Take a chance
23 God hates me. God hates me for all.
Notas iniciais
Enfim, eu percebi que meus reviews diminuíram, alguém sabe me dizer o que há de errado?? Sinceridade, que nem a RoBakerPoyAckles IDFUHIDFUHIDUFHGIDFU.
Anyway, ♥
Zachary
- Que que houve com o tampinha? – perguntou Syn para Matt.
- Ele não consegue se mexer. – respondeu o Shadows, já saindo do meu apartamento.
- O que?! – perguntei, enquanto eu e os caras o seguíamos.
- É, cara, isso mesmo. Ele voltou a sentir aquelas dores nas costas e disse que ta tão forte que ele mal e mal consegue se mexer.
Já entrávamos no elevador.
- Vocês já levaram ele no médico, por acaso? – questionou Nathi.
- Ele nunca deixava, mas hoje não vai escapar.
Matthew girou a maçaneta da porta do apartamento de Johnny e adentrou o local. Eu e Arin corremos logo para o quarto do baixinho e o encontramos lá, deitado de barriga para cima, encarando o teto, com o rosto regado de lágrimas. Foi uma cena comovente, nunca imaginei que fosse ver um dos meus melhores amigos numa situação como essa.
- Gente, ele ta aqui. – disse o baterista para os outros, que ainda estavam na sala do apartamento.
- E aí, cara, como é que você ta? – perguntei, me sentando do lado dele na cama,
- TO ÓTIMO, ZACHARY, NÃO TA VENDO? – ele já conseguia gritar, pelo menos.
- Hey, não fala assim com ele, ele só ta tentando te ajudar. – disse Nathi, olhando apreensiva para Johnny.
- Desculpa mamãe. – murmurou o baixista. As lágrimas já começavam a secar.
- Eu vou te levar pro hospital, Jonathan, hoje não tem desculpa. – disse Matthew, já abrindo o armário de Johnny e tirando de lá algumas roupas. – Quer alguma coisa em especial?
- Ta bom, papai. Eu quero a blusa do Anthrax e aquelas meias amarelas ali. E meu celular, não esqueçam disso.
- Você acha que já consegue levantar, Johnny? – perguntou Arin, participando da conversa.
- Talvez. Eu não tentei mais porque tava doendo muito...
- Então tenta que se precisar a gente ajuda. – comentou Brian.
Ele assentiu e apoiou os cotovelos no colchão. Começou a levantar o tronco, fazendo caretas engraçadas por causa da dor. Engraçadas na minha opinião né, imagina a agonia do cara? Syn e Matt ficaram um de cada lado de Johnny, de modo que poderiam segurar o amigo caso ele caísse ou sentisse mais dor. Ele vestiu a blusa e calçou os tênis, e então saímos.
Descemos rapidamente pelo o elevador e colocamos o baixinho dentro do carro do Matt, em uma posição confortável para ele. Nathi e Arin foram junto, e eu e Syn resolvemos ir no meu carro.
Jonathan
O hospital estava lotado, abarrotado de gente. Até que consegui me locomover do carro até a mesa da recepção, –com a ajuda dos caras, óbvio- demorou uma eternidade. Nathi ficava me perguntando a cada segundo se eu estava bem, se precisava de alguma coisa, se eu sentia alguma dor... Ela parecia mesmo nossa mamãezona. E eu sentia mesmo dor, mas não quis deixar ela mais preocupada ainda. Um médico logo nos atendeu, e pediu uma série de exames. Algumas horas depois, retornamos para a sala e a cara do doutor não era nada boa.
- Eu gostaria de falar com o Sr. Seward sozinho, se não se importarem... – ele disse, encarando sério o resto da banda. Eles saíram e Nathi me olhou como quem diz “vai dar tudo certo”.
- Tamo esperando lá fora, pigmeu. – Syn tentava me tranquilizar, como sempre, mas só pra variar não dava certo.
Assim que todos estavam do lado de fora do consultório e a porta foi devidamente fechada o doutor pediu que eu me sentasse e começou a mexer em uma pilha de papéis no canto da mesa. Ele estava tão sério que eu até fiquei confuso. Eu sentia apenas uma dor nas costas, não podia ser nada tão ruim assim. Eu acho.
- Bem, Sr. Seward... – o médico foi interrompido por mim.
- Me chame de Johnny. Não gosto do meu sobrenome, e me chamar assim só faria as coisas parecerem mais sérias ainda.
- Bem, Johnny, — ele enfatizou o meu nome, achei que fosse por ironia – eu acho que a situação não poderia ficar mais séria do que já está.
- Como assim? O que o senhor quer dizer com isso?
A essa altura eu já tremia e suava. Encarei o doutor no fundo dos olhos, suplicando pra que ele me contasse logo o que havia de errado.
- Não é fácil dizer o que estou prestes a falar a você para os pacientes, principalmente se eles forem tão impacientes assim. – ele hesitou em continuar. – Essas dores que você vem sentindo, elas são causadas pelo tumor que você tem na espinha, Jonathan.
PUNCH! Deus me odeia.
- TUMOR?! Como assim, tumor? É benigno, não é? Por favor, me diz que é benigno, doutor! – lágrimas já brotavam nos meus olhos novamente, mas eu ainda me controlava. Meu tumor era benigno. Tinha que ser. Eu não podia ter câncer.
- Infelizmente não. – ele parou, novamente hesitante. — É câncer, Jonathan... É um caso raro, como a maioria dos tumores nessa região.
Ele não encarava meus olhos. Não ousava olhar para cima.
Meus pensamentos estavam vagos, sem direção, sem cabimento. Não saía da minha cabeça a ideia de que eu iria morrer. De que aquilo tudo ia acabar, a minha vida, a minha banda, meus amigos, minha pequena... Ah, a minha pequena. Eu tinha que ligar pra ela, porra.
- Quais são as minhas chances? – perguntei, olhando seriamente para o médico.
- Johnny, não é bem ass...
- QUAIS SÃO AS MINHAS CHANCES? – ele se assustou com o tom da minha voz e a raiva no meu olhar. Por fim, abaixou a cabeça e cedeu.
- 50%...
PUNCH 2! É, Deus me odeia por inteiro.
- O ideal seria que você começasse logo a quimioterapia, assim nós já podemos ir contendo o tumor e reduz a necessidade de operarmos.
- Logo quando?
- Que tal semana que vem? Você poderia vir na terça feira?
- Sim... Sim, eu venho.
Me levantei e saí da sala sem pedir mais nenhuma informação ou explicação para ele. Não queria saber de mais nada, queria ir embora daquele lugar nojento e tumultuado. Os outros do lado de fora vieram logo me perguntar o que o doutor tinha dito. Sorri para eles.
- Nossa, não precisam ficar tão preocupados, ele pediu que eu viesse na semana que vem pra fazer algumas seções de fisioterapia, pra ver se melhora, só isso. – falei, enquanto deixávamos o prédio.
- Como assim, Johnny? – questionou Nathi. – O cara não disse mais nada mesmo? Não disse o que você tinha, se era alguma doença ou alguma coisa assim?
- Não, ele só falou que eu tenho que melhorar a minha postura durante os shows pra que eu pare de sentir isso, e falou que eu tenho que fazer mais exercícios e alongamentos...
Doía ter que mentir para ela. Doía mentir para eles. Mas o que eu podia fazer? Eu queria continuar tocando, continuar firme, e não queria preocupar eles. Eu podia me cuidar muito bem sozinho, já sou adulto, né...
Nathália
Johnny não parecia bem. Ele estava tenso, e parece que piorou quando ele entrou no avião. O voo até L.A. era longo, mas não tanto assim, e ele provavelmente foi o único a não dormir. Fomos de 3 em 3. Syn foi com Arin e Zacky; Matt, eu e Johnny fomos na frente deles. O baixinho ficava o tempo todo batucando na janela, na perna, na mesinha...
Quando chegamos no hotel, cada um foi para seu quarto (o meu era o mesmo do de Matthew) e largou as malas. Tínhamos uma hora para vagar pela cidade antes de nos arrumarmos e partirmos para a festa. Jonathan continuou tenso, e quando estávamos entrando de volta no lobby do hotel, não resisti e perguntei:
- Johnny, tem certeza de que você está bem?
Ele se sentou no sofá preto da recepção e sua expressão ficou vaga. Subitamente ele colocou o rosto entre as mãos e lágrimas irromperam de seus olhos violentamente. Os meninos ficaram sem reação. Me sentei ao seu lado e coloquei meus braços sobre suas costas.
- Você sabe que pode se abrir com a gente, não sabe? Somos sua família, Little Johnny. – ele hesitou em responder. Pigarreou e então soltou a bomba:
- É um tumor, Nathália, e maligno.
Olhos se arregalaram. Bocas se abriram na tentativa de falar algo para consolar o amigo, mas o choque era grande demais. Matt deixou-se cair do outro lado de Johnny, e os outros caras se sentaram a nossa frente, no chão, ainda encarando o nada e pensando em palavras para a hora. Câncer... O pequeno tinha câncer. Johnny continuou.
- Ele disse que é algo muito raro, as chances são poucas, e eu já vou começar a quimioterapia semana que vem...
Todos continuaram em silencio. Então o único ali que era bom com as palavras resolveu quebrar o gelo.
- Cara, você sabe que não importa se você tiver cabelo ou não, você vai sempre ser nosso amigo, nosso baixista, nosso irmão. E você vai sair dessa, Jonathan. Você vai, porque a gente ta aqui contigo.
Quando terminou de falar, Matthew colocou as mãos no ombro do amigo, fazendo-o levantar, e o abraçou. Num impulso, me agarrei também aos dois, e de repente os outros três também vieram se juntar ao abraço. Eu tentei me manter forte, tentei não chorar, mas era impossível. Logo que me viu, Johnny se esquivou dos braços dos amigos e veio em minha direção me abraçar.
- Ah, Johnny, isso não pode estar acontecendo! – falei, limpando meus olhos na gola de sua camisa. Ele sorriu de leve.
- Ta acontecendo, mamãe, mas você não ouviu o Matt? Eu vou sair dessa, e vai ser com o apoio de todos vocês... – ele parou, pareceu pensar em algo — E da minha pequena. Eu tenho que ligar pra ela, pedir pra que ela venha.
- Você não quer que eu faça isso? – comecei, já largando-me de seus braços e olhando-o nos olhos. – Eu posso fazer com que ela venha sem ter que contar para ela sobre a doença no telefone...
Ele assentiu, e quando eu estava prestes a fazer a ligação, Syn falou:
- Gente, nós ainda temos uma première para ir... – ele tentava formar uma expressão menos assustada e inconformada, sorrindo, o que fez com que ele ficasse com cara de maníaco.
- De acordo com meus cálculos, nós temos mais uma hora até que a limusine apareça aqui. – completou Zacky.
- Então vamos nos arrumar. – disse eu, já puxando Johnny por um braço e Matt por outro até o elevador.
Matthew
A morena entrou correndo no chuveiro, assim que chegamos ao nosso quarto. Eu não resisti. Me despi com muita agilidade e adentrei o banheiro, abrindo o box do chuveiro lentamente. Nathi estava de costas, e pareceu não perceber a minha presença. A abracei por trás, e ela deu um gemido baixo quando sentiu meu membro contra sua intimidade. Iniciei leves beijos pela sua nuca, como naquela noite na cozinha, e percorri minhas mãos por seu corpo nu e molhado. Eu sabia que a notícia de Johnny não havia sido fácil para ela, mas era muito pior para mim. Ainda assim, meu desejo por aquele corpo definido e muito bem desenhado era insaciável. Apertei seus seios com vontade enquanto mordia seu ombro. Sua respiração era ofegante, e eu escutava seus gemidos até mesmo em baixo da água.
Desci meus dedos e os descansei em seu quadril, mas por breves segundos, logo os descendo um pouco mais. Quando comecei a brincar com sua intimidade, já a sentia quente e úmida. Mas Nathi não me deixava divertir sozinho. Ela, ainda de costas para mim, percorreu a mão esquerda por minhas coxas, e vinha cada vez mais para a frente, até encontrar meu membro agora já mais rígido e duro. Começou a fazer movimentos que oscilavam em termos de velocidade e intensidade.
A virei de frente para mim, interrompendo as brincadeiras de ambas as partes, e a beijei violentamente. Ela colou mais ainda nossos corpos, fazendo com que eu não resistisse e a empurrasse para a parede fria do chuveiro. Levantei a morena pelas coxas e a acomodei em meu colo, já penetrando sua entrada. Meus movimentos não foram delicados e cuidadosos como da outra vez, foram mais violentos e com desejo, mas Nathália parecia gostar. Ela mesma estava sendo mais ousada e travessa do que na noite do domingo. Seus gemidos se juntavam aos meus, em sintonia, assim como quando cantávamos, até que urros definitivos surgiram de ambas as partes quase que simultaneamente.
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