Antes: Me tranquei no quarto e passei a tarde jogando Black no play, e imaginando como era morar sozinha longe dos pais, tento toda a liberdade e independência financeira, um namorado que andasse de skate comigo e curtisse jogar play, e preferisse mexer na internet e ver filmes da Marvel ao invés de sair para balada. Não custa sonhar.

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A semana passou rápida já era final de semana, ainda bem aquela escola estava me dando nos nervos, provas finais, trabalhos saindo até do esgoto, e eu não aguentava mais escutar as piadinhas de Louis sobre aquele dia no ‘Submarino’,e logo na segunda o aniversário das gêmeas, e eu ainda não havia comprado os presentes, como sempre, mas no fim eu sempre acabo dando um cartão desejando feliz aniversário e embrulhando uma das minhas blusas velhas que elas gostavam e dando em sinal do meu amor, fora isso sou uma ótima irmã. Enfim era sábado a noite, mais precisamente 21:47 e eu ainda estava em casa, de pijama, pantufas, deitada com a TV ligada (apenas como música ambiente) e mexendo no computador, detalhe mesmo estando o dia todo em casa sem fazer nada praticamente eu não havia tomado banho, ultimamente até minhas irmãs saiam mais que eu, era deprimente. Preciso de um namorado, -sqn- ele não entenderia minhas manias, exigiria que eu parasse de roer unhas e morder gelo por que é idiotice, ‘O QUE TEM DE ERRADO EM MORDER GELO?’ AFFS! Na verdade eu pararia de morder gelo se o Paul fosse comigo no baile, mas como isso não vai acontecer pois ele já tinha par para o mesmo...

– Mãe, tem gelo nas fominhas? – é o que temos para hoje.

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Domingo a tarde é pura nostalgia CREDO! Fiquei sentada na varanda observando o tanto de vizinhos esquisito que moravam por ali, dentro da casa o som da TV informava que a chatice do jogo já ia começar, as meninas estavam na piscina do clube, estávamos apenas eu e minha mãe em casa, não tem como piorar, ou aliás TEM! Lari minha mais nova vizinha chegou sei lá de onde, e resolveu dar uma de vizinha legal e veio me cumprimentar e apresentar seu namorado, charmoso, bem vestido, e bem mais velho,Zayn era seu nome, um tanto quanto incomum no Brasil mas ela disse que ele não era daqui, fiz cara de quem não havia perguntado mas ela continuou, aparentava ter uns 21 anos no máximo, mas na verdade tinha 27, ai você pensa, o que essa mina tem? Eles tem 7 anos de diferença, tipo PQP, ela só pode ser muito boa de cama, ou muito rica, pelas vestimentas dela ela só podia ser boa de cama. Fui simpática, até demais comparado ao meu humor, respondia apenas o necessário, e por fim quando ela viu que não conseguiria nada alem daquilo de mim viraram as costas e saíram, enquanto se dirigiam até a casa dela notei que ele não falava português, era uma língua estranha, confesso que fiquei curiosa em saber como se conheceram. Fiquei observando a rua por mais alguns minutos, na verdade fiquei encarando a antiga casa de Harry, aonde agora Lari e Zayn moravam não me importei com o que eles achariam apenas fiquei fitando-a. Levantei e andei até a casa de Gui mas como de costume ele não estava em casa, geralmente se entocava na casa de Helena na sexta e voltava apenas no domingo a noite, as meninas e seus respectivos estavam na piscina conforme as gêmeas me informaram, Louis e Guilherme já eram acostumados com suas frescuras mas Niall por ser ‘novo’ iria sofrer com elas e suas manias. Como sempre, eu estava em casa ‘sozinha’ em pleno domingo voltei pra casa a fim de preparar algo para comer, abri a geladeira, e ela estava cheia de nada, decepcionante. Peguei o skate e fui até a padaria mais próxima, comprei algo extremamente doce, um chips e uma coca-zero, preciso cuidar do corpo afinal. Deitei na cama macia e confortável, e me propus a ler um livro que eu havia começado a alguns meses mas nunca consegui terminar, nas 3 primeiras páginas eu consegui ler normalmente dali em diante o sono falou mais alto, larguei o livro mais uma vez na cabeceira da cama virei para o lado e dormi.

O despertador tocou assustadoramente alto, o que causou o efeito contrário do que pensei que teria, esqueci que tinha trocado o toque, de uma música calma para algo mais balada, e a semana mal havia começado e já estava de mal humor. Além de ser segunda feira era aniversário das gêmeas, do quarto eu já ouvia o alvoroço que elas faziam na sala, o jornal matinal havia sido trocado por música e histeria de ambas. Lavei o rosto que amanheceu inchado e com relutância segui para a cozinha.


– Você sabe que dia é hoje? – Carla impaciente e empolgada.


– Segunda-feira, talvez? – de certa forma eu não estava errada, só não respondi o que ela queria escutar.


– Eta, que alguém acordou mal humorada. – Anna (mais conhecida como minha mãe)


Fui a mesa a onde o café estava servido e extravagantemente decorada enchi o prato de bolo fiz um copo de Nescau e sentei no sofá a fim de ver desenho, ver as gêmeas radiantes de felicidade me fez esquecer o trauma de hoje mais cedo.


– Mãe a campainha. – Quem é o infeliz que estaria tocando a campainha a essas horas da manhã?


– Vai ver quem é, oras, vocês está mais próxima da porta do que nós. – raiva, raiva,raiva. Antes que eu pudesse levantar Carla saiu em disparada a porta.


– É a Thay, pode deixar que eu atendo.


– Oi vim deixar a Thay aqui para vocês irem juntas ao colégio. – Eu conhecia essa voz. Não é possível, não acredito, Paul?


– Entrem tomem café da manhã conosco. – O que minha mãe ta fazendo? Crl. Olhei Carla como quem estivesse prestes a ter um ataque cardíaco e implorei para não o deixar entrar.


– É Paul, venha tomar café conosco. – Maldita. Eu estava de pijama com um furo enorme no meio das pernas, e manchado de cloro devido ao meu grande dom de lavar roupa me rastejando pelo chão, rezando para que ele não me visse naquele estado.


– Camila? – FILHA DA PUTA FUI DESCOBERTA.


– Paul? É vocês mesmo? – como vou sair dessa?


– Acho que sim. Vim trazer minha irmã mais nova, não sabia que você era irmã dessa criaturas.- Ele me olhou de cima a baixo, ri sarcasticamente e fiz sinal malcriado para Carla. – Adorei o seu pijama.

Estava prestes a me enterrar viva. – Adorei seu pijama. – que tipo de sarcasmo era esse? Fui a te o quarto e troquei de roupa, agora com algo mais apresentável voltei a tomar meu café, meu coração estava disparado comi tão rápido que nem percebi.


– To indo, beijo. – peguei o skate e bati a porta.


– Calma guria eu estou de carro, posso te dar uma carona, só tenho que passar em casa e pegar Suzy. – Paul. Nem fodendo iria com ele de carro, muito menos ter que conviver com Suzy no mesmo ambiente no qual eu não era obrigada estar, ele é louco.


– Não não, vou de skate não se preocupe. – Falei.E antes que ele insistisse, coloquei os fones de ouvido e sumi ladeira a baixo. Ufa!

Fiquei encarando o quadro negro por alguns minutos, sabe quando você olha fixamente para algo mas sua cabeça está no longe? Eu estava assim. A manhã começou agitada, e agora o tédio havia tomado conta, a tarde eu teria aulas de violão com um novo professor, depois de semanas sem praticar pois o anterior se recusava me dar aulas, não sei o porquê, só tive um ataque de raiva e taquei o violão no chão, coisa básica. Mas a culpa foi dele quem mandou não saber explicar.


– Camila?


– Hã? – respondi atordoada.


– Qual é o resultado dessa conta? – I fodeu.


Desenterrei o violão do armário da escola e fui até a sala a onde o novo e corajoso professor me daria aulas, junto com mais alguns alunos. Desci as escadas e entrei na sala logo ao lado da secretária, já haviam alguns ‘alunos’ ali, sentei em uma das cadeiras e esperei, a aula estava marcada para começar as 2:30 ainda faltavam alguns minutos, foi quando o vi adentrar a sala junto com um homem mais velho, cabelos castanho escuro, lindo, pelas vestimentas creio que este seria meu novo professor de violão.


Notas finais
talvez o destino esteja reservando algo bom pra sua vida