Take Me Away

1 Welcome to the Jolly Roger!


Notas iniciais
Hello!!
Como eu disse na descrição, essa é a minha primeira fanfic de OUAT! Eu tive essa ideia há um tempo já, mas só agora decidi escrever haha
Apesar de shippar muitoo CaptainSwan, essa história vai ser com uma personagem original, e se passa quase toda no Jolly Roger.
Bom, aqui vai o primeiro capítulo, espero que gostem!

Após tantos dias navegando, finalmente atracaram em uma aldeia. Era um lugar simples e aparentemente bem pequeno, as pessoas encaravam o navio pirata parecendo surpresas. Algumas até paravam para admirar o Jolly Roger, mas logo seguiam seu caminho, com medo dos piratas que estavam prestes a desembarcar.

Os marujos estavam loucos por umas noites de diversão, e os suprimentos já estavam escassos.

O Capitão Killian Jones gritara instruções enquanto manobrava no pequeno porto, e enfim puderam pisar em terra firme.

Os homens estavam empolgados, falavam alto enquanto separavam algumas de suas moedas de ouro e se dirigiam juntos ao bar mais próximo.

- Ficaremos aqui por duas ou três noites, até encontrarmos todos os suprimentos – O Capitão avisava enquanto adentravam o bar/bordel. — Façam bom uso de seu dinheiro, mates!

Todos riram e não perderam tempo. Em algumas horas já estavam todos bêbados e a maioria subira para o segundo andar, onde funcionava o bordel. O Capitão ainda bebia em uma mesa com outros dois marujos, que conversavam animados e já alterados pelo álcool.

Até que a conversa seguiu um rumo mais obscuro.

- Mal posso esperar! Depois de tantos anos, minha vingança está tão próxima.. Logo terei minhas mãos no pescoço daquele maldito crocodilo, e ele irá pagar pelo que fez! — Dizia o Capitão com a expressão de fúria que seus amigos já conheciam bem, a mesma de todas as vezes em que Killian falava sobre o inimigo Rumplestiltskin.

Não comentaram nada sobre “ minhas mãos”, apesar do homem possuir somente uma das mãos, sendo a outra coberta por um gancho (o que lhe rendera o apelido de Hook, que o Capitão não gostava). Rumplestiltskin era o culpado por isso, além de ter matado a mulher que Killian amara, Milah.

- Só espero que essa vingança valha a pena. — Disse Pietro, um de seus novos marujos que logo se tornara um amigo.

- O que quer dizer com isso? — Perguntou o Capitão irritado.

- Bom, estamos indo pra essa terra sem magia, provavelmente sem volta. Eu e os outros homens estamos indo em busca de pessoas que amamos e que foram levadas pela maldição.. — Pietro parou por alguns segundos, pensando em sua esposa que estava na Floresta Encantada enquanto ele navegava pela Terra do Nunca no momento da maldição, sentindo-se deprimido como sempre acontecia ao se lembrar dela – Mas você está atrás desse lugar só para se vingar de uma coisa que aconteceu há tanto tempo!

- Eu jurei que ia me vingar!! Não posso simplesmente ignorar o que aconteceu e deixar aquele covarde viver em paz! — Ele já gritava, tomado pela raiva de ter seus motivos contestados pelo amigo.

- Pietro está certo, você devia pensar melhor nisso. Depois de passar pelo tal portal, não sabemos se há volta. O que vai fazer depois de sua vingança? Ficar preso para sempre numa terra sem magia? Sem navegar pelos mundos, solitário e sem um objetivo de vida? — James costumava ser o mais sensato, mantinha a calma ao expressar seus argumentos, e por isso acabara virando o conselheiro de Killian.

Mas nem sempre o homem o ouvia.

- Querem saber? Chega! Não vou ficar aqui ouvindo essas bobagens. Vocês se juntaram à minha tripulação porque queriam fazer essa viagem. Eu sou o único capitão disposto a navegar até essa maldita terra da maldição, e não tenho que aguentar vocês tentando me fazer mudar de ideia! — Ele se levantou e bateu a caneca de cerveja com força na mesa. — Se eu for atormentado por essas besteiras de novo, considerem-se expulsos da minha tripulação.

Com um olhar sério para cada um dos dois, Killian deixou o bar e voltou ao navio. Ainda estava com raiva, mas graças à bebida ele dormiu assim que deitou-se em sua cama na cabine de Capitão.

Ainda no bar, Pietro e James se olharam um pouco surpresos pela reação do amigo, mas decidiram levar a ameaça à sério, deixando assim que o Capitão fosse responsável pelas próprias escolhas.

***

No dia seguinte os piratas percorreram a aldeia para comprar os suprimentos, principalmente alimentos, e como de costume estavam todos mal-humorados devido à ressaca. Carregavam tudo até o navio, deixando os pesados sacos no porão, que servia para estoque. A tarefa levou o dia inteiro, e quando finalmente terminaram o sol já começava a se por, e todos estavam exaustos.

Voltaram para o bar e desta vez o Capitão lhes disse que partiriam no dia seguinte. A aldeia era relativamente perto do castelo daquele reino, e eles claramente eram o assunto de todos os moradores; era uma questão de tempo até que aparecessem guardas reais para prendê-los, não deviam arriscar.

Seu humor não havia melhorado, e a iminência de guardas reais não havia ajudado em nada.

- Aproveitem essa noite, partiremos amanhã de manhã. — Sem vontade de beber ou se divertir como os outros, ele apenas se retirou de novo para sua cabine, e passou algumas horas estudando seus mapas para o suposto local onde havia um portal para a terra da maldição até que pegou no sono.

***

Capitão! Capitão! — Os gritos vinham intercalados à batidas na porta de sua cabine, e logo Killian se levantou carrancudo, certo de que o sr. Smee não o deixaria em paz enquanto ele não o respondesse. Abriu a porta abruptamente, e o homem gordinho do outro lado, prestes a bater de novo, teve que se equilibrar para não cair em cima do Capitão.

- O que foi?!

- É.. é que... — O pobre homem tentava encontrar as palavras certas. Apesar dos anos ao lado de Killian, nunca deixara de temê-lo.

- Veio até aqui berrando até me acordar, e agora fica de enrolação? Diga logo o que quer Smee!!

Smee respirou fundo, preparando-se para a reação que se seguiria à sua notícia.

- Bom, é que.. Tem uma moça, lá no porto.. Ela quer falar com você.

- Uma moça? Que moça? — Ele ficava cada vez mais irritado com a enrolação de Smee. — O que ela quer?

- Ela.. hm.. Bem, ela quer.. Se juntar à tripulação. — Smee soltou o ar e ficou encarando Killian.

Killian ficou quieto por alguns segundos, encarando Smee de volta. Soltou uma risada, apoiando a mão na barriga, como se tivesse acabado de ouvir a piada mais engraçada do mundo. Depois, simplesmente fechou a cara e voltou a encarar Smee, mas dessa vez com seu olhar ameaçador.

- Me diga sr. Smee, porque diabos veio me acordar para dizer uma loucura dessas? — Smee se encolheu um pouco. — Se foi uma piada, devo dizer que foi muito boa.. Mas se por acaso isso foi sério, devo lembrá-lo que não há vagas para mulheres nessa tripulação, e o senhor está bem ciente disso. Não vejo motivos para me acordar, basta dispensar a tal garota.

Smee engoliu em seco, desejando profundamente que fosse apenas uma piada.

- Sinto muito Capitão, mas a moça.. Ela é bem insistente. Exigiu falar com o senhor, disse que não seria mandada embora por um simples marujo.. Ela está esperando ao lado do navio há horas, acho até que dormiu no porto.

- Ela deve achar que sua insistência pode mudar alguma coisa. Aposto que é uma mimada tentando fugir dos pais. Eu vou lá dispensá-la – Disse com desgosto.

Fechou a porta da cabine na cara de Smee, e se arrumou para o dia. Colocou seu inseparável sobretudo de couro, e despejou um pouco de água em sua vasilha e lavou o rosto. Passou a mão no cabelo tentando ajeitá-lo, e por fim colocou sua espada no cinto.

Saiu sem pressa, e sorriu com o movimento no convés. A maioria dos homens já estava ali, arrumando os últimos detalhes antes de partirem. Sua tripulação havia sido bastante reduzida desde a quebra da maldição e a descoberta do tal portal; ele reunira todos e foi compartilhou seu plano de navegar atrás de sua vingança. Avisou que seria um caminho longo e sem volta, e assim a maioria dos marujos havia ido embora, em busca de outro capitão. Alguns poucos ficaram, por sede de aventura ou em busca de sua família que havia sido levada, e logo que a notícia se espalhou mais alguns piratas o procuraram querendo se juntar à tripulação. Atualmente eram cerca de vinte e cinco homens, de diferentes idades e motivações para seguir viagem.

Os marujos o cumprimentavam enquanto ele caminhava até a rampa que estava entre o navio e o porto.

Avistou três de seus homens virados de costas para o navio, aparentemente impedindo que a tal garota entrasse.

Um deles a segurava pelo braço.

- Não está mais lidando com o velho Smee, e eu só aviso uma vez — ele ouviu o homem dizer, reconhecendo facilmente Wesley pela altura e porte físico; o homem parecia um touro — você não vai pisar nesse navio. Vai esperar o Capitão, bem aqui.

Ao invés de responder, a garota tentava puxar o braço para se livrar do aperto do homem. Parecia uma criança em comparação à Wesley. Os outros dois, Jean e Clayton (ambos com cerca de 40 anos, recém chegados à tripulação) apenas encaravam a moça de cima a baixo, exibindo sorrisinhos sacanas, como se pudessem enxergá-la por baixo de suas roupas. Não que a coitada estivesse facilitando isso; ela usava um vestido de tecido grosso, longo e desgastado, em um tom de marrom típico dos camponeses, além de uma capa feita de couro, em um marrom ainda mais escuro, e o capuz tampava a maior parte de seu rosto.

Killian se aproximou dos quatro.

- Está tudo bem Wesley, vou ouvir o que essa donzela tem a dizer — disse com sua voz irônica — e depois eu mesmo a mando embora.

Wesley olhou para o capitão, e soltou o braço da garota. Com um aceno de cabeça Killian fez sinal para que os três voltassem ao Jolly; ele assumiria dali.

A moça permaneceu parada e em silêncio até que os homens estivessem no navio.

- E então — começou ele — Fiquei sabendo que você está dando trabalho para meus homens desde cedo.. O suficiente para me acordarem e me fazerem vir até aqui. E quando perguntei o motivo, o sr. Smee disse que você queria... Se juntar à minha tripulação.

Ele não conseguiu disfarçar a diversão em sua voz, o quanto achava aquilo patético.

- É isso mesmo. — respondeu a moça finalmente, com determinação em sua voz — Eu quero ir à terra sem magia, e seu navio parece ser o único modo de chegar lá.

Isso surpreendeu Killian. Como a garota sabia que eles estavam indo pra lá? Escondeu sua expressão de surpresa do melhor jeito que pode.

- E quem foi que disse que estamos indo para a terra sem magia? E porque eu permitiria você em meu navio, de qualquer modo?

A garota suspirou.

- As notícias se espalham rápido por aqui. Ouviram vocês no bar. E eu posso trabalhar, faço qualquer coisa. Mas preciso atravessar aquele portal.

- Por qual motivo? — perguntou curioso.

- É pessoal.

Ele ficou em silêncio por um momento, avaliando a situação. Ela tentava manter a voz calma e firme, embora não se sentisse assim.

- Sinto muito, mas não aceito mulheres em minha tripulação, meus homens ficam muito distraídos. Boa sorte.

Ele simplesmente se virou de volta para o navio, mas ela o puxou pelo braço em um ato de desespero.

Killian se virou por reflexo e a segurou, com seu gancho encostado na garganta da moça.

Com o movimento brusco, o capuz escorregou e ele finalmente pode ver seu rosto. Seus olhos estavam arregalados com o susto, e eram azuis como safiras. Sua pele era muito branca, como se nunca tivesse saído ao sol. A boca era avermelhada e estava entreaberta enquanto ela se esforçava para recuperar o fôlego. Por último, ele notou, seu cabelo era liso e loiro, o fazendo pensar em areia, e estavam presos em uma trança que se escondia sob a capa.

O pirata ficou tão impressionado com sua beleza que abaixou o gancho sem perceber.

Eles se encararam até ela encontrar sua coragem de novo.

- Me desculpe. Eu.. Eu não posso desistir assim. Seu navio é minha única esperança — ela sentiu aquele aperto em sua garganta e as lágrimas se formando, mas conseguiu segurar o choro. Ela tinha que ser forte.

Killian continuava em silêncio, ainda muito próximo dela, e impressionado pela garota olhar no fundo de seus olhos enquanto falava, mesmo que assustada.

- Por favor — ela sentia sua esperança se esvaindo enquanto o pirata não falava nada — Não vou causar nenhum problema, eu posso trabalhar, eu faço qualquer coisa, eu..

Em seu desespero, ela puxou a corrente dourada que estava em seu pescoço, tirando-a por cima da cabeça. Era um pingente de ouro, cravejado de pedras preciosas que pareciam diamantes em volta de uma grande esmeralda oval. Estivera escondido por dentro do vestido, era seu único objeto de valor.

O pingente chamou a atenção de Killian, que olhou o objeto com admiração, enquanto a jovem se esforçava ao máximo para não chorar, estando prestes a abrir mão do colar.

- Eu também te dou o pingente, e em troca você me leva até a terra sem magia. — Sua voz tremia, e ela sentiu um aperto no coração. Pelo menos o pirata parecia contente. — Temos um trato?

O homem a olhou desconfiado, com a certeza de que o colar era roubado. Ou ela era alguma riquinha em fuga. Mas não importava, afinal. Ele abriu um sorriso de lado e pegou o colar da mão dela.

- Bem vinda ao Jolly Roger!

Notas finais
E então, o que acharam?
Como a maioria dos personagens são originais, vou tentar ir deixando nas notas finais quem eu imagino sendo cada um, mas sintam-se a vontade de imaginar diferente ;)
Pra começar, nossa garota misteriosa é a Lindsay Ellingson
( http://www.modelinia.com/__wordpress__/wp-content/uploads/2009/11/lindsay-ellingson-birthday.jpg )