Tales Of Ladybug & Chat Noir
10 Volpina
Notas iniciais

— O akuma está no baralho. – Ladybug lembrou, antes que invadissem o estúdio aonde Simon Mandou estava. Não queria repetir o mesmo erro da protagonista e perder tempo procurando o akuma de carta em carta.
— Tá bem. – concordou. Adrien queria terminar tudo o quanto antes, pois precisava muito falar com Marinette sobre os acontecimentos anteriores.
Os dois tomaram distância e abriram a porta com um chute, ficando logo em posição.
— Ladybug e Chat Noir, se preparem para me entregar os seus Miraculous! – disse o vilão, assim que avistou a dupla.
— Isso é o que vamos ver. Lucky Charm! – o ioiô normal caiu na mão da azulada, fazendo Simon Mandou rir. – Vamos. – partiram para cima dele, que preparou as cartas.
— Simon Mandou, o seu ioiô é inútil! – Marinette fez a mesma coisa da série, deixando que o objeto fosse atingido – Simon Mandou, seu bastão é...
— Lá lá lá! – Chat Noir cantarolava depois de bater na mão dele e fazer com que ele derrubasse a carta.
— Não importa se você me escuta ou não, o que importa é que o Simon Mandou... Removam seus Miraculous e entreguem para mim! – dito isso, jogou inúmeras cartas na direção dos heróis e Chat Noir não pensou duas vezes em se atirar por cima de Ladybug, antes que as cartas os atingissem.
Marinette arregalou os olhos quando seu olhar encontrou o de Adrien e ele rapidamente levantou, constrangido.
— Simon Mandou, você vai ser um pequeno avião! – jogou a carta em Gabriel Agreste, que saiu para o telhado. O herói ficou preocupado ao ver o seu pai sair, entretanto, retomou o foco.
— Vem comigo, Chat! – os dois correram na direção do akumatizado.
— Simon Mandou... – Ladybug girou o ioiô e bateu no baralho, fazendo com que ele fosse arremessado para cima. Em seguida girou seu corpo, acertou um chute no vilão e juntou as mãos para que Chat Noir pisasse. Assim que o loiro colocou os pés ali, a heroína impulsionou o corpo dele.
— Cataclysm! – acionou seu poder e pegou o baralho no ar, o destruindo e liberando o akuma.
— Miraculous Ladybug! – jogou o objeto proporcionado pelo Lucky Charm para cima e fez com que tudo voltasse ao normal. – Chega de maldade, akuma! – capturou a borboleta negra e logo abriu o ioiô, fazendo-a sair purificada dali – Tchau, tchau borboletinha.
— Zerou!
***
Adrien rapidamente escondeu o livro dos Miraculous na sua bolsa e saiu antes que Nathalie viesse chamá-lo. Os escritos na posse de Mestre Fu seriam importantes para os próximos episódios da série, mesmo que não tivesse certeza de que ficaria até a segunda temporada.
A teoria de Marinette sobre o seu pai ser Hawk Moth parecia até fazer sentido. Mas mesmo assim, não tinha tempo para pensar nisso. Precisava falar com a azulada sobre a mensagem e a carta.
Assim que chegou na escola, ouviu falar sobre uma tal de Lila – que ele sabia perfeitamente quem era. Então, antes que seu personagem pudesse ser puxado até a biblioteca pela garota, se escondeu no banheiro masculino e passou uma mensagem para Marinette. Pois precisava que o livro fosse entregue à Mestre Fu, assim, poderiam desbloquear novos poderes como na segunda temporada.
— O que você está fazendo aí? – Plagg questionou curioso, comendo um pedaço de queijo, enquanto Adrien mexia no celular, sentado no vaso com a tampa abaixada.
— Me escondendo. – respondeu simples.
— Do que exatamente? Um akuma?
— Não, pior do que isso. Dá Lila.
— Quem é essa?
— Uma garota mentirosa e que se eu me aproximar, vai deixar a Marinette triste. E eu não quero me aproximar, muito menos deixar a Marinette triste. – escorou a mão no queixo – Eu preciso muito falar com ela.
— Com a Lila?
— Não, Plagg. Com a Marinette. Ela não sai da minha cabeça. – suspirou. – Isso antes mesmo de escrever a carta ou até de deixar aquele recado.
— Quer dizer então, que o Chat Noir está apaixonadinho pela Ladybug? – Plagg riu.
— É, quer dizer sim.
***
— E ela até deu uma entrevista pro Ladyblog, contando que a Ladybug salvou a vida dela. – Marinette fez careta e olhou para os lados, procurando Adrien. Só de pensar em Lila o levando para a biblioteca... – A vida dela é muito emocionante! – Alya disse e ela revirou os olhos. Em seguida, pegou seu celular para mandar uma mensagem para Adrien, porém notou que já havia uma dele.
— Ah, eu preciso ir ao banheiro. Já volto.
— Tá bem. – Marinette correu, sabendo que se ele estava ali, com certeza não estava com Lila. Um suspiro de alívio escapou pelos seus lábios e então ela bateu na porta do banheiro masculino. – H-Hã, Adrien? – não demorou muito para que o loiro abrisse a porta e a puxasse para dentro. – O que você está fazendo? Se alguém ver a gente aqui...
— Shh! Eu preciso muito falar com você. Mas antes... – tirou o livro da bolsa e entregou à ela – Você precisa levar isso pro Mestre Fu o quanto antes, e é claro, depois me entregar. Se não eu posso mais sair de casa.
— Tá, eu vou fazer isso. Mas... – ouviram o barulho de alguém vindo, então Adrien rapidamente a puxou para dentro de uma das cabines. – Mas e a Lila? – sussurrou, falando algo antes que ficasse envergonhada demais para tal.
— O que tem ela?
— Você deveria sair com ela e ela seria akumatizada.
— Não sei sobre ela ser akumatizada, mas sei que eu não vou sair com ela. Sabemos o quão ruim ela é e enquanto eu for o Chat Noir, meu personagem não vai cair na dela. – Marinette sorriu, completamente aliviada.
— Então, teoricamente esse é o último episódio?
— É, parece que sim. – os dois olharam para baixo, cabisbaixos. Obviamente estavam muito ansiosos para voltar à sua vida normal, no entanto, não podiam negar que estavam gostando de ser Ladybug e Chat Noir. E esperavam que se lembrassem de tudo, das aventuras, dos momentos e inclusive da paixão um pelo outro. – Então... Depois daqui, acabou?
— Eu acho que sim. – o loiro mordeu o lábio inferior. Precisava dizer o que sentia antes que voltassem ao normal, porque ele sabia que existia uma possibilidade bem grande que não lembrassem de nada.
— Marinette, eu preciso falar com você sobre uma coisa.
— O que é?
— Bem, eu sei que você me pediu pra não ouvir o recado que você deixou, mas a minha curiosidade falou mais alto...
— Não. – Marinette arregalou os olhos e recuou, batendo as costas na cabine.
— Calma, eu...
— Olha, Adrien. Esquece aquilo, ok? Eu nunca deveria ter mandado! – o nervosismo tomou conta da garota. Era o fim do mundo, Adrien descobriria a sua paixão por ele e com certeza se afastaria dela.
— Mas Marinette... – o celular da azulada tocou, indicando uma mensagem de Alya. Rapidamente ela o pegou, querendo ao máximo fugir daquela conversa.
— Amiga, você não vai acreditar! Tem uma nova super-heroína na cidade, o nome dela é Volpina! Eu estou indo agora mesmo até o centro pra tentar entrevistar ela para o meu blog. Se a professora perguntar, diz que eu estou doente. Tchauzinho!
— Volpina? Mas como? – Marinette franziu o cenho.
— Talvez ela tenha que ser akumatizada de um jeito ou outro para seguir a história.
— Melhor a gente ir logo. – fez menção de sair, porém Adrien segurou a sua mão.
— Espera! A gente precisa...
— Não dá tempo. – puxou a sua mão de volta e saiu da cabine. Felizmente não tinha ninguém no banheiro além deles. – Tikki, spots on! Eu vou levar o livro até o Mestre e depois te encontro para derrotar a Volpina.
— Tá bom. – Adrien suspirou desanimado e então Ladybug saiu pela janela.
***
Marinette se concentrou o máximo que podia na luta contra Volpina. No entanto, estava totalmente envergonhada por Adrien ter ouvido aquele maldito recado. Não era pra isso ter acontecido.
A garota até tentou formular em sua cabeça, inúmeras desculpas que pudesse dizer ao melhor amigo e reverter a situação. No entanto, focou em terminar o episódio, assim, quem sabe, acordariam e não lembrariam daquilo nunca mais.
Obviamente Marinette queria lembrar da aventura que viveu ao lado de Adrien, queria mesmo. Mas se tivesse que esquecê-la para que a relação deles voltasse ao normal, preferia assim.
Já Adrien tentou falar com Marinette em vários momentos, porém ela fugia em todos. E quando o final da aula chegou. Levantou do seu lugar, decidido em falar com ela.
— Precisamos conversar.
— Aqui o seu livro. – Marinette entregou o livro dos Miraculous para o loiro, sem nem olhar no seu rosto. Estava com vergonha demais para encará-lo.
Antes que Adrien pudesse dizer alguma coisa, ela saiu correndo.
— Marinette, espera! – guardou o livro e correu atrás dela, notando que ela tinha parado na saída do colégio. Sorriu quando notou o que estava acontecendo e andou até ela em passos lentos. Não estava no roteiro desse episódio, mas pelo visto era uma cena obrigatória. Talvez tinha sido por isso que Nathalie o incomodou tanto para levar um guarda-chuva. – Você chorou nessa cena. – disse, parando ao lado dela e lembrando da sua reação de quando assistiram o episódio.
— Sim. É quando os protagonistas se apaixonam, de verdade. Mesmo que um deles ainda não soubesse disso. – falou enquanto olhava para o horizonte. Adrien abriu o guarda-chuva e fez menção de sair, chamando a atenção dela. Mas antes, parou e a encarou por cima do ombro.
— Você é a minha melhor amiga, Marinette. E sempre vai ser. Não importa o que aconteça, meus sentimentos não vão mudar. – ela permaneceu paralisada, com seus olhos azuis presos aos verdes de Adrien – Mas com tudo isso que estamos vivendo, meus sentimentos por você com certeza aumentaram. – estendeu o guarda-chuva para ela – Eu também penso em você mais do que como a minha melhor amiga. E quando você estiver pronta pra conversar sobre isso, eu estarei aqui. – a azulada pegou o guarda-chuva, mesmo que em choque. Logo o previsto aconteceu, e o objeto se fechou na cabeça dela, fazendo os dois rirem. – Não sei se vamos acordar depois disso ou não. Mas de qualquer modo, quero que saiba que eu também te amo, Marinette.
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