Taking Chances

14 O jantar: parte 2


Notas iniciais
Oiii gente, depois de muitos meses eu consegui adiantar uns dois capítulos da fic! Boa leitura!

– O quê?! – gritaram Burt, Carole e papai Hiram ao mesmo tempo.

– Hiram, não me segure, porque eu vou matar esse menino! – disse papai LeRoy levantando furioso da mesa.

– Pai! – o repreendi.

Para a infelicidade dele, foi exatamente o que papai Hiram fez: o segurou. Na mesma hora o pai de Kurt se levantou para impedir qualquer tentativa do meu pai contra Finn e ressaltou:

– Hey! Nada de violência dentro da minha casa! Sentem-se e vamos resolver isso corretamente! – ele bufou e olhou para Kurt – Você já sabia disso?!

– Sim. – disse ele cabisbaixo enquanto os outros se sentavam.

– E você nem pensou em nos contar? – perguntou Burt.

– Pai, esse segredo não era meu para contar.

– A culpa não foi dele... Fui eu quem pediu para manter isso em segredo. Estava com medo do que poderia acontecer e, na verdade, se não fosse por Kurt, talvez nem tivéssemos essa conversa hoje. Provavelmente esperaria mais alguns meses para contar. – expliquei.

– Espere aí... Há quanto tempo isso está acontecendo? – perguntou papai Hiram.

– Mais ou menos três meses. – respondi.

– Rachel! Como você pôde demorar tanto para nos falar uma coisa dessas?!

– Me desculpe, eu já disse que estava com medo. Medo exatamente disso! Até antes de ontem nem mesmo Finn sabia. – disse com a voz entrecortada. Conseguia sentir o nó se formando em minha garganta.

Por um segundo, todos ficaram em silêncio e pudemos ouvir Carole fungar.

– Meu filho, como você deixou isso acontecer? Eu não acredito que passaremos por toda esta situação de novo. – falou ela chorando.

– Me desculpe mãe. Eu nunca quis te magoar, me perdoe. – disse Finn, envergonhado, segurando as mãos de sua mãe em cima da mesa.

– De novo? Então quer dizer que isto já aconteceu antes?! – perguntou papai LeRoy nervoso.

Finn resmungou:

– Na verdade o bebê não era meu porque nós não tínhamos nem feito sexo e...

– É esse o pai que você escolheu para o seu filho, Rachel? Estou muito decepcionado com você.

– Não fale assim do meu filho! – exclamou Carole.

Em seguida, todos começaram a falar ao mesmo tempo e discutir uns com os outros. Ver o olhar descrente e decepcionado dos meus pais partia o meu coração. Sentia-me tão envergonhada e nervosa que não consegui permanecer na mesa. Levantei-me abruptamente e não podia ter feito coisa pior.

O movimento rápido fez com que tudo ficasse embaçado. Sentia meu corpo se desequilibrar lentamente. Apoiei-me na mesa para não cair, e logo Finn se levantou para me segurar. Em segundos, tudo voltou ao normal.

Virei-me de frente para Finn e apoiei minha cabeça em seu peito, fechando os olhos. Respirei fundo enquanto algumas lágrimas caíam pelo meu rosto. Eu estava bem, mas parecia que aquele pesadelo não ia mais acabar. Ele percebeu meu nervosismo e gritou:

– Já chega! – todos o olharam – Me desculpem, mas não foi assim que vocês nos ensinaram a resolver as coisas. Levarei a Rachel para tomar um ar lá fora e se acalmar um pouco, assim vocês podem conversar em particular. – disse pegando meu copo de água – Vamos Kurt.

Andamos calmamente. Eu abraçada a Finn e Kurt ao nosso lado. Passamos pelos sofás da sala, que agora não pareciam mais tão aconchegantes, e abrimos a porta de entrada.

Sentamos nos pequenos bancos da varanda. O choro irrompeu por minha garganta assim que percebi que não estava mais sob a observação de nossos pais. Soluçava tanto que era difícil até respirar, estava desesperada.

Finn me abraçou forte e senti as mãos de Kurt em meu cabelo.

– Hey, calma, por favor. Você está me assustando... Meu amor, não faça isso. Shh – disse ele com a voz embargada.

Ele passava as mãos em minhas costas e falava sem parar “vai ficar tudo bem”. Não sei dizer ao certo se Finn estava tentando me acalmar ou se acalmar junto comigo, visto que ele também não sabia o que fazer.

Ficamos assim por uns bons dez minutos, até eu parar de tremer e conseguir beber a água de meu copo, o qual Kurt segurava.

– Obrigada – o agradeci.

– Sem problemas. – respondeu – Quer mais um pouco?

– Não, não. – dei um sorriso fraco.

– Você pode trazer um para mim? – perguntou Finn.

– Claro! – assentiu Kurt – Aproveito e já vejo como estão as coisas lá dentro.

– Obrigado, irmão.

***

Quando voltamos à sala de jantar, nossos pais pareciam ter chegado a um acordo. Sentamo-nos e eles começaram:

– Bom, primeiro gostaríamos de nos desculpar pela discussão... O fato é que, vocês são muito novos para passar por isso. Principalmente você Finn, que já esteve em situação semelhante. Eu não sou o seu pai, mas nós somos uma família, e isso afeta a todos. – disse Burt.

– Vocês além de serem irresponsáveis, esconderam isso de nós por bastante tempo... Não sei se conseguem entender que o futuro de vocês será completamente mudado e que tudo o que nós, como pais, fizemos e fazemos para que vocês progridam e sejam alguém na vida foi praticamente jogado fora. – continuou papai Hiram.

– Sem enrolações, nós concluímos que vocês já são adultos, capazes de entender o que fizeram e de saber que poderiam evitar tudo isso. Deixamos a responsabilidade em suas mãos. Então... O que vocês decidiram fazer? – finalizou Burt.

Eu não sabia o que dizer... Finn me olhou confuso, claramente não sabendo o que responder também. Eu me sentia fraca e esgotada, mas mesmo assim elaborei uma resposta.

– Na verdade, não tivemos tempo para conversar sobre isso. Como eu disse, Finn soube dois dias atrás. – fiquei de frente para ele e continuei – Eu quero ficar com o bebê, se estiver tudo bem... – Finn assentiu — Pais, eu amo vocês, mas, eu sei como é ser adotada. É uma coisa maravilhosa saber que existem pessoas tão amorosas como vocês, que te querem mais que tudo, mas eu não quero que meu bebê sinta o que eu senti ao conhecer a Shelby.

Papai LeRoy, que ficou quieto a maior parte do tempo, manifestou-se:

– Rachel, me desculpe, mas vocês dois não sabem nada sobre criar uma criança... Vocês mal sabem cuidar de si mesmos! E os seus estudos, a sua carreira? Você vai jogar tudo fora? – disse firmemente.

– Eu não sei pai... Vou deixar as coisas seguirem o seu curso e decidir uma coisa de cada vez.

Ele não reagiu muito bem e eu sinceramente temia o que viria disso. Meu pai não costumava ser assim.

– Eu só quero deixar claro que estaremos ao seu lado para o que decidirem, mas que a responsabilidade será completamente de vocês. – comentou Carole.

– Tudo bem, mãe... Obrigada.

Kurt, que esperava silenciosamente na sala de estar, apareceu e disse:

– Eu sei que o que vocês estão conversando é muito importante, mas, podemos comer a sobremesa? Estou esperando há horas!

Todos gargalharam e o clima finalmente se suavizou. Por mais que estivessem surpresos e chateados com a notícia, nossos pais logo começaram a perguntar se sabíamos o sexo e diversas outras coisas sobre o bebê. Não podia estar mais agradecida a Kurt por estar ali... Ele salvou a noite!

Quando estávamos indo embora, Carole me deu um forte abraço.

– Rachel, se você precisar de um conselho de mulher, de mãe, se tiver dúvidas, qualquer coisa, você pode falar comigo. Eu sei que você não tem muitas mulheres com quem conversar sobre isso, mas saiba que estarei aqui para te ajudar. Afinal, eu sei como é carregar um Hudson! – disse ela piscando. – Se cuide.

– Muito obrigada, isso significa muito para mim. – agradeci segurando suas mãos.

– Vamos, Rachel! – apressou papai LeRoy.

– Estou indo!

Despedi-me de todos e agradeci pelo jantar, afinal, a comida estava mesmo deliciosa. Dei um abraço em Kurt e combinei o horário o qual voltaríamos para New York no dia seguinte.

Já na varanda, Finn me abraçou e me deu um beijo delicado nos lábios.

– Eu te amo. – disse ele antes de beijar meu nariz – Amo vocês dois.

– Também amo vocês dois. – falei soltando suas mãos. – Até.

O caminho de volta foi tão silencioso quanto o de ida. Eu estava feliz, mesmo sabendo que nada seria fácil daqui para frente. Mas quem disse que a vida algum dia foi fácil? O que importa é estar com as pessoas certas, aquelas com as quais você sempre pode contar.

Notas finais
Pessoal, me desculpem pela demora mas infelizmente o rumo da fic continuará assim. Está cada vez mais difícil achar tempo para escrever. A história está pronta, não é por falta de ideias... O que falta mesmo é tempo ): espero que tenham gostado do capítulo! Comentem para que eu saiba o que acharam. Obrigada pela paciência! Bjos e até a próxima! Mai
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.