Só Queria Dizer Que Te Amo...

17 Eu não desisto de você!


Notas iniciais
Olá! Mais um capítulo que demorou, mas veio!!!!
Espero que gostem, curtam, se sensibilizem, enfim...
Espero também por comentários!!!! Quem será o dono do comentário de número 100????!!!!!!

Esse capítulo vai para a Miley Mars, que fez uma capa linda e maravilhosa para essa fanfic!!!! Aliais meus leitores, a Miley é como minha co-autora (me dá boas ideias, capas de fic, avalia o que escrevo, me sugere letras de músicas para a fic...) e fora isso é oficialmente a pessoas que mais converso sobre os rumos do mangá!!!! Ou seja, ela também merece créditos!!!!

Leiam as notas finais, tá?!?!!

No capítulo anterior...

Shizune se sentia desconfortável, dolorida, mas mesmo assim reuniu forças para explicar a situação a Naruto “-Ela está sangrando muito.” E Naruto impaciente logo contestou “-Já vi a Sakura-chan curar sangramentos em um estalar de dedos.”

“-Naruto, preste atenção. Não é só isso, é um conjunto de fatores.” ela dizia com a voz embargada “-Ela está sem chakra e por causa disso, está difícil de controlar o quadro clínico dela. Ela não está reagindo como esperado. Ela está em coma. Ela está tendo uma série de pequenos colapsos.” O loiro a cortou “-Você tem que...” Mas antes que ele prosseguisse, a médica continuou, expressando um certo nervosismo na sua fala “-Naruto, me entenda! Não vai dar tempo. Ela precisa de melhores recursos, ela precisa de Tsunade.” Naruto a olhou confiante “-Eu vou levá-la.”

E então ele se abaixou ao lado de Sakura, e viu que contra vontade a médica interrompeu o fluxo de chakra que direcionava a ferida. Shizune fechou suas mãos e amargamente soltou um soluço, e não conteve um choro mais intenso. “-Me de ela aqui”- o loiro disse autoritariamente.E com isso a levou para onde Tsunade estava, o campo número dois.



Capítulo 17: Eu não desisto de você!



Percorrendo o caminho

Ele realmente não sabia quanto tempo ninjas normais demorariam para fazer esse trajeto que ele fazia agora, mas ele tinha a plena certeza de que ele o faria mais rápido do que qualquer um. Ele era filho do Yondaime, e só esse fato já era suficiente para tal justificativa. Ele tinha plena confiança que chegaria o mais rápido possível, correria incessantemente até deu destino, ele chegaria a tempo e salvaria a sua Sakura-chan.

Eram essas suas metas.

A cada superfície que seus pés pisavam, a cada espaço que ele avançava, mais sua confiança aumentava. Mentalmente ele ouvia a raposa falando dentro de si, nesse momento, apenas Kurama lhe servia de companhia. Sakura estava desacordada, com sua respiração fraquinha, mas ainda estava viva, respirando... No seu interior, o loiro sentia um misto de medo e ansiedade e queria a todo custo aumentar cada vez mais sua velocidade. No meio de tanta loucura, ele finalmente cedeu ao diálogo com a raposa, a única maneira que ele vislumbrou de não pirar no meio de tanta tensão.

“-Ei moleque, finalmente resolveu falar comigo.”

“-Ou isso ou eu enlouqueço.”

“-Hum. Você é um verdadeiro baka.”

“-Ora! Por que está dizendo isso?”

–“Você se expôs demais.”

“-Se você for ficar de conversa fiada eu vou parar de falar com você.”

“-Ora seu pirralho, eu estou falando porque quero seu bem.”

“-Owm. Admita que você me ama Kurama!”

“-Moleque cretino.”

“-Haha!”

“-Não quero mais assunto com você!”

“-Ah não! Fala para mim, o que eu estou expondo?”

“-Sua fraqueza.” E assim Kurama silenciou em seu interior, deixando o Uzumaki sozinho para refletir sobre as palavras que lhe foram ditas. “Minha fraqueza.”, pensou o loiro. Ele então mais uma vez tomou consciência da garota em seus braços, analisou tudo o que fizera naquele dia, como se comportara nessa situação. Pensou nos seus atos, palavras e ações e por fim compreendeu o que seu demônio interior queria dizer. Ela era seu limite, sua fraqueza, aquela pela qual ele faria de tudo, que ele fez tudo o que fez nesse dia. E ele estava deixando isso claro para quem tivesse inteligência para perceber. Mas mesmo diante disso tudo, mesmo com essa constatação, ele não se apavorou, afinal, ele sabia o que ela representava, sabia que ela era seu limite, apenas não sabia como se comportaria caso algum cretino a machucasse, caso ela estivesse entre a vida e a morte, era penas isso que ele não sabia, até agora...

E ele não se assustou com suas reações, não mesmo. Não se arrependia das suas ações e palavras, nem um pouco. Se ele havia se exposto, como dissera a raposa, por um lado era até bom. Sim, era bom, porque assim todos saberiam do risco de vida que correriam se ao menos olhassem de modo ameaçador para sua flor de cerejeira. E se algum maldito quisesse usá-la para atingi-lo, “Como o Uchiha-teme fez”, ele simplesmente acabaria com o maluco sem dó nem piedade. Era isso. Depois dessas divagações, ele respirou fundo, constatou que de fato estava num estado de espírito perigoso, que jamais vivenciara antes e que Kurama não tinha nada a ver com isso; tudo o que sentia -sua raiva, seu desejo de matar, sua sede de vingança, seu extinto ameaçador e cruel- tudo isso era relacionado apenas a ele, aos seus sentimentos feridos e abalados por causa dela. Por que ela estava ferida, quase morta, fraca, machucada, e isso lhe era inconcebível. E com isso ele constatou que era um cara perigoso, quando o faziam chegar no seu limite, e diante disso, resignado pensou que, no fundo, bem lá no fundo, tinha muita pena dos idiotas que pudessem vir a se atrever a ir contra suas vontades, quando essas estavam relacionadas com a linda garota de cabelos rosa, que agora ele carregava no colo. Ele tinha muita pena dos idiotas que nesse momento se punham na sua frente, bloqueando o seu caminho e o impedindo de cumprir seus objetivos.

Ele havia chegado onde queria, estava quase lá quando, em vislumbrou, em sua opinião, “Três idiotas desconhecidos” que o pararam para lhe dar um maldito recado. “-Naruto-san, os cinco Kages lhe convocam para uma reunião extraordinária e obrigatória.” O Uzumaki apenas riu diante dessa informação, mas não foi um riso de humor, pelo contrário, um riso que, para variar, soava ameaçador. Ele encarou sério os três shinobis desconhecidos e com uma áurea nada simpática disse “-Diga aos cinco Kages que eu estou convocando a Tsunade-Sama aqui e agora.” Aninhou melhor a rosada em seu colo, ação que fez com que os ninjas percebessem melhor a situação toda em o Uzumaki se encontrava, e sem ter o que dizer ou fazer, eles saíram em disparada até onde os chefes shinobis se encontravam, mas isso com bons segundos de atraso após o loiro voltar a correr em disparada até a tenda médica.



No campo de concentração II

Estava cada um cuidando de seus afazeres, ou melhor, não tinha muito para se fazer por lá, apenas estava cada qual em seu canto, cansados, esperando por ordens dos seus superiores ou quem sabe notícias do que acontecia com seus amigos. Kiba ainda se encontrava ferido, estava entediado recostado em Akamaru, perto de si estava Neji, que muito mal conseguia esconder sua preocupação por Hinata estar envolvida com a luta de Naruto.

Ino se encontrava angustiada, ora parava quieta num canto, com o olhar triste e baixo, ora andava freneticamente de um lado para o outro, murmurando palavras de baixo calão. Tenten e Shino estavam quietos no canto deles, a kunoichi estava afiando a mesma kunai há horas. Shikamaru, como sempre, observava as nuvens, e Temari observava Shikamaru. Kankuro estava rabugento num canto, lamentando ainda os estragos provocados em seu boneco.

Estavam assim, todos distraídos, quando perceberam Kiba ser arremessado por seu cachorro, que ficou de pé e começou a latir agitado, e com esse ato, todos como que despertaram do transe em que se encontravam, e não precisou passar muito tempo para que aqueles ninjas entendessem o porquê dos latidos: de repente, diante de seus olhos, ao longe, apareceu Naruto com Sakura em seus braços, num estado físico lastimável.

Ele nem sequer tomou conhecimento de quem eram os ninjas que ali estavam, apenas reduziu sua velocidade quando percebeu que de fato havia chegado. Com seu coração batendo a mil por hora, ele se controlou e diminuiu seu ritmo, quando percebeu, havia parado bruscamente diante do caminho principal do campo de concentração. Sentiu que muitos olhares lhe foram direcionados e percebeu que nenhum daqueles ninjas ali presentes tiveram a coragem de pronunciar uma palavra diante daquilo que viram. Ele então começou a caminhar a passos largos, visualizou ao longe a tenda que muito provavelmente seria a dos médicos, e nisso que seguia andando, apenas ganhava olhares espantados e um silêncio constrangedor.

Ficou na dúvida do por que exato dessas reações, se era por Sakura estar ferida, se era sua áurea assassina ou se era algum outro motivo, os dois talvez. Nisso que se aproximou da tenda, reconheceu algumas pessoas que estavam por ali, amigos seus que o olhavam apavorados. Quando chegou mais perto, se enganou ao achar que eles correriam para rodeá-lo e perguntar o que tinha acontecido, ao contrário, ficaram todos estáticos o encarando com olhares apavorados, em puro silêncio e pavor. Mais uma vez não tinha certeza do que estava causando ao certo esse efeito, mas logo ouviu Shikamaru chamando por seu nome, e ainda caminhando, porque em momento algum ele parou sua caminhada para observar essas pessoas, ele apenas pediu que ele chamasse Tsunade com urgência.

E desconsiderando tudo a sua volta, ele invadiu a tenda médica, empurrando qualquer um que passava na sua frente. Um enfermeiro que se encontrava em uma das repartições, executando alguns procedimentos, notou o tumulto que de repente se apoderara daquele ambiente hospitalar, e saindo de onde estava, olhando para o corredor, viu apenas um alvoroço em volta de um ninja, que se encontrava escondido em volta de tantos enfermeiros e médicos, e aparentava ter alguém nos braços. O enfermeiro, que era o chefe daquele turno, logo se pronunciou com uma voz autoritária “-Ei! Você não pode invadir a tenda hospitalar desse jeito!” Imediatamente o ninja que até então estivera encoberto, ganhou visibilidade quando todos se afastaram um pouco de si, permitindo que o enfermeiro chefe o visse, e engolisse em seco ao perceber que se tratava de Uzumaki Naruto, envolto no seu manto de chakra, com a discípula da Godaime em seus braços.

Antes mesmo que ele pudesse se redimir, ele percebeu o ninja caminhando em sua direção, e lhe dizendo “-Ah, eu não posso? Veja bem, se ela morrer, não vai sobrar nem resto dessa tenda. Entendeu?” O rapaz apenas encolheu um pouco e com a voz fraca respondeu meio gago que havia entendido, e em seguida indicou o caminho que Naruto deveria seguir, caminho que levava a ala de terapia intensiva. Convocou mais dois enfermeiros e mandou chamar Abura, uma das médicas que estava de plantão. Quando estavam todos dentro do recinto, todos meio acuados, diga-se de passagem, o enfermeiro pediu que o Uzumaki depositasse a garota na maca e se retirasse do recinto, e como resposta ganhou um olhar raivoso, que queria dizer “Bem capaz de eu fazer isso.”

A médica então se aproximou mais dele e se pronunciou, “-Para que possamos tratar dela...” Mas foi cortada pelo loiro, que apenas disse “-Só Tsunade vai tratar dela.” E como que por telepatia, assim que terminou de dizer suas palavras ouviu a voz da Godaime se propagar de longe e assim ele percebeu que ela caminhava a passos rápidos e firmes, e gritava com as pessoas dizendo “-Onde está aquele abusado?!” e foi de repente que ele a viu romper pela entrada daquela ala, alvoroçada e com uma olhar bravo, mas que se amenizou imediatamente quando o viu, e quando viu sua discípula. Passado o choque, ela se aproximou do rapaz e com seriedade disse “-O que houve?” Naruto respirou fundo, e trabalhou sua mente para puxar na memória aquilo que era mais importante falar “-Ela está em coma. Sem chakra. Ferida. Teve paradas cardiorrespiratórias. Segundo Shizune está tendo pequenos colapsos. E meu chakra, eu acredito, está a mantendo viva.”

Tsunade balançou a cabeça em compreensão, e começou a dispensar ordens para os que estavam ali presentes, e depois de todos estarem agitados arrumando tudo para que a Hokage pudesse agir, enquanto ela mesma se direcionava para outro lugar para se preparar para os procedimentos, ela ainda assim continuou um diálogo com o rapaz “-Quanto tempo você agüenta?” ela se referia ao manto da raposa “-Não muito.” Ele notava a agitação de todos ali presentes, e percebia que ela não chegava nem perto da sua agitação interior. “-Quanto tempo você demorou para chegar?”, ela perguntou assim que retornou ao recinto. “-Não sei.” Foi a sua resposta. Assim que Tsunade viu que tinha tudo que precisava, equipe, pergaminhos e aparelhagem, ela soltou um forte suspiro, olhou para o Uzumaki e disse “-Me dê ela Naruto.”

Foi com essas palavras que o loiro entrou numa guerra interna...

...porque na verdade, ele não queria desgrudar da sua rosada, ainda que soubesse que isso era mais do que necessário, era essencial.

Ele estava relutante e com medo, medo de que tudo desse errado e que ela morresse assim que perdesse o calor do chakra que a envolvia. Involuntariamente, ao ouvir essas palavras da Godaime, Naruto aninhou Sakura melhor em seu colo, depositou uma das suas mãos no coração dela e sentiu o quanto ele estava fraco. Deixou-se perceber a respiração quase muda dela, deixou-se ver o quanto ela estava ferida e suja, destruída. Ele não encontrou os olhos esmeraldas o encarando, e isso fez com que seu interior desse uma reviravolta de medo, nunca havia sentido tanto medo em sua vida. Com pesar ele fechou os olhos e respirou fundo, quando soltou o ar, voltou a encarar Tsunade, ela que havia compreendido tudo, e que sem dizer uma palavra foi capaz de lhe transmitir uma certa confiança. Ele então, resignado, e com lágrimas nos olhos, beijou ternamente os lábios da garota que até então ele manteve viva, aninhada em seus braços, e como lhe foi indicado, ele se separou dela em seguida, deixando-a em cima de uma maca.

Pediram que ele saísse, e a contragosto ele o fez, mas não antes de sentir mais uma pontada de dor ao perceber que mal a privara de seu manto de chakra, e ela já estava entrando mais uma vez num estado de convulsão. Seus pés o teriam mantido parado ali, caso um dos enfermeiros não o tivessem empurrado para fora do local e o encaminhado para fora da tenda médica. Do lado de fora ele parou, diante de todos os seus amigos, e com os olhos fechados, concentrou-se e desativou o manto de chakra que o rodeava, revelando assim seu real estado, que na sua opinião, soava mais assustador do que o anterior.

Ele estava com suas roupas rasgadas, totalmente desgrenhado e extremamente sujo, sujo do sangue dela. Sangue que manchava seus braços, seu abdômen, seu rosto e seu coração. Sangue que o fez lembrar o quanto ela havia sido ferida naquele dia, e o quanto seu interior sofria agora com medo de perdê-la. Sangue que o fez ignorar cada um dos que ali estavam presentes e caminhar para longe daquele local, porque tudo o que ele queria agora era ficar sozinho.

Continua...

Notas finais
Gostaram???? Comentários????

Vejam só, a Lia finalmente vai entrar de férias!!!! (Falta só uma semana-olhinhos brilhantes e ansiosos)!!!!
Enfim...
Isso significa que teremos mais frequência nas postagens!!!!!!

Bem, quero dizer que não abandonei nenhuma fic minha, hein?!!! Meu problema é pura e simplesmente falta de tempo... =(

Então...
Até breve!!!

Obs.: A próxima postagem de "só queria dizer que te amo..." se dará (muito provavelmente) com dois capítulos de uma vez só!!! =)