Sympathy for the Devil
25 Como a Grávida Pirou
Notas iniciais
O que importa é que o alcool me deu a criatividade suficiente para escrever esse capitulo *___*
Ficou pequeno por que foi redigido na madrugada do dia 25 de dezembro, no computador da vadia da minha prima, que odiou a história (MORRE VACA DOS INFERNOS!!!!).
Anyaway...Curtam o capitulo!
- Oi... Posso usar este telefone? – perguntei tentando parecer o mais simpática o possível com a mulher da recepção.
Axl, já estava no quarto, sendo atendido. Aparentemente, chegar com uma estrela do rock machucada num pronto – socorro, mobiliza todas as enfermeiras e até algumas pacientes.
- Depende... – a mulher me respondeu apática.
- Depende do que?
- Do assunto que você for tratar. É urgente?
- Defina ‘urgente’... – falei mal-humorada.
Ela me encarou, mascando o chiclete de tutti – frutti com a boca escancarada.
- Seja rápida... – pediu, desistindo e voltando a ler sua revista.
Peguei o telefone e disquei o numero da HellHouse.
O telefone chamou.
- Alô? – a voz de Izzy ressonou – Quem fala?
- Hey, Izzy! E a Draffy...
- Ah... O que você quer?
- Bom, eu liguei avisando que eu estou no hospital... – fui direta.
- Hã?!
Bufei.
- No hospital? Como assim?!
- Passa o telefone para a Glister...
- Mas, Draffy, como você foi parar ai e...
Ele nem precisou chama-la, o telefone foi tomado e logo a voz dela fez-se ouvir.
- Draffy! Oi amiga!
- Oi...
- E aí, como está indo a festa? Está bombando? Ah! Posso falar com o Bret Michaels?
- Não.
- Por que?
- Por que eu não estou na festa...
- E onde você está, então?!? – ela perguntou tendo um acesso.
- Primeiro, me promete que você não vai surtar a ponto de ter um aborto espontâneo.
- Ok... Vou tentar.
- Ótimo. Olha, eu estou no ambulatório St. Mary Rivers.
- POR QUE?!?!
- Glister! Não surta!
- DRAFFY! O QUE PATAVINAS VOCÊ ESTÁ FAZENDO NUM HOSPITAL?!
- Se você parar de berrar e me deixar explicar...
Ouvi ela respirar do outro lado da linha.
- Explique. Mas antes de tudo, você está bem? Está machucada?
- Não. Não eu.
- Draffy...
- É que tivemos um incidente desagradável no estacionamento da festa. A Grief atropelou o Axl.
- AHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
O grito que Glister deu foi tão agudo e tão desesperado que deve ter assustado metade da vizinhança.
- Meu ouvido, porra! – reclamei. A essa altura, os pacientes da sala de espera me olhavam desconfiados e a atendente estava a beira de me esfaquear com a lixa de unha.
- Como assim o Axl foi atropelado? COMO?
- Acho melhor os meninos virem para cá, por que a piranha também roubou o carro e estamos sem condução.
- Certo. Eu vou mandar o Izzy nos levar aí.
- ‘Nos’, não. Eles. Você fica quietinha aí, surto ambulante.
- Não fico. O pai hipotético do meu bebê esta correndo risco de vida e...
- Ele não está correndo risco de vida. Tem metade do corpo de enfermeiros atendendo ele. Ele vai sobreviver...
- Não me importa! Eu vou!
E desligou o telefone.
- Merda... – resmunguei devolvendo o telefone a secretária e indo me sentar numa das varias poltronas da sala.
A maioria das pessoas ainda me olhavam, como se eu fosse uma aberração.
- O que foi? Nunca viram uma dançarina Hula falando palavrões antes? – me irritei.
Em poucos segundos uma verdadeira tropa de elite chegou. Comandados pelo capitão Glister adentraram a sala sem nenhuma cerimônia.
- Draffy! – Glister anunciou.
Eu, esparramada na poltrona, com olheiras, a peruca no chão e uma expressão pouco amigável, sorri.
- Oh Meu Deus! – Ela me deu um abraço do urso – Que bom que você está bem!
- É... Eu sei.
- Draffy! Como isso foi acontecer? – Slash pareceu preocupado.
- Longa história. Envolve uma competição de dança hula e barmans gays. Ah, eu esqueci de contar uma novidade...
- O que? Axl vai ter que amputar a perna? – Duff perguntou.
- Não... Adivinhem: Ganhamos um ano de vodka grátis!
- EHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!! – Steven comemorou.
- Um ano? – Slash confirmou.
- De vodka grátis! – completei.
Eles pareciam não se conter de felicidade.
- Isso tudo é muito lindo, mas nós viemos aqui saber do Axl! – Glister cortou já indo em direção a atendente – Com licença... Poderia me informar em que quarto o senhor Axl Rose se encontra?
- Se for mais uma tiete, cai fora... – A mulher retrucou sem tirar os olhos da revista.
- Eu não sou uma tiete! – Glister se estressou – Eu carrego um filho hipotético dele no ventre!
- E eu sou casada com o Billy Idol... – a secretaria zombou.
- Mas eu carrego mesmo e...
- Moça... – Duff chegou junto – Olha, precisamos ver o cara. Ele é nosso vocalista...
- E você, quem é? – ela continuou ainda sem prestar atenção.
- Duff McKagan – ele falou de peito estufado.
A mulher riu, mas assim que levantou os olhos da revista quase teve um treco.
- Santo Deus! – gritou – São eles mesmo!
Revirei os olhos.
- Podemos entrar agora? – Izzy pediu irritado.
- Cla...Claro! O quarto do senhor Rose é o 45, no corredor a direita e... AH! Eu sou a maior fã de vocês!
- É... Legal. – Slash comentou.
Entramos pelos corredores até o quarto de número 45.
De fora já dava para ouvir um burburinho animado de mulheres. Abri a porta. Lá dentro, cercado de pelo menos umas vinte enfermeiras gostosas, Axl se encontrava, com a maior cara de pau.
- E então, eu saltei dentro do carro e comecei a lutar com o ladrão, que tinha pelo menos uns dois metros e mais quatro metros de largura.
- Oh, você é tão másculo! – uma das enfermeiras disse.
- É... E tão cabeçudo... – falei fanha – Caiam fora piranhas, hora da visita...
As enfermeiras começaram a sair, mais sem antes darem o telefone delas para Axl.
- A única de coisa que eu não enjôo é de mulher... – ele disse se espreguiçando – E aí cambada? Glister, me permite dizer que a gravidez está te deixando mais iluminada?
- É meu creme novo – ela respondeu se sentando aos pés da cama – E agora, alguém pode me explicar direito o que houve?
- A louca da Grief atropelou o Axl... Já disse. – me impacientei.
- Na verdade ela queria te atropelar... – Axl encheu o saco – Mas como eu sou absurdamente corajoso...
- Imbecil... – corrigi. Ele ignorou.
- E cavalheiro, me atirei na frente do meu próprio carro para te salvar. E não recebi nem um obrigada...
- Eu já agradeci;
- Não do jeito que eu queria.
Slash e eu o encaramos cruelmente.
- Ok, eu paro! – ele se rendeu.
- E no fim, a psicopata fugiu com o carro... – finalizei.
- Podíamos pegar o carro dela... – Steven sugeriu.
- Não ia dar certo. Afinal ela pode alegar ainda envolvimento com o Axl... – Izzy explicou – Ela é esperta o bastante para fazer a imprensa acreditar nessa.
Glister suspirou.
- Bom, e quanto ao seu tornozelo? Vai ficar bom?
- Sei lá. O médico logo vai aparecer e...
- Seu diagnóstico, senhor Rose! – o doutor surgiu na porta – Ah! Você trouxe amiguinhos!
- Olá doutor... – Axl saudou – E ai, como fica minha perna?
- Em repouso total por dois meses.
- O QUE? – Axl berrou – Não pode! Tenho que fazer uma turnê em três semanas!
- Que pena... – o médico lamentou falsamente – Talvez em um mês e meio você volte a andar. Talvez...
- MINHA TURNÊ!
- Meu jovem... Não há nada que eu possa fazer. Dispensado... – e saiu.
- E agora? Não podemos desmarcar! Essa é nossa primeira super turnê! – Duff entrou em pânico.
- Teremos de arranjar alguém para cantar pelo menos no primeiro show... – Izzy falou.
De repente todos os olhares se voltaram para mim.
- Oh não... Oh não...
Notas finais
Ninguém substitui o Axl, fato. Mas tadinho... ele tá com a perninha quebrada!
Fiquem ligados nos próximo capitulo...
Bjs, de uma Lolis sóbria.
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