Take Me Home
46 Keep Holding On (Avril Lavigne)
Notas iniciais
Maura ficara em choque ao ver os espasmos musculares de Thonny .
Ela olhou para o monitor cardíaco e viu seus batimentos bastante alterados .
Uma equipe se aproximou , mesmo sabendo que nada poderiam fazer se ele estivesse entrando em óbito , mas precisavam estar lá.
O garoto chorava , e tentava entre lágrimas explicar a Maura o que havia acontecido antes das máquinas começarem apitar .
Maura saiu com o pequeno garoto nos braços , levando-o para a sala de espera .
Camila se aproximou do garoto tentando acalmá-lo
Alejandro estava agitado ,porém ,não parecia assustado, Lauren entregou-lhe uma garrafa d'água , e após ingerir uma bela quantidade , Maura perguntou o que havia acontecido , e o motivo dos gritos dos gritos.
—Tia , eu já conto , mas , traz a mãe dele , eu preciso dizer pra ela também .
Maura atendeu o pedido e sentou a senhora Dinozzo para que todos pudessem ouvir a explicação do garoto , afinal, estavam todos de mãos atadas ,a equipe médica , eles , todos eles nada podiam fazer a não ser esperar .
—Então Alejandro , o que aconteceu ?
Alejandro olhou para a senhora Dinozzo , de uma maneira absurdamente desafiadora.
—Eu disse, eu disse !
— O que você disse querido?
—Eu disse que ele podia me ouvir .
—Querido , ele não pode , ele está em coma.
Maura olhou para Alejandro , e em seguida para a senhora
—Mamma , quando nós saímos , há cerca de uma hora , antes de Alejandro chegar com Camila e Jane ,a senhora lembra que ficou uma equipe de enfermeiros no leito dele ?
—Sim , eu lembro , eles verificaram os monitores , certo ?
—Certo , mas não somente isso .
—Não?
—Não !
—O que eles fizeram Maura ?
— Bem , ele tinha pouco mais de duas horas para que os aparelhos fossem desligados , e para que a ordem fosse cumprida , eles precisariam diminuir o medicamento , tirando-o do coma.
— Então ? Então , quer dizer que ...
—Que ele pode estar entrando em óbito ...ou
—Ele apertou a minha mão tia , ele apertou , eu juro .
Todos olharam para o menino assustados .
—Como ? Como aconteceu ?
—Quando a mãe dele saiu do quarto , eu estava segurando a mão dele , e eu dizia para ele , que eu sabia que ele era um herói , e que nas histórias que a tia Camila e os outros nos contam na instituição , nenhum herói morreu , e eu disse que apesar de acreditar que ele era um herói , eu queria que ele fosse outra coisa
Alejandro parou , e engoliu a saliva grossa que se formara em sua boca
—O que você queria que ele fosse Alejandro ?
Jane perguntou temerosa com a resposta
— Eu disse que queria que ele fosse .. bem que ele fosse meu pai .
—E foi ai que as máquinas começaram a apitar ?
Maura perguntou curiosa .
—Não!Eu lembro bem , que eu falei assim :
—Se você tiver me ouvindo , e se você gostaria de ser meu pai , mexe o dedo do pé ?
Todos os olhos estavam sobre o garoto
—Eu olhei para o pé dele , e antes que ele o movesse eu senti sua mão se fechar, segurando a minha , e eu perguntei novamente se ele queria ser meu pai , se ele podia me ouvir , e foi ai que as máquinas apitaram e a tia entrou e depois todos aqueles caras vestidos de azul.
Todos estavam em choque , o neurologista que o havia operado , entrou no leito, e trancou a porta sem que nada pudesse ser visto por eles , o que aumentou ainda mais a agonia.
Faltavam cerca de quarenta minutos para que as máquinas fossem desligadas , ele poderia ficar agonizando por horas , ou por minutos após o desligamento das mesmas .
O neurocirurgião saiu do quarto , um tanto atordoado .
Ele foi então em direção á família de Anthony.
Ele não podia sedá-lo novamente , e não tinham como conter a agitação do homem ,ele precisava fazer tomografias , mas naquele estado eles não conseguiriam.
Ao se aproximar de todos o cirurgião pergunta sem rodeios .
—Existe alguma referência , alguma coisa que me deixe fazer alguma coisa por ele na ordem de não ressuscitar ?
— Não doutor , ele foi claro, era de seu desejo que as máquinas fossem desligadas há exatas 72 horas após sua sobrevivência depender delas .
— Um instante .
Lauren pediu licença , e com o documento da ordem de não ressuscitar em mãos , ela apenas leu o parágrafo sem dar maiores explicações .
—Abra aspas
Todos dirigiram o olhar para a mulher de voz rouca e imponente munida do documento, Lauren limpou a garganta e proferiu as palavras de Thonny.
" Eu , Anthony Dinozzo Jr, em uso de minhas plenas faculdades mentais , declaro somente descartada essa ordem de não ressuscitar , caso haja , até o dia da execução da mesma , a existência de algum herdeiro,[...]''
O médico olhou sem entender , ele não sabia da existência de herdeiro.
— Vá , faça o que tiver que fazer, salve aquele homem , ele tem um filho!
Lauren gritava e apontava o documento para ele.
O médico , rapidamente voltou ao leito e deu ordem para que os procedimentos fossem tomados .
Thonny fora sedado novamente , e após alguns minutos e seus batimentos estabilizados ele fora levado para a realização de uma nova tomografia .
As horas pareciam não ter fim .
Caso Lauren não tivesse notado nas entrelinhas ,aquilo que passaria despercebido pela senhora Dinozzo mesmo após Jane tendo informado-a que Alejandro era filho biológico de Thonny , a essa hora , provavelmente ele estaria agonizando , sem o balão de oxigênio, ou mesmo morto , o que ainda não havia sido descartado.
Todos estavam apreensivos , andavam de um lado para o outro .
Passos foram ouvidos no corredor , e o mesmo médico que minutos atrás , não sabia o que fazer diante da resposta de Thonny , parecia , respirar no ritmo normal .
Ele se pôs diante de todos e com todas as atenções nele , ele enfim falou :
—Eu não acredito que vivi para ver dois milagres em um único mês.
Todos , sorriram com o que poderia vir a seguir .
—Como vocês sabem , durante a cirurgia , Anthony teve uma parada cardiorrespiratória , ele perdeu muito sangue , mas todo o sangue necessário foi substituído pelo da transfusão , o que mais nos preocupava era o tempo em que o cérebro do paciente ficou sem oxigênio , o que não foi muito , devo admitir , até porque a ordem de não ressuscitar só se aplicava caso ele fosse colocado em máquinas após a cirurgia , nada nela nos impedia de lutar contra sua morte durante a cirurgia , portanto , as manobras de reanimação foram feitas com afinco , e somente por precaução , o induzimos ao coma , para que ele não sofresse dores, ataques epiléticos , convulsões , ou maiores danos cerebrais,mas para a nossa surpresa , o organismo de Thonny restabeleceu seus sinais vitais , apenas seu coração batia lentamente , mas com a saída dele do coma no qual fora induzido , ele provavelmente teve algumas emoções , e isso elevou a pressão arterial ao ponto de restabelecer seus batimentos cardíacos, e como a doutora ...
O médico parou e fitou Lauren que logo se apresentou .
— Jauregui , Lauren Jauregui , prazer .
O médico estendeu a mão cordialmente e continuou
— Como a doutora encontrou algo que derrubasse a ordem de não reanimar , nós pudemos estabilizar os sinais vitais de Thonny .
Agradeçam sempre a doutora Lauren por ter notado isso , pois mesmo a senhora sendo advogada , não percebeu , devido as fortes emoções que nós poderíamos reverter a situação dele.
Os pais de Dinozzo abraçaram Lauren que não sabia muito bem o que fazer.Ela apenas se limitou a dizer :
— Se hoje eu sou a advogada que sou , foi graças à essa senhora , que me ensinou a olhar tudo nas entrelinhas .
O médico apenas reconheceu o ambiente fitando cada rosto surpreso ali diante dele
— Enfim , o paciente está fora de perigo , e pela tumografia , ele não terá sequelas graves , não descarto a possibilidade de falha cognitiva, dissociativa , alguns lapsos de memória , mas nada que coloque a vida dele em risco agora é notado , durante as horas que ele esteve ligado às máquinas , foram administrados antibióticos ,para evitar infecções visto que o projétil atravessou sua cabeça.
Infelizmente , o induzimos novamente ao coma , para que ele descanse , mas logo será diminuída a dose de sedativos e ele será submetidos a novos exames.
Podem ficar todos tranquilos , ele não corre risco de morte.
Todos se abraçaram e o senhor Dinozzo abraçou o médico .
Em três horas , eles tinham a insalubre missão de conformarem-se com a perda de seu filho , e agora o tinham de volta além de um neto .
Eles não viam a hora de poder contar a Thonny que ele tinha um filho.
O celular de Jane tocou e ela se afastou para atender .
Era Frankie dando a notícia de que Karla , a suposta mãe de Alejandro havia sido apanhada no aeroporto e estava a disposição deles para julgamento.
Jane estava tão cansada que pediu que Frankie, a colocasse em um hotel , sob a vigilância de um policial , afinal de contas ela havia infringido a lei naquele país , mesmo que ela fosse peça importante para fechamento de um caso , eles precisavam garantir que ela seria mandada de volta a Cuba , a questão agora era , ela levaria ou não o pequeno Alejandro, visto que ele nasceu naquele país no qual ela não tem autorização para viver.
Maura estava cansada , assim como Jane , seu cansaço não era físico , mas era o bastante para ela querer um bom banho e cama .
Maura havia recebido alta , e nem ao menos saíra do hospital.
Lauren , abraçou Camila pela cintura , indicando que já era tarde , e que elas precisariam deixar Alejandro na instituição.
Camila assentiu , mas achou que devido as emoções daquele dia , e de tudo o que ainda estava por vir , era melhor se ele pudesse estar com elas aquela noite , e Lauren prontamente concordou.
Camila pediu autorização , e assim que a teve , despediu-se de todos levando o pequeno junto delas.
Gibbs ,e Korsack , também deixaram o hospital .
Maura queria sair dali o mais rápido possível , mas não queria deixar os pais de Dinozzo para trás.
Foi então que ela perguntou a Jane se tudo bem se elas fossem para o apartamento dela aquela noite para que os pais de Dinozzo ficassem em sua casa.
Jane concordou e após muita relutância dos dois que queriam permanecer ali , mesmo sabendo que a presença deles nem era sabida por Thonny , finalmente cederam .
Jane chamou um táxi , e seguiu até a mansão de Maura , que era mantida impecavelmente desde que ela fora admitida no hospital.
Maura sentiu o coração errar a batida ao abrir a porta de sua casa .
Jane a abraçou de lado deixando suas covinhas em evidência.
—Bem vinda de volta doutora !
— Obrigada Jane .
Mas eu achei que ..
—Você vai , você vai passar a noite comigo no meu apartamento, mas eu precisava dizer isso.
Maura sorriu com a ideia e só depois desse momento lembrou-se dos pais de Anthony .
— Senhores , essa é minha casa , fiquem a vontade , descansem essa noite , porque vocês precisam estar com as baterias recarregadas para a recuperação de Thonny e para a chegada de Alejandro na vida de vocês.
Maura os acomodou no suntuoso quarto de hóspedes , e após dar ordens à governanta e ao motorista particular , ela enfim tomou uma pequena mala de mão e seguiu para o apartamento de Jane. A bordo de seu carro.
—Jane ?
— Sim amor ?
-Take me Home ?
—Me leve para casa ?
—Te levo pro céu se você me pedir Maur .
Jane soltou sua mão direita da direção e acariciou o rosto de Maura que pousou em sua mão .
O farol fechou , e Jane não perdeu tempo , beijou- a com tanta vontade que apenas o beijo fora o suficiente para excitá-las .
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