Só mais uma história de amor
15 Passado
Notas iniciais
Well, acho que esse é o capítulo mais rápido que eu escrevi nos últimos tempos, cara. Comecei ele a tarde e terminei agora o.o
Okay que eu usei uma parte já escrita dos capítulos deletados, mas eu escrevi grande parte.
Anyway, espero que gostem ^^
Caminhamos em silêncio pelo corredor do shopping, já que Júlia parecia perturbada demais para dizer qualquer coisa, até chegarmos finalmente ao elevador. Ela, que até então apenas apertava a minha mão e me puxava, encostou-se à parede do elevador, como se estivesse cansada após correr uma maratona.
– Mari... Você lembra quando eu te falei da Isabel Freire? – Ela perguntou, me olhando.
– A sua ex-namorada? – Perguntei, já compreendendo alguma parte do que tinha acontecido.
– É. Bom... Ela não era a minha ex, na verdade.
– Como assim? – Arqueei as sobrancelhas.
– Eu conheci a Isabel ano passado, como eu te disse. Nós conversávamos muito, e éramos, bem, o que se pode chamar de amigas. – Nesse momento, Júlia fez uma pausa, e soltou um suspiro, mexendo nos cabelos e jogando-os para trás. Continuou falando sem olhar para mim, mirando o chão e seus pés. – Só que eu comecei a gostar dela, gostar muito. Eu tentava esconder isso, até de mim mesma, porque eu imaginava que ela não gostava de mim. Então a gente acabou ficando por alguns meses. Não era namoro, não era nada sério, mas a gente saía e bom... Fazia tudo. E aí, de repente, ela simplesmente parou de falar comigo. Ela me ignorava, era como se eu simplesmente tivesse deixado de existir. E aí o ano acabou, e no último dia de aula ela me procurou e disse que gostava de mim e a gente ficou de novo... E aí ela se mudou. Para o Sul, se eu não me engano. E agora, pelo visto, ela voltou.
Júlia terminou de contar sua história com um dar de ombros e outro suspiro. Aproximei-me dela e coloquei uma mão em seu queixo, levantando-o com carinho e delicadeza enquanto colocava uma mecha do seu cabelo atrás da orelha. Seus olhos castanho-claros me olharam cautelosamente, como se ela tivesse medo da minha reação.
– Mas você... Ainda gostava dela quando ela se mudou? – Perguntei. O que eu realmente queria perguntar não era isso, mas foi o que eu tive coragem de dizer.
– Sim. E ela me machucou muito. Tanto da primeira vez, quando me ignorou, quanto da segunda. Eu ainda gostava dela e estava tentando superar... E aí ela simplesmente voltou e nós voltamos a ficar e depois... Ela foi embora.
– E ela mexeu com você? Agora? – Perguntei, mirando diretamente os seus olhos.
– Não. – A resposta de Júlia foi tão cheia de convicção que não me restou nada além de acreditar. – Foi um susto vê-la depois de tanto tempo, mas não passou disso. Eu não gosto mais dela, Mari. Eu gosto de você.
– Eu sei disso. – Dei um sorriso pequeno, aliviado e a puxei para mim, tocando nossos lábios em um beijo suave e demorado.
Segundos depois de nos separarmos, a porta do elevador se abriu. Entrelacei meus dedos nos de Júlia e nós saímos dele.
– Então... Você ainda quer cortar o cabelo?
– É uma boa ideia. – Ela sorriu e nós seguimos para onde era o salão de beleza.
Logo que entramos no local, Júlia trocou algumas palavras com o balconista, que chamou uma mulher morena e sorridente.
– Eu sou Victoria. Muito prazer. – Ela disse rapidamente.
– Meu nome é Júlia. O prazer é meu. – A minha namorada respondeu, enquanto apertava a sua mão.
– Mariana. – Eu respondi simplesmente, apertando a sua mão sem me demorar.
– É você que quer cortar o cabelo, certo? – Victoria se dirigiu à minha namorada, que assentiu. – Bom, venham comigo.
A seguimos pelo salão até chegarmos a uma área com cadeiras dispostas diante de um balcão de vidro e um espelho, que eram fixos à parede.
Victoria indicou uma cadeira para Júlia e outra para mim, enquanto pegava uma escova no balcão de vidro.
– E você, Mariana? Não vai fazer nada no cabelo? – Ela perguntou, enquanto passava delicadamente a escova no cabelo da minha namorada.
Júlia olhou para mim.
– É, Mari. Você não disse que queria cortar? – Perguntou. – Ele já está realmente meio grande. – Completou, puxando gentilmente uma mecha da minha nuca, como para demonstrar isso.
– Mesmo? – Perguntei, levando uma mão até o meu cabelo e bagunçando-o um pouco.
– Corta! – Victoria incentivou. – Tem um cabeleireiro aqui, Chris, que é especialista em cabelos curtos.
Desviei o olhar para Júlia, que assentiu.
– Então tudo bem. Eu corto.
– Então posso chamar Chris? – Victoria perguntou e eu assenti.
Ela sorriu e gritou esse nome, fazendo aparecer um homem magro, que não devia ter muito além de vinte e cinco anos e um sorriso extraordinariamente branco, que contrastava com a pele negra.
– Chamou? – Ele perguntou.
– Ela quer cortar o cabelo. Tá ocupado agora?
– De jeito nenhum. – Ele sorriu e virou-se para mim, estendendo a mão. – Muito prazer, Chris.
– Mariana. – Respondi, apertando a sua mão.
Ele sorriu novamente e voltou-se para Júlia, se apresentando e beijando-lhe a mão.
Depois das apresentações, Chris colocou-se atrás da cadeira onde eu estava sentada, apoiando as mãos em seu encosto.
– E aí? Como quer o corte?
Mordi o lábio inferior, olhando para Júlia.
– Você não teria uma sugestão?
– Olha, eu fiz um corte mais cedo, e acho que ele é perfeito para você.
– Então mostre. – Sorri de canto e ele pegou uma revista sobre o balcão de vidro.
– Aqui! Ginnifer Goodwin! – Exclamou, me mostrando a foto de uma mulher com um cabelo bem mais curto que o meu, com uma das laterais raspada e uma franja que se fazia um topete graças ao gel utilizado. – Gosta desse?
Assenti.
– Sim. Acho que é o meu estilo. – Dei de ombros. – O que você acha, Ju? – Mostrei para a garota ao meu lado, que sorriu e pediu para que eu me aproximasse.
Obedeci e ela colocou os lábios próximos ao meu ouvido.
– Desde que dê para agarrar... – Sussurrou, tão baixo que eu mal conseguira ouvir, e eu sorri.
– Pode cortar. – Me voltei para Chris.
Ele assentiu, abrindo um estojo com tesouras e navalhas no balcão de vidro, e eu observei enquanto o meu cabelo ficava ainda mais curto.
– Pronto! – Depois de pouco tempo, Chris recolocou a navalha e a máquina no balcão de vidro. – Que tal?
Mirei o espelho, passando os dedos pela parte menos curta do meu cabelo, arrumando-o.
– Ficou ótimo. – Elogiei, me virando para Chris. – Obrigada.
Ele sorriu.
– Não é nada.
– Deixa eu ver, Mari? – Júlia pediu e eu me virei para ela, que esticou o braço e passou a mão pela minha franja curta. – Ficou linda. – Ela sorriu.
Logo Chris foi chamado para cortar outro cabelo e eu continuei sentada ao lado de Júlia, observando-a enquanto Victoria terminava de passar o secador pelo seu cabelo.
Decidi folhear uma revista, me lembrando de repente da história que Júlia havia me contado e da sua reação ao rever Isabel. E então, antes que meus pensamentos tomassem um rumo desagradável, ouvi a voz de Victoria dizer que havia terminado.
– Como ficou? – Júlia sorriu, virando-se para mim.
Os cabelos castanho-escuros, que antes batiam na altura dos seios, agora passavam um pouco dos ombros, em um corte repicado com uma franja na diagonal.
– Ficou lindo, Ju. Você ficou linda. – Sorri, afastando gentilmente sua franja, que começava a cair sobre os olhos.
Ela sorriu.
– Obrigada, Mari. E eu também gostei. Ficou ótimo, Victoria. Muito obrigada.
A cabeleireira sorriu e fez um sinal afirmativo com a cabeça.
– Hora de ir? – Perguntei para a minha namorada, me levantando.
Ela assentiu e se levantou, pegando a bolsa e a sacola da loja de lingeries, que repousavam num banco.
Pagamos o preço do serviço no balcão da frente e deixamos o salão, caminhando de mãos dadas pelo corredor do shopping.
Notas finais
Não cumprimentei nas notas inciais mas cumprimento aqui.
Well, eu prometi que postaria rápido e cá está.
E acho que vai acelerar ainda mais essa postagem, agora que eu terminei a minha outra fic.
Anyway. Muuuito obrigada às bonitas que não me abandonaram e comentaram no último capítulo, assim como as que favoritaram. E você, moçoila ou moçoilo que favoritou ou clicou em acompanhar mas não comenta, que tal deixar um review? Só pra dizer oi, dizer que tá lendo, e pá. Isso é legal, poxa.
Mas enfim.
É isso.
Reviews? Recomendações?
Well, espero que sim.
Até mais :3
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