Take a chance
17 Fate misunderstood
Notas iniciais
Seguinte, quem me disser um apelido realmente foda pra Nathi na banda vai ganhar um papel na fic como par romântico de um personagem que vai aparecer por aqui um pouco depois do capítulo 25... Se duas pessoas acharem um apelido bom, eu posso fazer uma junção dos dois apelidos, e daí a segunda pessoa também vai ganhar um papel, talvez não tão importante quanto um par romântico, mas vai fazer, de uma forma ou de outra, parte da história. Anyway, curtam =)
E reviews, lembrem-se do que eu escrevi no cap. anterior ;)
Matthew
– Morena... – disse eu, ofegante.
– Shhh, fala nada, não... – e então ela me beijou com tanta voracidade que eu não resisti e a peguei no colo, a levando para o quarto.
Deitei ela na cama, subindo logo em cima dela. Os beijos continuaram violentos e desesperados, e o instinto masculino me veio à tona. Arranquei sua blusa com muita agilidade e ela começou a rir.
– Seu safadinho! – ela exclamou, e me empurrou com força para o lado, invertendo as posições.
– Bem eu que sou safado, né.
– Querido, uma mulher tem que fazer o que uma mulher tem que fazer... – disse, puxando a gola da minha camiseta e mordiscando meu peito. Percorri minha mão pela barra da sua calça, procurando o botão. Ela riu mais alto ainda.
– Cadê o botão dessa porra?!
– Não tem botão, Matthew. – que gargalhada gostosa, fiquei com mais tesão ainda. Era desse jeito quando eu tava bêbado. Ou era desse jeito quando eu tava com ela.
– Melhor assim. — empurrei a morena de volta para o lado e me debrucei sobre seu corpo novamente. Puxei sua calça lentamente, olhando em seus olhos, com uma das sobrancelhas arqueada. Eu estava brincando com ela, divertindo ela. Funcionou. Ela riu a beça e mandou que eu tirasse logo.
Obedeci e joguei a peça para um canto qualquer. Tomara que não tivesse caído para fora da janela. Por alguns segundos, observei seu corpo. A pele clara entrava em contraste com a lingerie escura, suas curvas eram bem acentuadas, mas tinha também uma delicadeza que era inexplicável. Era a mistura perfeita de pimenta com chocolate, sexy com doce. Cara, chocolate com pimenta é bom.
Enfim, voltando pra cena pornô caseira...
Voltei a me deitar em cima dela, e colei minha boca em seu pescoço. Ela abriu o cinto da minha calça. Minhas mãos já estavam na aba do seu sutiã quando eu ouvi batidas na porta do apartamento. Ignorei e continuei mordendo seu peito. As batidas se repetiram, e eu me levantei bruscamente.
– DENOVO, PORRA?! — gritei, já ficando vermelho de raiva.
– Calma, Matthew. A gente ainda vai ter muito tempo pra fazer isso. Eu vou lá ver quem é, fica aí. – ela pegou um hobe dentro do banheiro e fechou a porta do quarto ao sair.
De longe eu pude ouvir uma voz feminina muito familiar. Logo reconheci a tal voz.
– Porra. – sussurrei para mim mesmo. Não podia ser ela.
Nathália
Abri a porta sem nem ao menos dar uma espiada pelo olho mágico. Talvez isso tenha sido um erro. Logo me deparei com uma loira uns dez centímetros mais baixa que eu, magrinha e com a pele um pouco mais escura que a minha. Tinha um nariz fino e olhos quase vesgos, e exibia um sorriso de orelha a orelha.
– Oi! – exclamou. A voz dela não era tão irritante quanto todos falavam. – A gente não se conhece ainda, eu sou Valary. – estendeu a mão pra que eu a cumprimentasse.
– Nathália. – sorri de volta, apesar de estar completamente nervosa e desconfortável com a situação. – Entra!
Ela entrou, lógico. Bem capaz que ela iria dizer que só tinha passado pra dar um oi ou que estava muito tarde. Valary sentou-se logo no sofá branco e começou a falar.
– Eu vim ver os meninos hoje, ainda não tinha visitado eles desde que voltaram da turnê. Quando cheguei no apartamento do Johnny, ele me falou de você. – eu só sorria, muito falsamente, mas ela não parecia perceber. – Eu achei muito legal os meninos finalmente chamarem uma garota pra banda, vamos ver se agora eles tomam jeito!
– Ai, é verdade, esses caras são mesmo muito bagunceiros! – eu ria, acompanhando Valary, e morria de medo de que ela visse o ex-marido dela por ali. Eu tinha que falar pro Matthew que ela estava lá. – Val... Posso te chamar assim, né?
– Claro!
– Então, eu tava meio que dormindo, e não é muito legal eu ficar aqui fora conversando com você vestindo só esse hobe, né. Tem problema se eu for lá no meu quarto rapidinho, pra colocar uma roupa descente?
– Lógico que não, vai lá.
Abri a porta do quarto e me deparei com um Matthew com uma expressão totalmente assustada. Assim que ele me viu, seu rosto tranquilizou.
– O QUE DIABOS A VALARY TA FAZENDO AQUI? — ele estava sussurrando, mas a aflição transparecia.
– Não sei, — peguei a mesma roupa que usei durante a janta, que Matt tinha atirado pelo quarto. – mas fica bem quietinho aqui que eu vou lá descobrir.
Quando voltei para a sala, Valary ainda estava sentada na mesma posição, só observando meu apartamento. Tive medo que ela soubesse de algo.
– Voltei! – exclamei, sorrindo e me sentando na poltrona a sua frente.
– Oi denovo! – nossa, como ela era infantil. Tive vontade de rir com esse “oi denovo”, mas me contive. Apenas continuei sorrindo.
Ela ficou no meu apartamento por mais algumas horas me enchendo, e eu praticamente morria de sono. Ela era sim super simpática, mas isso não quer dizer que eu já gostava dela. Já passava das duas e meia da manhã quando ela resolveu ir embora.
– Bom, eu estou morrendo de sono, e eu posso ver que você também está um pouco cansada... Já vou indo, e foi muito bom te conhecer, mesmo.
– Também achei muito legal te conhecer, Val! – falei, enquanto abria a porta pra que ela saísse.
– A gente se vê. – então ela foi.
Voltei correndo para o quarto. A cena seguinte foi muito engraçada. Matt estava deitado de barriga pra cima com um braço deitado sobre seu peito e o outro caindo para fora da cama, e a boca totalmente aberta. Pelo menos ele não estava abraçando o travesseiro... Me despi novamente e me deitei ao seu lado. Apoiei a mão em seu rosto, e ele acordou num pulo.
– Ela já foi?
– Foi sim.
– Seria meio tenso se ela descobrisse desse jeito, né? — perguntou, me olhando serenamente.
– Bom, eu não gostaria de ver meu recente ex-marido deitado na cama de uma mulher muito mais gostosa que eu... – arranquei uma gargalhada dele.
– Morena, você ainda quer... sabe, continuar aquilo, que a gente tava fazendo antes da Valary aparecer?
Achei tão fofo ele hesitar pra falar aquilo.
– Tem certeza de que você ainda consegue? — perguntei, com olhar sacana.
– Com você é fácil... – ele colocou a mão em minha coxa e a puxou violentamente por cima de seu quadril. Me fez rir alto.
– Matthew, acho melhor a gente dormir agora. Eu to simplesmente morrendo, e ainda to traumatizada por causa do cara que sentou do meu lado no avião.
– Como você quiser, minha morena. — ele beijou minha testa e me abraçou. – Boa noite.
– Boa noite. – respondi, e beijei de leve seu pescoço.
Adormeci brincando de contornar suas tatuagens com a ponta dos dedos.
Notas finais
Beijão, e obrigada por ler ♥
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