Também
1 Will you not hear what I say, Near?
Notas iniciais
Essa ainda não é a fic que eu queria para aquela capa.
Mas enfim.
Boa leitura~
Mas enfim.
Boa leitura~
Chocolate. Merda. Manteve a barra presa entre os dentes desnecessariamente a mostra enquanto pegava o casaco. Guardou a arma, já vestindo a cabeça enquanto o acelerador da moto era posto pra trabalhar.Não é que não estivesse realmente esperando por aquilo... Na verdade, era óbvio que acabaria acontecendo. Só não esperava que o orgulho de Mello fosse se dobrar tão rapidamente a ponto de já estar ali, bem diante das câmeras de vigilância, despreocupado. Abriu as portas com um pouco caso notável, em nem sequer largar o avião de plástico que mantinha entre os dedos. Halle já estava em casa. Gevanni estava seguindo Mikami. O comandante havia saído para... Bom. Ele também tinha vida. Pensava até que ponto Mello calculara todos esses fatores antes de vir. Podia ouvir o solado das botas pelo recinto onde a única iluminação eram as dezenas de televisores. — Olá de novo Mello. O som de um corpo se deixando cair no primeiro sofá que encontrou não era esperado, mas a barra de chocolate sendo aberta lhe tranquilizou com o sentimento de que ainda estava tudo dentro dos erros de suas deduções. — Esqueceu algo? E chegava mesmo a ser engraçada a cena. O sempre tão altivo e dramático, num sentido de filme de ação cheio de explosões, tão quieto enquanto Near tentava tentava? — puxar assunto. Lembrava um pouco alguns dos dias mais curiosos na Wammys House, aqueles inesperados em que se via obrigado a reconhecer porque Mello era o número dois. Apenas ficar patente porque Mello AINDA era o número dois. — Você poderia ter simplesmente queimado a minha foto. — Suponho que sim. — Nem precisava ter ido pegar. — Você que a deixou para trás. Se não o tivesse feito Kira teria encontrado-a quando foi investigar o orfanato. — Não pense que vou te agradecer por ficar se metendo. — Não penso. Silêncio. Alguns quadradinhos de chocolate eram partidos enquanto passageiros embarcavam no avião falso. Mello ainda no Sofá. Near ainda no chão. Há quanto tempo não se olhavam?— Onde a foto estava? — Na sala do Roger. — Eles não guardavam fotos nossas Near. Nossas. Enrolou um cachinho. Às vezes esquecia-se de com quem estava lidando... Óbvio que ele sabia que não eram guardadas informações além das essenciais sobre os sucessores de L. Medidas de segurança instauradas pelo próprio detetive e só ampliadas conforme se acumulavam os dados a respeito de Kira. — Roger era descuidado e fraco. Foi um erro da parte dele. Não deixava de ser verdade. — Eu não sou a Halle, ou alguns desses seus subordinados estúpidos que vão ficar soltando exclamações surpresas com as suas deduções imbecis, Near. Também era bem verdade. — Onde você a pegou? De novo. — Na sala do Roger. De novo. Um bufo mal-humorado. Sentia-se sob o sério risco de acabar assassinado ali. Não por coisas poéticas como um olhar fuzilante ou pensamentos malignos. Mello não era dessas coisas fracas e pouco práticas. Sentia, sim, o revolver coçando para ser engatilhado e apontado reto e certeiro em sua direção. De fato, a arma girava por entre os dedos, contida. Não que ele estivesse vendo. — Near, eu estou sinceramente me esforçando para simplesmente não te enfiar uma bala na cabeça. — Não duvidava — Mas posso mudar de ideia se continuar com esse seu joguinho estúpido. — Já passamos por isso hoje, Mello. Você não atirou mais cedo, não vejo por que o faria agora, sendo que nada mudou. O interessante a respeito de seu rival é como seu comportamento era oscilante. Bipolar seria quase um insulto para aquele ser. Se diante dos outros realmente precisara fazer toda aquela cena cheia de gritos e ameaças, agora voltava a ser a mesma pessoa fascinante e surpreendente que não precisava se esforçar para ser superior. — Quando pegou essa foto? Essa. Quase podia enxerga-lo com a foto em mãos. Poderia se ousasse virar um pouco que fosse a cabeça. — No dia em que o Roger nos chamou. — Qual deles? — Fala como se fossemos para lá juntos com frequência. Melhor, chamados por ele em pessoa. Mello, você já foi mais atento...
Viu em sua mente as sobrancelhas se franzindo e apertando os olhos. Aquele dia. O dia da morte do L. — Eu olhei os arquivos antes de ir. Não tinha nada meu lá. — A foto era minha. Quase. Quase conseguiu realmente ver uma careta se formando no meio daquele rosto tomado por queimaduras. Algumas reticências se alastraram pela cena, pensativas. — Naquele dia em que fomos chamados para destruir os arquivos... — lembranças foram se esticando, preguiçosas, em sua mente — Então, aquilo que pegou foi a minha foto. Não sentiu necessidade de responder aquela constatação. — Você parece um maníaco tarado, Near. Um stalker. — Você demorou a descobrir que ela estava comigo. Ainda faltava uma pergunta ali. — E porque me devolveu? — Sabia que viria buscá-la e já não precisava mais dela. Mello assentiu, digerindo tudo o que lhe fora proposto. Abriu outro chocolate. Ergueu-se do sofá, ouvindo as molas rangerem. Parou ao lado de Near, ainda partindo a barra. Sentou-se. Estranhando a aproximação, parou de brincar um pouco com seus modelos plástico, esperando. Mello segurava a tal da foto entre seus dedos negros. Rasgou-a. — Não vou trabalhar com você. — Eu sei. Nunca haviam feito nada juntos. — Mas mantenho o que disse, vou estar te esperando. É bom que consiga chegar. Mas não se lembravam de já terem se separado. — Veio só para isso? Estranho, esses dois. Um sorrisinho de deboche. — Já disse Near, vou estar te esperando. Sorriu, de leve, quase rindo. Deixou que Mello se fosse, acompanhando com as câmeras a moto ganhando as ruas desertas. Quando Rester voltou para a central da SPK, não pode deixar de estranhar. Near, milagrosamente, não tinha brinquedo algum em mãos. Apenas uma barra de chocolate, uma barra fina e escura. Chegou a comentar com Gevanni o quanto era curioso, mas recebeu apenas concordância. Aquilo nem era importante. Era só para matar a vontade mesmo... Para disfarçar a abstinência daquele gosto único que há muito não sentia. Mas tudo bem. Também podia esperar.
Notas finais
Teoricamente, há mais um capítulo.
Ainda preciso decidir se o postarei aqui, ou como uma one separada.
Mas enfim.
Konan betou~
E... Qualquer coisa, review.
Obrigada~
Kalhens.
Ainda preciso decidir se o postarei aqui, ou como uma one separada.
Mas enfim.
Konan betou~
E... Qualquer coisa, review.
Obrigada~
Kalhens.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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