Tales of Chelion
2 2: Revelações obscuras
Notas iniciais
Agora que acordei do meu sono presumo que tenha de continuar a historia que te devo.
Quando o vendo de levantou no horizonte a noite veio com ele, estrelas ocupam o céu agora coberto pelo manto escuro da noite. Quando a noite chega Chelion se ilumina com a luz das suas tochas e velas elas também pequenas estrelas na vasta escuridão da noite. A porta o palácio real se encontram dois guardas de armadura branca fazendo o turno da noite, atras deles o colossal portão do palácio se encontra aberto, mas pouco se pode ver dentro deste, quase nada ilumina o corredor da entrada apenas uma minúsculas velas emitem uma luz ténue. Mas do meio da escuridão dois vultos se tornam visíveis, cavaleiro de armadura branca acompanhado uma figura tapada por um manto se aproxima da saída do palácio. Os dois sentam-se na escadaria do palácio e juntos contemplam a lua.
No horizonte podemos ver a floresta a iluminar-se também de pequenas luzes, mas estas não são pirilampos, estas são fadas nocturnas que protegem a floresta. E é nesta floresta que Mordark se encontra, mas desta vez sozinha pois Sam se encontra dormir no seu quarto sem suspeitar da sua ausência. A medida que o nosso feiticeiro avança pela floresta as luzes das fadas se apagam como se algo tenebroso se aproxima-se, ate que uma luz emerge mas esta é de uma tocha, a luz da tocha ilumina a misteriosa figura, Mordark para de andar e observa a figura.
— Que desejas de mim, Mordark?
Disse a estranha figura que agora revelava ser uma jovem de longos cabelos negros, olhos azuis e vestindo um robe castanho decorado de folhas verdes de variadas formas. Mordark aproximou-se da jovem e atras dele o pequeno diabrete seguia o seu mestre.
— Tu sabes porque eu vim aqui, que outro motivo tinha eu para vir Lana.
Lana olha Mordark nos olhos e procede a guia-lo ao seu lar, uma humilde cabana de pedra e madeira coberta de musgo. Dentro desta, prateleiras cobertas de estranhos frascos de poções compõem a maioria do interior da cabana, e junto a fogueira numa mesa de madeira se encontravam os dois sentados, e nesta encontravam-se ainda mais fascos misteriosos.
—A Sam tem tido comportados estranhos nestas passadas noites, e eu temo que ela precise de mais das tuas poções.
Ao ouvir isto Lana levantou-se calmamente e fitou uma das inúmeras prateleiros. Enquanto Lana procurava a poção o diabrete que se encontrava sentado num pequeno banco de madeira parecia visivelmente inconfortável.
— Truíramcons dasfa daain tois a ntosi sesdes rgiaene eráveismis.
Lana regressou a mesa com uma poção, esta continha um líquido azul viscoso que se encontrava num frasco oval com uma etiqueta dizendo Mordark. Lana entregou o frasco a Mordark que de imediato se levantou em direcção a porta da cabana apressadamente como se tentasse a fugir assustado.
— Napo precisas de fugir de mim Mordark, mesmo depois destes anos todos que nos conhecemos, mesmo depois de me teres confiado o segredo de Sam, continuas com medo do que aconteceu no dia que nos conhecemos.
Mordark parou bruscamente, com uma expressão de puro desespero.
— Não tens tenho nada a dizer, confiei-te o segredo da Sam porque so tu podes cura-la.
A expressão de Mordark ficou seria e o seu rosto ficou pálido, um ódio também crescia dentro dele, uma chama de pura raiva e ódio ardia debaixo de todo o desespero.
— E altura de me contares onde encontraste a Sam, mas o primeiro quero saber o que estavas a fazer no dia que nos conhecemos!
Na mente de Mordark as imagens do passado começaram a reaparecer, e por mais que tentasse estas não iriam desaparecer.
A alguns anos atras Mordark encontrava-se em Marshlands uma terra corrompida pelo Abyss, um mundo paralelo oculto de criaturas muito poderosas que desejam absorver o nosso mundo para eles, estes oferecem poder a quem lhes jurar lealdade. E nesta terra onde o Abyss se funde com o nosso mundo algumas das leis do nosso mundo não se aplicam, a água flui para cima, as árvores possuem olhos aterradores na ponta dos ramos, pedras e alguns outros objectos flutuam também como penas ao vento e muitas mais ocorrências bizarras. É nesta bizarra terra que Mordark acabou por ceder totalmente ao Abyss, e acabou por embarcar na missão de espalhar a corrupção pelo mundo. Este chegou a aldeia rodeada por uma floresta majestosa, ao entrar na aldeia todos os seus habitantes miram os dois estranhos misteriosos de aura tenebroso, Mordark não vinha sozinho, um simples homem vestindo uma armadura de escamas negras, e de cara repleta de cicatrizes, os seus olhos eram vermelhos de sangue, este tinha o deu braço esquerdo imobilizado devido a uma maldição chamada Fures vitae, reza a lenda que todos aqueles que consigam cometer atrocidades impensáveis ate para o mais perverso dos assassinos será amaldiçoado. As duas figuras atravessam a aldeia fitando a cara preocupada e assustado dos seus habitantes, ate que decidem parar e olhar uma última vez para todos. Como um relâmpago na noite os dois iniciam o seu plano, Mordark invoca mãos tenebrosas do Abyss repletas de garras negras e afiadas como laminas que destroem as casas e ceifam a vida de quem for infeliz o suficiente para se encontrar perto delas, ao sentir a presença de sangue a maldição acorda e o braço amaldiçoas toma vida como uma víbora esfomeada procurando mais vítimas. Os dois causam o caos e a destruição na pequena aldeia, e com tanto barulho de gritos, uma figura corre apressadamente para o local atravessando a floresta, esta abre caminho pelos arbustos e pela vegetação seguindo os gritos de horror. E é no meio deste carnificina onde o sangue tinge tudo de vermelho que Mordark começa a ouvir algo mais do que apenas os gritos das suas pobres vítimas, existe um som uma voz dentro dele, algo que cresce e acaba por ficar mais alto do que toda a comoção ali criada, um som que levaria qualquer mortal a insanidade, Mordark cai no chão agora repleto de sangue e leva as suas mãos a cabeça, e começa a espetar as unhas no seu rosto, o som agora quase insuportável era tudo o que podia ouvir. Sangue começou a escorrer da sua face devido ao constante arranhar, ate que acabou por perder os sentidos.
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