Take on Me

19 One Step Closer


Notas iniciais
Hey people o/ Sei que demorei para postar, mas aconteceu tantas coisas. E como tinha dito no grupo (que vou deixar o link nas notas fianis caso alguem queria participar) ia explicar qnd postar. Algumas coisas serão repetidas em Lady pq nem todo leitor de Take é de Lady e vice versa. Bem, todos sabem que escrevo duas histórias e faço rodizio para escrever e aquela semana era de Lady e tai tive um problema com o capitulo (que explicar lá), ai tudo bem, então veio o outro problema mais grave. Meu avô. Como disse em alguns comentarios explicando o atraso (os quais respondi, os que ainda não fiz isso, farei o mais breve possivel) que tava cm um problema familiar. Desde o ano passado meu avô vem entrando e saindo do hospital, descobrimos ano passado que ele tava com Alzheimer, depois veio a hepatite. Mas recentemente descobrimos o cancêr ja espalhado em algumas partes do corpo. Eu escrevia nas minhas nas vagas quando não estava ajudando minha avó e meu pai, porque infelizmente o outro filho que é meu tio, resolveu não fazer nada. Minha inspiração era pouca, mas fazia o possivel. Porem, a alguams semanas atrás, ele voltou para o hospital, ele chegou num estado critico, porem melhorou e muito no tempo que ficou lá, mas qnd achamos que ia sair, infelizmente entrou em coma e alguns dias depois faleceu. Eu fiquei sem cabeça qnd entrou em coma e ainda mais depois que vi ele entubado, com seu falecimento piorou tudo. Tentei escrever, mas era tão recente que me senti que estava fazendo a coisa errada e tambem tive bloqueio. Só alguns dias depois que vim escrevendo. Então espero muito que entendam a demora. E como podem ver, fiz o capitulo bem grande para compensar. Quero agradecer minha bela gemea/beta/melhor amiga por ter me mandado nessa semana mesmo, terminei na terça e ela não demorou muito. Muito obrigada. Uma coisa que me animou nesses dias foi o trailer da guerra Civil PUTA MERDA! EU PIREI! O pessoal do grupo viu como fiquei doida. Ainda masi quando o Bucky falou o nome da mãe do Steve. Eu nem sabia que o nome da mãe dele era Sarah. Isso só msotra que Sarah nasceu para o Capitão. Viu Marvel, é o destino Depois as farpas do Tony e Steve. Essas lutas. ♥ Essas cenas de ação. ♥ A unica coisa que não gostei foi do novo uniforme do Barton. Eu amo ver aqueles braços e vão lá e tampam... Espero que tenha cena sem camisa então, pq aqueles braços são a minha perdição. Legal que assisti quinta em 3D pq passou o trailer na sessão de SW e eu quase desmaiei. Serio, foi emoção pura ♥ A cena do Stark falando que quer quebrar os dentes do Steve, já imagei ele falando que desde do começo do namoro queria fazer isso UAHSUHAS. Bem vou deixar vocês lerem Os vejo nas notas finais Boa Leitura

Anna estava encostada enquanto aguardava a cozinheira terminar de preparar o café da manhã para levar a Sarah. A jovem estava tão animada com a noite anterior que não tomara café, indo diretamente para a oficina acompanhar a arrumação. Como protetora e amiga, foi buscar algumas coisas para ela se alimentar.

— Não quer nada mesmo, agente Petrov? – Perguntou a cozinheira preparando a bandeja.

—Não, estou bem. – Pegou a bandeja quando a cozinheira terminou. – Obrigada.

A agente saiu da cozinha e subiu as escadas que ligavam a sala já que estava mais perto que o elevador. Assim que chegou notou somente a presença de Clint e Natasha conversando e, ao vê-la, acenaram em cumprimento. A agente colocou a bandeja na mesa de centro e pediu para Jarvis chamar Sarah para a sala.

Enquanto aguardava a chegada da jovem, lembrou-se da noite anterior. Ela convencera Banner a assistir um filme e, para não causar o aparecimento do Hulk, a agente havia escolhido “Uma Mente Brilhante”. Sua atenção não estava totalmente no filme e sabia que a do doutor também não estava, tinha uma tensão no ar que não dava para ser ignorada e Annabelle ainda provocava com flertes. E quando o filme terminou, o doutor escapou para o quarto, mas não sem antes receber um beijo no rosto de Annabelle. A agente queria ter feito o mesmo que sua protegida, porém Banner era diferente de Steve, ele tinha um monstro dentro de si que não era totalmente controlado, mesmo o vingador declarando que sim para acalmar a todos.

—Babá, eu já ia tomar café. – Informou Sarah chamando sua atenção.

A agente olhou em direção a escada por onde a jovem descia, acompanhada de Steve. Não passou despercebido para ninguém que a garota segurava o braço do herói de um jeito mais íntimo.

—Sim, na rua a caminho da universidade. Nada disso, não vai sair sem estar com algo no estômago. Capitão, esperava que cuidasse melhor dela.

—Anna, ela ia comer algo. Nem que eu desse na boca.

— Já está assim o relacionamento? Um alimentando o outro? – Brincou a Viúva.

— Olha só quem está aqui. Não a esperava tão cedo, aranha.

A jovem Stark se sentou no chão, encostada no sofá e Steve se sentou no mesmo móvel, ao lado de Anna, mas perto da garota.

—Que eu saiba, moro aqui nas horas vagas. – Comentou a agente.

—Não estava numa missão? – Perguntou pegando a torrada e passando a geleia.

—Estava sim e terminei, garota.

Louise saiu do elevador segurando uma caneca de café e se aproximou do grupo, ao notar a aproximação dos dois, sorriu e se sentou na poltrona. Seu namorado se aproximou e se sentou no braço do móvel.

— E como está o Max? – Perguntou irônica a herdeira.

— Está melhor, vai ficar quinze dias afastado do trabalho.

O casal trocou um olhar desacreditado.

—Nós sabemos que foi um plano de vocês. – Comentou o líder dos Vingadores.

— Que plano?

—Gente, não somos burros. Tudo foi um plano para juntar nós dois.

—Sarah, não nos meteríamos nos assuntos de vocês dois. – Informou a namorada do arqueiro se fingindo de desentendida.

— Imagina. – Murmurou a garota antes de tomar um gole de seu chá.

—Mas vão dizer que não foi bom terem jantados a sós? Vocês voltaram a se falar. – Disse a agente Petrov.

—Sim, nós nos falamos. – Steve pegou a mão da jovem e sorriu.

—E estão mais próximos pelo visto. – Brincou Clint pegando uma torrada. – Temos mais um casal no prédio?

—Curiosidade matou um pombo.

—Não era gato, Sarah? – Perguntou o mesmo.

—Agora é pombo.

—Ok, não precisa ameaçar meu namorado. Só dizer que sim ou não.

Steve levou a mão ao pescoço, mostrando que se sentia desconfortável com aquela conversa. Para ele era uma novidade estar num relacionamento sério com uma mulher, já que antes do soro as mulheres não olhavam nem duas vezes e nem sequer lhe davam atenção. Somente uma o olhou como homem e não um fraco, Peggy Carter. E saber que Sarah o olhava também o deixava feliz.

Ele não havia feito o pedido formalmente, não porque não queria algo sério com ela garota, mas por não saber como fazê-lo já que no seu tempo era muito diferente. Se eles não estavam numa relação, eles estavam no que?

—Sim, estamos. – Afirmou o Capitão.

Sarah olhou-o, surpresa, já que eles não tinham conversado sobre aquilo ainda, porém, não negou.

Os quatro bateram palmas em comemoração por terem conseguido juntar os dois. Louise sorriu para seu namorado, feliz que tudo dera certo. Ambos viram que os dois combinavam e só deram aquela empurrada necessária e o resto os dois conseguiram sozinhos.

A comemoração foi interrompida com uma música de batida forte e alta. Sarah se levantou, já sabendo que aquele som anunciava a chegada de alguém, não alguém qualquer, mas especificamente alguém que escutava AC/DC. A porta do elevador se abriu, revelando as duas pessoas recém-chegadas.

— Eu sei que sentiram minha falta. – Disse Tony, já se aproximando.

—Realmente não sentimos falta do seu ego. – Admitiu Annabelle.

Sarah foi até Pepper e a abraçou. A jovem estava com saudades da namorada de seu pai e mais do que nunca precisava dela para conversar, ela nunca iria ocupar o lugar de sua mãe, no entanto era a figura materna mais próxima que tinha.

—Eu espero ganhar um abraço também.

A Stark desfez o abraço e se aproximou, mas somente deu um beijo em seu rosto, o que não agradou muito Tony, que a puxou para um abraço. Aqueles dias que havia ficado afastado, o bilionário sentira uma saudade imensa da filha e, mesmo que trocassem mensagens e se falassem por telefone, não fora suficiente. O sentimento de perda o fizera entender o que um verdadeiro pai sentia e se perguntou durante a viagem se seu pai se sentira assim.

—Senti sua falta, princesinha. – Murmurou o playboy.

—Quem não sentiria? Estamos falando de mim. – Disse Sarah se separando do abraço.

—Você deveria dizer que sente também.

—Menos, velho.

Ele sabia que ela sentira sua falta, só não queria admitir. Pepper foi conversar com os outros, deixando pai e filha sozinhos.

—Precisamos conversar sobre certas coisas.

—O que?

— O que foi fazer em Nova Orleans?

—Como você sabe? – Questionou a jovem, pasma.

—O pirata me avisou que te chamou para Washington para resolver alguns problemas da SHIELD. E podemos dizer que eu recebi uma mensagem que tinha saído do estado, eu só não vim atrás de você por ter falado comigo pelo celular.

—Você estava me vigiando? Quem te mandou a mensagem?

—Foi o Jarvis e não estou te vigiando, só que com tudo que aconteceu, eu me preocupo com a sua segurança. A vampira tem capacidade de te proteger, mas eu sou seu pai e sou também responsável por sua segurança.

—Fui ver uma amiga.

—E...? – Perguntou Tony, cruzando os braços.

—Eu fui ajudá-la e só direi isso. – Respondeu, cruzando os braços também.

—Tudo bem, achei essa resposta boa por enquanto. E sobre o rapaz da boate ontem que a mídia está falando? Quero nome, idade, profissão e endereço.

—Chatony, foi só alguém que eu dancei e nada mais.

—Só isso mesmo? Preciso interrogá-lo para saber se merece minha filhinha.

—Já disse que essa pose de pai coruja não combina com você.

—Tony, como foi a viajem? – Questionou Steve se aproximando dos dois.

—Foi uma maravilha. Trouxemos presentes para todos, mesmo que vocês não mereçam.

—Eu mereço. – Disse Louise feliz.

—Só você! O presente que trouxemos é perfeito.

Sarah balançou a cabeça e riu, sabia que no fundo Tony adorava aquelas pessoas.

—Agora me conta as novidades, Capicolé.

—Então, eu queria falar...

—Olha a hora! Tenho de ir. Conversamos depois, homem de lata. Bruxinha, vamos. – Interrompeu a garota entendendo o que o Steve ia falar.

Anna olhou-a sem entender, e depois ao ver os três juntos captou.

—Verdade. Deixa que eu pego a sua bolsa. – Falou a agente indo até o balcão do bar onde estava a bolsa.

—Você vai aonde? Acabamos de chegar e queria passar um tempo com você. – Disse Pepper colocando a mão no ombro da jovem.

—Eu tenho que ir até a universidade fazer um trabalho. – Se inclinou e beijou o rosto da ex-secretária. – E devo almoçar fora, porque tenho uma sessão de fotos.

—Mas você pode fazer aqui o trabalho. – Disse Tony, triste.

—Eu gosto da biblioteca de lá e, além disso, meu lugar favorito do prédio está em reforma. – Beijou o rosto dele também.

— Também precisamos conversar sobre isso.

—Fiquei surpresa por ter aceitado fazer a sessão. – Comentou a namorada do Stark.

—Podemos dizer que eu estava num dia péssimo e pensei que tirar umas fotos bonitas podia ajudar melhorar o humor. Fica para o jantar essa conversa, Chatony. Steve, você não ia para a sede da SHIELD? – Perguntou a garota, já indo até o elevador.

—Ia?

—Claro. Esqueceu que o Fury quer falar com você? – Manifestou-se Anna, parando ao lado da protegida.

—Quer? – Indagou, não entendendo.

— Já está com Alzheimer? Melhor marcar um médico. – Informou Stark, zoando.

Sarah pegou a bolsa e colocou no ombro, o elevador chegou e as duas entraram, a jovem fez sinal e o Capitão entrou no elevador depois de despedir-se do pessoal. Quando a porta se fechou, a garota deu um soco no braço do namorado, não chegou a ferir, mas incomodou.

—O que foi isso?

—Eu que pergunto, Steve. Você ia falar de nós para o Transformers?

—Ele é seu pai e eu queria avisá-lo.

—Tá doido? Não é a hora certa para isso!

—Não quero mentir para ele, não vai dar certo esconder esse relacionamento.

—Não vamos esconder, vamos só omitir. Vamos esperar um pouco e prepará-lo.

—Tsc... Agora que tá acertando o papel de pai, você quer jogar essa notícia? A garota tem razão. Esperem um pouco. – Opinou a agente.

Vendo que eram duas contra um, o vingador aceitou.

—Por isso que disse sobre a SHIELD.

—Exato, não só para impedi-lo de falar, como também para passarmos um tempo juntos longe do prédio.

A porta do elevador se abriu e os três saíram, a agente andou na frente se dirigindo até um carro e os dois a seguiram. Annabelle jogou a chave do automóvel para o Steve e entrou na parte de trás e os dois entraram logo em seguida.

—Então vamos à universidade?

—Claro que não. O trabalho faço depois. Pensei em darmos uma volta antes de ir tirar aquelas fotos.

—E onde vamos? – Questionou, ligando o carro

—Não sei. O céu é o limite, não é mesmo?

[...]

—Para o carro! – Gritou Anna ao escutar a sugestão de Sarah.

Capitão brecou com tudo o carro e por sorte não causou um acidente. Os dois se viraram para a agente com expressões preocupadas, e olharam procurando algum sinal de perigo em volta, depois olharam para trás para ver se ela estava ferida, mas estava perfeitamente bem.

—Que porra foi essa? Quer nos matar, bruxinha?

—Não, é aqui que eu desço. Você está em boas mãos e eu não nasci para ser vela. Nos encontramos no Studio.

Ela abriu a porta e fechou com força. A jovem olhou pela janela a direção que ela tomava que era oposta de onde iam, se virou e deu os ombros para o namorado. Ele continuou o caminho normalmente até chegaram o destino.

Os dois saíram do carro e notaram pouco movimento na praia, observaram em volta para verem se tinha algum paparazzi, mas nenhum sinal. Steve pegou a mão dela e foram até a orla para caminhar, o silêncio era confortável para ambos, a companhia era suficiente no momento. A jovem olhou para o mar e um sorriso triste apareceu ao lembrar-se de sua mãe. Nos últimos meses a garota quase não pensara nela, o que a fazia se sentir um pouco culpada. Ela não havia esquecido e jamais a esqueceria, somente tentava viver a vida sem sentir a dor que vinha acompanhada das lembranças.

—Sarah, está tudo bem? – Questionou o vingador notando a mudança.

—Sim, lembrei que minha mãe adorava me levar para a praia quando mais nova.

—Vocês eram muito unidas?

—Éramos nós duas contra o mundo. – Respondeu apoiando a cabeça no ombro do outro. – Ela ia gostar de você e diria que ganhou um lugar no céu pelo o que vai vir pela frente.

—Você dá tanto trabalho assim? É... Natasha tem razão, vou ter que me acostumar.

—Você e a ruiva falavam de mim? E pelo visto falavam mal. – Ironizou a moça.

—Não falávamos mal de você e nem tem motivo. – Explicou o soldado parando ambos. – Estávamos discutindo sobre sua segurança e os perigos que pode sofrer. E ela me disse que você ia se meter em confusão sozinha

—A confusão que me procura, não o contrário. Tenho culpa se ela se apaixonou por mim?

Ele só levantou a sobrancelha não acreditando muito na explicação. Ela soltou um suspiro de desânimo, soltou sua mão e começou a se afastar, no entanto, ele a segurou pela cintura e a virou para ficar na sua frente. A mesma apoiou suas mãos no peito do vingador.

— Da próxima vez terá minha companhia na hora da encrenca.

—Então terei um vingador só para mim para me salvar? Estou me sentindo muito especial.

—E você é.

Ele se inclinou e a beijou. Naquele momento não se importou se alguém podia vê-los, só queria mostrar a Sarah o quanto se tornara especial e única para si. O beijo era firme e forte, ao mesmo tempo delicado e carinhoso. Sua mão passou delicadamente na face da moça para sentir mais ainda sua presença.

—Você me convenceu. – Ela pegou em sua mão e voltaram a andar. – Agora, conte-me sobre sua família.

—Eu era filho único, meu pai, Joseph, morreu quando era pequeno e minha mãe de pneumonia quando eu era adolescente...

Steve parou e começou a rir, como se tivesse escutado uma piada.

—Era para ter essa reação mesmo quando fala dos seus pais?

—Não, é que eu não tinha percebido, mas você tem o mesmo nome da minha mãe.

—Sua mãe se chamava Sarah? Ai meu Deus, isso é estranho.

—Diria coincidência. Minha mãe te aprovaria e não só por causa do nome.

—Era muito próximo a ela?

—Sim, éramos. A perda dela foi difícil, eu tive sorte de ter um amigo como o Bucky ao meu lado.

—É bom ter pessoas especiais nesses momentos.

—Viu, nossas vidas não são tão diferentes assim.

—Só falta passar por uma experiência e ai serão 99% igual. – Brincou a jovem. — Ou ficar congelada por umas décadas... Não, obrigada. Dispenso.

—Você não sentiria nada. É como se tivesse piscado os olhos e pronto, está no novo século.

—Deixa para a próxima. No momento quero curtir e aproveitar o presente, como comprar um sorvete de flocos.

Sarah abriu a porta do camarim e foi em direção ao local onde tiraria mais fotos. No começo se arrependeu amargamente de ter aceitado o convite da revista, mas ver a cara do capitão, vidrado em cada passo seu, fez valer a pena tantas trocas de roupa ou pose.

Ela parou no local, onde o fotógrafo a aguardava junto com o assistente que segurava a iluminação. Sua mão foi até o cabelo que estava preso num grande coque, não havia nenhum fio fora do penteado o que custou um pouco de dor para a jovem.

A Stark não se incomodou muito com as roupas, já que fizera questão de escolher aquelas que combinavam com seu estilo. Não se incomodou que a maioria fosse vestido e de todos, o que mais gostara era o que estava usando. Um tomara que caia rosa com uma textura clara. Colocou uma camisa por baixo do vestido, que combinando formava o desenho de uma boca, alguns anéis nos dedos e uma sapatilha dourada com laço dando o toque delicado, já que quem a olhasse lembrara-se de uma bailarina.

Ela foi fazendo algumas poses, tentava ignorar a presença de todos, porém seus olhos sempre iam para o fundo da sala onde se encontravam Annabelle e Steve, este último com boné para tentar não chamar atenção.

—Ela precisa sorrir mais, a maioria das fotos está séria ou fazendo cara de deboche. – Resmungou a agente e o vingador acenou em concordância.

O fotógrafo fez o pedido para que a jovem sorrisse e esta fez o que pediu, porém não do jeito que Anna queria.

— Mostra seus dentes, sorria. – Gritou em direção a garota.

—Eu estou mostrando. – Disse antes de abrir os braços e curvar a cabeça, sorrindo.

—Não do jeito que deveria.

— Assim está bom? – Questionou Sarah ficando reta e dando um grande sorriso que dava para notar de longe que era forçado.

—Melhor.

—Agora deixa que eu siga as instruções do profissional de verdade.

O fotógrafo olhou feio para a segurança e voltou a tirar as fotos.

—Acho que fui a única garota que não sonhou em ser bailarina quando criança. – Comentou, rindo.

—Ou é isso ou princesa. – Disse o fotógrafo.

—Nem isso. Sempre achei sem graça. Eu só fiz uma aula de balé quando criança, numa ONG perto de onde morávamos.

—Por que não continuou? – Questionou o mesmo.

—Não preciso ter aula para ser delicada e os passos não são tão difíceis.

—Então prove. – Disse o vingador.

—O que?

—Mostre algum passo. – Insistiu Steve.

Sarah deu o ombro e fez a posição de agradecimento como se tivesse encerrado uma apresentação. Não foi tão delicada como deveria e os dois tiveram que segurar as risadas para não constrangerem a jovem, porém aquilo não passou despercebido para a garota.

—Tá bom, acho que me enganei. – Admitiu, voltando a posição anterior.

—Vamos fazer uma pequena pausa. Falta só mais um figurino e depois está livre, senhorita Stark.

—Tudo bem.

Foi até o camarim, mas antes de entrar, fez sinal para que Steve se aproximasse. O vingador a seguiu e entrou no cômodo, a jovem fechou a porta e deu um soco no ombro do namorado.

—Eu vi a risada.

—Que risada?

—Não se finja de inocente não.

Ele a puxou para si e a beijou, a jovem Stark o puxou até ela estar apoiada na porta e seus corpos estarem tão próximos quanto possível. Uma eletricidade passou pelo corpo da garota e ao sentir as mãos dele em sua cintura, ela apertou-o levemente, no entanto com força suficiente para que Steve sentisse que ela não queria que ele escapasse. Quando o beijo foi interrompido, ambos estavam ofegantes e ele colou sua testa na dela, sorrindo por se sentir realmente feliz desde que tudo mudara em sua vida.

[...]

O local estava uma bagunça, móveis derrubados, objetos espalhados pelo local e quebrados. Os únicos sons do ambiente vinham da televisão, onde uma jornalista apresentava alguma notícia da cidade e os gemidos de um homem. Ele se encontrava deitado no chão, sobre alguns objetos e perto da janela. O indivíduo tentava respirar, mas a cada tentativa tossia e cuspia sangue. Suas mãos tentavam estancar as feridas de balas que atingiram os pulmões, porém não tinha efeito. Barulhos de passos avisavam que seu malfeitor se aproximava, não tinha chances de fugir ou lutar, a única coisa que podia era aceitar a morte de bom grado.

Um par de botas apareceu em sua frente, seus olhos levantaram e foram até o rosto de seu assassino, que apontava uma arma em sua cabeça. Sabia quem era o culpado e a estrela vermelha em seu braço de metal confirmava que aquele homem não era uma lenda. O olhar frio foi a última coisa que viu antes de a bala atingir-lhe bem no meio da testa.

Ele guardou a arma e andou pelo local, procurando algo que pudesse ligá-lo ao crime, mas nada foi encontrado. Ao parar para refletir o ocorrido, não sentiu nenhum arrependimento ou culpa, somente um vazio.

Há algum tempo, o Soldado Invernal vinha sentindo dúvidas do que fazia e mais ainda por não lembrar de nada de seu passado. Cada vez que forçava a sua mente a recordar, sentia uma dor na cabeça que o fazia desistir. Queria saber quem era, se tinha parentes, alguém o esperando. Não se lembrava, mas perguntara várias vezes sobre sua vida, mas sempre era levado a máquina onde apagavam suas memórias e voltava a ser um assassino a sangue frio.

—E vamos falar sobre a herdeira Stark. Ontem, ela foi vista entrando numa boate acompanhada por três amigas. Não é surpresa nenhuma que os Stark gostem de festas, mas desde que foi apresentada, não tinha ido a nenhum desses lugares. Algumas pessoas presentes no local informaram que a viram sair acompanhada de um homem, mas não conseguiram identificar quem seria. Amor no ar? – Perguntou o jornalista a sua companheira de trabalho.

— Quem sabe. Hoje, Sarah fez uma sessão de fotos e uma entrevista exclusiva para a revista Alisa Connan. Desde que foi apresentada como filha do bilionário e herói, Tony Stark, a jovem tem fugido da imprensa e raramente se pronuncia. A entrevista promete ter revelações sobre seu passado, sobre a descoberta de ser uma Stark, como viver com os Vingadores e sobre esse homem misterioso. Não perca...

O soldado já não escutava mais as palavras ditas pela jornalista, a atenção estava toda para a foto da jovem Stark tirada no dia anterior. A garota chamou sua atenção por ser bela do seu jeito, porém, tinha a impressão de ter visto aquele olhar de desinteresse em algum lugar, mas em outra pessoa. Um homem alto, com roupas da década de 30, cabelos negros arrumados de lado e com um bigode, invadiu sua mente o fazendo dar passos para trás.

—Uma lembrança? – Perguntou, num sussurro para si mesmo.

Sentiu que a garota podia ajudá-lo a saber sobre si. Se afastou da televisão e foi em direção a saída, pensando em um plano para poder falar com Sarah a sós.

Notas finais
Links da Sessão de fotos: Foto 1: http://3.bp.blogspot.com/-9tRMq3uV7yk/VcAkmYTwSMI/AAAAAAAA5SQ/rgmQwYbNM1w/s1600/GEORGIE%2BHENLEY%2B%252842%2529.jpg Foto 2: http://2.bp.blogspot.com/-yhDIQJ-Vvbg/VcAkdtxUq_I/AAAAAAAA5Ro/R6LeDkrtyXE/s1600/GEORGIE%2BHENLEY%2B%252838%2529.jpg Essa revista realmente existe e tem tambem essa sessão, fiz essa sessão na história depois de ver as fotos, e eu adorei. Momento Banna foi fofinho. Tony voltou, AEEEEW!!! Sei que muito estão com saudades de momentos pai e filha, mas teremos u mcapitulo só dedicados a eles, em breve (capitulo 21 mais exatamente), então só foi uam amostra de como o Tony ta bem coruja. Sei que tambe mestão loucos para ele saber, com opodem ver, por enquanto vão esocnder dele o relacionamento, mas vai saber em breve tambem. Já tenho em mente e o capitulo perfeito para o acontecimento, pq tem que ser o momento, como o momento que ela vai chamar de pai que inclusive esse ja ta pronto (sim, eu escrevi num surto a algum tempo). Participação do maravilhoso Soldado Invernal, e muito em breve ele terá seu momento na história, confiem na titia aqui. Venho que avisar que a história vai ser atualizada a cada quinze dias, assim dou atenção as duas histórias. Então semana que vem possivelmente será outro capitulo de Lady e na seguinte já vem Take. Então uma semana Lady, outra Take. Assim da para escrever em uma semana sem pressa e minha beta consegue betar sem problemas. Não lembro mais nada para falar Comentem, critiquem, só diguem o que acharam e espero muito que tenham gostado Beijos