Take Me Home
43 Alejandro...Oi gente ,
Notas iniciais
Maura permaneceu ao lado dos patriarcas dos Dinozzo , por três longas horas após a extrema unção ,restavam portanto ,9 horas para que os aparelhos que mantinham Thonny respirando fossem desligados .
Jane por sua vez , não compareceu ao hospital desde seu encontro com Lauren e Camila , assim que deixou a cafeteria e a as novas amigas para trás Jane seguiu para o departamento onde buscava por informações de Karla , a amante de Thonny , que havia sido deportada para Cuba deixando seu filho , Alejandro sob os cuidados de Charles Morselli , um dos sócios do orfanato fantasma , que servia de faixada para o tráfico humano.
Enquanto Nina Holiday buscava por informações sobre a cubana deportada , ela decidiu interrogar Charles , que estava ainda sob custódia dela , uma vez que havia sido preso em flagrante .
Em outra sala , Frankie interrogava parentes que reivindicavam a guarda das crianças e adolescentes resgatadas .
Eles precisavam ter certeza do parentesco , e de que em momento algum nenhum deles havia contribuído ou facilitado para que aliciadores , traficantes estivessem no poder das vítimas .
Havia sido um dia longo , e Jane decidiu que Korsack seria melhor para acompanhá-la durante o interrogatório de Charles.
5 crianças e 2 adolescentes foram entregues temporariamente à seus parentes , na condição de receber frequentes e inesperadas visitas de assistentes sociais.
Existiam ainda 7 delas entre crianças e adolescentes , dentre as quais ainda permaneciam Lauren e Cameron.
Jane adentrou à sala escura de interrogatório sendo apresentada à Charles por Korsack , que já havia lido seus direitos.
—E então , como se sente , não estando respirando ares parisienses ?
O homem rechonchudo sobretudo para sua altura , apenas circula o queixo com o polegar e o indicador , dando de ombros à pergunta de Jane que fica visivelmente irritada , e propositalmente derruba um copo de água que havia a sua frente , sobre o homem , fazendo levantar-se bruscamente , sendo puxado para baixo pelas algemas que o prendiam à mesa de interrogatório.
—Ops , desculpe, eu sou tão desastrada
Jane dizia com sarcasmo .
—Mas com o calor que faz hoje , acho que você não se importa , se importa?
—De maneira alguma .Estar diante de você me fez aumentar bastante a temperatura dessa sala que mais parece um chiqueiro
Korsack levantou-se com as mãos em punhos mas foi impedido por Jane .
—Você sabe que você vai pegar de 3 a 10 anos por cada criança mantida naquele cativeiro certo ?
— Eu tenho o melhor advogado, além de ser um se voc~e não se lembra, portanto,se você me deixar um terço da pena mínima já será o bastante .
—Certo , acrescente mais 3 meses a um ano no mínimo por esse seu comentário que é caracterizado como assédio sexual .
—Dois anos sendo sustentado pelo governo não é lá de todo mal .
Jane sorri com escárnio
— Não seria , se você fosse para uma cela comum ..
—Eu não irei , eu tenho Ensino Superior , esqueceu ?
—Para ser bem sincera , a Ordem dos Advogados , sequer sabem da sua existência.
O homem que era branco , adquiriu uma cor avermelhada , e suava em bicas .
Jane se virou para Korsack e deu a deixa para que ele continuasse
—Que tal acrescentarmos mais uma leve pena de 1 , a 5 anos por falsidade ideológica, contida no artigo 299 ?
—Eu sugiro ...
O homem arregalou os olhos.
Jane interrompeu ao ver o homem abaixar a cabeça à altura da mesa para secar o suor
—Eu sugiro que você chame seu advogado , ou ...
— Ou o que ?
—Abra mão dos seus direitos e eu digo suas opções .
Jane levantou-se com as mãos nas costas e se dirigiu até o painel de controle do ar condicionado da sala fazendo a sala ficar ainda mais quente o homem mais atordoado
—Você vai me sugerir um acordo ?
—Abra mão do seu advogado e você saberá !
Jane caminhava de um lado para o outro , e finalmente parou ao ouvir o homem gritar :
—Eu topo , eu abro mão dos meus direitos .
Korsack , estendeu diante dele um documento para que ele o lesse e então o assinasse .
Enquanto o homem lia , Jane fora informada via sms que haviam encontrado a mãe de Alejandro , ela pediu então que Nina redigisse um pedido ao juiz para que autorizasse a entrada dela no país , e que a mesma tivesse as despesas custeadas pelo governo , Nina , assentiu.
Jane pediu à Doutora Morgado que trouxesse o garoto ao departamento para que amostras de seu DNA fossem colhida à fim de compará-las com a da mulher.
O homem levou cerca de 10 minutos entre leitura e aceitação dos termos , tempo suficiente para que Jane adiantasse o caso.
Ela voltou a sentar-se diante de Charles .
—Então , você vai facilitar o meu trabalho , me dizendo exatamente o que eu quero saber ? Ou eu terei que formular perguntas que podem te levar para mais alguns anos de cadeia?
O homem não sabia por onde começar .
—Vou te dar uma palavra chave .
O homem assentiu e sem olhar para Jane ele apenas a ouviu
—Qual seu grau de parentesco com com Alejandro , Lauren e Cameron?
O homem notou que Jane alterou a voz ao falar de Cameron e Lauren .
—Eu tenho a guarda de todos eles .
—Certo , porque ?
—Como porque ?
— Alejandro tem mãe , porque ele não está sob custódia dela?
Jane estava blefando ,ela não sabia se a Karla das cartas era mesmo a mãe do garoto aliás , poderia ser uma enorme coincidência Alejandro ser filho de Karla e ainda maior , ser filho de Dinozzo, mas ela precisava blefar .
—Não , ele não tem !Ela morreu .
—Deixe-me adivinhar ...há cerca de sete anos atrás ?
—Sim .
—Me conte sobre ela .
—Ela era uma imigrante ilegal , trabalhava como prostituta ,ela contraiu HIV , e veio a óbito deixando o pequeno Alejandro comigo , visto que sua família era muito pobre , e já sustentava sua outra filha em Cuba .
—Resposta errada .
O homem arregalou os olhos em descrença.
Jane abriu um envelope pardo e tirou a ficha do pequeno Alejandro que realmente trazia Morselli em seu sobrenome .
—Se ela o deixou com você , porque ele estava na lista de crianças para adoção do orfanato fantasma ?
O homem tentou , ele abriu e fechou a boca várias vezes até que em desespero ele gritou que queria um advogado, mas logo fora alertado por Jane que ele havia aberto mão desse direito.
Nina , bate à sua porta e avisa que a doutora Morgado está à sua procura, ela decide deixar o interrogatório sob o comando de Korsack entregando-lhe tudo o que havia descoberto sobre o caso de Alejandro.
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—Doutora Morgado !
—Detetive Rizzoli .
Elas se cumprimentam com um abraço singelo.
—Obrigada por comparecer tão prontamente.
—Imagina , quanto mais rápido resolvermos , mais rápido essas crianças terão suas vidas restabelecidas , a propósito , deixe-me apresentá-los .
Camila circula o ombro de um garotinho , trazendo-o para sua frente.

— Alejandro Morselli , essa é a detetive Rizzoli , foi ela quem resgatou você e as outras 13 crianças , você não quer dizer olá ?
O menino bastante tímido , aproximou-se de Jane e olhou-a de baixo para cima,
Ele tinha olhos claros , cabelos levemente ondulados e dourados como os de Anthonny . Mesmo que não ficasse comprovada a paternidade de Thonny , era inegável que eles tinham traços parecidos , e Jane olhando o garoto , não podia imaginar que ele fosse filho de uma cubana , por seu tom de pele e cor dos olhos.
Jane saiu do seu devaneio interno e logo abaixou-se amigavelmente diante do garoto e perguntou a ele , se ele estava sendo bem tratado na instituição.
—Sim , tia , lá eles nos dão comida , roupas limpas e cheirosas , além de muitos brinquedos .
Jane sorri timidamente , com aquele sorriso que traz dor por saber que algo tão símples o fizera tão feliz nessas últimas horas .
—É mesmo , você agora tem tudo isso ?
—Sim tia , e a tia Camz , sempre vai lá, e brinca com a gente , conversa com cada um de nós .
—Ah é ? E você gosta da doutora Morgado ?
— Quem é essa?
— Desculpe , é a tia Camila ,é que adultos tem essa mania chata de ter que chamar uns aos outros pelo sobrenome , sabe como é não é ?
—Não , nunca ninguém me chamou de Morselli ...
O garoto levou o indicador ao queixo demonstrando confusão.
—A propósito , Alejandro é um nome muito bonito ,mas não combina com seu sobrenome.
Jane olhou para Camila como se pedisse permissão para que sem que o garotinho percebesse desse informações adicionais sobre ele.
Não ?
—Não ! Não é verdade tia Camila ?
Jane perguntava à assistente social.
—Não mesmo .
Porque ?
—Bem , vejamos , eu sou a detetive Rizzoli
Jane foi interrompida pela gargalhada inocente do garoto
— O que foi , o que tem de engraçado nisso ?
— Desculpa tia , é que eu imaginei aqueles salgadinhos , desculpe
— Argh !
Jane fingiu estar brava com Alejandro que logo se desculpou
—Tá tudo bem , eu estou acostumada com isso .Mas voltamos ao que falávamos ... meu sobrenome é tipico da Itália , assim como meus traços .
Jane continuava enquanto levava o garoto até uma máquina de refrigerante.
—Veja , olhando para você , eu diria que você é francês como seu sobrenome sugere .
—Mas eu não sou tia , eu nasci em Nova York , e não sei como cheguei aqui.
—Certo , então digamos que você sobrenome francês , mas é americano , de onde surgiu Alejandro ?
—Tia , eu não sei , mas o tio Charles me disse que a minha mãe era de cuba , talvez seja um nome de lá?
— Exatamente , esse é um nome tipicamente latino ...mas me conte mais sobre sua mãe .
Jane chegou à maquina ,e inseriu o cartão , pedindo que o garoto indicasse o que queria comer e beber , e após ele optar por uma coca-cola e um saco de batatas fritas , ela seguiu com ele para o laboratório sem causar alarde , levando-o para a sala de Maura , sempre sob olhares atentos da doutora Morgado.
—Eu não sei sobre a minha mãe , tudo o que eu sei foi o que eu já disse para a tia Camila .
—Você poderia repetir para mim ? Eu gostei de você e gostaria de saber mais sobre você.
—Olha tia , tudo o que eu sei , é que a minha mãe me deixou com o tio Charles , quando eu era apenas um bebê .
—Ela foi embora ?
—Mais ou menos
Jane vê o garoto entristecer .
—Como mais ou menos, você a vê as vezes , ela vem te visitar ?
— Não tia , mamãe morreu , o tio Charles disse que ela tinha uma doença, e acabou morrendo , eu não lembro o nome da doença , mas era uma doença de três letras .
—Oh querido ,eu sinto muito.
Jane o abraça.
—Eu sinto muito.Você se lembra o nome dela ? O seu tio Charles já falou sobre ela ?
—Eu lembro do primeiro, o tio Charles me falou, era Karla.Mas Karla com 'K'
Jane sorriu com as aspas do garoto .
—Okay , Karla com 'K '
Jane repetia o gesto do garoto, fazendo aspas no ar
—é bem mais interessante que Karla com 'C' não é mesmo ?
O garoto ri , e Jane logo diz a ele que ele precisa deixar uma pequena lembrança na delegacia a troco de ganhar uma estrela que só os policiais de honra ou pessoas que ajudaram a comunidade receberiam além de uma medalha .
O garoto logo dá dois saltinhos juntando as mãos
— O que eu preciso deixar ?
—Nada demais , nós só vamos ficar com um pouquinho do seu sangue para lembrarmos da sua bravura , e por não ter sentido medo naquele dia que invadimos o galpão .
—Vai doer ?
— Não , você nem vai sentir .
—Promete ?
—Prometo !
O garoto olha para Camila que sorri para ele em cumplicidade .
— Tudo bem , até porque , quando eu for grande , eu quero ser policial como aquele que estava com você no dia da invasão .
Jane, sentiu seus olhos pesarem em lágrimas , ela sabia das chances do garoto ser filho de Dinozzo , e ao ,mesmo tempo que aquilo a orgulhava , lhe trazia dor ao lembrar que em poucas horas ele seria desligado.
—Tia , cadê ele , eu queria tanto conhecer ele .
Jane não sabia como dizer a ele , e olhou suplicando que Camila tratasse daquele assunto.
—Veja Alejandro.
Camila sentou-se no sofá da sala de Maura , e colocou o garoto em seu colo .
—Aquele policial , foi um verdadeiro herói , como aquele das histórias em quadrinhos que você viu na biblioteca da instituição ,lembra ?
—Lembro.
— Quando você e seus amiguinhos estavam naquele galpão escuro , ele e a detetive Rizzoli , além de uma equipe, arriscaram suas vidas , para salvar a de vocês , porque é isso que heróis fazem, certo?
—Certo, mas cadê ele?
— Infelizmente , um monstro bem grande , e mal , atirou nele , e agora ele está no hospital.
—Mas ele vai ficar bem ?
Alejandro olhou para Jane e para Camila que se entreolharam .
— Nós não sabemos querido , mas estamos pedindo à Deus que sim .
—Eu posso vê-lo ?
Aquela pergunta as pegou de surpresa .
Nenhuma das duas julgara certo levá-lo para vê-lo , mas se aquela amostra de sangue fosse compatível com a de Dinozzo ,aquela seria talvez a última chance do garoto conhecer seu pai , e elas tinham poucas horas , ou um milagre para que isso fosse possível.
A assistente de Maura chegou com os aparatos necessários e colheu a amostra de sangue do garoto , e em seguida Jane lhe dera o que havia prometido em troca da amostra de sangue dele.
Como era de extrema importância o exame fora dado como prioridade .
Jane queria levá-lo para ver Thonny , mas ela ao menos sabia o que havia acontecido nas últimas horas , ela decidiu telefonar para a Maura , que explicou que havia sido realizada uma cerimônia de extrema unção , o que deixou Jane ainda mais apreensiva .
Jane despediu-se de Maura e explicou à Camila enquanto Alejandro olhava as máscaras temáticas penduradas na parede da sala de Maura.
Camila decidiu telefonar para a psicóloga da instituição e explicou o que acontecia e a possibilidade do garoto ser filho de Thonny , a psicóloga instruiu Camila de como deveria ser feito esse encontro e Jane tratou de pedir uma ordem judicial para que o garoto que até então não tinha nenhum vínculo confirmado com Thonny pudesse visitá-lo.
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Camila , Jane e Alejandro seguiram a o hospital na incerteza de que a ordem seria expedida ou não , mas elas não poderiam esperar, elas se dirigiram ao hospital onde aguardariam a decisão do juíz .
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