Sympathy for the Devil
23 Séries, Modelos e Turnês.
Notas iniciais
Enjoy the capitulo!
LEIAM AS NOTAS FINAIS!!! CONCURSO A VISTA!
– Você não acha o Johnny Deep muito gato resolvendo esses crimes? – Glister comentou comendo mais da pipoca.
– Se eu acho? Eu tenho certeza... – bebi um pouco da coca-cola – Pode me passar um pouco das bolinhas de chocolate, Erin?
– Pode pegar... – Erin aproximou de mim a vasilha cheia de chocolate.
– Valeu...
Assistir ‘Anjos da Lei’ havia se tornado um ritual exclusivamente nosso na HellHouse. Enquanto os meninos ensaiavam, nós nos juntávamos em frente a TV, munidas de guloseimas, bebidas e alguns cigarros para mim e Erin, já que Glister não podia fumar, por conta da gravidez. E assim passávamos todas as terças e quintas – feiras, admirando Johnny Deep naquela jaqueta de couro, resolvendo crimes cometidos por adolescentes problemáticos.
Já haviam se passado cinco meses desde a descoberta da gravidez de Glister, desde as filmagens de Patience e desde que eu havia me metido nessa coisa toda de passado. Estávamos no mês de novembro, em pleno outono, mas como moramos na Califórnia, ainda nos vestíamos como se estivéssemos no verão.
E nesse meio – tempo, muita coisa havia mudado. Axl tinha arrumado uma nova namorada – Erin. Os dois já namoravam desde o incidente das gravações. Ela o havia abrigado no seu camarim, enquanto ele fugia das desmioladas da Glister e da Barbie. – mas mesmo assim a Vaca Grief fazia questão de nos importunar de vez em quando. Slash e eu continuávamos na mesma, transávamos diariamente, mas nunca assumíamos um compromisso (tenho medo dessa palavra!), Steven, Duff e Izzy haviam virado uma espécie e deliverys, por conta dos desejos absurdos que Glister sentia no meio da noite. Sorvete de tamarindo com castanha de caju? Eles tinham que achar. Pizza de peru e cheddar com bordas de catupiry? Tinham que achar. Não importava o quão impossível a porra parecesse, eles tinham que achar.
E por fim, meu tio, havia se mudado de Chinatown, para o apartamento 84. Ao lado do nosso.
Eu ainda não havia contado a ele meu infeliz destino, o que fazia o imbecil dar em cima de mim 24 horas por dia, despertando o ciúmes e o ódio de Slash.
Mas nossa vida continuava a mesma. Eu tinha meu próprio quarto na HellHouse agora – embora eu não o usasse – por que Duff havia se mudado de mala e cuia para a PinkHouse (como apelidamos o apê da Glister). Mas era bom ter um lugar para guardar minhas sessenta e sete camisetas de banda.
– Oh Meu Deus! Eu não acredito que foi a Tracy Lorren, da torcida que matou envenenado o Hans Zürer, o aluno de intercâmbio! – Glister exclamou horrorizada.
– Eu pensava que tinha sido a Ivana Morgan, a editora do jornal da escola... – Erin confessou.
– Por que a Ivana? – me choquei – Eu adoro ela!
– Ah, ela era muito bisbilhoteira... – Erin se explicou – Parecia suspeita.
– Bom, mas não era tão suspeita quanto o Zack Jordan, aquele jogador de futebol. Inclusive, foi ele quem ajudou a Tracy Lorren a matar o Hans, por que ele tinha medo que o garoto ganhasse a bolsa para a faculdade antes que ele. – Glister falou.
– Que idiota... – desabafei.
– Muito – Erin e Glister concordaram.
A musica de encerramento da série, mostrando os nomes dos atores, colaboradores começou e Glister decidiu mudar de canal.
– Culinária? – tentou.
– Não. Se não você fica com desejo. E os meninos ainda nem chegaram... – Erin disse.
– Nossa, também amo vocês... – ela disse dramaticamente.
– Desliga isso... – pedi.
– É! Qualquer coisa é melhor que anchovas recheadas... – Erin riu.
Glister desligou a TV e a ajudamos a se levantar.
– Tem certeza que não são gêmeos? – reclamei.
– O médico disse que era só um... Ou uma.
– Ainda não me conformo em você não querer saber o sexo do bebê... – Erin resmungou.
– Quero que seja uma surpresa. Do mesmo modo que essa gravidez foi.
– E foi mesmo... – sorri – Vou fumar lá fora. Você vão ficar aí?
– Vamos. – as duas disseram ao mesmo tempo,
– Tudo bem, então. – me decidi pegando os óculos escuros e a cartelinha de cigarros.
Desci as escadas – o elevador ainda não havia sido concertado – e me sentei no beiral da entrada do apartamento, em cima do tapete de ‘Bem – Vindos’.
Acendi meu cigarro e fiquei observando o movimento das pessoas na rua. A maioria que passava me encarava, medindo dos pés a cabeça. Também, não é para menos. Shorts jeans rasgados, com botons presos na extensão toda, camiseta regata dos Rolling Stones, descalça. Esqueci meus tênis no apartamento.
A cada pedestre que me olhava e de canto, eu dava meu melhor sorriso e depois um belo dedo do meio para o idiota.
– Quanta delicadeza... – Axl comentou chegando bem na hora que eu lançava um gesto obsceno a uma senhora.
– Oi para você também, Axl... – resmunguei jogando o cigarro na calçada.
Os meninos viam atravessando a avenida, rindo como loucos.
– Maconha? – perguntei e Axl acenou com a cabeça.
– Vai querer? – ele ofereceu.
– O que você acha? – falei irônica pegando o baseado e acendendo.
– Oi, Draffy... – Slash me puxou para um beijo, que foi retribuído em igual intensidade.
– Oi... – sorri.
– Já fumando? – Duff suspirou.
– Já. Como se você não estivesse também...
– É... e a Glister não precisa saber disso, ok?
– Vou pensar... – fiz troça.
Subimos até o apartamento, mas eu os despistei e subi até a cobertura do prédio.
– Não é muito inteligente eu ficar aqui no alto, fumando maconha... – murmurei comigo mesma – Posso acabar saltando e morrendo.
Atirei meu baseado na rua.
Me sentei no cimento e fiquei cantarolando ‘Here Comes the Sun’ dos Beatles.
– Você realmente gosta daqui... – Slash me surpreendeu. Abri os olhos e me deparei com ele deitado ao meu lado.
– Há quanto tempo você está aqui? – perguntei divertida.
– Há um tempo.
– Não consegui te ouvir chegar...
– Ou você estava absorta nos Beatles, ou eu sou uma pessoa discreta.
– Vou ficar com a primeira opção. – ri.
Ficamos em silencio por um tempo, apenas ouvindo a respiração um do outro.
– Draffy? – Slash falou.
– Hum?
– Quero te pedir uma coisa...
– Depende...
– Depende do que?
– Do que você for pedir...
Ele bufou.
– Você sabe da nossa turnê, daqui a duas semanas, não sabe?
– Sei. Nós vamos ficar, já que vocês precisam se focar nos shows e bláh-bláh-bláh... – falei imitando o discurso de Axl.
– Eu não quero que você fique.
O encarei.
– Sério?
– Sério. Não vai ser o mesmo sem você.
Tive vontade de abraça-lo naquele momento.
– Mas e as groupies? – sorri maliciosa.
– Bom... Se você não se importar, podemos adicionar uma ou duas groupies a nossas transas e...
– Pervertido! – ri – Estou querendo dizer que com tantas groupie lá, por que ficar amarrado a mim?
– Por que eu te amo, Draffy.
Sabe, eu me considero uma garota durona, mas o Slash estava começando a me deixar molenga demais.
– E eu te amo, Saul Hudson... – sorri.
Não vou terminar, dizendo exatamente o que fizemos. Apenas pensem em dois lunáticos transando na cobertura de um prédio. É, somos nós.
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– Eu já disse que vai ser Madonna, Duff! Que teimosia!
– Teimosa é você!
Era a nona discussão a respeito do nome do bebê que tínhamos em uma semana. Cada um sugeriu um nome diferente, mas Glister ainda mantinha fixa a idéia de por Madonna, caso fosse menina, e Prince se fosse um menino.
E olha que sugerimos nomes legais!
Steven sugeriu Duffilda, de fosse menina e Ramone se fosse menino.
Izzy acha que Axl é o pai, então Rosette é sim, uma opção para ele se for uma menina e Mick Jagger se for menino.
Slash, crente que vai ser um garoto de qualquer jeito, disse que Jimmy é um ótimo nome, já que homenagearia tanto Jimmy Pages, quanto Jimmy Hendrix.
Axl, torcendo para o filho não ser dele, sugeriu Jessie. Tanto faz se for menina, ou menino.
Erin, outra perdida, diz que Ana Karenina é um bom nome, já que indica poder. E Nero se for garoto.
Meu tio, que jamais perderia uma oportunidade como essa, decidiu que chamaria a criança de Carminne, ou de Carminno. Muito prático.
E eu, a voz da razão, não pude deixar minha opinião de fora. Joan Jett se for uma menina e Junior se for menino.
– Vai ser Madonna. Ou Prince. Não mudo de idéia. – Glister emburrou.
Viram?
– Você ainda vai mudar... – Duff profetizou irritando saindo em direção a cozinha para pegar comida.
– Não vou mesmo – ela cruzou os braços dignamente.
– Pobre bebê... – suspirei.
Axl aproveitou o aparente término da décima discussão dos nomes (estou contando) para convidar Erin.
– Erin, querida, você sabe que eu fui convidado para aquela festa havaiana, do Bret Michaels, não sabe?
– E só você foi convidado? – Izzy quis saber.
– É... Foi só eu. – Axl respondeu – Desculpe, cara.
– Vai ser amanhã, Axl? – Erin quis saber.
– Vai; Amanhã a noite.
– Mas amor, é amanhã que eu viajo. Lembra?
Erin estava falando daquela viagem a uma semana. Ela já tinha feito as malas e pego o passaporte. Ia passar um mês no Japão, trabalhando.
– É amanhã? – Axl parecia ter levado um balde de água fria.
– É. Olha, lindo, se eu pudesse, você sabe que eu iria com você... Mas eu preciso ir nessa viagem. É uma oportunidade e tanto.
– Puxa... Então eu vou ter que convidar outra pessoa.
– É mesmo. Se vira. Vou indo para a casa que eu tenho que verificar minhas malas mais uma vez. Thau pessoal.
E foi. Essa era a Erin. Organizada ao extremo e insuportavelmente meticulosa e responsável.
– Se você esperava uma palavra de conforto, Axl... – Izzy zombou.
– Quem eu levo agora? – ele se desesperou.
– Leva a psicopata da Grief. – sugeri.
– Não! A ultima vez que ela me viu ela tentou arrancar meu saco. De jeito nenhum!
– Leva a Glister... – Steven falou, zero – noção.
– Caso você ainda não tenha percebido... Eu estou GRÁVIDA Steven!
– Não grita comigo...
– Bom... A Glister está grávida, mas a Draffy não. – Izzy comentou – Por que você não vai, Draffy?
– Numa festa havaiana do Bret Michaels? Com fotógrafos por todo canto e vadias siliconadas? Não, eu passo essa. Leva o Steven. Com um pouco de maquiagem ele passa por mulher, fácil, fácil...
– Hey! – Steven protestou.
– Mas você é a única opção, Draffy! – Axl pediu – Por favor...
Rolei os olhos.
– Se eu for com você, vai parar de tentar me ver me trocando?
– Como você sabe que eu te vejo? – Axl se assustou.
– Você vê ela se trocando? – Slash se indignou.
– Bom... De vez em quando.
– Enfim, se você parar com isso e não me aborrecer mais, eu vou.
– Aborrecer eu não prometo, mas... Trato feito.
– Ótimo.
– Ainda posso dar em cima de você?
– NÃO!
Notas finais
Garanto que coisa boa não sai!
Façam suas apostas...
**** QUEM QUER SUGERIR O NOME DO BEBÊ DA GLISTER?!****
Como eu sou uma pessoa justa, vou verificar cada nome indicado e fazer um sorteio. Que tal? Ou vocês querem que o nome fique como Duffilda, mesmo? Kkkkkkk
Esperando sugestões... e rewiens gatos!
Bjs
Lolis
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