Notas iniciais
ohayou! última fic da série, gente! eu agradeço IMENSAMENTE por esses 10 dias maravilhosos que passamos juntos, fazendo a contagem regressiva pra esse dia tão importante! espero q gostem e comentem boa leitura

Kouyou estava sentado em sua poltrona, lendo o jornal calmamente, aproveitando aquele dia que era um dos poucos sábados de sua vida que tinha folga desde os seus dezoito anos... Talvez, até antes disso...

O guitarrista teve de interromper sua leitura quando a campainha tocou.

Um rapaz alto, de cabelos e olhos muito pretos, vestindo uma jaqueta de couro e calças jeans, exatamente como o mais velho se acostumara a ver o amigo de infância, o pai do garoto, se vestir.

— Ohayou, Jun! – ele saudou o jovem, que parecia um pouco surpreso.

— O-ha-you, tio Kouyou...

— Gomen, mas eu acho que Yune acabou de sair... – o mais velho disse, pensativo, olhando por cima do ombro.

— Ah... É... Eu sei, tio... – Jun coçou a cabeça, sem jeito. – Eu... Encontrei com ele no caminho... – e depois abaixou o tom de voz. – Ele podia, pelo menos, ter me avisado, né?

Kouyou franziu o cenho, mas não teve tempo de concluir seu pensamento.

— Jun-chan? – a vozinha doce de Yuki soou alegre e ansiosa, descendo as escadas e os dois parados na porta se voltaram para ela. – Otou-san? – ela também pareceu muito surpresa.

Então, o guitarrista entendeu... Seus olhos se voltaram para Jun e o rapaz engoliu em seco.

— Yuki...? – foi só o que ele conseguiu pronunciar num tom de voz muito baixo, quase inaudível.

Jun deu um passo pra trás, mas foi apenas um passo... Um passo de um garotinho que cresceu respeitando o tio e que era encarado agora como uma ameaça.

— Veio... Buscar... Yuki?! – Kouyou perguntou, finalmente conseguindo manter a voz firme.

— Otou-san...? – a garota se aproximou do pai e abraçou-lhe o braço, fazendo-o olhá-la.

— Vocês dois...

— O que está acontecendo aqui? – Sereny saiu da cozinha pra entender os murmúrios estranhos que vinham da sala. – Kouyou? – o marido a olhou ainda com a expressão pasmada e ela deu risada. – Vocês dois... Vão se atrasar pro filme!

Yuki olhou pra mãe e ela assentiu, sorrindo e tomando seu lugar segurando o braço do homem. A garota deu um beijo nas bochechas dos pais, entrelaçou sua mão na do namorado e o puxou pra fora, fechando a porta.

— Você sabia disso? – Kouyou perguntou à esposa, depois de algum tempo de silêncio, em que ela o guiou até a cozinha e o fez sentar à mesa.

— Que eles iam sair? – ela perguntou, servindo-lhe de café, panquecas e bolo.

— É... – ele respondeu, olhando desconfiado para toda aquela comida na sua frente.

— Sabia... – ela respondeu com simplicidade, sentando-se com ele. – Não achou que sua filha pretendia ir ao cinema sem permissão, achou? Escondida?

— Não cheguei nessa parte... – a mulher deu risada. – Por que não me contou, Sereny?

— Porque não queríamos que reagisse desse jeito! Nós íamos contar aos pouquinhos... Pra que se acostumasse com a ideia no tempo certo... No seu tempo... – ele bufou.

— Akira sabe disso?

— Acredito que saiba... – Sereny respondeu calmamente, levando sua xícara à boca. – Por algum motivo, pais não têm tantos problemas com namoro de seus filhos... Só das filhas... Por que será?

— Um dia, Yukari vai namorar alguém também e ele vai ter de lidar com isso... – Kouyou disse, mas não parecia praguejar.

— Ele já está lidando com isso...

— Já? – o guitarrista perguntou, surpreso, despertando de seu transe, e Sereny assentiu. – Yukari está namorando? – ela assentiu novamente. – Com quem?

— Shiroyama Yuuri – ela respondeu pausadamente, enfatizando cada sílaba.

— Yuuri, é? – ela assentiu.

— Há quase um mês que Akira descobriu os dois...

— Hum...

— Yuu pensou que ia se livrar porque tinha só um menino... O filho dele vai se apaixonar justo pela filha caçula dos Suzuki... – ela gargalhou.

— Hum...

— Monique teve medo que o Aki matasse o Yuu... Acho que a Ana teve esse mesmo medo... Ela me disse que eles nem dormiram... Ela teve de usar todo o poder da nossa “domadora de feras”, sabe?

— Hum...

— Só sabe dizer isso agora, Kouyou? Não está nem me ouvindo! – ela gargalhou de novo.

— Eu estou te ouvindo...

Os dois ficaram se olhando por um longo tempo, em silêncio. A morena se levantou e se sentou no colo do marido, passando os braços por sua cintura e tendo seu corpo envolto pelo abraço forte dele.

— Jun é um bom menino, Kou...

— Hum...

— Não começa de novo! – foi a vez dele de rir.

— Eu sei que é...

— É o filho do seu melhor amigo! Nós o vimos crescer! Quem melhor pra ficar com a nossa Yuki do que um menino em que podemos confiar?

— Mas ele é quatro anos mais velho do que ela!

— E você é oito anos mais velho do que eu!

— É diferente! Você tinha vinte e cinco quando nos conhecemos! Ela tem quinze! Ele já está até na faculdade!

— E é apaixonado por ela desde que os dois eram crianças! Foi você mesmo quem percebeu como Jun ficava todo protetor quando nossa Yuki estava por perto! E ele aprendeu a ser protetor com o melhor! Sabe? Com o mesmo homem que te ensinou a ser assim protetor também?

— Não vá me deixar emotivo, Sereny...

— Eu? Eu não faço isso...

— Claro que faz! Usa essas suas frases de efeito, essa sua habilidade de escritora só pra se aproveitar desse coração velho! – ele deu risada e ela lhe deu um beijo.

— É o seu coração de pai!

— É estranho não ser mais o único homem da vida dela...

— Mas você nunca foi o único homem da vida dela...

— Não?! – ele perguntou, surpreso e ela sorriu.

— Mas você sempre vai ser o favorito dela!

Notas finais
mereço reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!