TAILS
15 Romanos tatuam um “Flappy bird” na minha coxa
Notas iniciais
Romanos tatuam um “Flappy bird” na minha coxa
– Você salvou a vida do Octavian? – Reyna questionou levantando as sobrancelhas
A resposta era: Sim. Eu salvei.
Mas não foi minha intenção... Eu apenas precisava do pilo romano de Octavian.
Ou talvez eu realmente tenha salvado a vida de Octavian, e talvez eu também seja uma pessoa boa, que faz boas ações e não tenta matar os amigos afogados. É, talvez.
Estávamos na Principia. Reyna estava sentada em seu “trono” com seus dois cachorros feios – que não eram demônios e nem estatuas – e coloridos; Octavian estava em um divã em uma pose diva (Trocadilhos), e se secava com uma toalha de ursinhos; E eu estava o mais longe possível de Octavian e dos cachorros estranhos da Reyna.
– Talvez – dei de ombros
– SIM! – Octavian gritou – ELA SALVOU! NÃO SEJA HUMILDE!
– Garoto, eu nem gosto de você. – revirei os olhos
– Te entendo – Reyna murmurou – Mas a questão é que...
– Ela provou sua coragem! – Octavian a cortou – Ela me salvou!
– Sim – Reyna concordou – Devemos convocar o senado, para tomar decisões...
– COMO ASSIM? TEM PUNIÇÃO POR SALVAR UM INÚTIL? – gritei assustada – EU JURO QUE NÃO FAÇO MAIS ISSO, SE QUISER POSSO MATAR ELE AGORA!
– Não! – Reyna gritou, mas notei a hesitação em sua voz
É claro que ela queria que o Octavian morresse, todos queriam.
– Então faremos isso! – Octavian afirmou como se não tivesse escutado meu plano de mata-lo – O senado, e probatio, e Candice e...
– Ele tá bem? – perguntei enquanto ouvi os delírios de Octavian
– Não – Reyna disse – Mas ninguém liga.
_____________ x _____________ x _____________ x _____________
– Eu não acredito que você salvou o Octavian! – Rainy murmurou pra mim.
Eu estava no Senado. Aparentemente, aquilo era como um tribunal, onde eles tomavam decisões em conjunto.
–Eu também não. – murmurei de volta
– ROMANOS! – Reyna gritou, e fez um gesto para que eu subisse no palco do senado.
Enquanto todos se sentavam, eu subi rapidamente no palco. Alguns fantasmas olharam pra mim com interesse, o que me assustou. FANTASMAS QUEREM ME PEGAR! SOCORRO!
– Estamos aqui por quê? — um romano perguntou
– Provavelmente pra tirar a loirinha do probatio – um outro respondeu
– Mas ela entrou a apenas 3 dias! – uma garota protestou.
E assim, pela 2ª vez, todos os romanos estavam confusos em relação a mim.
– Silêncio! – Octavian gritou. Eu fui obrigada a me virar pra ter certeza que Octavian havia gritado. A voz era máscula demais para ser dele.
– Obrigada, Octavian. – Reyna disse – Sim, estamos aqui para retirar Candice do Probatio.
– Mas... – um romano retardado ousou interromper
– Ela provou sua coragem – Reyna o fuzilou com o olhar – Fez algo que ninguém mais aqui teria coragem (ou vontade) de fazer.
– O que ela fez? – os curiosos perguntaram
– Salvou a vida do áugure Octavian. – Reyna afirmou
Os soldados ofegaram.
– Eu não acredito que ela fez isso! – uma garota disse chocada
– Ela é... louca! – outra lesada disse
– Completamente! – a primeira garota concordou
– Cêis tão de brincadeira com a minha cara – Octavian bufou irritado, fuzilando as garotas com um olho. ( Já que o outro estava roxo e inchado, por que eu havia dado um soco –sem querer– no olho dele, enquanto lutava com o tubarão)
– Ela deve ser louca mesmo pra salvar a vida do Octavian! – um garoto mais alto murmurou
Eu ri. Realmente, ninguém gostava do Octavian?
– PARÔ A PALHAÇADA! – Octavian gritou – OU EU VOU RODAR A BAIANA AQUI!
– Ai, cala a boca, Octavian – falei revirando os olhos
– ALGUÉM CHAMOU UMA BAIANA? – Hammel apareceu, com uma roupa cheia de camadas coloridas. Ela parecia um guarda-sol muito feio.
RACHEL, ALGUÉM ROUBOU SUAS ROUPAS!
– Eu mereço. – falei batendo a mão na testa – SAI DAQUI HAMMEL!
– ASEREHE A BERRE – ela começou a cantar e rodar no meio do Senado. – BERRE BE TU BERRE BE SEI YOU NUBA ♫
– LIA, EU VOU AFOGAR VOCÊ, SE NÃO PARAR COM ISSO! – ameacei
Lia se virou para o lado e continuou dançando e rebolando, parecendo um bombom de feira possuído.
– Eu devo ter feito pole dance na cruz, e roubado a cueca de Jesus pra merecer isso. – Reyna murmurou, se sentando no trono de pretora, e esperando a cena acabar.
Enquanto todos os romanos encaravam Lia Hammel que dançava e cantava no meio do Senado, eu desci calmamente do palanque, fui até ela e fiz a única coisa que deveríamos fazer quando um semideus é possuído pelo espirito do Ragatanga: Dei um tapa na cara dela.
– Opa. – ela falou, voltando ao “normal” – Oi!
– SAI DAQUI! – gritei
– TO INDO! – ela saiu correndo do senado, balançando sua saia gigante.
Me virei para Reyna e Octavian, que estavam com a cara mais “ WTF?” do mundo.
– Vocês podem continuar, ou podem esperar o próximo louco entrar por aquela porta. – falei gesticulando para a porta
Imediatamente, alguns soldados se posicionaram na entrada, para impedir “os loucos” de entrarem.
– Vamos continuar. – Reyna sussurrou pra Octavian, e se levantou – Todos aqui concordam que Candice fez um ato de coragem, e que merece sair do probatio, e passar a ser uma membra efetiva da legião?
– O que ela disse? – perguntei pra Octavian, enquanto comia um cupcake.
Octavian me lançou um olhar zangado
– Sim! – concordaram os romanos
– Apesar de ter sido desnecessário deixar o Octavian viver. – algum deles murmurou
Octavian se virou para o garoto irritado, com uma expressão de “Tô mais puto que prostituta, não provoca” .
– Candice? – Reyna me chamou. Eu larguei o cupcake na cara do Octavian e fui até ela
– Fala querida. – falei limpando a boca
– Está pronta? – ela perguntou
– Nasci pronta! – afirmei – mas pra que?
– Taqueopariu. – Octavian (que comia meu cupcake) murmurou lá atrás – Essa mina é mais burra do que eu pensei
– FICA NA SUA BELA ADORMECIDA! – joguei outro cupcake nele.
– Pra sair do probatio. – Reyna explicou calmamente. – E onde você arranjou tantos cupcakes?
– Ah, com uma velinha fofa, que estava dando maçãs pra todo mundo – sorri inocentemente
– Se ela estava dando maçãs – Octavian falou de boca cheia – como você conseguiu um cupcake?
– AI, PORQUE VOCÊ TEM QUE FAZER TANTAS PERGUNTAS? – me virei irritada para Octavian
Octavian se calou de cara feia. Reyna respirou fundo e gritou:
– O PRÓXIMO QUE INTERROMPER ESSE SENADO, VAI SER JOGADO NA ARENA E TERÁ QUE LUTAR COMIGO! – ela ameaçou, e esperou que alguém falasse algo, mas ninguém falou.
– Ótimo. – ela se virou pra mim – Está pronta para sair do Probatio, certo?
– Certo. – eu assenti nervosa.
– Okay. – Reyna disse – Octavian, sua vez. – ela o chamou, e ele se colocou na minha frente:
– Seu braço. – ele pediu
– PRA QUE VOCÊ QUER MEU BRAÇO? – perguntei assustada
– Pra fazer a marca, lesada. – ele respondeu puxando meu braço.
– Pode ser na coxa? – perguntei olhando pra Reyna.
– SIM! – os tarados da Primeira e Segunda Coorte gritaram.
Sorri inocentemente pra Octavian, esperando ele contrariar seus amigos.
– Não acho que seja permitido. – ele disse rangendo os dentes
–Oh, tudo bem... – falei fingindo decepção.
– FAÇA A MARCA NA COXA DELA, OCTAVIAN! — eles gritaram, e eu sorri vitoriosa
– Me dê sua coxa. – Octavian falou com raiva.
Me sentei, e puxei o shorts que usava para cima.
– Vá em frente, Octavian. – sorri sedutoramente pra ele.
– Nós aceitamos Candice France, Filha de Júpiter – ele suspirou, e continuou — na Décima Segunda Legião Fulminata para seu primeiro ano de serviço. Você jura dedicar sua vida ao Senado e ao povo de Roma? – ele perguntou com um clássico olhar de desprezo.
Revirei os olhos e respondi:
– Tá né.
– SENATUS POPULUSQUE ROMANUS! – os senadores gritaram.
Uma imensa dor queimou na minha perna. Era como se milhares de abelhas a ferroassem. Mordi o lábio tentando controlar um grito. Então a dor passou.
Octavian olhou para minha coxa, e eu segui seu olhar.
Lá, bem no inicio da coxa, estava algo que devia ser uma águia, mas parecia muito mais um Flappy Bird.
Conselho: Romanos deviam fazer aula de desenho...
E embaixo da águia-que-não-era-águia, estava uma linha preta. A linha do meu primeiro ano de serviço que eu não iria cumprir. É, Okay.
– Agora você pode desaparecer da minha frente. – ele rosnou.
– Tá tão bravinho, porque? – perguntei provocando – Eu salvei sua vida, garoto.
Ele revirou os olhos e saiu pisando duro do Senado.
Alguns romanos vieram até mim, me parabenizar, e olhar minha coxa.
(N/Daniel: TARADOOOOOOOOOS!) OI? SAI DO MEU POV, GAROTO.
Então, eu estava ali. Era uma centuriã agora. Havia saído do Probatio, e era uma “romana” agora.
O que eu poderia fazer agora, senão... DORMIR NO MEU QUARTO NA PRIMEIRA COORTE? YEAH!
Fale com o autor