Notas iniciais
Yey! Fiz especialmente para a leitora Mrs Dreams ♥ E...duas pessoas acompanhando? Será que é um bug do Nyah? O.o Porque aparece que só a Mrs Dreams acompanha...Bem, não importa, fiquem com mais um capítulo ;D

Maggie's POV

Depois de uma semana na fazenda, fiquei amiga de Carol e Andrea. Ambas fazíamos as mesmas tarefas, que eram lavar e estender roupas, lavar a louça... E durante esse trabalhos chatos, nós conversávamos sobre os rapazes da fazenda para nos distrairmos. Às vezes eu até esquecia que o mundo estava devastado.

—Então...Vocês estão interessadas em algum rapaz da fazenda? — Andrea perguntou, curiosa, enquanto lavávamos a louça. Fiquei em silêncio.

Carol riu.

—Talvez.

—Hm...Daryl?- Andrea chutou. Abri um sorriso e olhei para ver a expressão de Carol. Ela sorriu.

—Claro que não! Ele é todo errado.

—Sou? — Daryl apareceu na porta da cozinha, sorrindo.

Carol ficou com vergonha:

—É — Ela afirma.

—Que seja — Ele deu de ombros e se retirou.

Carol suspirou.

—Tem alguém apaixonada — Falei, zoando.

—Maggie, melhor ficar quieta, eu vi o jeito que você olha para Glenn — Ela sorriu, maliciosa.

Fiquei vermelha. Não havia rolado nada entre nós. Quer dizer...Depois que ele se recuperou do tiro, nossos olhares se encontraram algumas vezes, mas não passou disso.

—Claro que não.Glenn é apenas meu amigo...

Ouvi passos descendo as escadas. Eram de Glenn. Droga.

Depois de uma semana ele havia se recuperado bem rápido, segundo o meu pai. Ele já conseguia andar como antes e não precisava mais de repouso.

No momento em que desceu, ele imediatamente olhou para mim. Ele acenou baixinho para mim e sorriu. Mas não um sorriso feliz, era mais um sorriso de aflição.

''Maggie sua estúpida! Ele deve ter ouvido''. Foi o que pensei. Eram grandes as chances de ele ter ouvido.

Nós três olhamos para ele.

—Bom dia — Ele murmurou.

—Bom dia — Acenei de volta, vermelha.

Ele foi para o gramado da fazenda, suspirando antes de sair.

— Não importa. Ele gosta de ti — Andrea disse, olhando minha reação, que era de vergonha. — Vocês viram a expressão dele de vergonha?

—Eu vi — Carol falou.- Sem falar que ele só te cumprimentou.

—Será que ele ouviu? — Murmurei baixinho, insegura.

—Ouviu o que? — Andrea perguntou, confusa.

—Que ele só é seu amigo? Acho que sim...Mas você não se importa com isso, né? — Ela perguntou, sabendo que eu me importava.

Se eu tinha alguma chance de ficar com Glenn, essa chance não existia mais.

Fiquei em silêncio.

Depois de acabar a louça, fui até a varanda. Glenn estava sentado em uma cadeira de balanço.

Ele olhou para mim mas rapidamente desviou. Havia um violão em seu colo, e Glenn parecia tentar afinar ele.

Sentei ao seu lado, me remoendo por ter dito aquela merda. Maldita hora.

Eu iria puxar assunto, mas preferi ficar quieta. Não era um bom momento.

—Violão legal — Falei. Eu era péssima em arrumar erros.

—Dale encontrou ele na rodovia e me deu — Ele respondeu, sem me olhar.

Daryl chegou com sua moto, fitou Glenn e murmurou:

—Violão...Um velho truque para atrair gatinhas...Para um chinês até que você é bem pegador- Ele deu uma piscadinha pra ele e depois e me encarou. Antes de Daryl sair, eu falei:

—Vai para o inferno, Dixon!

—Já estou lá.

Depois dessa cena com Daryl, Glenn nem sequer tentou me olhar, desviando o olhar para o chão depois disso. Daryl aparentava um valentão insensível, mas tinha um lado irônico e sádico.

Aquilo realmente me constrangeu. Olhei para ver a expressão de Glenn. Ele parecia envergonhado.

Glenn balançou a cabeça negativamente e sorriu.

—O que foi? -Perguntei, tentando entender a graça.

—Essa já é a segunda vez que ele me chama de chinês, sendo que eu nem nasci na China.

—Daryl é um idiota. — Falei.

Ele finalmente olhou para mim e sorriu.

—Sim, ele é.

—De onde a sua família é?

—Coreia do Sul. Deixa eu adivinhar...A sua é Irlandesa, não é? -Ele parecia tranquilo, mas eu sabia que o que ele ouviu na cozinha havia deixado ele aflito.

—Sim...E Como você sabe? — Perguntei.

—Maggie Greene...Eu imaginei.

Sorri. Ele era tão bonito e eu havia criado uma barreira entre nós.

Um carro se aproximou, e alguns minutos depois, Rick saiu do carro e disse:

—Eu tenho uma tarefa para vocês...Topam?

Assenti com a cabeça e olhei para Glenn, que observava atentamente as cordas do violão.

—Pode ser — Ele disse, desanimado. Acho que ele lembrou do que ocorreu na cozinha.

—Quero que vocês vão até um mercadinho da região...Peguem tudo o que julgarem necessário. — Rick disse.

Sorri, com vergonha. Teria um momento a sós com Glenn.

Eu teria uma chance de diminuir a distancia que criei.

Glenn’s POV

Acordei com uma grande disposição. Estava ansioso pela nova moradia e para conhecer ela melhor.

Sonhei com ela todas as noites em que passei desde que cheguei. Seus olhos eram verdes como grama molhada. Seus olhos expressavam tristeza com um pouco de esperança.

Assim que desci as escadas, ouvi Maggie dizendo :

—Claro que não... Glenn é apenas meu amigo...

Apenas um amigo.

Essa palavras se repetiram na minha cabeça.

Como eu sou burro. Só porque estamos no fim do mundo, não significa que uma garota como aquela vai querer ficar com um cara como eu. Coisas assim nunca mudam.

Quando finalmente tomei coragem para ir pra sala (Que era grudada com a cozinha), Andrea, Carol e Maggie me olharam. Realmente fiquei envergonhado.

Acenei baixo para Maggie, que fez o mesmo.

''Bom dia'' ''Bom dia''.

Ótimo diálogo.

Diálogo de amigos.

Quando Rick avisou que eu sairia sozinho com Maggie, meu coração bateu forte. Apesar de ter sido indiretamente rejeitado, ainda estava um pouco cabisbaixo. Quer dizer, claro que tentei ao máximo não demonstrar ansiedade, mas não pareceu adiantar muito, pois depois de dar a notícia, Rick me chamou para um canto longe de Maggie, deixando-a sozinha na varanda.

—Eu sei da sua queda pela filha do fazendeiro – Ele sorriu. Nunca tinha visto esse jeito brincalhão de Rick. Eu sempre o vi como um líder sério que não tinha tempo para brincadeiras.

Corei. Droga. E pior, eu não sabia mentir.

—Mas como...- Questionei, com dúvida e curiosidade.

—Você fala enquanto dorme – Ele sorriu – Mas só eu ouvi, e bem...Talvez Daryl.

—Deve ter sido o efeito do remédio.- Fiquei vermelho. Não queria que soubessem que eu falava durante o sono.

Droga. Isso explica o fato de ele ter nos zoado na varanda anteriormente. Ou melhor dizendo, me zoado.

Suspirei, aliviado. Não queria que ninguém mais ficasse sabendo disso. De jeito nenhum.

Isso tinha que morrer, esse sentimento. Tinha que morrer assim como tudo morreu nesse mundo.

{...}

Assim que Maggie sentou ao meu lado no carro, fiquei paralisado. Fingi não notar sua presença, estava nervoso e confuso. Ela mesma disse que eu era apenas um amigo. Mas de qualquer jeito, meu coração ainda batia tão forte que eu conseguia ouvi-lo.

Nós encontraríamos no carro, ela já estava lá.

Sem querer, me peguei analisando-a de cima para baixo. Era algo inevitável. Ela era perfeita.

Notas finais
Lá vem o 4...