TKA - Taitame Kutou Academy
4 A sala problema
Notas iniciais
A sala problema!
Um novo dia, uma nova hora e um mais uma aula. A seção masculina e a seção feminina se encontravam submersos em um sonho ou um pesadelo, mas isso não vem ao caso, depois de um dia agitado nada como uma boa noite de sono e ambos do quarto 123 concordavam plenamente.
— Triiiiim — o despertador soou e os três acordaram atordoados.
— Bom dia... — murmurou Diamond se espreguiçando.
— Tem certeza? — perguntou Red com a cara amarrada.
— Ânimo! Hoje é um novo dia! — gritou Black, parecia o único feliz ali.
— Não vou pra aula, digam que estou doente! — informou voltando a se deitar.
— Ta bom, não vão acreditar, mas... — murmurou Diamond se dirigindo ao banheiro.
— Não demore! — gritou Black, parecia um adulto.
— Não se preocupe. — gritou de dentro do banheiro.
O moreno observava tudo debaixo do cobertor, o peitoral ainda enfaixado e os olhos opacos, não se sentia bem, mas tinha feito aquilo para protegê-la, certo? Não! Tinha só retomado o que Green tinha começado e aproveitou a situação para dar a surra no Kevin. A mente projetava milhares de possibilidades, não se sentia um herói, mas sim um covarde que estava se escondendo da vítima porque não queria arranjar encrenca, e o que ele achava uma voz dentro dele negava, por mais que tentasse ser otimista, a voz ainda o perturbava dizendo-lhe o quanto ele era inútil e covarde.
— Desocupado! — a voz de Diamond o fez abrir os olhos e abaixou o cobertor.
— Valeu! — sorriu Black pegando uma toalha e seguindo para o cômodo desocupado.
— Cara, você ta bem? — perguntou preocupado.
— Cansado... — murmurou se cobrindo outra vez.
— Vai perder o café se ficar aí. — sorriu colocando a camisa branca e abotoando os botões.
— Estou sem fome. — respondeu fechando os olhos.
— Bem...Até mais. — acenou e o moreno só pode ouvir o barulho da porta.
— Diamond! — gritou Black, tinha acabado de sair arrumado e ouve mais uma batida da porta.
Enfim ele estava sozinho, não poderia se chamar de covarde...
— Escutou? — perguntou alguém e quando ele abriu os olhos se viu em um lugar deserto.
— Quem é? — gritou assustado, quando se deparou com uma mancha amarela.
Ele se aproximou curioso quando a visão se distorceu e na sua frente estava um homem preto, sem cara, junto a uma criatura amarela de orelhas longas, forçou a visão e tornou a ver seu Pikachu amarrado e sendo tratado mal.
— Solte-o ele vai morrer! — gritou desesperado.
— Não, ele é um inútil e inúteis devem ser exilados ou mortos. — negou o homem negro.
— Ele não é inútil, é meu amigo! — gritou e o homem o soltou.
— Então o inútil aqui é você! — respondeu pegando-o e começando a enforcá-lo.
— Não sou inútil! — gritou e se deparou com o quarto.
Suado e assustado, rumou ao banheiro, a água talvez pudesse ajudá-lo, mas o que fazia era dar a sensação das lágrimas da garota sendo derramados sobre ele, o que significava aquele sonho? Ele se achava inútil? A água escorria e com ela os pensamentos se esvaíam junto, ficou apenas os olhos vermelhos que tinham uma cor opaca e os cabelos bagunçados.
[...]
— Comida! — exclamou Diamond apreciando o cardápio da lanchonete.
— Vamos. — chamou e se sentaram em uma mesa com seis lugares.
— Diamond! — gritou Green sentando-se lá.
— Ohayo! — gritou Black no lugar de Diamond que estava com a boca cheia.
— Onde está o Red?Pensei que ele tivesse com vocês. — perguntou.
— Ele não... — começou Diamond,mas foi interrompido por suspiros.
Os três se viraram e ao corredor vinha o amigo, os olhos vermelhos opacos e a cara péssima, o cabelo desarrumado ainda estava molhado e a camisa branca amarrada de trás, a pulseira vermelha no braço direto e um sorriso forçado, ele marchou até a fila e seguiu para a mesa dos três.
— O que houve? — perguntaram Diamond e Black.
— Quê? — perguntou abocanhando um pedaço do sanduiche.
— Ficou melhor assim. — respondeu Black estralando os dedos.
— Fiquei sem sono. — murmurou tomando o suco.
— Tá. — murmurou Diamond que tinha recomeçado a comer.
— Aí, vocês querem ir pra minha casa sexta? — perguntou Black.
— Fazer o que? — perguntou o moreno ainda tomando o suco.
— Jogar Game Boy, tenho vários! — exclamou contando nos dedos.
— Certo. — concordaram os três.
— Temos que ir. — murmurou Green puxando Red para a classe.
— Bom dia. — cumprimentou a inspetora.
— Ohayo! — responderam os alunos.
— Inspetora, podemos entrar? — perguntou Red abrindo a porta.
— Sim. — respondeu e ambos se sentaram.
— Agora vamos começar. — murmurou abrindo um livro.
[...]
— Algo pra fazer? — perguntou Sapphire de cabeça baixa.
— Não, terminamos tudo. — suspirou Matsuyo olhando a lousa.
— Falta muito pra terminar? — perguntou entediada.
— Não... — respondeu copiando a explicação.
— E agora? — perguntou com um sorriso.
— Não... — respondeu calma.
— Daqui a cinco minutos? — sorriu esperando uma resposta.
— Não... — respondeu, a raiva fluindo em sua cara.
— Quatro? — abriu um sorriso maior.
— Não... — disse,a cara estava vermelha a este ponto.
— Três...? — perguntou,o receio estava aparente em sua voz.
— Não... — murmurou, a voz saiu cheia de raiva.
— Dois...? — perguntou, parecia se divertir as custas da amiga.
— Não! — gritou, mas a morena ainda sorria perversa.
— Um...? — perguntou.
— Eu já disse que n... — interrompida, o sinal acabava de tocar.
— Viu só? — sorriu traquina.
— Você fez isso de propósito, né? — olhou-a cínica enquanto pegava os cadernos.
— Ta na cara! — respondeu dando um riso abafado.
— Vai fazer algo sexta? — perguntou olhando-a pelo canto dos olhos.
— Não, vamos aonde e com quem? — sorriu e a outra corou com a segunda pergunta.
— Nã, com você? Sexta a noite? É o inferno! — negou levantando os braços.
— Fala sério, vai. — abafou um sorriso. — Você vai com alguém em especial? — perguntou cutucando a outra.
— Você é maligna! — sorriu tomando o caminho oposto.
[...]
— Gold! — gritou Green, o garoto moreno se virou com um sorriso.
— Oi Green, como está o Red? — sorriu se aproximando.
— Pessoas! — exclamou Ruby que vinha chegando da sala.
— Ruby! — sorriram os dois juntos.
— Eu soube do que fizeram... Como assim o Red virou um Banchou? — perguntou, a cara ansiosa por uma fofoca.
— E aí! — o moreno de óculos se aproximou.
— Oi! — cumprimentou Green.
— Quem é? — perguntou Gold, curioso como sempre.
— Esse é o Cheren, meu colega de quarto. — apontou para o garoto que sorriu.
— Platinium! — gritava o moreno de boina atrás de uma garota.
— O que é Diamond? — perguntou se virando furiosa.
— O que foi? — perguntou, de uma hora pra outra ela tinha decidido parar de falar com ele.
— Você não entende! — gritou e correu deixando-o sozinho.
— Senhores... — murmurou Gold rindo.
— Temos um caso para resolver! — completou Green.
[...]
— Parado aí. — mandou Kevin segurando Red pelo braço.
— O que foi? — perguntou impaciente.
— Como se não soubesse... — murmurou Hiroto zombando.
— Não, não sei papagaio. — respondeu e o ruivo rangeu.
— Eu quero revanche. — disse parando o ruivo com o braço.
— Não desafiei você em nada! — exclamou, os olhos vermelhos voltando a ter cor.
— Mas eu sim e agora! — gritou com um sorriso zombador.
— A jura? — perguntou, a raiva subindo em sua cara.
— Se quer ser um Banchou, tudo bem ,mas eu sou o único e legítimo. — sorriu empurrando-o.
— Fica esperto! — gritou empurrando-o também.
— Grr! — hurrou furioso, ambos deviam ser exterminados.
— Red? — perguntou a voz feminina e ele se acalmou.
— Oi Yellow! — sorriu tentando não preocupá-la.
— Quem eram? — perguntou, tinha visto ambos falando com ele.
— Só pessoas ruins... — murmurou apanhando o caderno e os livros.
— Ah, o Green disse que queria falar com você, ele, o Gold e o Ruby junto com um outro garoto. — sorriu dando o recado.
— Valeu, até mais Yellow! — exclamou abraçando-a e correndo na direção dos amigos.
— Até... — murmurou, o moreno não estava sendo sincero e sabia disso.
[...]
— Aí! — avisou Gold apontando para o moreno.
— Que houve? — perguntou receoso.
— Devia prestar mais atenção no seu amigo, sabe... — murmurou Green apontando para Diamond, então o moreno percebeu a cara triste do garoto.
— Diamond? — perguntou se aproximando.
— Hun? Oi, Red... — murmurou, a cara nem um pouco boa.
— Que foi? — perguntou preocupado.
— A Platinium começou a me ignorar quando eu falei com uma garota da sala. — respondeu e o garoto olhou cínico para os amigos.
— Bando de intrometidos! Vão cuidar da vida de vocês! — exclamou saindo, mas a mão de Gold o interrompeu.
— Temos que ajudá-lo... — murmurou cutucando-o.
— Sinceramente, porque não...? — sorriu derrotado pelos amigos.
— Ótimo, hora da agência de encontros do Gold! — exclamou levantando o braço.
— Porque seu nome? Porque não o meu? — perguntou Green furioso.
— Porque o meu é muito mais legal. — respondeu apontando para si.
— Esta dizendo que meu nome é sem graça!? — gritou apontando para o garoto.
— Não estou dizendo nada! — exclamou apontando para o outro.
— Hen... — murmurou Diamond alheio a tudo que ocorria.
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