Take Me Home
2 2 -O sonho acabou .De volta à Boston
Notas iniciais
Ainda atordoado , Tony reage depois de algumas horas no hospital.
Ele levanta-se impulsivamente fazendo com que Kate pouse a mão em seu peitoral o acalmando .
—Hey ! Calma, está tudo bem .
—Maura o que aconteceu , o que eu estou fazendo aqui ? -Ouch— Tony leva a mão a cabeça pela dor que sentiu .
—Nós sofremos um acidente em campo , ficamos soterrados e você se machucou tentando me proteger, você salvou a minha vida Tony,muito obrigada.
— Eu até merecia um beijinho depois disso! Tony falou em tom de brincadeira , o mesmo que sempre usara para irritar Maura , mas para a surpresa do homem , ela pousou carinhosamente sua mão esquerda em seu peito , e com a mão direita sustentando com cuidado a cabeça de Tony que usava o colar cervical , depositou-lhe um beijos quente em seus lábios .
Tony parecia não acreditar , e separou seus lábios do dela.
—Se eu soubesse que nosso primeiro beijo seria tão fácil , eu teria me machucado mais vezes !
O homem falava sério, o que preocupou Maura .
Maura se afastou bruscamente e o fitou com dúvida e preocupação.
—Tony , você não lembra ?
—De que Maura ? Do quanto eu te irritava e dizia que você só implicava comigo porque queria um beijo meu ?
—Tony pare de brincadeira ! Maura respondeu ríspida tirando da testa a franja castanha que cobria seus olhos verdes .
—Maura eu não sei do que você está falando .
—Tony , esse não foi o nosso primeiro beijo !
—Não ?
O homem não acreditava e a surpresa fez com que sua cabeça doesse novamente .
—Claro que não Tony ,Maura você só pode estar de brincadeira , se eu já tivesse experimentado seu beijo eu certamente me lembraria .
Maura saiu da sala , e chamou o médico que admitiu Tony.
—Doutor ele lembra de mim , mas não lembra de como viemos parar aqui , e nem do que aconteceu minutos antes , eu posso ver os exames dele ? Eu também sou médica como você sabe .
—Claro , respondia o médico charmoso , com cabelos loiros e alguns fios grisalhos .
ele entregou a ela o prontuário e todos os exames de imagens que havia feito .
—Muito obrigada doutor Sloan . Maura dirigiu um sorriso doce para o homem que estava enfeitiçado com a beleza dela.
Tony observava a cena e sentia ciúmes por algum motivo, que ele não sabia de onde vinha .
—E então ? dá pra algum dos doutores pararem de flertar e dizer o que está acontecendo ?
—Tony !—Repreendia Maura aos berros do paciente — não tem ninguém flertando aqui !
—Responda por você doutora , eu adoraria almoçar com você, se não se importa .
—Maura se surpreende com o quanto o homem era direto , e mesmo envergonhada , por não ter percebido que ele estava flertando com ela , ela o dispensa
— Eu fico lisonjeada , e adoraria , mas aquele moço ali , diz não se lembrar , mas a última coisa que fizemos antes dele vir parar aqui , foi trocarmos o nosso primeiro beijo , seguido de um eu te amo dele .
—Maura isso é é sério ?
Tony perguntava sem entender o porque de não se lembrar .
—Sim Tony , é sério , depois de 3 aos me enchendo o saco e me provocando , ao ver sua vida passar diante de nossos olhos você tomou coragem e me beijou , e disse que me ama .
O doutor Sloan , percebeu que nem seus incríveis olhos azuis tiravam o olhar , a atenção e cuidados que Maura tinha com o paciente , e resolveu dar seu diagnóstico,para retirar-se do quarto.
—Então , senhor Dinozzo , o senhor sofreu uma grave pancada na cabeça , o que lhe causou uma concussão cerebral , os exames de imagem como a doutora Maura certamente discutirá com você , mostra um pequeno inchaço no seu cérebro , o que pode estar impedindo o envio de informações para alguns campos do seu cérebro.Mas eu vou deixá-los à sós .
—Obrigada Doutor Sloan , quem sabe esse daqui não se lembre mais que me ame e eu aceite seu covite ? Maura dizia em provocação à Tony , e sorria apertando a mão de Sloan que se pudesse não a soltava mais,mas o fez deixando -os a sós .
—Maura é sério ?
—Não muito , o inchaço pode diminuir em algumas horas , mas você ficará aqui até amanhã pelo menos.
—Não isso Maura ! É sério que você estava flertando com ele na minha frente ?
—Ué , você nem ao menos lembra que me beijou , e vamos combinar que o doutor Sloan é de arrancar suspiros , Maura provocava-o mordendo o ,lábio e se aproximando cada vez mais da cama de Tony .
—Sabe Tony , talvez tenha sido o destino , que fez com que eu encontrasse o Doutor Sloan...
Tony alcançou a cintura de Maura e trazendo-a para sua cama , deitando -a ao seu lado , já que não consegui se mover tanto por causa do colar ele começou a ser o Tony de sempre
—Bom eu não lembro do que teria sido o nosso primeiro beijo , esse que você me deu , foi muito rápido , talvez você me beijando novamente , eu consiga me lembrar !
Maura riu das investidas e da piscadela de Tony que era realmente galanteador, ela o beijou mais uma vez , um beijo um pouco mais longo dessa vez ..
Afastou-se dele
—E então ?
—Não ! Ainda não me lembro .Você precisa se esforçar mais doutora .
Maura deitou seu corpo sobre o dele com cuidado e o beijou , mais intensamente , fazendo suas línguas se encontrarem mais uma vez.
O calor do corpo de Maura sobre o dele , despertara nele um desejo absurdo de tocá-la ali mesmo naquela cama de hospital. A respiração de Tony era irregular e Maura sentia a virilidade de Tony sob seu corpo.
As mãos grandes de Tony percorriam as costas de Maura que se arrepiou ao toque.
Maura não queria se entregar à Tony , ali , daquela maneira , ela interrompeu o beijo e desfez o contato de seus corpos notando o quão excitado Tony estava .
—Bom , pelo que vejo , só as informações não estão sendo enviadas ao seu cérebro , por que no que diz respeito a circulação sanguínea você está ótimo , Maura dizia cobrindo o membro de Tony com uma almofada .
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Dois dias ainda se passaram , e em todos os três dias em que estiveram ali , Maura não saíra de perto dele, ele já conseguia lembrar do que havia acontecido , ele lembrava que diante do medo , não quis deixar escapar a chance de beijar os lábios de Maura , e ele se dava conta que nunca antes havia dito que amava alguém , mas ali , vendo sua vida correndo riscos ele o dissera .
E ele se dava conta também que mesmo sabendo que teria alta naquela mesma noite ,ele ainda sentia vontade de dizer aquilo a ela.
Maura dormia sobre seu peitoral , e ele inconscientemente , acariciava seus cabelos castanhos.
Maura acordou , pelo celular tocando , era Leroy Gibbs , e ele precisava dela no departamento , ela se arrumou o quanto pôde e saiu , mas não sem antes deixar um selinho nos lábios de Tony.
Ela se desvencilhou do homem e deu de ombros , para pegar sua bolsa ,na poltrona passos à sua frente .
Até que algo lhe chamou atenção.
—Maura ?
—Sim ?
—Eu te amo.
Maura riu da situação , ela sabia que Tony era galanteador , e sempre que dormia com uma mulher dava um jeito dela nunca mais o encontrar .
—Tony , você não corre mais riscos , não precisa dizer que me ama só pra não morrer sem ter dito que ama alguém.
Maura riu e depositou outro beijo em seus lábios que já estava menos inchado.
assim que seus lábios separaram-se , Tony a olhou nos olhos e disse :
—Eu sei , e sei que nunca disse isso antes para outra mulher , por que nenhuma delas me fizeram sentir o que eu sinto por você Maura .
Maura o fitava e via certeza na confissão dele , o que a deixava feliz e confusa ao mesmo tempo .
Ela devia dizer que também o amava ? Ela não o disse mesmo quando eles corriam riscos , mas ela sabia que o amava , mas temendo, se entregar , ela apenas saiu , prometendo voltar para a saída dele daquele hospital.
Maura dirigiu todo o caminho pensando no que Tony havia dito , e ela não sabia se deveria se entregar e depois de tanto tempo assumir que aquele amor era recíproco, ela sabia , que Tony havia quebrado o coração de muitas mulheres e não queria ser mais uma.
Maura cumpriu suas obrigações e quando chegou de volta ao hospital , encontrou Tony sentado na poltrona à sua espera .
—Pronto para irmos ?
Maura perguntou entregando -lhes uma caixa de chocolates com um cartão e uma saga completa dos filmes que DiNozzo mais gostava , ele ficaria alguuns dias afastado do trabalho então Maura achou apropriado.
Saíram do hospital , acompanhados de um enfermeiro que levou a cadeira de rodas de DiNozzo até o carro , mesmo ele garantindo que podia andar , era regaras do hospital . Ele entrou no carro , e Maura o conduziu ao seu apartamento , que ela nem ao menos conhecia antes disso, mesmo trabalhando com ele há mais de 3 anos .
Tony era aguardado por familiares e amigos .
Era uma festa , uma festa que para Tony não teria graça visto que ele não ingeriria álcool por conta dos medicamentos .
A festa durou até por volta das três da manhã , o último a se retirar deixando Maura e Tony a sós foi Abby , a nova assistente de Maura no departamento.
Abby era meio hard rock , mas toda aquela escuridão que trazia em suas roupas não era capaz de deixar menos colorida a vibe que ela tinha dentro dela .
Abby se despediu , e não resistiu dizendo :
—Agora vocês estão livres para se pegarem , a doutora poderá confirmar se a irrigação saguínea do paciente foi comprometida .
Maura não sabia onde enfiar a cara e Tony ria divertidamente.
—Abby , eu acho melhor você tomar um táxi
Maura dizia supondo que ela só dizia aquilo pelo efeito do álcool em seu organismo.
—Sim senhora patroa, eu tomarei , ele já me aguarda inclusive lá embaixo , mas eu não estou bêbada ,eu consigo ver a ansiedade de vocês para que a festa acabasse ... e como eu fui a última digamos que eu tenha sido a sua empata foda .
Maura corou e Tony lembrou Abby que ela seria sua patroa , e que dependendo, talvez seu estágio estivesse suspenso .
Abby sorriu , e abraçou Tony desejando melhoras , e beijou o rosto corado de Maura , mandando que ela arrazasse , mas não deixasse o morimbundo tão exauto .
—Abby , por favor , Maura dizia escondendo seu rosto entre as mãos .
abby enfim saiu , recomendando juízo e deixando Tony entregue à gargalhadas .
—De onde ela saiu ?
—Eu não faço ideia , mas ela é excelente no que faz , mas se continuar assim , não sei se a terei como assistente não.
—Relaxa Maura , ela só estava brincando.Se bem que , eu não sei quanto à você, mas eu estava sim contando os segundos para a festa acabar e eu ficar a sós com você.
—Ah é?
—humnrun
—E para quê ? Posso saber ?
—Para isso—Tony a puxou sentando -a em seu colo no sofá espaçoso .
As pernas de Maura estavam ao redor do corpo de Tony que não hesitou em fisgar seus lábios entre os dentes e começar um beijo quente , e ardente , cheio de paixão.
As mãos grandes do homem passeavam por baixo da blusa de Maura deixando caminhos de arrepios nas costas da mulher.Que rapidamente levantou os braços para que Tony se livrasse da blusa .
Maura se remexia sobre o colo de Tony que ficava cada vez mais excitado .
Maura o abraçou deixando seu rosto entre seus seios cobertos por um sutian de renda na cor branca .Maura rebolava cada vez mais intensamente sobre ele , e enquanto Tony se deliciava entre seus seios , ela alcançava o zíper de sua calça.
Tony levantou seu quadril deixando que Maura se livrasse de suas caças , deixando- o apenas de cuecas , uma cueca branca , da Calvin Klein , que marcava o corpo bem definindo do homem .
Tony livrou-se do sutian de Maura e bocanhou seu mamilo circulando o com sua língua áspera e quente ,fazendo Maura gemer m e jogar seus cabelos castanhos para trás , apoiada pelas mãos nos joelhos de Tony , que se ajeitou , indo mais para trás para ter espeço para o próximo movimento.
Tony tomou os seios fartos de Maura em sua mão direita e com a esquerda a fez descer com cuidado suportando seu corpo, os cabelos de Maura arrastavam ao chão e seu corpo se arrepiava aos toques da língua de Tony descendo do seu baixo ventre até seu pescoço.
Maura levantou o quadril para que Tony se livrasse de seu jeans e de sua lingerie , já úmida .
Tony suspendeu as pernas de Maura , deixando seu sexo diante de seu rosto,ele passou sua língua , sentindo a umidade de Maura , e penetrou-a cuidadosamente ,com a língua , com leves estocadas , circulando o clitóris já inchado da mulher .
O desejo foi aumentando e a necessidade de movimentos mais precisos fizeram com que Tony desrespeitasse as ordens médicas , suportando o peso de Maura levando-para sua cama , onde fizeram sexo um tanto selvagem , sobretudo para alguém que acabara de sair do hospital.
Ao ser acordado pelos raios de sol adentrando o apartamento , Dinozzo contemplou , e contornou todos os traços da tatuagem de borboleta que Maura havia feito aos 18 anos em uma festa no campos da faculdade , tatuagem que ele havia pedido para ver nos últimos 3 anos e ela nunca o deixou ver.
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Alguns meses se passaram , até que o relacionamento começou a desandar , Tony já não era atencioso com Maura , chegava em casa quase sempre alcoolizado . Mesmo eles trabalhando juntos ela sempre voltava para casa sozinha e o esperava ás vezes até as 4 da manhã.
Certa noite , Tony chegou tão bêbado em casa que Maura precisou levá-lo para o banho , e ao tirar suas roupas , notou que sua cueca , que também era branca , continham marcas de batom , um batom vermelho e provavelmente barato , eles já não transavam há alguns dias , Maura teve então a certeza de que estava sendo traída.
Ela engoliu o choro , e terminou o banho em seu marido adúltero , como se não soubesse de nada , o levou para a cama e preparou um café bem forte .
No dia seguinte agiu naturalmente , e pediu que ele emprestasse seu carro poi o dela não poderia circular por causa do rodízio , e como ele estava de folga e também tinha uma moto , ele o fez .
Sem saber que Maura descobrira marcas de batom em sua cueca além de pequenos coágulos , os famosos chupões em seu pescoço , ele a beijou desejando -lhe um bom dia no trabalho , e prometeu que quando ela chegasse teria uma típica massa italiana e um bom vinho à sua espera .
Maura aceitou o toque em seus lábios mas não reagiu a nada , ela estava quebrada .
Ao entrar no carro , Maura sentiu um perfume que ela odiava , e teve certeza que a mesma que tinha mal gosto para batons esteve no carro de Tony , ela abriu o porta-luvas e se deparou com uma nota de motel , datada da última madrugada .

Era oficial , ele havia a traído e Maura não aceitaria as desculpas.
Ela mal conseguiu se concentrar no trabalho aquele dia .
Ao voltar para casa , se deparou com uma bela mesa , com um bom vinho e massas como ele havia prometido , seria um jantar romântico ideal ,mas não agora , não agora que ela tinha certeza que fora traída.
Tony tirou de suas mãos a maleta , e puxou a cadeira para ela , dando -lhe um beijo,sobre os lábios selados dela.
—Amor , o que houve? Você está estranha .
— Eu estou bem Tony.
—Não Maura não está , e você está começando a ficar vermelha, me diz? O que houve ?
— Bem eu pelo menos estou vermelha por que meu corpo entrega quando eu minto , mas e quanto à você ?
—Eu estou vermelho ?Onde ? Tony rapidamente pegou o celular e verificou pela câmera frontal.
Maura riu em desdenho .
—Maura fala sério , para de piadas , eu não estou vermelho .
—Não é a sua cara idiota !
—Maura !—Tony estava assustado com o tom que Maura usava , a pancada que deu na mesa derrubando as taças .
—Vermelho é a cor mais quente pelo visto , eu encontrei marcas desse tom na sua cueca, marcas de um batom barato , diga-se de passagem , e vários chupões em seu peitoral , iguais a esses do lado esquerdo do seu pescoço— Maura dizia apontando para ele que assustado logo levou a mão ao local cobrindo-o.
—Maura eu posso explicar .
Maura levantou-se da cadeira , e o esforço dele em impedí-la foram por água à baixo, Maura se dirigiu ao seu closet , pegou uma mala , onde começou a jogar as coisas de qualquer jeito , ela tinha uma mala pronta , e nunca se desfez por completo de seu apartamento ,ela fez mais duas malas enquanto Tony implorava pelo seu perdão .
Maura estava irredutível , ela não voltaria atrás por mais que aquilo lhe doesse , afinal ela amava aquele idiota .
Maura pegou suas coisas , e nem se importou em sair em seu carro mesmo estando impedida pelo departamento de trânsito , o que seria uma multa diante de toda aquela dor?
Maura saiu em disparada deixando vendo um Tony desolado pelo retrovisor. Ela foi até seu antigo apartamento. Onde passo a noite , pela manhã foi ao departamento e ignorou Tony todo o tempo , ele a procurou durante o almoço e não a encontrou .
Maura estava na sala de Gibbs , onde apresentava sua carta de demissão deixando Gibbs desolado .
Ele tentou saber os motivos mas ela deixou claro que eram pessoais.
Ele então sugeriu não aceitar sua demissão e sim transferí-la.
Ela disse , que não queria permanecer em Nova York , que iria para Boston , onde também mantinha um apartamento que seus pais lhe deram quando ela cursava em Harvard .
Gibbs lembrou-se de Korsack e logo entrou em contato com ele , eles eram velhos amigos , e Korsack ajeitou as coisas para que Maura tivesse um emprego lá .
Maura agradeceu à Gibbs , e colocou seu apartamento e carro à venda .Em menos de três dias Maura estava embarcando para Boston .
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