THE REASON

5 Viagem


Notas iniciais
Quinto capitulo

No carro seguindo viagem, havia um silencio que estava incomodando Ariel. Ela sempre ia se distraindo com a paisagem ou com qualquer musica que tocava no radio. Sam de vez em outra trocava uma palavra com ela, já Dean estava mudo desde que havia saído de casa. Motivos a parte, pensava ela. Porém ele estava relutando pra não trazer nada que o machucasse a tona. Como sempre foi.

_ Quanto tempo temos ainda na estrada ? – Ariel quebrou o silencio.

_ Muito tempo, tenha paciência que vamos chegar – Dean disse as primeiras palavras até ali, novamente o comportamento dele estava sendo inaceitável por ela. E de novo pensou que si própria fosse o problema. Inútil era a tentativa de reverter aquilo. Sam estava se afeiçoando cada vez mais por Ariel, já se sentiam amigos de longo prazo, Dean que no inicio sempre se manteve perto estava se distanciando. A razão pela qual, ela mesma não sabia, porém o mais novo tinha lá sua duvidas. Sam trocou estação de radio, e parou em uma musica dos Hoobastank – The reason, sentiu que o clima ficou ainda mais tenso com aquela canção. Dean observava Ariel atenta pelo retrovisor, queria se ajoelhar ali mesmo e pedir perdão por estar sendo daquela forma, mas era sua defesa, a única.

_ Enfim chegamos – Sam disse satisfeito – Pensei que essa viagem nunca iria acabar – ele olhou para trás e percebeu que ninguém se pronunciou então voltou a se calar de forma qual ninguém percebesse que teria dito algo. Dean, foi a caminho de um hotel em que eles teriam que se hospedar pelo menos passar a noite, nem que fosse em algum quarto.

_ Dean, acha mesmo que iremos nos hospedar em um lugar assim ? – Sam disse – Por fora está tudo caindo aos pedaços...

_ É o mais perto, não temos do que reclamar já dormimos em terra pura. Isso ai é um hotel cinco estrelas – estacionou o carro e abriu a porta – Vou ver se tem ao menos quartos disponíveis – saiu e bateu a mesma com força.

_ Sam, você conhece seu irmão muito bem. Que bicho o mordeu? Era pra mim estar assim, fui eu que recebi a má noticia ontem e não ele – Ariel tomou a palavra logo que Dean deixou o carro.

_ Eu também não faço a mínima idéia do que ele tem – mentiu – Mas fique tranqüila, ele é pior do que mulher na TPM. Muda de humor rapidamente e sempre é grosso com as pessoas mesmo aquelas que não tem nada haver com o assunto – explicou – Vamos lá mocinha, abra esse sorriso pro Sam.

_ Ei! Você fala comigo como se eu tivesse 5 anos, maneira nada legal – ela disse ironizando – Mas, valeu por detalhar o estado do seu irmão legal – revirou os olhos – Ele precisa de uma mulher. Sam sorriu e voltou a olhar pra frente como se soubesse de que mulher ele precisava. Minutos depois Dean chega perto do carro e se abaixou na altura da janela.

_ Bem, só tem 1 quarto disponível e com uma cama de casal... teremos que passar por isso hoje – falou dando de ombros – Eu durmo em qualquer canto.

_ Pois saiba que eu também – Ariel disse saindo do carro dando a volta indo até ele – Não fique me olhando com essa cara de “o que houve” eu que te pergunto. Quer me deixar culpada, pensando que sou eu o motivo de intrigas, pois bem... está conseguindo – ele ia falar algo mais ela o cortou – Não terminei, você não me dirigiu a palavra desde ontem após receber aquela noticia, saiu da sala frio e continuou com isso hoje a viagem toda. Tem algum problema ? Por que se tiver pode falar, adivinhe eu sou expere em ter-los só pra mim WINCHESTER – agora pode respirar com calma. Sam já estava fora do carro, observando tudo com medo de que ela perdesse a cabeça com seu irmão. Dean ainda a encarava, e logo soltou uma gargalhada.

_ Se preocupa mesmo de como eu te trato ? – Dean a questionou – Isso tudo, esse discurso maluco, só foi pelo fato de mim não lhe dirigir a palavra desde ontem?

_ Sabe muito bem de como me sinto em relação a desprezo. Sinto um lixo entulhado no caminhos dos outros, você... deveria guardar o que eu te disse, e nunca mais perguntar coisas desse tipo. Ontem você estava todo legal, me ajudando na loca, até disse que vocês dois – ela apontou pra ambos – eram minha família, e do nada depois para de falar comigo como se eu tivesse destruído algo seu – suspirou – se sou um estorvo, por que não me diz logo e acabe com seus problemas ? Ou melhor, por que me salvou? – ela perguntou novamente mas sentiu que tudo em volta estava pesando pra si mesma, aquelas palavras.

_ Questionando o por que eu ter lhe salvado ? – disse ele e ironizou – Por que, eu não sou o tipo de pessoa que vê alguém a ponto de se matar e deixar ela fazer a besteira. Você tem uma vida toda pela frente... e parecia muito abalada. Voltando a hoje, já disse e torno a dizer você jamais será um estorvo pra mim e pro Sam, e me desculpa se sou um idiota, concorda? – ela balançou a cabeça – Então é isso – suspirou – Vamos nos alojar.

_ Esta tudo bem ? – Sam se aproximou dela que observava Dean voltando pro “hotel”.

_ Acho que sim – falou meio decepcionada – Vem vamos – o chamou.

Ao entrarem no saguão, que parecia mais uma despensa. A luz fraca dava impressão de que ali era mais imundo do que almejava. A recepcionista que de simpática não tinha nada, fumava um charuto e encarava Dean maliciosamente.

_ Ér.. a chave do quarto por favor – Dean pediu encarando a grandona.

_ Para os três ? – perguntou ainda mascando o chiclete e Dean assentiu – prevejo, uma noite boa – disse e entregou a chave a ele – boa sorte. Ele nem respondeu aquilo, Ariel e Sam seguiram o mais velho até o ponto aonde deveriam chegar. Abriu a porta e logo de cara, viram uma cama com lençóis, uma TV pequena um guarda roupas velho do lado direito da cama, e o pequeno banheiro ao lado.

_ Vejo que teremos que nos confortar aqui mesmo – Sam disse entrando junto com o irmão – O que acha ? – olhou pra Ariel.

_ Está ótimo – sorriu leve e Dean a olhou – Eu acho, perfeito. – quis mudar o ar da resposta – Bem preciso me adaptar – ela andou pelo quarto – Acho que isso é o bastante – Sam sorriu e Dean apenas fez um sinal de que havia entendido – agora temos que saber quem dormirá na cama – ela perguntou – Se quiserem posso dormir no chão e vocês dois nela.

_ Posso parecer um cara chato, porém não sou sem coração. Durma na cama que eu durmo no chão. Sam durma com ela, e não vêem discutir eu já decidi e acabou – falou retirando a jaqueta e jogando na cadeira. Nada estava sendo como Ariel pensou, pra ela deveria existir conversas, risos e piadas da parte dos dois e não só de Sam.

_ Olha vou ver o movimento por ai, não se matem enquanto eu não estiver por perto. Por favor – Sam pediu indo até a porta – Principalmente por que eu zelo pelas pessoas que amo – ele saiu e Ariel sorriu com o que ele disse. Tudo ficou tenso após a saída de Sam do quarto.

_ Está com fome ? – Dean perguntava para acabar com aquele ar de ignorância da parte dos dois, ela virou a cabeça pra encarar-lo e apenas assentiu que não – Ta bom – ele falou. Ariel foi em direção a janela, dela poderia ver quão iluminada era Nevada, ao longe podia ver as luzes piscando com intensidade. Aquilo a fez soltar um suspiro e começar a pensar coisas, mas Dean logo se aproximou da garota que não tinha percebido sua presença ali.

_ Quer conversar ? – ele perguntou se juntando a ela na janela e olhando para a mesma direção.

_ E por que eu conversaria bem com você – falou ríspida sem mover seus olhos a nenhum lugar.

_ Por que sou o único que esta no quarto, e você me parece aérea e pensativa. Isso me da o direito de achar que quer conversar algo – disse naquele tom divertido e a olhou, o vento batia no rosto de ambos fazendo o cabelo de Ariel sobressair da sua face e ficar balançando pra outro lado, ela ainda não emitia nenhuma palavra – vamos Ariel, não banque a durona.

_ Você sabe ser chato quando quer, sabia ? – agora ela o olhou e ele deu um risada quase que concordando com ela – E sim estou pensando em muitas coisas. Principalmente em... – ela hesitou.

_ Em?

_ Em mim, sabe, uma hora eu irei começar amar alguém e bem, não sei como vai ser isso – riu atrapalhada e Dean a observava.

_ Você já se apaixonou ? – ele perguntou esperando a resposta.

_ Sim, uma vez... porém me feri demais, o cara me traiu com a minha “amiga” no refeitório da escola – revirou os olhos e Dean riu achando estranho – Pois é, foi em um baile. Kátia, dizia sempre que ele fazia isso, esquecendo de dizer que fazia com ela. Quem pegou mesmo foi o diretor, eu cheguei logo após, mais não a deixei escapar – sorriu – Peguei a panela de molho em cima da bancada e manchei seu vestidinho de grife – Dean riu ainda mais pelo modo que ela dizia – tudo aconteceu nos meus 15 anos, depois desse tempo nunca mais encontrei ninguém que pudesse entregar realmente meu coração – Ariel olhou Dean – E você já se apaixonou alguma vez ?

_ Sim, mas sabe algo que vai acontecendo rápido demais, acaba rápido demais. Eu gosto de ir sentindo aos pouquinhos, assim vou tendo certeza de que e aquilo mesmo que quero... Mas, também fico com mulheres casualmente – se apóia com apenas um braço na janela ficando de lado pra Ariel – me entende não é ?

_ Ah claro! O garanhão é de muitas – zombou ela – isso me fascina – ironia pura.

_ Também não vá achar que eu saio ferindo o coração das mulheres, dou meu jeito pra despistar todas elas. Acho que uma mulher grudenta, é muito chato...

_ Não se refere a todas elas não é mesmo ? – perguntou Ariel o olhando e ele percebe a asneira que falou, e como sempre do seu jeito tentou concertar.

_ Você é diferente, já disse, essa sua cisma e muita grande. As coisas no seu ponto de vista são melhores, não vejo você beber – lembrou no dia da boate – fumar, fazer escândalos ou algo do tipo – explicou – Tem coisas em você que fez com eu me abrisse. Então você não é igual a nenhuma outra, você é única – terminou e viu o pequeno sorriso de canto brotar no rosto dela – parece que deu certo.

_ Muito – ela riu – Obrigada, nunca ninguém havia me dito essas coisas, porém a parte de que não bebo deixa de lado pois aquele dia na boate foi muito estranho – deu um tapa no ombro dele – Acho que sou estranha, aonde já se viu ... eu me porto como uma moleca.

_ Sabe que muitas vezes e por esse jeito moleca que os homens se sentem atraídos – falou demais Dean, pensou ele logo depois – eu acho – tentou concertar.

_ Ah claro, qualquer homem adora uma mulher que anda de calções pela casa – riu mais alto após dizer isso – eu sou um espanta macho, acho que é isso que me faz ser tão fechada.

_ Quer saber, você é bem mais do que diz, bem mais do que alguém que anda de calções pela casa – soltou um riso – eu posso ver que ai dentro de você existe algo grande, que está a espera de alguém certo para que se libere.