Só Desta Vez...

1 One-Shot - Só desta vez


Notas iniciais
Yooo, povo! Minha primeira fic de Kuroko no Basket! Eu estava prometendo esta há tempos, porém não conseguia decidir qual casal escrever. Complicado, viu? :/ kkkkkkkk Enfim! A história se passa na época que a Kiseki no Sedai ainda estava formada, ou seja, Kuroko e Aomine ainda eram melhores amigos e sombra e luz. Espero que gostem! *-* Enjoy! õ/



Adolescentes. De acordo com o dicionário, ‘que está na adolescência’.



Hunf, criativo... – Pensou em suspiro, abaixando o livro sobre sua face e o deixando ali.



O dono dos orbes azuis não gostara nem um pouco dessa definição. Procurava algo mais como “pessoas com hormônios a solta, querendo agarrar qualquer um” ou “fase confusa onde deveria ignorar completamente qualquer atitude que quisesse tomar”, ou até, quem sabe, “momento da vida em que se é normal sentir atração por seu melhor amigo”. Ok, essa última era específica demais. O que não mudava o fato que esse era o seu problema.



Suspirou de novo. O dia não estava começando muito bem.



Kuroko encontrava-se em sua escola, deitado embaixo de uma árvore ao lado da quadra de basquete, onde dali a algumas horas começaria outro treino. Seus cabelos azuis estavam espalhados sobre o granito, as folhas farfalhavam sobre sua cabeça, produzindo um barulho agradável. De roupa, ele vestia seu típico uniforme de blusa também azul, com um paletó branco e calças sociais negras. O rosto de traços finos, coberto pelo livro, mantinha sua típica impassibilidade, ainda que sua mente estivesse longe de aparentar tamanha calma. Pelo contrário, na verdade. Kuroko nunca estivera tão desesperado.



Não demoraria muito para que, como em toda aquela última semana, desse o horário que o azulado mais temia no dia. Akashi, com o capitão do time, jamais lhes dera um único dia de folga. E o grupo não reclamava, afinal sempre souberam que precisavam treinar para ficarem cada vez mais fortes e vencerem. Era parte da rotina. Se tornara natural para todos.



Porém desta vez o pequeno não se encontrava nem um pouco animado para jogar seu amado basquete e ver seus companheiros. Principalmente sua dupla e o ás da Kiseki no Sedai, Aomine Daiki. O azulado detestava admitir, mas estava com certo medo de encontrá-lo. Principalmente depois do jogo do fim de semana anterior.



Kuroko havia evitado qualquer contato com o moreno durante toda a partida. Tivera um sonho, digamos, bem estranho com o amigo que o deixara verdadeiramente assustado. Precisava pensar, estava confuso. Só de cogitar a possibilidade de ter que encarar o parceiro, o azulado já sentia seu coração disparar e seus pelos arrepiarem. Por isso, simplesmente evitou direcionar seus passes a ele, dando preferência ao Kise, que pareceu bastante surpreso e feliz por ter sua atenção.



Aomine, como era de se esperar, não gostou nem um pouco.



Tentou questioná-lo em meio ao jogo, mas graças a sua pouca presença, conseguira escapar e evita-lo até o dia atual. E mesmo agora, ciente do que sentia, o menor não tinha a menor ideia de como deveria encarar o mais velho. Era como se um turbilhão de sentimentos estivessem bagunçando qualquer raciocínio seu. Por isso que estava tão afastado dos outros. O problema era que sabia que o moreno não deixaria isso passar tão facilmente. Definitivamente não iria.



–Oe, Tetsu. – A voz grave invadiu os ouvidos pouco preparados de Kuroko, que arregalou os olhos de leve, contraindo seu corpo. Ele não esperava que logo ele viesse tão cedo. Respirou fundo, tentando manter a calma e controlar seu ritmo cardíaco. O que era difícil. – Oe! Está ouvindo?



O dono da voz retirou o livro da face do azulado, que franziu quase imperceptivelmente a sobrancelha por causa da claridade repentina que irritava seus olhos, antes de voltar a sua típica face inexpressível. Era mesmo Aomine que lhe chamava, com seus típicos cabelos negros curtos e rebeldes, a pele morena e os olhos azuis escuros, que agora transmitiam certa irritação. Sentou-se lentamente, repetindo um mantra qualquer para se manter calmo. A última coisa que queria era parecer um idiota diante do companheiro. O problema era que sua mente não concordava com isso.



–Oi, Aomine-Kun. –Foi o melhor que conseguiu pensar. Aomine franziu o cenho.



–Huh? O que você quer dizer com “Oi, Aomine-Kun”?! Por que você está me evitando? – Ele foi direto ao ponto, como sempre. Kuroko teve que conter a vontade de fugir. Que não era pouca.



–Não estou te evitando. – Mentiu.



–Lógico que está!



–Não estou.



O moreno rosnou. Seu nível de irritação encontrava-se bem alto nesse momento. Fazia quase uma semana que o companheiro o estava evitando descaradamente. O pior é que não tinha nem ideia do que havia feito! Tentou lembrar-se de algo que pudesse ter o magoado, alguma briga ou fala sua, mas não conseguia recordar nada nem ao menos parecido. Chegou ao extremo de questionar Kise se ele tinha alguma informação, a contragosto, já que ele havia sido o centro das atenções do azulado desde então, porém este também não sabia o porquê. Achou, então, que ao falar com o azulado isso se resolveria. Pena que estava errado.



Mesmo agora, o dono dos orbes azuis continuava estranho, evitando olhar em seus olhos e nitidamente tenso. Teve que conter um grunhido, respirando fundo. Conhecendo Kuroko como conhecia, sabia que gritar com ele não ajudaria em nada. Suspirou.



–Toma. – Disse, estendendo um pacote de picolé para o azulado, a outra mão no bolso da calça.



Kuroko arregalou os olhos, surpreso. Seu coração acelerou, suas bochechas coraram de leve, não só pela ação em si, mas pela ideia de ganhar um doce. Aomine continuou com o braço erguido e olhos apontados para a quadra até que ele o pegasse, mesmo que com certa hesitação. O menor, mesmo encantado, não conseguia entender de onde vinha essa ação repentina. Não era normal o moreno lhe comprar alguma coisa. Definitivamente não o era. Observou, confuso, o sabor. Limão. Aomine não gostava muito deste, ao contrário de si, que sempre dissera que era um de seus favoritos. Ergueu seu olhar para ele novamente. Mil perguntas invadiram sua mente. Ele havia comprado para si? Por quê? Seria um pedido de desculpas? Um presente? As dúvidas continuavam...



Aomine o fitou brevemente, ignorando o olhar questionador do outro com certo constrangimento, bagunçando os próprios cabelos e se sentando ao seu lado. Ele não podia dizer em voz alta, mas era óbvio que havia comprado o picolé para dar ao menor. Achou que assim ele iria ao menos ouvi-lo. E estava certo. O conhecia bem. Não havia maneira melhor de prender a atenção do azulado do que com algum doce. E ainda sim, ele continuava a fita-lo confuso.



–...Obrigado. –Kuroko finalmente agradeceu, ainda levemente aturdido, abrindo o pacote e mordendo o primeiro pedaço do picolé. Imediatamente seus olhos azuis passaram a brilhar. Aomine sorriu, satisfeito diante do pequeno – quase imperceptível — “sinal” de felicidade. Com uma perna dobrada e um braço sobre esta apoiando seu rosto, ficou o observando comer em silêncio. Até que não aguentou mais.



–Oe, Tetsu. – Chamou novamente, fazendo o azulado fita-lo com o sorvete preso na boca. – Porque está me evitando? Eu te fiz algo?



Kuroko se surpreendeu com a pergunta e o tom sério que o outro usou. Engoliu o sorvete, observando a face irritada, e ainda sim preocupada, de sua luz. Era muito raro vê-lo usar um tom assim, exceto nos jogos. Isso quando a coisa começava a complicar demais para que ele se controlasse. Aomine definitivamente estava querendo resolver a situação e parecia determinado a fazer isso. Era pouco provável que fosse desistir sem uma boa resposta... Ah!



Arregalou os olhos.



Era verdade. Não podia ficar fugindo dele para sempre. Finalmente se dava conta disso. Sentiu-se praticamente um estúpido, tentando evita-lo como se fosse a melhor solução para ambos. Aomine era quem ficaria preocupado sem saber o porquê, como no atual momento. Precisava ser forte e aguentar isso até que passasse, sem agir estranho ou descontar sua covardia no outro. Afinal, ele não tinha culpa nenhuma nisso, não conscientemente. Não era justo que fosse ele que sofresse as consequências. Iria agir como antes, pelo bem do companheiro e de sua amizade, por mais que achasse que isso era impossível.



Com o máximo de coragem que pode reunir, mordeu de novo o sorvete e estendeu o restante para o moreno.



–Aceita? – Perguntou, mantendo o braço diante dele. Aomine arregalou os olhos, confuso. Fitou surpreso o azulado, tendo seu olhar sustentado pelos olhos azuis claros que não se desviram dos seus nem por um segundo. Por fim, sorriu divertido. Kuroko parecia ter voltado ao normal. E gostou disso. Muito mesmo.



–Heh, mas é claro! – Sorriu, segurando o braço do azulado e aproximando sua boca do sorvete. Kuroko estremeceu ao toque, e mesmo se xingando mentalmente, fitou quase hipnotizado a boca de Aomine se aproximar do picolé, ainda que seu rosto demonstrasse o mesmo de sempre. Porém a coisa não parou por ai.



Aomine o conhecia melhor do que ele esperava. Ele notou o olhar do amigo sobre seus lábios e sua reação quando o tocou. Como um estalo, lembrou-se de tudo que havia ocorrido nos últimos dias, as faces vermelhas e a falta de jeito do outro, juntando-os e chegando há uma resposta. Teria arregalados os olhos em surpresa, se isso não lhe fosse tão conveniente.



Quem diria que o azulado sentia o mesmo que ele?



Sempre se interessara pelo companheiro, ainda que este nunca tivesse notado. Sempre reparara nos cabelos azuis claros caindo em uma franja sobre os olhos da mesma cor. No corpo magro, ainda que houvesse alguns músculos, no seu rosto pequeno e de traços finos, aparentando sempre uma impassibilidade irritante que intensificava com o fato de sua presença ser quase nula, ainda que parecesse ter uma estranha fragilidade. Era simples. Mas de algum modo, encantador. Aomine simplesmente adorava aquela combinação. E a queria só para si. Kuroko era seu. Ponto. Ou era o que pensava.



Quando o azulado simplesmente o ignorou durante o jogo, focando suas atenções ao loiro idiota que sempre demonstrara certo interesse no menor que nem ao menos parecia ter notado isso, quase matara alguém. Como era irritante! Aomine poderia ficar o resto da vida contando quantas vezes já quisera voar em cima de Kise quando o via abraçado com a SUA sombra. Mesmo assim, com certa dificuldade, se controlou, achando que era apenas em um jogo, que talvez Kuroko estivesse doente ou qualquer merda do tipo. O que não esperava mesmo era que ele insistiria em evita-lo e conseguiria escapar dele por uma semana inteira.



Quando ia procura-lo em sua sala, ele fugia não sabia nem como. Não o vira mais no refeitório, chegou a cogitar até o telhado, mas nada também. Nem sequer conseguia falar com ele durante os treinos. Aomine ficou furioso como há tempos não ficava. Aquilo era frustrante demais para ele poder suportar. E quando viu o azulado sozinho, deitado ao lado da quadra, não pensou duas vezes em comprar um sorvete na máquina ao lado e descer para conversar. E agora lá estava ele, com ideias mais do que confusas sobre a reação do menor ao tocá-lo.



Será que era isso mesmo? Kuroko estava o evitando porque sentia algo a mais por si?



Só de pensar nisso o ás da Kiseki No Sedai sentia vontade de sorrir. Porém ainda não tinha certeza. Era muito repentino e arriscado, afinal ele guardara esse sentimento por um longo tempo e a última coisa que queria era tomar uma atitude precipitada. O máximo que poderia fazer era tentar algo para ver a reação do menor. Sorriu, tendo uma ideia. Definitivamente devia testar.



Olhou novamente para o sorvete ainda estendido para sim, com certo brilho nos olhos. Aproximou-se, segurando o braço do outro para pegar um pedaço, quando repentinamente puxou Kuroko em sua direção, erguendo-o com facilidade e colocando-o em seu colo, de lado. O dono dos orbes azuis assustou-se com a atitude, não podendo evitar de corar de leve ao estar tão próximo do outro. Seu coração acelerara. Aomine apenas sorriu.



–Assim é melhor, não é? – Disse divertido. Kuroko que ainda parecia aturdido demais para formular qualquer frase, piscou os olhos algumas vezes, até finalmente voltar a sua expressão impassível de sempre.



–Isso foi desnecessário, Aomine-Kun. – O repreendeu, tentando aparentar indiferença, lembrando-se mentalmente que prometera agir como antes, voltando a morder outro pedaço do sorvete e estendê-lo – agora bem menos, devido à proximidade – para o companheiro.



Aomine riu. Kuroko não estava conseguindo despistar mais. Era quase fofo as tentativas dele de agir naturalmente. Sorriu malicioso. Isso era tudo que sempre quis. Queria ver mais e mais reações dele. Qual seria o sabor de seus lábios? De algum modo, achou que tinha o direito de descobrir.



De repente, sem qualquer aviso, Aomine puxou Kuroko pelo pescoço, colando os dois lábios. O azulado arregalou os olhos, soltando o picolé que segurava devido ao susto, sentindo o outro forçar sua língua contra sua boca, conseguindo facilmente, explorando sua cavidade. Estava tão chocado que nem sequer conseguiu corresponder. O moreno se afastou apenas um pouco, fitando o outro direto nos olhos azuis claro.



–É doce. – Ele afirmou, lambendo os próprios lábios.



Kuroko não podia acreditar no que estava acontecendo. Continuou de olhos arregalados e boca entreaberta, soltando o ar descompassadamente, tentando processar aquela nova informação. Como podia...? Seria outro sonho?



Aomine, notando a confusão mental do outro, sorriu, se afastando e se sentando melhor contra a grade, parecendo aproveitar a brisa que bagunçava seus cabelos negros. Kuroko continuou a observá-lo completamente estático, até que finalmente pareceu entender o que havia acontecido. Engoliu em seco, sorrindo minimamente.



–Aomine-Kun. – Chamou.



–Hm? – O moreno se virou para ele, e para sua total surpresa, Kuroko estava próximo o suficiente para beijá-lo de novo, o fitando com os orbes azuis tão intensos que teve duvidas se realmente pertenciam ao mesmo azulado que agora a pouco estava vermelho de vergonha. E então, para seu total choque, Kuroko lambeu seus lábios, de cima a baixo, circulando ambos os braços em volta de seu pescoço. Aomine estava completamente estupefato.



–Tome responsabilidade sobre seus atos, por favor. – Ele disse calmamente, com sua típica expressão séria. Aomine sentiu seu baixo ventre queimar só de ouvir tais palavras. Como adorara aquilo! Queria mais. Queria muito mais.



–Você que pediu por isso. – Avisou em um sorriso antes de colar seus lábios de novo, pedindo passagem, agora tendo-a atendida prontamente. Teve que controlar um grunhido de satisfação quando sentiu a língua do outro corresponder a sua. Se havia qualquer índice de autocontrole que o restringia até agora, ele definitivamente não existia mais.



Abraçou Kuroko com mais força, colando seus corpos, aprofundando ainda mais o beijo. O azulado correspondeu o gesto, gemendo entrecortado ao sentir as mãos do moreno passar sobre seu peito e barriga, antes de prendê-lo firmemente na cintura. Ambos disputavam por espaço na boca alheia, tornando aquilo tudo ainda mais intenso e urgente, com direito a breves deslumbres das línguas atrevidas a cada movimento, assim como um ofegar descompassado sempre que tinham chance. Porém foi ao notar a mão atrevida tentar entrar em baixo da sua blusa, que o menor se deu conta de onde estavam.



–Ei, Aomine-Kun. – Chamou sem fôlego, tentando afastar sua boca do moreno, que o ignorou, beijando-o de novo. Soltou um gemido abafado, franzindo o cenho, utilizando suas duas mãos para tentar empurrá-lo, falhando terrivelmente. Aomine era muito maior, mais forte, e não parecia estar nem um pouco disposto a ceder. Kuroko ergueu um olhar irritado para ele, ficando mais sério.



Com um único movimento, inicialmente provocante, torceu com força um dos mamilos do moreno, que finalmente se afastou em um pulo, gritando de dor.



–Auch, essa doeu! – Ele reclamou, colocando a mão sobre o local ferido, passando a fitar raivoso o azulado. – Oe, Tetsu, que merda foi essa?!



–Você não estava me ouvindo. – Kuroko respondeu com simplicidade.



–Que? E daí? – Aomine estava mesmo irritado. Kuroko não se abalou, até mesmo se divertindo com sua reação.



–Então eu te fiz escutar.



O mais alto rosnou para ele, fuzilando-o com o olhar. Bagunçando os próprios cabelos para controlar o nervosismo e resmungando baixo, olhou em volta, notando que o sol já estava alto, provavelmente logo seria o horário do almoço. Ou seja, logo toda a Kiseki no Sedai estaria ali.



–Tsc! – Grunhiu, levantando-se. Kuroko continuou a fita-lo, imaginando o que ele faria agora, até que se surpreendeu. Aomine o puxou pelo pulso, erguendo-o do chão com facilidade, colocando-o em seu ombro e levando-o pendurado ali mesmo. O menor soltou uma exclamação muda, ficando vermelho rapidamente.



–Pare! Aomine-Kun! – Protestou, debatendo-se e sentindo a face queimar de vergonha devido à posição que se encontrava em plena escola. Aomine, por outro lado, parecia nem ouvir, seguindo com ele em direção ao galpão onde eram guardados os materiais da Educação Física, jogando Kuroko lá dentro e fechando a porta logo depois.



Kuroko gemeu baixo com o impacto, olhando irritado para o companheiro, que não lhe deu tempo para pensar, beijando-o rapidamente. O menor não viu outra opção se não corresponder, deixando seu corpo ser coberto pelo o do outro, deitando ambos no chão. Soltava gemidos abafados, tentando acompanhar o ritmo do moreno, que tornava aquilo cada vez mais intenso e difícil de ser negado. Não que ele quisesse negar, é claro.



Na verdade, Kuroko ainda não podia acreditar que estava ali. Antes a possibilidade de confessar para o amigo era quase nula! Agora estava em um quartinho com ele, beijando-o loucamente! Suas mãos tremiam de pura ansiedade e...medo. Sim, medo. Estava apavorado com a ideia de aquilo ser apenas momentâneo, algo do calor do momento, e não com sentimentos. Ele queria um namorado, não uma “transa”. Tinha medo que depois disso, Aomine o deixasse. A única coisa que o mantinha ali era sua convicção de que o companheiro jamais faria isso. Ou ao menos, acreditava que não.



Aomine continuou com seus toques, adorando marcar todo pedaço de carne que achava, gemendo rouco de vez em quando no pescoço de Kuroko, que estremecia facilmente, desfazendo aos poucos a posição de defesa que inconscientemente havia tomado. O moreno só o provocava mais, mantendo ambos os orbes fixos no outro e em suas reações, fazendo questão de decorar cada segundo de tudo aquilo.



Porém, de tão distraído e focado, acabou assustando-se ao ouvir vozes por perto, erguendo o olhar para a porta, relaxando quando percebeu que não vinham nessa direção. O que não mudava o fato que logo daria o horário do almoço, ou seja, o número de pessoas ao redor só tendia a aumentar. Grunhiu, irritado. Por que sua cabeça de cima ainda estava pensando mesmo?



–Aomine-Kun... — Kuroko chamou baixo, o despertando de seus pensamentos. – ...O treino...



–Sim, eu sei. – Confirmou, não precisando que ele lhe falasse isso, acelerando o passo.



Agilmente, esgueirou sua mão embaixo da blusa do azulado, erguendo-a, finalmente expondo o torço pálido e tentadoramente delicioso para seu toque. Desceu seus lábios em direção aos mamilos rosados, lambendo-os lentamente, arrancando um gemido realmente alto do azulado, que tampou a boca com a mão de imediato, completamente vermelho. Aomine ergueu o olhar para ele, surpreso e encantado. Pelo visto finalmente descobrira um ponto fraco de sombra. Sorriu.



Ainda usando a língua, continuou com movimentos circulares, brincando com aqueles pequenos botões rosa, que a cada volta, se eriçavam mais e arrancavam gemidos altos e abafados do menor, que se contorcia imerso em seu próprio prazer. Aomine poderia ficar nessa o dia inteiro, porém era uma pena que não dispunha de tanto tempo assim. Sem falar que não aguentaria esperar.



Com uma das mãos, tratou de abrir o cós da calça do outro, abaixando o zíper e se livrando daquele pedaço de pano irritante, descobrindo completamente as pernas do azulado. Não resistiu, distribuindo mordidas em chupões por toda aquela extensão, provocando o menor que respirava entrecortado, gemendo baixinho, ansioso. Por fim, finalmente Aomine deu atenção à parte mais necessitada do mais novo. Cutucou-o na glande, testando o azulado que estremeceu em resposta, até que finalmente agarrou com tudo aquele pedaço de carne pulsante, fazendo Kuroko curvar a coluna em um espasmo, gemendo sonoramente. Sorriu divertido, passando a língua por seus lábios. Céus, como estava adorando tudo isso!



Com movimentos rápidos e precisos, começou com um vai e vem ritmado, arrancando gemidos e arrepios do azulado, que tentava se controlar tampando seu rosto com o antebraço, sempre em vão. Aomine mesmo não o podia, e olha que estava apenas o tocando! Franziu o cenho para tentar manter qualquer sinal de sanidade que ainda restasse em sua mente.



Não funcionou.



Como Kuroko era lindo! A imagem do menor com o rosto corado, lábios vermelhos que se moviam com cada som que ousava escapar, e cabelos azuis bagunçados caindo suavemente sobre seus olhos embaçados em puro prazer, realmente o tirava do sério! Como era possível ter resistido tanto tempo?! Ainda não conseguia entender.



Abriu o cós da própria calça, expondo seu membro que já pingava de excitação, não aguentando mais. Inclinou-se melhor sobre o azulado, juntando o seu com o dele, arrancando um gemido de surpresa e prazer de Kuroko que teve que se segurar para que parasse de estremecer. Aomine apertou os dentes para conter sua vontade de ir com tudo no companheiro, de violá-lo ali e agora. Soltou o ar lentamente, e com a mão livre, passou a masturbar ambos unidos. Aos poucos seu corpo foi cedendo, e inclinou-se sobre o azulado, deitando seu rosto ao lado de seu pescoço, respirando pesado ao seu ouvido. Kuroko o abraçou em retorno, gemendo mais alto.



–Ao... ah! – Ele tentava falar, falhando terrivelmente, respirando pesado. Logo suas mãos se juntaram ao do moreno, que grunhiu em resposta, acelerando o ritmo.



Todos os dedos se fechavam firmes, disputando por espaço, Kuroko e Aomine gemendo cada vez mais alto, como se quisessem provocar um ao outro. O que o moreno acreditava que o azulado o fazia inconscientemente, já que parecia imerso demais na sensação para pensar em algo assim no momento, contudo, seria mesmo a cara dele agir assim. Sorriu, deixando seu peso aumentar sobre ele mais um pouco, tombando sua cabeça sobre seu ombro.



–Tetsu... Tetsu... – Passou a chamar no ouvido do outro, rouco, tornando a tarefa de resistir àquilo tudo ainda mais difícil. Não demorou para que em um gemido alto, ambos gozassem, deitando sobre o corpo um do outro, ofegantes. E permaneceram assim por algum tempo, tentando regularizar suas respirações e seu ritmo cardíaco.



Porém, desta vez, Kuroko não demorou para processar a situação em que se encontrava.



Havia feito aquilo! Havia feito aquilo com Aomine na escola, e agora haviam terminado! O pensamento sobre a ideia de tudo isso ser apenas momentâneo voltou com tudo, o deixando abalado. Será que o moreno realmente o deixaria agora? Será que se arrependeria? Que falaria que era hétero? Segurou-se melhor nele, tentando impedir que esse tipo de pensamento dominasse sua mente. Não conseguiu.



Aomine, notando a inquietação do azulado, ergueu seu olhar brevemente, sentindo as mãos tremulas agarrarem sua blusa, possessivas, voltando a fita-lo atentamente, notando como este continuava com a mesma expressão indecifrável de sempre, ainda que seus olhos tremulassem, como se temessem alguma coisa. Sorriu.



Ele era mais inocente e teimoso do que pensava. E gostava disso. Queria tudo dele. Queria um Kuroko corando, sorrindo, chorando... Ele era lindo demais para que fosse ignorado. Já imaginava que ele ficasse na dúvida depois disso tudo. Abraçou-o apertado, o fazendo arregalar os olhos, surpreso.



–Você é só meu, Tetsu. – Disse fitando-o fixamente nos olhos azuis, aproximando-se ainda mais. Seu tom de voz era o mesmo que utilizava em quadra. O mesmo que Kuroko ouvira há minutos atrás. – E nem pense em escapar de mim.



O menor corou violentamente depois disso, perplexo. Esse tipo de declaração vinda de alguém como Aomine era quase impossível de se imaginar. Sorriu abertamente, sentindo seu coração se aquecer, abraçando-o de volta. Era justamente isso que precisava. De uma confirmação que não era o único com sentimentos ali, de que não era o único que queria algo a mais. E o tivera. Do jeito Daiki Aomine de ser, mas tivera. E estava satisfeito com isso.



–É claro que eu sou só seu, Aomine-Kun. – Disse sorrindo, buscando outro beijo, sendo correspondido prontamente.



Podia ser que era apenas agora que sentiam isso. Que logo descobririam que não valeria a pena, ou quem sabe, que tinham outras metas e caminhos diferentes. Sentia que algo como isso poderia ocorrer principalmente com o moreno, que tendia a melhorar cada vez mais no basquete. Sem dúvidas, muitas coisas o aguardavam no futuro. Porém, agora, aproveitaria o que podia, enquanto podia. Só desta vez, seria egoísta e imprudente, como Aomine também o era. Só desta vez, se daria ao direito de não pensar em nenhuma consequência.

Só desta vez...



Notas finais
Yooo! :D Então o que acharam? Ruim? Bom? OOC demais? Por favor, mandem reviews para eu poder melhorar e continuar a escrever nesse Fandom maravilhoso cada vez mais! *O* hehe De todo modo, espero verdadeiramente que tenham gostado! Eu amo essa casal, apesar de gostar do Kuroko com qualquer um, praticamente! *-* kkkkkkkkkk Até a próximaa! s2
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!