o León e a Violetta, algum dia eles vão voltar, disso você pode ter certeza.
- Tudo bem, mas eu não quero arriscar, Maxi. Não suportaria ver duas pessoas que se amam separadas por minha causa.
- Mas a culpa não é sua, é daquela menina lá.
- Por favor, não me contrarie à essa altura – sorria sem graça.
Maxi bufou, mas assentiu com a cabeça, permanecendo calado. Na hora eu abri um sorriso do tamanho do mundo e o esmaguei com um abraço.
- Você é perfeito, sabia? – disse enquanto beijava loucamente a bochecha dele.
- Você que fica me fazendo ficar desse jeito – ele sorriu e finalmente selou nossos lábios.
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O dia inteiro passou como um raio, e finalmente já estava quase na hora de irmos embora. Estava dentro do quarto das meninas arrumando a minha mala, e Violetta se encontrava sentada em sua cama, também arrumando a mala dela. Violetta e León não trocaram uma palavra durante o dia inteiro, o que era bem preocupante já que até metade do dia anterior, um RESPIRAVA o outro. De qualquer forma, eu já tinha meu plano inteiro em mente e agora seria tarde demais para voltar atrás.
Terminei de arrumar minhas malas e caminhei com elas até o ônibus, as guardando lá. Olhei para o céu e percebi que estava para formar uma chuva daquelas, então agi com pressa. Logo que olhei para trás e percebi que para a minha sorte não havia ninguém ao redor, corri até Violetta que se encontrava na porta da cabana e finalmente comecei a executar o plano:
- Vilu, tem como você ir lá no quarto dos meninos chamar o Maxi pra mim? É que me pediram uma ajuda com as malas ali e eu acho melhor não contrariar o instrutor, sabe como é... pode deixar que eu levo as suas – disse enquanto pegava as malas da mão dela.
- Tudo bem, Naty. É pra pedir que ele vá para o ônibus? – perguntou.
- Exato – sorri meio nervosa.
Quando Violetta se retirou os meus olhos automaticamente se voltaram para Maxi, que estava escondido atrás do ônibus. Perguntei gesticulando se ele havia feito o mesmo com o León e ele só assentiu com a cabeça, então já recebido o sinal, corri um pouco depois da Violetta e quando ela adentrou o quarto, o tranquei e sai correndo.
- Agora corre, Maxi – disse entre risadas enquanto adentrava o ônibus.
POV VIOLETTA
Eu não estava nada bem. Havia brigado com León e a minha raiva fazia questão de dominar todo o meu corpo... pelo menos hoje seria o dia que nós iríamos embora daquele hospício, porém ir para casa não mudaria quase nada, já que eu teria que ver o León de qualquer forma, e pra piorar ainda teria que suportar o Tomás e a Ludmila na minha cola. Bem, eu tinha que aproveitar o momento que eu estava vivendo agora da melhor maneira possível, acho que ficar dentro do ônibus na volta, só ouvindo música me acalmaria.
Naty havia acabado de me pedir um favor, disse para eu ir no quarto dos garotos chamar o Maxi ou algo assim. Já que o quarto dos garotos não ficava dentro da casa, mas sim numa espécie de cômodo separado eu concordei sem muitos problemas. Eu tinha quase certeza também de que León estava dentro do ônibus, então eu não corria o risco de encontra-lo lá dentro. Corri até lá com pressa (pois logicamente não queria perder o ônibus), mas eu não consegui encontrar ninguém a princípio, quando para a minha surpresa, logo que eu adentrei o quarto, alguém fechou a porta e a trancou.
Já estava completamente histérica, batendo na porta e gritando socorro como uma louca, quando do nada MESMO León aparecera atrás de mim, segurando o meu braço.
- O que você está fazendo aqui? – praticamente gritei, assustada – foi você quem planejou isso? – agora o empurrava – A PORTA ESTÁ TRANCADA!
- Ei ei ei, calminha aí garota. Eu só vim pegar a mala do Maxi, mas ainda não achei – afirmou.
- Mas eu vim chamar o Maxi – afirmei – a Naty quem pediu.
Bem quando eu disse isso, a ficha de nós dois caiu.
- Não acredito que eles fizeram isso comigo, a última pessoa com quem eu queria ficar agora é você – afirmei friamente.
- Sei como você se sente – León disse com um tom sarcástico – talvez esse momento não seria tão desagradável se você não ficasse complicando as coisas.
- EU QUE COMPLICO, NÉ? – já gritava – EU NÃO VOU NEM FALAR NADA PRA VOCÊ, LEÓN. VOCÊ SEQUER MERECE MEU RESPEITO.
- AH, QUAL É VIOLETTA! Simplesmente assuma que agiu errado e a gente acaba com isso agora.
- Eu estou achando que a única coisa que devia acabar era o nosso relacionamento – finalmente murmurei.
- Ótimo, então a gente termina de novo – bem na hora que León disse isso, ouvimos um alto trovão saindo do lado de fora.
Com aquilo, meus olhos se direcionaram à janela, que eu notei que estava aberta. Naty e Maxi haviam falhado com aquele plano fajuto. León percebeu o meu silêncio momentâneo, e então perguntou:
- O que foi? No que está pensando?
Eu somente soltei uma risada.
- Não vou ter que te suportar, afinal – olhei em direção à janela – olha pra lá – apontei pra que ele pudesse ver – a gente empurra uma cama até lá e sai pela janela.
León não disse nada, só fez o que eu havia sugerido e então caminhou em direção à cama mais próxima da janela. Corri até ele e o ajudei a empurrar. Logo que a cama estava encostada, não fiz cerimônia alguma e já subi em cima dela e pulei pra fora do quarto. Não contive a minha emoção:
- FINALMENTE LIVRE – gritei enquanto jogava os braços pra cima.
- Qual é, Violetta – León disse enquanto ainda saia – você não ficou nem cinco minutos comigo, e olha que você já passou noites, hein.
Não respondi a ultima afirmação dele e resolvi mudar o assunto.
- Agora a gente tem que correr pra conseguir pegar o ônibus.
León assentiu com a cabeça, e assim que ele saiu do quarto, nós dois fomos correndo até o local onde o ônibus estava antes estacionado, porém aquele tinha acabado de sair do local, estando ainda em vista. Nós automaticamente saímos correndo igual dois loucos, gritando para que o motorista pudesse nos escutar, porém não conseguimos pará-lo. Agora sim, nós dois estávamos fritos.
- O que vamos fazer? – disse completamente assustada – meu celular estava dentro da mala.
- Não fique desesperada... mas o meu também – ele disse com uma cara assustada também.
Para piorar, começou a chover bem naquela hora. León e eu não tínhamos lugar para correr, então corremos para a frente mesmo. Não corremos quase nada, quando eu vi um objeto não muito estranho que parecia estar estacionado no meio da rua. Claro, era um carro, que por sinal era velho e estava todo acabado. Já que não tinha lugar para correr, não pensei duas vezes e corri em direção ao carro e então o adentrei, León fez o mesmo.
- Claro!! – León disse ao adentrar o carro – Eu vou dirigindo até lá.
- León, você tá maluco? – Eu praticamente gritava – esse carro tá todo acabado, e isso vai ser roubo, nós nem sabemos de quem é.
León bufou.
- Você realmente acha que esse carro é de alguém? Está parado no meio da rua, todo aberto e olha – ele disse surpreso – com a chave no contato. Se o carro ligar eu vou embora, se você quiser ficar, fique – disse friamente.
Eu não disse nada, só fiquei esperando para a ver se aquele carro iria ligar, e para a nossa surpresa, logo de primeira ele ligou. León abriu um largo sorriso e engatou a marcha, mas antes de sair se virou pra mim.
- Tudo bem, pode sair – sorriu.
- Vou ficar aqui – disse murmurando, quase não dava para me ouvir.
- Como é que é? – ele queria muito me ver humilhada.
- Você entendeu, agora dirige logo. E por favor não fale comigo.
León suspirou e começou a andar com o carro. No começo dava umas engasgadas, mas depois parece que ele finalmente começou a andar direito. Cara, aquele carro estava completamente acabado (menos o motor, para a nossa sorte), lá dentro fedia, o para-brisas mal funcionava, o vidro do lado do León estava quebrado, os bancos todos sujos e tinha graxa por toda a parte. Com certeza aquele carro era roubado, e então fora roubado por nós.
Estava um completo silêncio lá dentro há muito tempo. León já havia dirigido por bastante tempo mas parecia que ele estava andando em círculos ou algo assim. Claro, nós estávamos na Espanha, óbvio que ele não conhecia nada por aqui, como eu fui burra de pensar que nós finalmente sairíamos dessa.
- León, você não sabe para onde está indo, não é mesmo? – disse.
- Claro que sei, para a faculdade – respondeu com ironia.
- Qual é, você me entendeu. A gente está perdido, não está?
- Violetta, só fica quieta ou então pula do carro – acabara de aumentar a fúria dele.
Quando eu ia soltar uma resposta, a chuva aumentou evidentemente. Claro, a chuva sempre nos atrapalhava. Porém, dessa vez ela atrapalhou de uma maneira diferente. Com o vento causado pela velocidade intensa do carro e o vidro quebrado de León, a chuva começou a invadir dentro do carro, porém esta o molhava por inteiro e principalmente, o atrapalhava a ver a estrada. Quando eu pensei que não poderia piorar, o para-brisas parou de pegar completamente. León se virou para mim e me pediu uma loucura:
- Segura o volante que eu vou dar um jeito nisso – ele disse já soltando a mão do volante, e eu automaticamente o segurei.
- Você está louco, garoto? – só gritei porém ele não respondeu.
Enquanto eu segurava o volante, León começou a me torturar (indiretamente). Ele tirou sua camisa com muita pressa, e então começou a passa-la no vidro do carro para desembaçar. Quando eu pensei que ele colocaria a camisa de novo, o louco abriu um pouco a sua porta (que mesmo sendo pouco, o ato fez com que ele se molhasse todo) e pendurou a sua camisa na parte do vidro do carro que estava quebrado, fazendo assim com que parasse de entrar água dentro do carro.
León finalmente assumiu o volante de novo e então eu não pude me conter. Meus olhos automaticamente se direcionaram para o peito dele que estava MOLHADO, aquilo tinha que ser proposital. Eu pensei que não poderia parecer mais tarada, e fiquei perdidinha ali admirando a cena, mas claro, León tinha que notar para acabar com a minha graça.
- Pode falar, eu sei que você tá doidinha aí pra me ter de novo – ele afirmou convencidamente.
- Você é ridículo, garoto – agora a minha raiva havia voltado, porém o que ele falou anteriormente era verdade.
- Um ridículo que você quer – sorriu sarcasticamente.
- PARA O CARRO – finalmente gritei e León parou na hora, pensando que era algo grave – não sou obrigada a ficar aqui com você, vou sozinh que é bem melhor.
Me retirei do carro e então comecei a caminhar sozinha, no meio da estrada e na chuva. Eu estava fervendo de raiva, e a chuva que caía sobre mim só deixava a cena mais horripilante, estava escuro e frio, mas eu aguentaria essa sozinha. Porém, não reinei por muito tempo... Dei dez passos de distancia do carro e pude ver León saindo logo atrás de mim, ainda sem a droga da camisa. Comecei a correr automaticamente, mas ele corria muito mais do que eu.
- VIOLETTA! – ele gritava com fúria – PARE COM ISSO IMEDIATAMENTE.
Eu parei somente para me virar e gritar pra ele.
- VOCÊ NÃO MANDA EM MIM!
Então nesse ato, León correu igual um louco em minha direção. Tentei correr o mais rápido que eu pude, mas eu não conseguir dar nem dois passos que ele me alcançou e me pegou no colo, me deixando com a cara virada pro chão. Então ele começou a caminhar de volta em direção ao carro.
- Me solta, seu idiota – comecei a socar ele, e sem lutar muito ele me soltou, me fazendo cair no chão.
- Tudo bem, Violetta. Eu até tentei, mas é impossível com você – ele afirmou e ficou parado na minha frente.
Me levantei e me coloquei na frente dele.
- Sabe, você era a pessoa mais apaixonante pra mim há menos de 24 horas atrás, mas eu estou te odiando agora – eu apontava o dedo na cara dele.
- Cala a droga dessa boca, Violetta! – ele finalmente gritou.
- Se eu não fizer isso, o que você vai fazer? – perguntei sarcasticamente.
Pergunta fatal. Em um ato León puxou a minha camisa que estava completamente ensopada e começou a me beijar igual um louco, como se o desejo dele fosse algo que nunca tivesse fim. No momento em que ele fez o ato eu fiquei com um imenso frio na barriga, e claro, eu estava no mesmo sentimento que ele, então deixei tudo fluir. Praticamente pulei em cima dele quando ele me envolveu, e a intensidade era tanta que a minha blusa até subia. Minha pele fria, toda molhada pela chuva entrando em contato com o peito dele que estava nu me deixava arrepios por todo o corpo. León mordia meus lábios intensamente enquanto passava uma mão pelas minhas costas e a outra acariciava os meus cabelos. Nunca havia visto León daquela maneira, nunca tinha beijado daquela maneira, nunca senti ódio, paixão e desejo como senti daquela maneira. E para aumentar a intensidade, estava tendo esse turbilhão de sentimentos juntos.
Notas finais
ah, e desculpa por as vezes demorar pra responde-los, as vezes falta tempo, mas eu sempre vou responder um por um sem exceção ok? Por favor, eu preciso MUITO que vcs comentem nesse cap, foi o mais importante pra mim até agora.
Enfim, beijos
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