Take me to church
6 Cap. 6 - Fé abalada, objetivos novos
Não havia ainda me conformado com o fim do conflito, a única coisa que ficou a se passar em minha cabeça foi o fato de não ter sido Deus a me justiçar mas sim pessoas comuns. Pessoas no qual a maioria nem se quer acreditava em Deus, foi tudo uma reação lógica, o certo a se fazer por moralismo e sem religião envolvida.
Talvez nem tudo girasse em torno de Deus, nem depende-se da decisão sua como todos diziam. Continuava a ir para igreja e tinha de me mostrar grata pela defesa de Deus ao meu favor.
Não falei para a minha mãe de todos os boatos que ainda aconteciam na escola pois tinha plena certeza de que minha mãe concordaria com elas e colocaria toda a culpa em mim, em meu jeito e pediria de maneira "gentil" para que eu mudasse e fosse mais feminina e igual as outras garotas. Já que como agia era considerado uma anormalidade.
Minha relação não estava boa com Deus e a cada momento piorava.
No meio do ano, logo após toda aquela confusão, semanas depois uma bomba maior explode, o pedido de divórcio litigioso por parte do meu pai.
Aquilo me abala muito principalmente porque desde que minha mãe entrou na igreja "Deus" havia prometido que ele iria restituir o casamento dela.
Eu não queria ir para a igreja, não queria ouvir ninguém, havia ficado com raiva do meu pai por um mês mas, um tempo longe da igreja me fez pensar de maneira racional. Ele estava certo, minha mãe havia mudado muito depois que entrará na igreja, piorado na verdade. Mas todo o meu momento de quase libertação é enterrado pela igreja com o seguinte discurso: Se você não alcançou a sua bênção/vitória é porque alguém de sua casa está errado,desagradando a Deus.
Aquilo me destruiu, destruiu toda minha ideia de se assumir e em mais um ano, o segundo ano do ensino médio, seria a mesma coisa de todos os outros anos ou era o que eu achava.
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