Tabu

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Eis-me aqui com outra one-shot, ando mesmo numa fase criativa, a gente aproveita!! Com esta one-shot, que traz outro dos meus shippes, que eu gosto muito , que aprendi a amar com Clenery Aingremont, uma escritora do Nyah! , estava a pesquisar o sobrenome da Alice Longbottom em solteira eoe no google, nao achei, acho que virou meio obsessao desde Alice no Name, da supramencionada , recomendo já agora! ♥ ...E veio a inspiração para escrever ! ♥ Espero que gostem !

*~*~*~*

Alice sempre considerava os Verões enormemente aborrecidos, a maioria dos seus amigos tinha planos familiares, que incluía praia, viagens, festas só ela que encontrava-se aborrecida olhando o tecto de sua casa, pensando em como o tempo era quente demais, como os shorts e a blusa colavam com o suor e os mosquitos não a abandonavam.

Mas especialmente nesse dia, ela estava triste, além do seu habitual, pois aquele era o dia que normalmente não via o seu pai o dia inteiro, era o dia de seu aniversário, mas não sabia que ele fazia e nunca pensara em perguntar, porque ele normalmente ficava triste á simples menção do assunto.

Então com quinze anos de idade, Alice sabia que aquele dia em especifico, não era comemorado, não era festejado e seu pai só aparecia de madrugada, bem tardia com um semblante triste, sendo acompanhado de sua mãe que parecia igualmente abatida como ele.

Como não gostava de ver o pai triste, nunca perguntara o porque.

Com um longo suspiro, pensara em escrever as suas amigas, Lily e Rose, mas logo descartara a ideia, lembrara que os Potter’s e Weasley’s estavam em viagem, então não seria de todo uma boa ideia, demoraria a coruja a acha-los, se os achasse ainda no dia de hoje.

Não ela precisava ocupar-se com algo ali mesmo, voar? Era uma ideia, mas era desprovida de coordenação motora quando sentava numa vassoura não era o seu forte. Cozinhar? Era uma boa ideia, pensara, afinal era como Poções e ela era excelente nisso, para espanto de seu pai que suspirava ao lembrar do seu professor em Hogwarts, que ela ficara a saber que fora um herói de Guerra, Severus Snape.

Com o plano em ordem, decidira-se encaminhar para a cozinhar, espelhar a sua tristeza e aborrecimento com os bolos que era sua comida de eleição.

Mas antes de passar para a cozinha, espantara-se ao ver sua bisavó, com quem ela normalmente ficava quando seus pais sumiam nesse dia em especifico do ano, qual não foi seu espanto que a normalmente bravia e enérgica Augusta Longbottom, estava com uma lagrima percorrendo o seu rosto e segurando um porta- retratos, com o choque fora-se aproximando, mas a sua bisavó não dera por ela.

Devagar, vira o porta -retratos que ela segurava e notara sem muito espanto, que era de seus avós, Frank e Alice Longbottom.

Sobre eles, ela quase nada sabia, sabia que foram heróis da primeira Guerra Bruxa, que bateram-se bravamente e não revelaram nada sobre aos Comensais da Morte, tendo sido torturados, sabia que estavam internados, mas não sabia aonde e nem o local, porque era um assunto dolorido e meio tabu em sua casa, porque ela notava o quão tristes, todos ficavam.

—Bisa…- Dissera com suavidade, Alice tocando de leve o ombro de sua bisavó.

Augusta dera um leve mover de ombros, indicando seu susto, olhando para a sua bisneta, rapidamente limpara a lagrima e vira o sorriso terno desta, transformar seu rosto enrugado .

—Querida, não estavas a dormir?

—Não, estava no tédio por assim dizer…

Augusta rira-se de leve, fungando ainda do pranto recente, encaminhando-se com sua neta para a sala, levando consigo ainda em sua mão, o porta retratos, com alguma tristeza de Alice que desejava imenso ir para a cozinha, fazer suas gordices, mas isso podia ficar para outra hora, ela gostava de conversar com sua bisavó, ela era demais, tinha habilidade e energia que batia qualquer um da sua idade.

—Oh, deverias divertir-te mais minha querida, teu pai na tua idade só queria saber de plantas, não sei como era possível…isso quando não era aquele sapo ou aquela planta estranha …

Alice rira-se com a expressão de sua bisa, ela era muito cómica.

—Oh, serio?

—Sim, quando começou a namorar tua mãe, devias de ver o quão atrapalhado ele era…- Com sua expressão sorridente, ela levemente mudara quando seu olhar esverdeado embatera com o porta- retratos, ao que ela não aguentara e perguntara.

—O avô também era?

A Sra.Longbottom olhara para a sua bisneta, meio triste, suspirando longamente, mas assentira.

—Muito, devias de ver quando …ele quis pedir Alice, de quem herdaste o nome…em casamento…

—Que aconteceu?

O rosto de sua avó transformara-se ficara mais leve, subitamente parecendo ter a sua real idade, seu olhar desfocava conforme ela recordava, assim pensava Alice.

—Oh, foi no Verão, depois de ter voltado do último ano de Hogwarts….

“ Frank entrava em casa, todos despenteado e afogueado, ele não sabia como fazer, mas tinha que o fazer, tinha que pensar, de tanto que caminhou da estação de King’s Cross até ali a pé e não fora a melhor opção, mas ele precisara, desfrouxara a sua gravata vermelha e dourada, respirando melhor.

E chegara na conclusão, que não era propriamente a melhor época do Mundo para pensar em casamentos, mas ele precisava pensar.

—Filho?

—Mãe…- Frank corara instantaneamente, ao ver o olhar de sua mãe na sua direcção detalhadamente, afinal não era comum, ele aparecer todo descomposto, meio sujo de lama em algumas partes do seu traje ainda por tirar de Hogwarts.

—Que aconteceu?

—Eu…eu…

—Alice?

Ele soltara um longo suspiro, ao que Augusta sorria em toda sua elegância, mas rapidamente ficara com um olhar sério, ao que o filho ficara meio em sentido, como no exército.

—Frank Longbottom, és lindo meu filho, Alice te ama…para de ficar tão…atrapalhado.

—Mas, se ela achar que esta não é a melhor época…realmente não é, mãe…estamos em Guerra com Voldemort…devia de focar mais no meu curso de Auror do que em…casamentos…

Augusta segurara os ombros do filho , que olhava nos olhos esverdeados da mãe, relaxando subitamente.

—Mas é em momentos que nem estes que deveremos ,com toda a certeza de pensar em casamentos e na nossa felicidade, filho…vai…

—E, se ela disser que não?

Augusta teve que conter o revirar de olhos, com a impaciência que lhe estava a surgir, era um momento delicado, ela sabia, mas porque o seu filho era assim tão inseguro?

—Não irá…

E um toque de campainha chamara-os á atenção e aparecendo com sua expressão bondosa e meio preocupada, vinha de curtos cabelos negros e olhos acastanhos, Alice. Frank corara até á alma ao ver o olhar completo que Alice lhe dera, ao que ela limitara-se a esticar seu sobrolho não dizendo nada quanto a isso.

—Sra. Augusta…

—Querida, entra…o Frank queria falar contigo…

Fora ai que ela surpreendera-se , aproximando-se dele que não movera-se do lugar, esta tocara seu rosto, ao que Augusta discretamente fora para outro local de onde os observava em silêncio.

—Frank? Que esta a acontecer? Estás muito estranho…estás doente? Sofreste alguma nova ameaça para te juntares aos Comensais? Que está a acontecer?

—Hm, eu…hm, não é isso, Alice…- Ele ficara todo envergonhado ao sentir as mãos da namorada sob seu rosto, ao que ele abrira a boca puxando o ar, igual sapo procurando respirar sob a água, ele estava demasiado ansioso e nervoso, olhava a gravata preta e amarela da namorada que também não havia trocado o uniforme ainda.

—Então o que aconteceu? Porque me deixaste esperando no Florean Fortescue, disseste que irias lá ter num instante…passaram horas, estás bem, Frank? Que vale que encontrei o James e a Lily, que está a acontecer? Fala comigo, Frank…

—É que…bem…hm…- Ele não estava a conseguir falar e ao ver o olhar entristecido e marejado de Alice, ele sentira-se ainda mais culpado, sabia que ela andava frágil, desde que uma amiga sua, Marlene McKinnon aparecera morta, segundo corriam rumores por Voldemort em pessoa.- Não chores…Alice…

—Queres…terminar comigo, é isso?...

Frank ficara meio em choque com o que ela dissera, apressando a negar com a sua cabeça, á medida que o pranto dela começava e ele apertara entre seus braços, abraçando com força.

—Não é isso, eu…estava a pensar…como …seria possível pedir-te em casamento…mas com esta Guerra e com tudo que aconteceu, não sei que pensar…- Dissera de uma assentada, ao que Alice parara de chorar e focara nos olhos dele, ao que voltara a chorar novamente, dessa vez Frank já não sabia que fazer, porque ela chorava agora.

—Oh, mas é claro que quero…casar contigo, Frank…- Seu rosto já dava um leve sorriso á medida que as lagrimas iam-se sendo limpas por ele, e ela ia alargando seu sorriso, efusivamente e beijara-o ao que ele não demorara a corresponder, seu coração estava aliviado, afinal não tinha sido tão péssima ideia, afinal.

Augusta sorria ao olhar os dois, estava feliz por seu filho e finalmente, já podia chamar a sua querida Alice, de filha. “

Alice Longbottom II olhava a sua bisavó com leves lágrimas nos olhos, não tanto pelo relato mas o quão emocionada estava ela, ao contar aquilo para ela.

—Queria os ter conhecido…

—Oh, querida…

—Podes ainda conhecer…- Aquela voz já não era de sua bisavó, mas de seu pai que atravessava a porta e tinha os olhos em lágrimas, deviam de ter ouvido o relato de sua bisavó, sendo que ele estava acompanhado de sua mãe que guardava um silêncio respeitoso e triste para com a cena.- Queres vir comigo, Alice?

Alice ficara deveras emocionada e comovida com esse pedido, que somente erguera-se do sofá, pegando o seu manto e segurara a mão do pai, apertando-a, vira a sua mãe Hannah sorrir-lhe e beijar-lhe a fronte, indo ter com a sua bisavó, ao que seu pai aparatara com ambos, em frente de um local que ela conhecia bastante bem, Hospital de St.Mungus.

Neville guiara a filha pelos corredores, dando um leve aceno a recepção, pelos vistos, era amplamente conhecido ali, foram aos elevadores, sendo levados até o último andar, ao que ela em momento algum soltara a mão dele, ao saírem , seu pai parara.

—Ao entrar, querida…quero que saibas…que…

—Que?-Incentivara ela, ao que ele olhara-a com seus olhos esverdeados e triste, suspirando.

—Provavelmente não me reconheçam e muito menos, irão reter quem tu és…

Com um engolir em seco, recobrira-se de coragem e segura com seu pai, sem nunca o soltar, até que viram uma medibruxa vir na direcção deles, encaminhando-os ao reconhecer seu pai e foram na zona onde Alice reconhecera pelas fotos, só que um pouco mais velhos e com leves rugas, Alice e Frank Longbottom.

Estes ao verem que tinham visitas, tinham um olhar alucinado e feliz, aproximaram-se dos dois abraçando-os, ao que Alice retribuirá o gesto.

—Mãe…pai…- E mesmo sabendo que não lhe reconheciam, Neville fizera questão de falar e a filha só podia admirar mais o pai e a sua coragem e força para não se ir abaixo naquele momento.- É a sua neta, Alice…

—Alice…

Os dois olharam para ela, com um sorriso que não era deste mundo, era do mundo particular da cabeça deles, abraçando-a fortemente, ao que ela deixara seus olhos marejarem á medida que retribuirá, eles logo afastaram-se indo mexer com blocos de papel, como se não tivesse estando abraçando-os á segundos.

E chamaram-nos para perto, ao que eles foram e ficaram brincando com eles, que ficaram em silêncio, alternando de humor conforme o que acontecia com os blocos.

E então ela entendera o porque daquele dia em especifico ser tão doloroso a seu pai, ele passava o dia com eles ali no dia em que nascera, talvez com alguma esperança que um dia eles recordassem dele.

E Alice sentira mais do que nunca orgulho de seu pai e de ser neta deles, afinal eles arriscaram á muito tempo atrás, sua própria vida para que eles pudessem estar ali. Dera um sorriso, apertando com mais força a mão do pai, que retribuirá o gesto, dando um ligeiro sorriso.

Notas finais
♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!