Sympathy for the Devil
45 Um casamento e um (quase) funeral - Parte II
Notas iniciais
Sei que a maioria não fica por aqui de domingo - já que diferente de moi, tem uma vida kkkkk - mas já vou avisando que essa semana, talvez a fic termine :(
Vou entrar todas as noites para postar os capitulos! É!
UM AVISO: Pessoas com problemas cardíacos,poderão ter problemas nesse capitulo! KKKKKKKK
Vamos lá!
Enjoy it!
POV. Slash:
- Valeu pela carona, Earl! – Duff acenou alegremente para Earl, o cara da caminhonete. A avó de Draffy parecia enojada naquela situação, e se limitou a tirar o pouco de feno que se juntou no seu vestido Gucci.
- Isso é patético! – ela esbravejou. PJ e o irmão ajudavam Christine a descer da carroceria em segurança.
Basicamente, a maioria havia ido sentados no feno. Os únicos que desfrutaram de um bom assento de couro na parte da frente da caminhonete foram Axl, Tammy e Duff. O resto foi obrigado a passar os quinze minutos seguintes com feno na bunda e insetos voando na cara.
- O prazer foi meu, uai! – Earl acenou com a cabeça, ainda mascando um pedaço de feno. Como ele consegue? – Bom casamento ‘procês!
- Obrigada caipira – PJ bateu na porta já corroída da caminhonete e pos a mochila nas costas. Earl pisou no acelerador e saiu pelas suas movimentas de Nova York.
- O que alguém como esse homem faria em Nova York? – Dona Augusta perguntou tirando mais feno do cabelo.
- Sei lá. Talvez esteja atrás do sonho americano, querida... – Gary comentou.
- Ou queira vender todo aquele feno para uma fabrica de carne bovina. – Duff disse por fim.
- Vamos ter que correr – Izzy disse olhando seu relógio de pulso – Temos dez minutos para nos arrumarmos e entrarmos na igreja! O Axl tem quinze, já que ele é o noivo, certo Axl? Axl?
Axl olhava o céu com uma expressão boba e um sorriso retardado no rosto.
- A nuvem tem forma de pônei. E eu acho pôneis lindos. – concluiu de forma patética.
Encarei Duff e Tammy.
- Que merda vocês deram para ele?
- Nada! – Duff se defendeu. Mas Tammy continuava calada.
- Talvez eu tenha oferecido meus hormônios para ele... E talvez ele tenha aceitado pensando que eram anti – depressivos...
- Você deu HORMÔNIOS FEMININOS PARA O AXL?! – Izzy em colapso.
- Ai, Izzy, pare de gritar, não somos surdos! – Axl ralhou.
- Desculpe! Não foi por querer! – ela começou a chorar – Ele tomou de mim!
Fuzilamos Axl.
- O que foi? – ele perguntou e depois se voltou para Christine – Você pensa mesmo em entrar com esses sapatos na igreja?
- Mas o que?
- Axl, sossegue. – Izzy pediu – Precisamos fazê-lo voltar ao normal. Erin vai se casar com um homem. Não com a ruivinha aqui.
- Por que todos zombam do meu cabelo? Eu adoro a cor dele! A textura! Não quero que falem mal dele! – e começou a chorar.
- Parabéns Izzy! Graças a você ele está chorando agora! – Duff brigou.
- Graças a mim? Graças a mim? Foi a Tammy que deu essas porcarias para ele!
- Mas se o idiota do Duff não tivesse jogado o carro para fora da estrada, não teríamos que entrar naquela coisa fedorenta e vir aos trancos e barrancos para cá! – Tammy acusou.
- Eu não jogaria o carro se a Dona Perfeição e a cunhadinha dela não parassem de brigar! – Duff continuou.
- Não estávamos brigando, seu grosso! Estávamos conversando civilizadamente! Vocês que brigam, seus bêbados! – Dona Augusta entrou no meio.
- Não estávamos bêbados! – falei – Não na maior parte do tempo!
- Ninguém consegue notar que o único culpado disso tudo é o Axl? – P.J. disse irritado – Se ele não fosse um covarde não passaríamos por tudo isso!
- Podem parar de me culpar por tudo? – Axl continuava soluçando – Por favor?
Suspiramos.
- Acho que devíamos entrar e tentarmos não destruir mais esse casamento – Gary sugeriu – Vão se trocar, garotos. Aposto que a Augusta e Christine ficariam felizes em arrumar o noivo.
Augusta franziu o nariz irritada.
- Não creio que eu seria a pessoa mais adequada e...
- Augusta, pelo menos uma vez na vida, faça algo de útil! – Gary disse ameaçadoramente. Ela o olhou horrorizada e depois adquiriu uma expressão de puro ódio.
- Muito bem. Vamos Christine.
Christine a seguiu obedientemente, puxando Axl pelo braço.
Entramos atrás deles no hotel. Assim que pusemos o pé no local, o elevador se abriu, revelando uma Evie em pânico.
- GLISTER ESTÁ TENDO O BEBÊ! – gritou.
....
POV. Draffy:
Nada disso teria acontecido se Axl não tivesse fugido, ou Duff tivesse jogado o carro num barranco ou se simplesmente Erin esperasse que Axl tomasse a frente e a pedisse em casamento ao invés dela mesma tomar essa decisão.
Em primeiro lugar, eu não estaria aqui, tentando atingir notas agudas, com um coral me ajudando a liberar o meu Freddie Mercury interior.
- Some day I'm gonna be free Lord...! – Atingi essa ultima nota de cima do órgão. O quê? Se você quer ser uma estrela, aja como uma!
O coral começou a cantar baixinho.
Find me somebody to love find me somebody to love...
Pessoas antes sentadas e me assistindo começaram a se levantar e se juntar ao coro.
Find me somebody to love find me somebody to love...
Find me somebody to love find me somebody to love...
Find me somebody to love find me somebody to love...
E a velhinha no fundo, inacreditavelmente conseguiu atingir uma nota mais alta do que eu. Qual era o meu problema?
Can anybody find me somebody to love...
Terminei essa parte o mais dramática possível, mudando o tom da minha voz e arriscando um sol maior agudo. Deve ter sido o que provavelmente me ferrou. Todos continuavam, na maior alegria.
Find me somebody to love
Find me somebody to love
Find me somebody to love
Find me find me find me
Find me somebody to love!
De cima do órgão, senti a vibração da ultima nota, e a porta da capela sendo aberta com violência. Slash havia o feito e parecia lívido.
Senti minhas pernas tremerem e minha vista se apagou de repente.
Consegui ouvir apenas um ‘Draffy!’ distante.
...
...
Eu me mexi desconfortável. Um apito insistente começava a me tirar do sério. Abri meus olhos e por infortúnio, me descobri num quarto de hospital.
Ótimo.
Puxei todos aqueles fios do meu braço, fazendo o aparelho apitar mais alto e tentei me levantar da cama.
A porta se abriu e uma enfermeira e um médico entraram.
- O que você pensa que está fazendo? – ele esbravejou.
- Me levantando, oras – grunhi – Posso?
- Não. Por enquanto.
Bufei enquanto a enfermeira me ajeitava na cama novamente.
- Por que diabos eu estou aqui?
- Você caiu de um órgão e rolou pelo menos dois metros em degraus da capela.
- Como isso foi acontecer? – me perguntei.
- É o que eu gostaria de tentar entender – ele anotava algo em um bloquinho – Por isso você ainda está aqui. Estamos esperando o resultado da sua coleta de sangue.
- Coleta de sangue? Pode ser tão grave? – perguntei – Quero dizer, só me lembro de sentir uma tontura e desmaiar.
- Bem, você não parece ter labirintite nem pressão baixa... – ele continuava anotando.
Joguei minha cabeça no travesseiro.
- Eu não podia ficar esperando na sala de espera? Ficar aqui, parada, está me enlouquecendo...
Ele me olhou por cima dos óculos meia lua e suspirou.
- Vai então... – abanou a mão impaciente – Mas antes certifique –se de vestir a camisola do hospital. Ninguém precisa te ver com esse avental...
Me levantei num átimo e vesti a camisola aos pés da cama por cima do avental.
- Obrigada doutor. Ahm, você poderia me informar onde meus amigos estão?
- Na sala de espera da maternidade.
- Maternidade?
- Sim. Não ficou sabendo? Uma moça está em trabalho de parto.
- Trabalho de parto?! Oh meu Deus!
Ainda descalça sai correndo pelos corredores do hospital, atropelando cadeirantes e barrando a passagem de macas. Glister estava tendo o bebê. Naquele exato momento.
- Onde fica a sala de espera da maternidade? – parei um enfermeiro no caminho e o perguntei, histérica.
- Corredor três, sala dezessete... – me informou perturbado.
- Valeu!
Não foi difícil achar o corredor três. Entrei com violência na sala dezessete e a encontrei ocupada apenas por madrinhas, padrinhos e uma noiva.
Erin estava sentada num daqueles bancos, com seu vestido todo armado e uma cara ansiosa.
- Onde está Glister? – perguntei respirando com dificuldade.
Me encararam.
- O que você está fazendo aqui? – Slash correu ao meu encontro me abraçando – Devia estar no quarto!
- Eu estou bem. Sério. – resmunguei. Odiava ser tratada como criança – Mas e a Glister? Como ela está?
- Em trabalho de parto – Anna informou. Ela, Evie, Rudolph e Sharon pareciam fazer uma espécie de corrente, já que davam as mãos e recitavam algo incompreensível.
Slash me sentou numa das cadeiras e me deu um copo de água.
- Obrigada – tomei um gole observando ao redor – Onde estão Duff, Axl e P.J?
- Axl e P.J. estão na sala ‘proibida’ – Steven fez aspas com os dedos – Ou seja, onde estão tirando aquela coisinha de Glister. Já o Duff teve que ser levado as pressas para o pronto – socorro.
- Por quê?
- Ele desmaiou sob pressão.
Que exemplo de (talvez) futuro papai.
Ouvimos um berro da sala de parto.
- TIREM ESSA COISA DE MIM!!!!!!!!!! – Glister gritava em plenos pulmões.
- Que demora! – Tammy tamborilava os dedos na mesa. Todos pareciam ora tensos, ora ansiosos.
Eu roia minhas unhas e olhava fixamente a porta da sala de onde viam os gritos. E depois, choros.
- Choro! – Izzy comemorou.
Não demorou muito para a porta se abrir, e um P.J. esbaforido anunciar.
- NASCEU!
Todos se levantaram afobados e disputavam o espaço para entrar no quarto. Tiveram que entrar primeiro um grupo de cinco. Depois outro.
Eu fiquei por ultimo, já que Steven parecia mais animado e hiperativo que eu.
Entramos eu, Anna, Izzy, Sharon e Evie no quarto, onde Glister, deitada em uma das camas, estava radiante, segurando um pacotinho.
- Hey mamãe... – Anna entrou alegremente. Glister sorria.
- Diga ‘Oi’ para as tias e o tio Izzy, bebê... – ela fez voz de criança.
- Glister! – fui de encontro a cama – Cara, que susto você nos deu!
- Eu? Você nos deu um susto tremendo! – ela brigou.
- Quer dizer que mesmo em trabalho de parto você ficou sabendo do meu acidente? – ri.
Ela deu os ombros.
- Tenho meus contatos.
Essa aí não ia mudar nunca mesmo.
- Podemos vê-lo? – Evie perguntou cuidadosa. Izzy, mais tímido se aproximou.
- Ela, vocês querem dizer... – Glister descobriu o rostinho da bebê e revelou o cabelo cor de fogo.
- Ela é ruiva! – Izzy constatou chocado – Isso quer dizer que...
- O Duff desmaiou por nada? – Sharon riu.
- Também – concordei – Mas que Axl Rose tem uma incrível potência!
Todos gargalhamos.
- Ele já faz idéia? – perguntei.
- Sim. E Erin pareceu compreender. Afinal, isso aconteceu antes deles se conhecerem oficialmente.
- Claro – concordei.
- Eu estou perdida – Evie confessou – Como isso foi acontecer?
- Longa história... – Glister afirmou.
- Muito longa mesmo! – sorri para a bebezinha – Hey, ruivinha... Sou eu, sua tia Draffy.
Ela continuava dormindo, impassível.
- Temos um nome? – Anna mordeu o lábio.
- Temos! – Glister sorriu um sorriso maternal.
- Por favor, não diga Madonna! – pedi.
- Só seria Madonna se fosse loira! – ela revirou os olhos – Como vocês são desatentos!
Arqueei a sobrancelha e Izzy me imitou.
- O nome dela é Cherrie. – ela disse por fim para espanto geral – Cherrie Platen Rose.
- Cherrie combina com ela... – Evie comentou – Cereja...
- Como os cabelos! – Anna bateu palmas.
- Não acredito que sou tio já... – Izzy disse amargurado.
- Você está muito bem para um tio! – Sharon o elogiou. Evie a encarou e logo completou.
- Nunca vi um tio mais gostoso!
Izzy engoliu seco e olhou para baixo, obviamente querendo morrer naquele momento.
Balancei a cabeça diante daquela competição de egos.
- Quer pegar ela um pouquinho, Draffy? – Glister esticou a pequena Cherrie até mim.
- Ela é tão frágil! Eu não sei como pegar essa coisinha e...
Fui interrompida pela porta se abrindo e o médico que me atendeu colocando a cara para dentro.
- Senhorita Hunter? – chamou.
- Sim?
- Seus resultados dos exames saíram.
- Ah, isso é bom. E então, o que tem de errado comigo?
Ele me olhou preocupado e disse:
- Creio que seria melhor falar com a senhorita aqui fora, se não for de incomodo.
- Não, tudo bem... – franzi meu cenho e entreguei Cherrie para Evie, que parecia um tanto quanto ansiosa para pega-la.
Sai do quarto.
- O que há, doutor?
Ele olhou na caderneta dele.
- Bem, segundo consta seus exames, a senhorita está grávida.
Notas finais
Certo, podem me matar agora. É. KKKKKKKKKK
Axl sob o efeito dos hormônios é impagável! Espero sinceramente que o efeito passe u_u
E AÍ CAMBADA! SURPRESOS COM A MAIS RECENTE PATERNIDADE DO RUIVÃO? E DO CABELUDÃO? Tá, me ignorem. Não estou bem hoje. Mesmo. Depressão pré - volta as aulas. Pois é.
Bem, fico por aqui, esperando meus rewiens gatzos e talvez até recomendações gatzas se não for pedir muito. Sabe, reta final, né? KKKKKKK
Tá, parei!
Até amanhã patrulheiros da Lolis!
Bjs
Da sua escritora louca
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