Taking Chances
1 Capítulo 1
Notas iniciais
—Já esta tudo arrumado? —Marley me perguntou se sentando ao meu lado no banco.
—Ta sim. —eu sorri para ela. —Eu não sei se estou ansiosa para ir pra Londres ou porque terei que voltar em alguns meses para a minha audição pra NYADA.
Ela suspirou.
—Vai dar tudo certo. —ela passou o braço pelo meu ombro e me puxou para mais perto. —Você vai se sentir em casa lá em Londres, e com certeza irá arrasar na audição.
A olhei de canto. Queria poder ficar aqui com ela, minha adorável e inocente melhor amiga.
—Queria poder te levar. —sussurrei. —Seria mais fácil.
—Eu também queria ir com você. Mas lá não é o meu lugar, Rach. E eu tenho que terminar o terceiro ano aqui, já que eu sou a presidente estudantil.
—Eu sei, eu sei Marley. —me soltei de seu braço e me levantei, puxando-a junto. —Eu realmente espero que você mantenha contato. Já te passei o número da casa da Lou?
—Já. —ela riu. —Ah, falando na Lou, manda um beijo pra ela por mim. E as meninas querem que ela mande um beijo pra Lux e para os meninos da 1D.
Esqueci de mencionar que a minha tia é a Lou, maquiadora e cabeleireira dos meninos da One Direction. Minhas amigas que são loucas por eles praticamente piraram quando eu disse que era a sobrinha da Lou e prima da Lux. Eu não sou fã dos meninos, mas sei muito sobre eles já que minhas amigas só sabem falar deles.
—Meu Deus! —eu ri. —Tudo bem, fala pra elas que eu mandarei.
Dei-lhe um abraço apertado.
—E essa escola que você vai tem algum clube de canto? —ela perguntou assim que desmanchamos o abraço.
—Tem sim. —eu sorri. —Pedirei para fazer o teste e se o professor gostar estarei dentro!
—Claro que ele irá gostar! Você é o tipo perfeito de cantora, Rachel. Já se escutou cantando?
—Já. —nós rimos.
—Então! —ela me deu um empurrão. —Você tem o rosto e a voz de um anjo, sério mesmo. Esses seus cabelos dourados e curtos são perfeitos. —ela ri e eu fiquei sem graça.
—Não exagera. —falei corada.
—Tudo bem, vou parar senão você irá ficar ainda mais vermelha. —ela riu.
Escutei uma buzina de carro e olhei para o lado, era meu pai. Suspirei e dei uma ultima olhada em Marley.
—Se cuida, Rach. —ela disse triste.
Senti meus olhos se enxerem de lágrimas.
—Eu vou sentir sua falta como louca. —eu disse abraçando-a novamente.
—Eu sei. —ela suspirou. —Eu vou morrer sem você aqui. Agora vai. —ela disse me soltando.
Limpei minhas lágrimas e dei uma risada nervosa, me virei a comecei a andar em direção ao carro. Eu não queria olhar pra trás, mas mesmo assim o fiz. Ver Marley ali chorando e abanando a mão fez meu coração se quebrar em pedaços.
Abri a porta do carro e me sentei no banco do carona, limpando minhas lágrimas e sorrindo para o meu pai. Ele ligou a carro e foi dirigindo até a estação de trem. Quando chegou, ele parou e nós nos olhamos.
—Nervosa? —ele deu um pequeno sorriso.
—Mais ou menos. —olhei para a minha saia. —É o ultimo ano, pai. E eu tenho que ser aceita no clube da escola, isso é importando para mim e para o meu histórico para a NYADA.
—Olha, todos os bons artistas se arriscaram para estar onde estão hoje. —o olhei. —Você esta indo ficar um ano em Londres e depois você voltará pra cá e entrará para a NYADA. Sabe por quê?
—Não. —eu ri.
—Porque você é especial. Você não tem medo de ser diferente, justamente que nem os artistas daqui. Eu não sou daqui, mas você me ensinou muita coisa. —nós rimos.
Essa não é apenas uma despedida temporária com o meu pai, ele voltará para São Francisco amanhã. Ele só veio pra cá para me levar hoje, já que minha mãe esta viajando.
—Eu vou sentir a sua falta, pai. —percebi que estava chorando de novo e ele me abraçou.
—Você sempre poderá contar comigo. —ele sorriu.
Agora ele estava chorando e tudo o que eu fiz foi abraçá-lo.
—Agora vai. —ele disse me afastando. —Mande notícias, pequena. —ele sorriu e saiu do carro para pegar minha mala no porta-malas. Abri a porta do carro e saí indo pegar minha mala que já estava com ele.
—Obrigada. —sussurrei. —Até mais, pai.
—Até mais Rach. —ele sorriu e me abraçou de novo.
Fui em direção à entrada da estação sozinha. Eu disse que não queria ninguém me levando até o trem, odeio despedidas.
Entrei no trem e procurei meu assento, que era ao lado da janela. Encostei minha cabeça na janela e coloquei meus fones de ouvido.
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