Notas iniciais
Hello hello fellows bad bitches, desculpem-me pela demora desse capítulo, eu acho que eu meio que esqueci de escrever ele fhuifuufwiufhuh sério, sinto muito. A boa notícia é que eu já tenho o próximo escrito e irei postar em seguida, a má notícia é que é o último. É. Esperam que vocês gostem, até mais. Stay bad.

My church offers no absolutes. She tells me, "Worship in the bedroom." The only heaven I'll be sent to is when I'm alone with you.

A figura que lhe abriu a porta era caracterizada pela melancolia e tristeza escondida por trás da máscara, ele lhe sorriu, mas esse sorriso não chegou aos olhos verdes tão parecidos com os de sua filha. O homem deu um passo para o lado, afastando os cacheados e grossos fios negros de seus olhos e sinalizando para que adentrasse, o pai de Lia não era um grande fã da ruiva, mas ao menos respeitava a decisão da filha de tecer certa amizade com ela. A Sra. Lieber que fora a grande religiosa, afinal.

Subiu as escadas após cumprimentar o senhor educadamente, os passos leves e os calcanhares batendo na calda mullet do vestido florido. Andou com calma pelos corredores, quase salteando enquanto se dirigia á porta branca de madeira que bem conhecia, levando a mão na maçaneta e abrindo-a com displicência.

— Hey-ho, loira. – disse alto, batendo a porta atrás de si e sobressaltando a garota deitada entre os lençóis.

Lia cobriu o rosto com o edredom cor-de-rosa desanimadamente, enrolando-se em um casulo de tecido, causando o escape de uma risada rápida da boca da outra.

— Levante e brilhe, raio de sol. – pronunciou divertidamente ao puxar as cobertas da garota e joga-lá no chão, deixando-a exposta á luz que adentrava as cortinas brancas.

— É impossível que você esteja tão magnífica ás nove da manhã. – resmungou por entre os dedos que tapavam seu rosto enquanto espiava as curvas que vestido negro com flores vermelhas evidenciava no corpo esguio da outra e os cabelos vermelhos escondidos por um chapéu redondo. O sangue lhe subiu ás bochechas quando notou ser pega avaliando a fisionomia da jovem.

— Eu poderia dizer o mesmo de você. – deu um meio sorriso satisfeito ao correr os olhos pela pele de porcelana estirada na cama, coberta apenas por um par de lingeries azul bebê. Aprovou o rosado envergonhado das bochechas da garota.

Mad sentou-se na cama com as pernas cruzadas em posição de índio e folheou algumas revistas jogadas ao chão, consciente dos movimentos da mais jovem no banheiro com a porta semi-aberta. Jogou-se para trás, encarando o teto e largando a revista ao sentir o colchão afundar com o peso da menina que deitava ao seu lado.

— Você realmente deveria colocar mais algumas roupas se não tiver a intenção de acabar sem nenhuma. – constatou depois de uma rápida olhadela, fechando os olhos bem fechados ao escutar a risada fraca que a outra deixou escapar.

Sentou-se sobre a garota em um rompante, descendo os lábios até o pescoço alvo e envolvendo a cintura fina com seus joelhos, os dedos longos entre os fios loiros enquanto libertava-os do elástico lilás.

— Eu gosto do novo penteado. Faz-te parecer perigosa e... sexual. – sussurrou no ouvido da garota, arrancando-lhe um suspiro, após analisar o novo corte irregular nos cabelos sedosos da outra. A franja torta acima de seus olhos esverdeados e os fios repicados lembrava-lhe de cantoras punks dos anos oitenta, nada combinava com a jovem, mas o contraste com seus modos e personalidade singelos era altamente atrativo.

Percorreu as mãos ansiosas pela silhueta de Lia como se fosse uma dádiva, olhando-a em adoração e trilhando beijos úmidos por seu tronco até suas coxas. A garota tomou a renda azul entre seus dentes enquanto ultrapassava os limites de seu sutiã com os dedos inquietos.

— Meu pai está no andar de baixo. – contradisse entre arquejos.

— Ele não vai notar se você ficar bem quietinha. – argumentou antes de cobrir os lábios da outra com a mão macia e afastar a lingerie que a impedia de continuar com seus planos.

Ela sabia fazer Lia perder a cabeça como ninguém, sua primeira.