Tan Solo Soy

38 Lo que quiero


Notas iniciais
Olá meu povo.
Bem, finalmente estou acabando a fic, mas ainda vai levar uns tres ou quatro capítulos, sei lá UAHSUAIHAUIHUAISH
Esse capítulo tá meio chatinho e monótono, tanto que eu demorei pra caramba pra esrevê-lo, e é bem capaz de eu até ter repetido alguns trechos... mas grandes coisas estão por vir aí kkkkkk
enfim

Depois de algum tempo na delegacia, a minha denúncia finalmente estava feita. O delegado me garantiu que tomaria as providências necessárias e que Jade seria presa imediatamente, o que me trouxe grande alívio. Agora só me faltava uma coisa: Ligar para os pais de Ludmila e Tomás.

Voltei para casa na maior tranquilidade e então tratei de pegar o telefone. Por sorte eu ainda tinha o número de casa de alguns ex-alunos do Studio, inclusive o de Tomás e Ludmila. Assim que encontrei o número deles na agenda, tratei de começar a discá-los. Achei importante ligar para os pais de Ludmila primeiro, já que ela é quem carregaria o bebê. Lógico que quando eu dei a noticia os pais dela não acreditaram, se recusaram a aceitar que a sua linda filhinha estava carregando uma criança, mas com muito custo eu consegui convencê-los pois eles me conheciam e sabiam que eu nunca brincaria com uma coisa dessas.

Com os pais do Tomás eu tive uma dificuldade maior ainda, estes me xingaram pelo telefone e afirmaram que tudo era culpa do Germán que foi um irresponsável e não havia cuidado bem deles, mas sequer queriam ouvir que eles fizeram besteira antes de vir para cá. De qualquer forma, depois de muito estresse eles acreditaram em mim, pelo menos é o que eu acho.

Porém, teve uma coisa que ambos os pais me pediram pra fazer: Enfiar Ludmila e Tomás no primeiro vôo de volta para Buenos Aires, e isso sim seria difícil.

Fiquei um tempo ali no sofá da sala, respirando suavemente pois tinha a sensação de que um peso tinha acabado de sair das minhas costas, finalmente Violetta poderia viver em paz. E então para a minha surpresa, um número desconhecido apareceu no visor do meu celular que praticamente fazia um escândalo ao tocar.

– Alô? – Atendi.

– Senhorita Angeles? – Um homem me perguntou.

– Eu mesma. Quem fala?

– Aqui é o Sr. Wayne – Logo me lembrei que era o delegado. – Só liguei para afirmar que as denúncias que a senhora fez foram confirmadas e a denunciada já está presa.

– O quê??? – Quase pulei de felicidade ao saber. – Muito obrigada, nossa.

– Bem, era só isso mesmo, qualquer informação necessária nós entraremos em contato.

– Ok, obrigada.

Ao desligar o telefone eu fiquei maravilhada em ver como o serviço policial de Madrid era eficiente. Agora sim definitivamente eu teria descanso.

Pensei em subir no quarto e finalmente contar para Violetta tudo o que havia acontecido, pois esta parecia muito deprimida ultimamente e com certeza ficaria muito feliz com a notícia. Subi depressa para o quarto dela e bati na porta.


POV VIOLETTA


Fiquei deitada na minha cama praticamente o dia todo, sequer tinha ânimo para comer ou qualquer coisa que fosse. A única coisa que se passava pela minha cabeça era se León estava chegando bem em Buenos Aires, e se o mesmo algum dia ainda falaria comigo. Já estava prestes a chorar de novo quando fui surpreendida por alguém batendo na porta do meu quarto.

– VILU! – Angie dizia com o maior sorriso no rosto. – Tenho uma ótima notícia para te contar.

– Fale. – Eu disse sem ânimo algum na voz.

Quando eu disse aquilo, Angie começou a me explicar tudo o que havia acontecido, que Francesca havia perdido o bilhete e ela o encontrou e todas essas coisas. Obvio que eu fiquei eufórica, estava maravilhada diante de uma situação tão boa, eu mal acreditava que Jade havia sido presa e que nós poderíamos voltar para Buenos Aires em paz. Essa nem parecia a minha vida.

– Angie, você é a melhor pessoa que existe! – Eu disse enquanto corria para abraçá-la.

– Só fiquei inconformada em te ver nessa situação, eles tinham que pagar pelo que fizeram. – Ela afirmou. – Mas por favor, não comente nada com o seu pai, ok? Eu sei que ele vai ficar nervoso e é capaz de ele fazer uma besteira. – Somente assenti com a cabeça e voltei a abraçá-la. – Agora arrume as suas coisas que nós voltaremos para Buenos Aires amanhã, tá?

– Tudo bem. Eu te amo, Angie.

– Eu te amo muito mais, meu amor. – Ela respondeu.

Ficamos ali por mais um tempo abraçadas, quando Ludmila adentrou o meu quarto sem fazer cerimônia nenhuma, simplesmente o invadiu assim, sem mais nem menos. Eu ainda me perguntava como ela havia ficado aqui em casa se teoricamente era pra ela ter voltado junto com o pessoal que estava na faculdade para Buenos Aires, acho que o Tomás estava escondendo ela ou algo assim, e de qualquer forma eu não iria dedurá-los para o meu pai anteriormente, não correria mais esse risco. Pelo menos agora as coisas eram diferentes.

– Angie, não acredito que você contou para o meu pai! – Ela dizia já com lágrimas nos olhos. – Quem você pensa que é para fazer isso?

– Isso é o que eu pergunto para você, Ludmila. Você devia era ser presa junto com a Jade depois do que você fez, considere-se com muita sorte. – Angie logo respondeu. – E nem venha com esse drama, amanhã mesmo você e o Tomás voltam para Buenos Aires conosco.

– MAS EU VOU PERDER A BOLSA!! – Tomás gritou enfurecidamente enquanto também adentrava o quarto.

– Você devia ter pensado no seu futuro um pouco antes de fazer um filho, Tomás. – Angie falava friamente. – Agora arrumem as suas malas que partiremos amanhã cedo.

Quando Angie finalmente disse aquilo, Tomás e Ludmila saíram do meu quarto resmungando mais do que nunca. Eu sequer me importava com eles naquele momento, a única coisa que eu queria era arrumar as minhas malas na certeza de que iríamos partir para Buenos Aires amanhã. Porém, minha felicidade ainda não era completa, eu estava exatamente com o mesmo problema que tivera quando vim para cá.

Depois de muito tempo colocando as minhas roupas na mala, tudo estava organizado e pronto para partimos na manhã seguinte. Coloquei meu pijama e me deitei tranquilamente, na certeza de que essa finalmente seria a minha última noite naquele lugar.


–----


Pela primeira vez em dias eu tive uma noite de sono tranquila, ter a certeza de que a Jade estava presa e Ludmila ferrada era maravilhosa. Me levantei, fiz minha rotina matinal e finalmente desci já com as malas em mãos para tomar café. Tudo estava acontecendo muito rápido, nas pressas, então o café da manhã foi praticamente em cinco minutos, mas no mesmo nós tivemos uma surpresa.

– Angie... – Meu pai falou descontraidamente enquanto passava requeijão numa torrada.

– Sim?

– S-sabe, aquele acordo do casamento e tudo mais?

Pude perceber que o semblante de Angie mudara, parecia até meio nervosa.

– Sei.

– E-eu queria te perguntar... – Evidentemente papai estava muito nervoso também. – Se você gostaria de se casar comigo o mais breve possível?

– Defina a data logo, Germán. – Angie finalmente disse.

– Semana que vem.

Angie deu um longo suspiro mas logo assentiu, obviamente papai ficou muito feliz. Eu mal acreditava que pelo menos para eles as coisas estavam sendo boas e solucionadas... Aquela cena tão fofa me fez lembrar de León quase que automaticamente, eu me perdia em meus pensamentos quando o assunto era casamento, não dava para imaginar de outra maneira ou com outra pessoa.

Depois de um tempo com longos suspiros durante o café da manhã, finalmente Ramalho pegou o carro e nós partimos para o Aeroporto, não demorou muito até que conseguíssemos arrumar todas as coisas com a passagem e finalmente já estávamos dentro do avião. Durante toda a viagem Ludmila e Tomás permaneciam com o semblante mais horrível possível, porém aquilo não me intimidava: Eu finalmente estava voltando para casa, e ninguém mais conseguiria mudar isso.

Notas finais
eae gente? espero que mesmo assim não deixem de comentar e etc, preciso de vocês PRINCIPALMENTE nessa etapa final kkkkk
enfim, só isso por hoje mesmo!
bjs