Take on Me
7 I See a Million Different Ways
Notas iniciais

A festa estava animada, a música tocava alto, mas não o bastante para atrapalhar. Clint e Steve jogavam sinuca; Thor observava o jogo; Tony e Banner discutiam sobre ciência, já que ambos gostavam muito do assunto; Pepper e Sarah conversavam sobre faculdade em um dos cantos e Louise e Annabelle falavam sobre assuntos sem importância.
As duas tinham se dado bem desde o começo, a namorada do arqueiro resolveu então contar seu plano para a agente.
— Anna, preciso de sua ajuda.
— O que é? Algo para acabar com o Clint? O que aquele filho da mãe fez? – Perguntou Anna já planejando acabar com o vingador.
— Em relação a isso, pode relaxar. Que ele nem é louco de fazer algo, que corto seu amiguinho.
— Isso eu duvido porque você adora! – Brincou Anna.
— Vamos voltar ao tópico da conversa. – Pediu Louise com vergonha de discutir sua vida sexual. – Você viu o clima entre o Steve e Sarah?
— Óbvio, quem não viu? E quando um olha para o outro, achando que ninguém está notando.
Annabelle e Louise viram Steve olhar discretamente para a direção de Sara, que não notou por estar prestando atenção no que Pepper dizia.
— O Stark. – Apontou a moça. – Como ele pode ser um gênio e não ver isso?
— Eu o acho tapado. E acho melhor nem ver, imagina o que pode acontecer. Não duvido ter outra Guerra Civil nesse país.
— Tony pode não ver agora, mas em breve verá. Se os dois começarem um relacionamento sério, o pai do ano vai ter que saber. – Disse Louise.
— Antes de nos preocuparmos com isso, eles precisam estar num relacionamento.
— Ai que entra a questão: Eu e Clint queremos juntar os dois e precisaremos de ajuda. Posso contar com você?
— Não precisa perguntar duas vezes. Claro que vou! Eles merecem ser felizes e acho que fazem um casal fofo. – Respondeu a agente batendo palmas.
— Ótimo, agora falta só a Pepper e a Natasha. A Pepper eu deixo com você, e a Natasha deixa comigo.
— O que vai fazer comigo? – Questionou Romanoff atrás das duas.
Louise deu um pulo no sofá e Natasha não escondeu um sorriso ao ver a reação da amiga. Annabelle riu da situação, quase que a moça derrubou a bebida nela mesma.
— Puta merda! Você quer me matar de susto?
— Não, isso não tem graça. E Clint iria enfiar uma flecha no meio da minha testa. – Respondeu dando a volta e sentando ao lado de Annabelle. – Bem, agora vai me contar o que está acontecendo?
— E onde você se meteu?
— Missão. – Respondeu a ruiva.
Uma coisa que a moça aprendera ao conviver com os agentes era nunca perguntar do que se tratavam suas missões. Clint contava quase tudo que acontecia nelas, só tirava algumas informações que colocariam sua vida em risco. Anna e Natasha, já evitavam isso. A agente Petrov só contara da missão de cuidar da filha de Stark, por ser algo que não traria perigos para Louise.
— Tudo bem. Então, eu e Clint queremos juntar Sarah e o Steve.
— Sabe que o Tony vai matar vocês. – Disse Natasha pegando um copo de bebida do garçom.
— Sei.
— E querem ajuda?
— Sim, Natasha.
— Pode contar comigo. Estarei a disposição. Vai ser engraçado a reação do Tony ao saber, eu preciso estar presente nesse dia.
— Vai sobrar pra gente, mas to nem ai. Como você e o Clint são próximos do soldado, vão ficar responsáveis pelo Steve. Já eu, Anna e Pepper pela Sarah e Stark, principalmente vocês por conviverem mais com ele, não queremos que ele estrague se desconfiar.
— Certo, agora conte o plano. – Pediu a russa.
— É, fala logo que to curiosa. – Mandou Anna.
— Pelo que pude ver hoje, teremos que dar aquele empurrãozinho mesmo, já que eles são bem tímidos.
Louise começou a contar seu plano para as amigas, e essas sorriam em aprovação. Tony as encarava imaginando o que tanto elas conversavam e porque tinham aquele sorriso de quem iam aprontar.
[...]
Depois de terminar a partida, Steve foi até o bar, pegar uma bebida e logo Natasha se juntou a ele. Era hora da agente colocar algumas partes do plano em ação.
— Ganhou do Clint? — Questionou a ruiva.
— Não, ele é muito bom, não erra um alvo. — Respondeu antes de dar um gole em sua cerveja.
— Por isso é o Gavião da SHIELD e dos Vingadores. Um Martini, por favor. – Pediu Natasha ao garçom.
— Por que chegou mais tarde?
— Seguir as pistas que o homem deu sobre quem mandou atacar Sarah.
— Descobriu quem foi o responsável? – Indagou o Capitão, preocupado.
— Um cadáver. – Respondeu Natasha pegando a taça.
— Como assim?
— Ao chegarmos ao local, encontramos um homem morto. Seu nome era Dimitri Arkadi, era um cientista de um grupo soviético na Guerra Fria. – Respondeu Romanoff mostrando uma foto da pessoa no celular — Não encontrei nenhuma ligação com a família Stark.
— Então o motivo foi junto no tumulo. – Comentou Steve não gostando da descoberta.
— Eu creio que tem mais gente envolvida. – Ela guardou o celular e voltou a olhar para o local. – Por que ele se mataria? E se realmente se matou. Os peritos estão analisando e apontam suicídio, só que não creio nisso. Alguém o matou e é um profissional.
— Pode ser alguém dos mercenários? – Perguntou o Capitão.
— Não. Esse grupo de mercenários é bom, mas nem tanto. Precisaremos ficar de olho nessa família.
Natasha olhou em direção a garota e a viu os encarando, mas logo ela virou o rosto, fazendo a russa sorrir por ter a pego em flagra. Ao voltar a olhar para Rogers, viu a preocupação estampada em seu rosto.
— Caps, Annabelle é a responsável pessoalmente por sua segurança. Sabe que ela é uma grande agente e fará o que for para Sarah ficar em segurança, então não fique preocupado. – Garantiu a vingadora.
— Sarah não pediu para fazer parte disso e só por ser filha do Tony, já tem grandes problemas. – Ele apertou a beirada do balcão irritado.
— Ela já ia se meter em confusão sozinha, sendo filha de quem é. Algo que você precisa começar a acostumar. – Ela deu um tapinha no ombro do homem e se afastou.
— Por que devo começar a me acostumar? – Indagou Steve sem entender.
— Um dia vai saber a resposta. – Natasha cutucou Thor que estava sentado no sofá. – Vamos lá jogar sinuca, Loirão.
Steve refletiu sobre as palavras ditas por sua companheira de equipe, e não conseguiu chegar a nenhuma conclusão. Aguardaria o dia que entenderia.
[...]
Sarah estava olhando a vista, algo que a encantara assim que conhecera o prédio. Sua mente estava a mil pensando sobre tudo que acontecera na festa. Ela ficara feliz em conhecer todos os heróis e a namorada de um deles. E sobre os três que a salvaram, viu que não eram pessoas ruins. A única coisa que a havia incomodado fora a aproximação de Steve e Natasha. Ela acreditava que sua suspeita estava certa, os dois tinham algo.
Também, olha pra ela?Linda, poderosa, um mulherão...Pensava Sarah.
— Está tudo bem? — Indagou uma voz masculina atrás dela.
Ao se virar, encontrou o dono do par de olhos azuis que a encantara.
— Sim, só estou cansada. Um dia bem agitado. — Respondeu a garota voltando a olhar a vista.
— Posso me juntar a você, senhorita? — Questionou Steve.
— Claro, se não chamar de senhorita, simplesmente Sarah.
— Tudo bem, então Sarah.
Steve gostou de como soou o nome da moça em seus lábios, mas logo afastou aqueles pensamentos por achar errado.
— O que está achando da cidade?
— Estou gostando. Aqui é alegre, agitado e quente. E como é viver num tempo futuro, Steve?
— Estranho, dormir numa época e acordar numa outra. Ver o quanto perdeu num piscar de olhos. – Respondeu o soldado meio triste.
— Eu te entendendo. Você está num lugar estranho, com pessoas estranhas e se sente sozinho no mundo. – Comentou Sarah.
A jovem gostou de todos a quem conhecera, mas ainda se sentia só. Ela respirou fundo e sorriu para o vingador, que estranhou sua mudança de expressão.
— Mas sabe, Steve, a vida continua. Novas pessoas entram na nossa vida, não preenchem o espaço vazio, mas ocupam novos espaços. – Os dois olharam para trás e observaram todos se divertido. – O passado não deve ser esquecido, porem não deve interferir no presente. “Ontem é história. O amanhã é mistério. Mas o hoje é uma dádiva, por isto se chama presente.”, essa frase foi dita por um personagem de uma animação e se encaixa com o que está acontecendo com você.
Ele deu um sorriso, que fez seu humor mudar. Steve viu que a nova Stark tinha razão, ia ser difícil, mas tinha que continuar em frente.
— Profunda a frase.
— E até que ta ganhando muito presente, como uma namorada. – Brincou Sarah, mas na verdade ela queria saber realmente a relação do Capitão com a Viúva Negra.
— Namorada? Você está falando da Natasha? Não somos um casal.
— Não? Mas parecem.
— Somos só amigos e parceiros de missões. Acabamos ficando muito próximos, mas só na amizade. Acho que é muito cedo pra dar esse passo. Ainda não...
— Ainda não?
— Me sinto confortável sabendo o que perdi lá atrás.
Sarah viu que era um assunto delicado e achou melhor mudar.
— Ainda bem que ao voltar, já entrou para o grupo dos enxeridos e que tem a Máquina de Mistério. Engraçado que dá para ver que alguns lembram os personagens do Scooby Doo.
— Scooby Doo? – Indagou Steve, curioso.
— É uma animação que assistia quando criança. Muito engraçado, deveria ver um dia. – O vingador então tirou um caderno e anotou. – O que é isso?
— Eu estou anotando tudo que perdi nesses anos todos.
— Esse caderno vai encher rapidinho.
— Tem mais sugestões?
— Claro que sim. Vamos começar com uma banda que é um dos maiores orgulhos de nós, britânicos: The Beatles. Deles vocês têm que escutar o LP Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band de 1967 foi o divisor de águas para o Rock, em relação ao som, letra, design da capa... Enfim, tudo. Você tem que assistir Doctor Who, é uma série de ficção cientifica, é sobre um senhor do tempo que viaja pelo espaço tempo, junto com companheiros que conhece pelas aventuras e claro enfrenta os vilões mais perigosos. Tem que assistir os filmes de Sean Conney, principalmente James Bond, se gosta de agentes secretos e claro que gosta já que convive com dois, recomendo assistir todos os filmes do agente. Como pude esquecer, Star Wars e Star Trek! Os nomes são parecidos, mas não tem nada a ver um com o outro, Star Wars é fantasia enquanto Star Trek é ficção cientifica e... – Ao notar que divagou sem parar, sentiu-se envergonhada. – Eu sinto muito, acabei me animando. Droga, devo ter falado rápido demais.
— Não tem problema, seu pai faz muito isso. Porém, você é diferente, sua voz é muito bonita. – Ao notar as palavras que saíram por sua boca, baixou a cabeça e voltou a olhar para o caderno, envergonhado. – Certo, algo mais que devo anotar?
— Se eu indicar mais ficamos a noite toda aqui falando. No caso, eu falando e você escutando. Pode me procurar quando quiser mais opções. – Respondeu colocando uma mexa do cabelo atrás da orelha.
— Pode deixar que eu a procurarei.
— Não deve esquecer dos locais. Cidades mudam e muito. Nova York não deve ser a mesma cidade que conheceu. Acho que devia começar por esse caminho.
— Eu já vi o bairro que cresci. – Comentou Steve.
— Agora, veja o resto.
Antes que Steve pudesse falar algo, Stark se aproximou com cara de poucos amigos.
— Jovem Stark, o casal de pombo está indo embora. Venha se despedir. – Pediu o pai da moça.
— Claro e não me chame pelo sobrenome.
— E quem disse que deixei conversar com a Bela Adormecida? Não gostei dessa aproximação. Separem, separam. Um metro de distância. – Disse Stark separando os dois com ás mãos.
— Você não manda em mim, Homem de Lata. – Ela sorriu para o capitão. – Vou me retirar também. Boa Noite,Caps e Chatony.
—Boa noite, minha filhinha.
Ela fez uma careta pelo apelido e se afastou.Steve tentou falar, mas o bilionário levantou a mão para interromper. Sua expressão era séria, o que deixou o soldado nervoso, mas logo Tony começou a rir e deu alguns tapinhas no ombro do líder do grupo.
— Você viu como ela ficou irritada? Ela parece comigo.
— O que foi isso? – Perguntou Capitão América sem entender.
— Foi só para cumprir meu trabalho de pai. Sabe, ser coruja e não deixar nenhum rapaz perto dela.
— Então, não tem problema conversarmos? – Indagou Steve, preocupado.
— Claro que não. Não tenho que me preocupar, por que aconteceria algo? Você e Sarah? Isso é uma piada.
Ele se afastou deixando Steve sozinho com seus pensamentos. Ele gostou de conversar com a jovem e estava ansioso para vê-la de novo e poder repetir a dose.
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