Take a chance
9 And I will take what's mine
Notas iniciais
Nathália
– Lauren, você ta maluca? Como é que eu vou receber os cinco caras da Avenged Sevenfold nesse apartamento minúsculo? E mais, o que é que eu vou fazer pra comer? Porque eu to vendo que eu vou ter que fazer tudo, né, já que nenhuma de vocês sabe fazer nem arroz! – eu tava um pouco estressada, sim, mas tentem se colocar no meu lugar nessa situação. Complicado, né?
– Ai, dá-se um jeito. A gente sempre dá. Nathi, você sempre se deu bem na cozinha, lembra aquela vez que você teve que fazer churrasco praquelas vinte pessoas na janta da faculdade? Pois é, você vai se sair bem. – grrrrr, aquela baixinha me paga.
Chegamos ao meu apartamento e logo nos atiramos em minha cama.
– Ta legal, quem vai começar? – perguntou Theodora, com um olhar malicioso. É, ela estava querendo saber da noite de cada uma. A ordem foi essa: Sophia, Lauren, Theo e eu. Não pude deixar de ficar feliz por minhas amigas. Quer dizer, Sophia tinha transado com o mais sexy; Lauren tinha transado com Johnny, o que realmente me surpreendeu, já que ela era a mais tímida e fechada de todas; e Theo tinha ficado com Zacky que, aliás, fora muito fofo com ela.
Eu também não tinha nada do que reclamar. Na verdade, tinha mais é que agradecer. Matt tinha esse jeitão de ogro, mas por baixo ele era exatamente como eu imaginava: um homem sensível, honesto e cuidadoso. Ele ainda estava muito abalado pela morte do amigo e pelo divórcio com Valary, e ele se abriu comigo, uma total estranha. Eu senti algo muito forte por Matthew, e não era pelo fato de ele ser o vocalista gostoso da minha banda favorita. Era porque ele se mostrou ser o homem que eu sempre desejei. Os braços fortes dele me protegeriam, as mãos grandes me acalentariam e a voz doce me confortaria sempre que eu precisasse.
Eu não podia acreditar que eles queriam que eu fosse a nova guitarrista de apoio e que eu cantasse junto com Matt. Tipo, eu achei tudo muito tenso, quanto a parte de cantar, porque nossas vozes eram meio que parecidas, e elas praticamente se uniam. Claro que isso ficava muito legal nas músicas, mas eu continuava achando estranho. Eu estava completamente certa quando disse que aquela seria a melhor noite da minha vida. Bom, talvez parcialmente certa. Aquela seria a primeira das muitas noites perfeitas que ainda estariam por vir...
Fomos dormir em torno das quatro da manhã. Sophia dormiu comigo em minha cama, e Lauren e Theodora ficaram com os sofás da sala. Tornamos a acordar por volta das duas da tarde, nos arrumamos e saímos caminhando em direção ao hotel dos meninos. Pedi o número do quarto para a recepcionista, que nos concedeu a informação sem nem ao menos nos perguntar quem éramos, e então subimos para o quarto andar. Como de costume, eu que bati à porta, e pra variar ninguém atendeu. Chamei as meninas e então todas batemos com força, de uma vez só. Um Johnny cheio de olheiras e com cabelo bagunçado abriu a porta, cedendo-nos espaço para entrar.
Ao estar inteiramente dentro do quarto, deparei-me com três marmanjos atirados em puffs e poltronas, com a maquiagem borrada e de boca aberta, babando. Percorri meus olhos pelo lugar, procurando Matt. Ele estava todo encolhido em uma das poltronas, e abraçava uma almofada verde com muita força. Aquela cena me provocou um ataque de risos, e eu não conseguia mais parar.
Sophia pulou no colo de Syn, acordando-o, e deu uma mordida em seu pescoço. Theo fez cosquinha na barriga de Zacky, e ele demorou um pouquinho pra acordar. Lauren a esse momento já estava sentada com Johnny em um dos sofás. Arin estava sumido, só pra variar. Deveria estar com aquela garota dos cabelos cor de rosa...
Eu me abaixei ao lado de Matt, que ainda dormia profundamente, e apoiei minha mão em seu rosto, mas ele ainda não acordava. Chamei seu nome, docemente, mas ele não reagia. Meu limite de paciência esgotou-se, então aproximei minha boca da de Matthew e lhe dei um selinho demorado. Ele com certeza acordou, porque colocou as mãos em volta da minha cintura e puxou-me para seu colo.
– Bom dia, minha morena. – disse ele, com um brilho forte no olhar. Eu me senti nas nuvens.
– Bom dia, Matthew. – peguei mania de chamar ele pelo nome inteiro. Sorri e lhe dei mais um selinho, que logo transformou-se em um beijo profundo e apaixonado. Eu passara a noite toda desejando mais um beijo daquele homem perfeito, desejando seu toque e poder ter seu sorriso pra mim.
Theodora mandou que os meninos se arrumassem enquanto nós ficássemos observando e estudando o quarto. Eles foram, e em menos de dez minutos todos já estavam de volta, perfeitamente lindos. E reconhecíveis.
– Caras, vocês pretendem sair para o centro da cidade mais populosa do estado parecendo vocês mesmos? Nada de disfarce ou alguma coisa parecida? – perguntei. Sinceramente, eu não queria que um bando de gente ficasse em volta de nós, pedindo autógrafos para os meninos. Na verdade, eu não queria um bando de garotas pulando no pescoço do Matt. Meu Matt.
– Ih, verdade, nem tinha pensado nisso. Disfarce é difícil, né morena, mas da pra gente colocar um boné, um casaco ou sei lá. – respondeu Matthew.
Syn colocou uma toca cinza que escondia todo o seu cabelo e um óculos de sol, Zacky vestiu um moletom preto para cobrir as tatuagens, Matt colocou seus óculos de aviador, seu boné e um casaco de couro preto, e Johnny colocou um chapéu azul marinho. É, eles ainda pareciam eles mesmos.
Nós voltamos para o prédio onde eu morava para pegar nossos carros. Matt, Johnny e Lauren foram comigo, e Zacky, Syn e Sophia foram com Theo. Eu tinha um Vectra GT (obviamente preto), e Theodora tinha um Aircross vermelho. Nós partimos para o shopping, e eu tive de ficar o caminho inteiro ouvindo Matt reclamando que eu dirigia rápido de mais.
– Francamente, Shadows, tava esperando o que? Eu já disse que não sou como essas outras meninas. – falei, com um sorriso sarcástico.
Nós chegamos quase dez minutos antes de Theo, mas ficamos esperando por eles no carro, e pra matar o tempo, a gente brincou de adoleta. A peste da Lauren ganhou três vezes, e Johnny ganhou a última.
– Nanicos rabudos esses, hein? – brincou Matt, rindo e bagunçando o cabelo do Johnny.
A ruiva finalmente chegou, então descemos todos dos carros. Imagine a cena: quatro garotas lindas agarradas a esses deus gregos, que pareciam ter sido feitos sob medida para cada uma delas. Só podia ser sonho mesmo, que dentre as tantas mulheres que estavam naquele ginásio, Matthew havia me escolhido...
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