Ah, sim. Isso é verdade. — Thimni sorriu, saindo da prisão. — Só espero que alguém como você tenha o hábito de ser beijada por pessoas menos desprezíveis, Toke.

Depois de dar uma última olhada para o príncipe sangrento no chão, ele empurrou a porta e fechou-a. Toke revirou os olhos e foi embora. Ela subiu e proclamou:

– Eu não sei direito o que nos espera lá fora, eu só sei que se vocês querem voltar rápido para a casa de vocês, preciso de ajuda. Minha irmã sabe um pouco de magia, o suficiente para voltar vocês no tempo. Mas, eu preciso de ajuda para pegar minhas armas e ir até ela. Alguém gostaria de vir comigo?

Todos os companheiros dela aceitaram, mas ela falou:

– Ermed, acho melhor você esperar aqui... Você machucou seu pé, não? Eu trago sua bolsa de medicamentos e você enfaixa ele... E vocês, irão querer minha ajuda ou vão sair pela porta e se virar?

[11/09/2014 17:17:23] Vanessa Pereira: Davven virou-se para Fhanda. Ele não conseguiu falar nada, mas tentava implorar para Neryd com os olhos que a elfa não o fizesse se afastar da menina de cabelos rosa.

Neryd quase se comoveu. Depois de lançar aos dois um olhar duro, virou-se. Depois de algum tempo, aparentemente vencendo uma batalha interna contra o orgulho que lhe impedia de unir-se àquele grupo, formalmente assentiu com a cabeça.

– Me disponho a ajudar como puder até encontrarmos sua irmã.

Thimni tirou de um dos bolsos de seu casaco um estranho pó preto para colocar no cachimbo. Sem tirar os olhos do objeto que tinha em mãos, ele caminhou e sentou-se ao lado de Ermed. Com o dedo, fazia uma pequena faísca para acender o seu cachimbo.

Ele fumou, fazendo a fumaça negra soprar sobre o rosto do velho.

– Obrigada, Neryd. Me desculpe pelas confusões lá em baixo. Então... Vamos? A sala não é muito longe; fica no fim do corredor.

Toke olhou o relógio que mantinha em seu bolso.

– Pelo horário, lá deve estar vazio, os soldados devem estar bebendo e comendo.

– Não precisa... Pedir desculpas. — Neryd grunhiu, profundamente irritada. — Nem de nenhuma dessas formalidades. Eu só estou fazendo isso para voltar pra casa.

Davven sorria. Ele queria agradecer a Neryd, mas depois do que ela disse, achou melhor silenciar-se. Ele tentou se mostrar indiferente, mas o seu rosto sorria contra a sua própria vontade.

– Entendo. Então vamos logo. — Toke foi na frente sendo seguida por Neryd e logo atrás estavam Fhanda e Davven. Ao chegar próximo da porta, um homem dormia, a mulher de cabelos roxos se aproximou e o estrangulou com um braço enquanto tapava a boca dele com o outro, não demorou muito e o homem desmaiou.

– Pronto.

Eles entraram na sala e encontraram diversas espadas, arcos, machados, adagas, mas apenas pegaram o que realmente era do grupo. A Toke pegou a sua espada e a encaixou no devido lugar nas costas, pegou a adaga de Lizzy em duas mãos e na outra a mala de Ermed.

– Fhanda, já pegou tudo que nos pertence?

– Já..

– Então, vamos voltar — Ela sorriu de canto.

[12/09/2014 23:08:51] Vanessa Pereira: Quando voltavam ao corredor, tudo começou a parecer estranho.

Os sons iam se distorcendo, e era cada vez mais difícil compreendidas o que estava acontecendo.

Toke se sentia perder a consciência até que um forte som de estouro cortou o silêncio.

– O que foi isso? — Davven perguntava, assustado com o som. Ele olhava para a porta que parecia levar à saída; o barulho parecia vir daquela direção para o menino, mas Toke ouvia-o de todos os lados.

quando viu Neryd falar e percebeu que não conseguia entender mais nada que ouvia.

Toke preparou a sua espada e foi até a saída. Preparou-se para um ataque quando abriu a porta, mas não havia nada além de árvores ali.

Ia virar-se para voltar quando deu de cara com um rosto conhecido: sua irmã . Ela ia erguer a espada, mas sentiu o corpo enfraquecer e desmaiou.

Alguns minutos depois, Lizzy começou a se incomodar com a demora da líder.

– Então... Alguém sabe onde ela foi? — Lizzy quebrou um pouco do silêncio.

– Ela foi atrás de um barulho sozinha... Acho que vou atrás dela. — Fhanda falou um envergonhada por deixar ela ter ido sozinha.

– Não — Ermed interrompeu Fhanda — Vocês sabem como ela é, ela tenta fazer as coisas rápido vamos esperar mais um minuto e vamos atrás dela. Ninguém gosta de pessoa no pé, especialmente ela..

Mais minutos se passaram, e nada da mulher aparecer. A elfa de cabelos rosas tomou atitude e saiu segurando seu arco, andou até uma outra porta, que era o dobro de tamanho de uma porta normal. Ela respirou fundo.

– Nunca entendi por que e para o que fazem portas desse tamanho... — Ela respirou fundo e abriu a porta lentamente.

Haviam dois guardas armados, ela posicionou uma flecha no arco e acertou um dos homens bem na cabeça, fazendo ele cair no chão e o outro veio para cima. Sem muito tempo, ela pegou outra flecha, atirou mas passou de raspão na cabeça, fazendo um pequeno corte e fazendo o homem gritar. Não havia muito tempo, ela se escondeu atrás de uma coluna enquanto ele procurava o assassino. Ela esperou silenciosamente o homem se aproximar mais dela e quando ele chegou perto dela, ela o surpreendeu com um tiro na perna.

– Diga-me onde Toke está! — Fhanda o ameaçou e derrubou ele no chão.

– Ela está com a Roxa.. — O homem disse gemendo de dor.

– Por favor, moço... Seja mais detalhado.

Ele ficou quieto e começou a tatear o próprio procurando algo, até que achou uma adaga e a enfiou no abdómen. Fhanda ficou surpresa e horrorizada, ela não pretendia o matar.

– Por que fez isso?!

– Ela ia me matar de qualquer jeito — Ele deu um sorriso triste e deu seu suspiro final.

Neryd entrou apressada no castelo da forma mais discreta que pôde. O seu arco estava guardado, preso no seu tronco, mas assim que viu que o grupo já se reunia ao redor de um cadáver, viu que provavelmente fosse necessário usá-lo.

– Que lugar é este? — Neryd perguntou, olhando desconfiada ao redor.

Logo atrás dela estava Davven, olhando horrorizado o homem com a adaga na barriga. O menino estava perplexo; o seu rosto empalidecia.

Repentinamente, um estrondo veio; a porta do local tinha sido aberta.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.