Tales of a New generation
2 Breath
Eu estava parada na mesma casa dos acontecimentos de cinco anos atrás, muitas coisas aconteceram nesse meio tempo, como amizades se desfazendo, pessoas começando a namorar, alguns namoros até mesmo proibidos, mas o que deveria realmente ter acontecido não se tornou realidade, após cinco anos de buscas de provas, suspeitos ou qualquer coisa que levasse ao problema eles desistiram. Duas famílias foram expulsas da cidade, uma continua vivendo perto, a outra ninguém sabe o fim que levou, mas elas estavam ligadas com o caso e ninguém queria correr perigo.
Por um ano eu desisti da escola, era muita pressão, perdi contato com amigos, mas criei novos que me fazem bem, mesmo que alguns deles tenham feito brincadeiras que trouxeram memórias horríveis é melhor do que ficar sozinha, tendo que aguentar todo o peso. Dói muito ter medo e sofrer sozinha, mesmo que eles não consigam entender me sinto melhor junto deles.Eu já andei com muitos grupos diferentes, já estive com as mais novas que são Kat e Rachel que são respectivamente descendentes da grande e louca Alice, aquela mesma que foi ao tal país das maravilhas que ninguém além dela foi(ela passou por muitas coisas ruins na vida, mas é um amor de pessoa). Já Rachel é a da Rapunzel, também tem um irmão mais velho só que ele é outra história, ela quando mais nova me lembrava muito da história da sua ancestral, só que com essa fase de rebeldia- sem causa, era outra pessoa, mas nada que depois não passasse. As que eu ando agora qualquer um poderia dizer que não tem como sermos amigas vou direto para a “rainha” Crystal Perrault com seus 1,63 metros de altura e beleza estonteante, longos cabelos que agora estavam azuis e olhos castanho claro, que estava parada ao meu lado observando o chalé.— É a sua primeira festa depois do incidente?— Ela perguntou acabando com o silêncio já que a festa acontecia no meio da floresta.—Sim.— Respondi com receio.—Você sabe que não precisa fazer isso, certo?—Eu preciso.—Consigo ver pela sua expressão que você está desconfortável, não precisa ser agora, podemos marcar outra festa ou saída, se você quiser.—Eu passei cinco anos me escondendo do mundo, mesmo que nunca mais me sinta segura essa hora e esse momento são necessários, bem aqui, no mesmo dia.—Não quero te forçar a nada.—Você não está me forçando, só ajudando.— Terminei de falar dando o sorriso mais genuíno que dei em anos.Ela sorriu de volta e se enganchou no meu braço e foi me arrastando para fora da casa, lá descíamos um caminho iluminado por velas que levavam a uma clareira, tudo me parecia tão familiar, mas obviamente era por que estávamos em uma floresta, tudo é igual em uma floresta. Respirei fundo e continuei andando para a festa, de onde eu estava já podia ver as pessoas no caso, eram eles, a outra parte do grupo com quem eu andava, Schnee, descendente da Branca de neve, era a que mais me chamava atenção já que estava usando o uniforme da Super Girl, ela era a mais quieta do grupo, porém era a que ficou com todos os caras mais lindos da escola. Descendo um pouco mais fui vendo melhor quem estava no grupinho e agora os que mais me chamavam eram o grande casal da escola Erika Anderson e Ghazi Dahab, ela era uma dos que vinham da família da Ariel e ele do Jafar, provavelmente era o casal mais diferente da escola inteira, ela toda feliz, lerdinha, amigável e engraçada, já ele era sério, calado, ficava mais na dele, agressivo algumas vezes, usavam uma fantasia de casa de Danny e Sandy de Grease que combinava bem com os dois. E por último tinham os dois que pareciam mais desconfortáveis do que animados pela festa Adam, que é o sucessor do príncipe Adam e Bela, com aquele rosto fofo e delicado se diferenciavam com uma maquiagem muito forte de palhaço e uma peruca azul bagunçada escondendo seus delicados cachos castanhos, a roupa colorida e chamativa curta e quase colada em seu corpo magro. E outro que é o Fisk era bem parecido com uma pessoa, ou pelo menos era, sua gêmea Erika, sua pele pálida que contrastava com a de sua irmã que era bronzeada vagamente aparecia pelo uso de maquiagem para sua fantasia de caveira, os fios loiros que ele dividia agora se tornaram platinados, por anos eles eram idênticos, mas algo aconteceu para que ele quisesse começar a divergir tanto da pessoa que dividia o mesmo sangue que ele.Já lá embaixo passei por eles acenando e obviamente recebi alguns em troca, Crystal ficou por lá mesmo e eu resolvi andar um pouco vendo se reconhecia mais alguém.Passando apenas por pessoas mascaradas meu coração começou a bater mais rápido, respirei fundo tentando continuar sem nenhum problema, chegando mais para o final do local da festa o número de pessoas ia diminuindo, e eu voltava a ficar nervosa, mas tudo estava bem , isso até uma pessoa aparecer do nada na minha frente usando uma máscara de lobo, o que me levou direto ao chão gritando para que ele saísse da minha vida, de perto de mim.Eu tremia e chorava encolhida em meu próprio mundo no meio da festa, senti mãos me segurando e logo me afastei, abri os olhos para ver quem era e vi Crystal e Erika agachadas com a preocupação estampadas em seus rostos, levantei rápido e fiz talvez o mesmo caminho que nem na primeira vez ouvia os gritos de meus amigos me chamando de volta, olhei para trás uma última vez e algumas pessoas me chamavam enquanto o ser que tinha feito aquilo comigo era cercado por algumas pessoas. Finalmente podendo pisar em asfalto, segui para o parque que cortava caminho para minha casa, avistei um banco e segui para sentar nele, precisava descansar, pensar, respirar sozinha na minha paz, mas isso não pode acontecer né.
Senti uma presença ao meu lado e já estava me preparando pra correr de novo.—Não precisa correr, não vai acontecer nada.— Uma voz masculina rouca acabou com o silêncio e me fez virar para olhá-lo—E como eu posso acreditar em você?— Questionei o garoto na minha frente, garoto não era exatamente uma descrição adequada para ele, que obviamente ,era mais alto que eu, mesmo sentado dava para ver isso, um formato de rosto que parecia que foi desenhado por Da Vinci, de pele bem pálida e cabelos bagunçados negros como a noite, sua expressão me passava calma, mas ao mesmo tempo inquieta.—Se eu quisesse já teria feito algo, você é uma garota indefesa, chorando em um banco de praça, em um lugar completamente vazio. E ainda reclama? Deveria agradecer a minha presença, pessoas ruins andam por essas ruas a noite atrás de gente como você.—Isso foi horrível.—Respondi ao seu comentário desnecessário já me levantado e o deixando lá.— E se me seguir vou chamar a polícia.—Posso pelo menos saber seu nome?— Ele gritou, agora que eu já estava longe.—Não.—Se não quer me contar eu vou descobrir, você querendo ou não, e o meu nome é Logan Hook, a propósito.Continuei por algum tempo até chegar em casa, abri a porta da frente para encontrar minha mãe querendo fazer milhares de perguntas, mas eu só respondi que precisava ficar sozinha, corri para o meu quarto. Já dentro troquei de roupa e caí na cama para ignorar mais um dia horrível na minha vida, destruída por uma pessoa há anos atrás.
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