TAKE ME TO CHURCH
4 Lust.
Notas iniciais
My church offers no absolutes. She tells me, "Worship in the bedroom." The only heaven I'll be sent to is when I'm alone with you.
A figura que lhe abriu a porta era caracterizada pela melancolia e tristeza escondida por trás da máscara, ele lhe sorriu, mas esse sorriso não chegou aos olhos verdes tão parecidos com os de sua filha. O homem deu um passo para o lado, afastando os cacheados e grossos fios negros de seus olhos e sinalizando para que adentrasse, o pai de Lia não era um grande fã da ruiva, mas ao menos respeitava a decisão da filha de tecer certa amizade com ela. A Sra. Lieber que fora a grande religiosa, afinal.
Subiu as escadas após cumprimentar o senhor educadamente, os passos leves e os calcanhares batendo na calda mullet do vestido florido. Andou com calma pelos corredores, quase salteando enquanto se dirigia á porta branca de madeira que bem conhecia, levando a mão na maçaneta e abrindo-a com displicência.
— Hey-ho, loira. – disse alto, batendo a porta atrás de si e sobressaltando a garota deitada entre os lençóis.
Lia cobriu o rosto com o edredom cor-de-rosa desanimadamente, enrolando-se em um casulo de tecido, causando o escape de uma risada rápida da boca da outra.
— Levante e brilhe, raio de sol. – pronunciou divertidamente ao puxar as cobertas da garota e joga-lá no chão, deixando-a exposta á luz que adentrava as cortinas brancas.
— É impossível que você esteja tão magnífica ás nove da manhã. – resmungou por entre os dedos que tapavam seu rosto enquanto espiava as curvas que vestido negro com flores vermelhas evidenciava no corpo esguio da outra e os cabelos vermelhos escondidos por um chapéu redondo. O sangue lhe subiu ás bochechas quando notou ser pega avaliando a fisionomia da jovem.
— Eu poderia dizer o mesmo de você. – deu um meio sorriso satisfeito ao correr os olhos pela pele de porcelana estirada na cama, coberta apenas por um par de lingeries azul bebê. Aprovou o rosado envergonhado das bochechas da garota.
Mad sentou-se na cama com as pernas cruzadas em posição de índio e folheou algumas revistas jogadas ao chão, consciente dos movimentos da mais jovem no banheiro com a porta semi-aberta. Jogou-se para trás, encarando o teto e largando a revista ao sentir o colchão afundar com o peso da menina que deitava ao seu lado.
— Você realmente deveria colocar mais algumas roupas se não tiver a intenção de acabar sem nenhuma. – constatou depois de uma rápida olhadela, fechando os olhos bem fechados ao escutar a risada fraca que a outra deixou escapar.
Sentou-se sobre a garota em um rompante, descendo os lábios até o pescoço alvo e envolvendo a cintura fina com seus joelhos, os dedos longos entre os fios loiros enquanto libertava-os do elástico lilás.
— Eu gosto do novo penteado. Faz-te parecer perigosa e... sexual. – sussurrou no ouvido da garota, arrancando-lhe um suspiro, após analisar o novo corte irregular nos cabelos sedosos da outra. A franja torta acima de seus olhos esverdeados e os fios repicados lembrava-lhe de cantoras punks dos anos oitenta, nada combinava com a jovem, mas o contraste com seus modos e personalidade singelos era altamente atrativo.
Percorreu as mãos ansiosas pela silhueta de Lia como se fosse uma dádiva, olhando-a em adoração e trilhando beijos úmidos por seu tronco até suas coxas. A garota tomou a renda azul entre seus dentes enquanto ultrapassava os limites de seu sutiã com os dedos inquietos.
— Meu pai está no andar de baixo. – contradisse entre arquejos.
— Ele não vai notar se você ficar bem quietinha. – argumentou antes de cobrir os lábios da outra com a mão macia e afastar a lingerie que a impedia de continuar com seus planos.
Ela sabia fazer Lia perder a cabeça como ninguém, sua primeira.
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