Tan Solo Soy
36 No dejo de pensar en ti
Notas iniciais
Gente, tá ae mais um cap pra vocês...
A PARTIR DE AMANHÃ É FERIADO PROLONGADO, UHUUUUL.
O que isso significa?
Que a Lari vai tentar o máximo possível pra terminar a fic essa semana, pq daí vai vir a minha semana de provas e depois dela eu já começo a postar a segunda temporada da fic!
Muitas coisas vem por ae uhuhuhuhu
Esse cap tá de cortar o coração, mas eu tentei colocar uma parte ou outra engraçada pra não ficar tão pesado... ENFIM.
Depois de revirar todo o meu quarto e todo o caminho que eu havia feito até ele – inclusive passar novamente pelo teatro –, eu me dei conta de que realmente havia perdido o bilhete, e este já não teria mais volta.
Tomei a decisão de não avisar Violetta sobre isso, até porque eu sabia muito bem qual seria a reação dela. Ela com certeza ficaria nervosa e ia acabar comentando sobre o assunto sem se dar conta de que ainda haviam escutas em sua roupa. Mas de qualquer forma, eu não poderia de forma alguma ficar parada, tinha que fazer alguma coisa. O único problema é que nós iríamos voltar para Buenos Aires no dia seguinte, e ia ficar um pouco complicado ajudá-la a distância.
Eu estava torcendo muito para que aquele bilhete não tivesse caído em mãos erradas.
POV VIOLETTA
Eu estava desesperada. Dessa vez parecia que as coisas não teriam solução para mim, de fato. Infelizmente eu fiquei com todo o fardo, entretanto eu não mediria esforços para proteger aqueles que eu amo.
Estava sentada na beirada da minha cama em silêncio, pensando em como eu ia fazer para dar a notícia para León sem que ele se magoasse ou algo do tipo, mas isso seria praticamente impossível. Doía demais o fato de que provavelmente eu veria aqueles olhos que por tanto tempo cuidaram de mim, tristes novamente.
Quando eu pensei que a situação não poderia piorar, León adentrou o meu quarto eufórico, me deixando praticamente em pânico:
- Meu amor, por que você não foi com a gente na pizzaria? Eu fiquei igual um louco atrás de você, te liguei no celular umas quinhentas vezes. Foi tão legal, você não sabe o que perdeu. – Ele dizia com um grande sorriso no rosto. – O André tava tentando enfiar um pedaço de calabresa no nariz, daí eu falei pra ele que quando a gente voltar para Baires amanhã, nós podíamos...
- Que legal, amor. – Eu respondi cabisbaixa, e obviamente León notou, pois parou de tagarelar na hora.
- O que foi? – Seu semblante havia acabado de mudar, agora parecia muito preocupado.
Eu engoli seco e minhas mãos ficaram trêmulas.
- León... – Eu tentava formular as palavras da melhor maneira possível, cautelosa para não magoá-lo. – Eu não vou voltar com vocês amanhã.
León estranhou o que eu havia acabado de dizer, mas ele não tinha entendido completamente.
- Tudo bem então. Seu pai decidiu ir mais tarde? Deu algum problema na documentação de novo?
O meu olho já estava começando a arder de tanta vontade que eu tinha de chorar.
- Não é isso. A gente não vai mais voltar para Buenos Aires, vamos ficar permanentemente aqui em Madrid.
Agora sim León me parecia muito preocupado.
- Alguma coisa com o acordo com a Angie? Ela não quer mais casar com o seu pai? – León já me enchia de perguntas com muita afobação, a preocupação dele só aumentava, o que me causava mais dor.
- Não... – Eu disse em um fio de voz. – Fui eu que decidi que não quero mais ir para Buenos Aires, León. – Então eu disse friamente.
Os olhos de León perderam o foco, eu percebi que ele fitava o chão na procura de algum sentido para o que eu acabara de dizer.
- Eu não, eu não entendo... – Então finalmente os seus olhos se encheram de lágrimas. – E a gente?
Pronto. Eu já estava com o meu coração partido, e sequer poderia demonstrar isso, sequer poderia falar a verdade para León.
- É que eu pensei bem e... León, eu não posso perder essa oportunidade. Ter ganho a bolsa de estudos aqui foi a coisa mais importante que já aconteceu para a minha carreira. Voltar para Buenos Aires agora seria uma grande burrice da minha parte. E eu não posso te iludir... Continuar um relacionamento à distância nunca daria certo, você sabe disso. Até porque você é um rapaz maravilhoso e eu tenho certeza que outras garotas vão ficar loucas atrás de você, seria muita concorrência pra mim.
- Você sabe muito bem que eu nunca conseguiria olhar para ninguém além de você, Violetta. – Ele disse com um certo rancor na voz. – Mas eu não posso ser egoísta e ficar insistindo para você voltar para Baires comigo, apesar de eu querer muito isso. Se isso é o que você decidiu que vai ser o melhor pra você, eu sou obrigado a aceitar já que te amo.
- Perfeito. – Eu disse friamente.
- Nem tão perfeito assim. – León disse com muita tristeza.
Ele se levantou e caminhou até a porta do quarto para sair, porém deu dois passos pra trás, aparentemente formulando alguma coisa para me falar:
- Violetta, desculpa. – Voltou a falar. – Eu simplesmente não consigo acreditar nisso o que você acabou de me dizer. A gente ficou aqui todo esse tempo praticamente grudados, e a cada dia que se passava você me dava a certeza de que me amava e que de alguma forma a gente ficaria junto... Até hoje mesmo depois do show, você sabe do que eu estou falando. Quando foi que isso mudou? – Ele levantou os braços, demonstrando que estava inconformado.
Eu simplesmente não tinha mais o que falar para ele. Todas as minhas desculpas iriam parecer esfarrapadas.
- Eu só pensei bem no que vai ser melhor pra mim. Não faça isso comigo, León. Está sendo muito difícil pra mim também.
- Pois não parece. Quer saber o que eu sinto? Eu sinto que todo esse período eu fui usado como um passatempo. – Ele logo retrucou sem pensar. – De qualquer forma, amanhã eu passo aqui pra te dar adeus. – Disse e então bateu a porta do quarto ao sair.
Eu pensei em falar algo mas hesitei. Logo que León se retirou as lágrimas finalmente começaram a rolar descontroladamente pelo meu rosto. Eu enfiei a cabeça no meu travesseiro e ali descontei toda a dor que eu sentia. Essa noite seria muito difícil de dormir.
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Acordei com um cansaço inexplicável (sim, já acordei cansada), e me supreendia só o fato de eu ter dormido essa noite, pois parecia que eu tinha levado uma surra. Quando eu tentei me recompor para finalmente levantar, pude notar que havia mais alguém dentro do meu quarto, o que me causou um grande susto. Fiquei para ali em pé, irritadíssima ao perceber quem era.
- Tomás, o que você quer aqui? – Eu disse já enfurecidamente.
- Violetta... – Ele falava com a voz suave. – Eu vim conversar com você, numa boa. – Ele levantou as mãos como se estivesse se defendendo.
- Fala logo. – Eu continuava grossa.
- Eu só queria dizer que... Apesar de a Ludmila e eu, você sabe... Eu não tenho nada a ver com o plano dela com a Jade.
- E você realmente quer que eu acredite nisso, Tomás?
Era incrível como esse povo me chamava de burra tão descaradamente.
- É verdade, Vilu. – Eu fiquei completamente irritada quando ele me chamou assim. – Na verdade, eu não aceitei fazer parte disso.
- E daí? – Eu já estava louca da vida.
Então para a minha surpresa – e nojo – Tomás deu um passo a frente, ficando mais perto de mim, e logo eu automaticamente dei um passo para trás.
- Eu ainda gosto de você, Violetta. Não consigo me controlar...
Ao dizer aquilo Tomás se posicionou com muita agilidade diante de mim e tentou me tomar em um beijo à força, me agarrando com brutalidade. Porém, quando ele tentou enfiar aquela língua nojenta na minha boca, meus dentes automaticamente fizeram questão de se cravar nela com toda a força possível. Lógico que depois do meu ato, Tomás começou a se lamentar pela dor e então me soltou, mas nem tudo estava resolvido... Logo depois que eu me soltei de Tomás, ouvi um barulho vindo da porta do meu quarto:
- Eu só posso ser um idiota mesmo. – León disse com toda a raiva possível que poderia haver em alguém. – ADEUS, VIOLETTA. ESPERO QUE VOCÊS DOIS SEJAM FELIZES! – Finalmente completou e se retirou do quarto, me deixando completamente sem rumo.
Logo depois que aquilo aconteceu, o idiota do Tomás começou rir.
- VOCÊ SABIA QUE ELE ESTAVA VINDO AQUI NÃO É? SEU OTÁRIO!! — Eu comecei a gritar com o Tomás enquanto cerrava os punhos.
Ao dizer aquilo e notar que Tomás estava feliz, em um golpe quase que automático eu dei um chute no meio das pernas de Tomás, que o fez cair no chão na hora e gemer de dor. Se eu seria obrigada a permanecer ali com ele, que pelo menos este sofresse as consequências de seus atos da maneira mais dolorosa possível.
Depois disso eu saí correndo do meu quarto a fim de achar León e justificar as coisas pra ele antes que ele fosse embora, então eu me dirigi até a entrada principal da casa. Porém, era tarde demais: Logo que eu abri a porta eu pude ver León dentro de um táxi que estava em frente a casa, mas que já tinha dado partida para sair.
Notas finais
Gente, eu NÃO ME ESQUECI do bilhete viu? Esse daí vai ser mto importante para a história.
E agora mano, e agora? ahahah
NÃO DEIXEM DE COMENTAR, ESSA É A PARTE MAIS IMPORTANTE DA FIC!!
Enfim, espero que estejam gostando apesar de tudo...
bjs
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