Sweet love complex

2 ~Talvez estamos progredindo


Dois dias se passaram, Draco todos os dias foi para os escola com Sali e voltou, mas ela não mudou seu humor. Ela a cumprimenta e seguem para a escola andando quietos como de costume, chegando lá ele sorri novamente e olha para a jovem.

—Sali, bom dia!

—Bom dia – ela deu uma pausa – por que você disse isso de novo?

— Para o seu dia ser melhor.

— Hmm... – ela foi em direção a sala, parece que um curto sorriso surgiu nos lábios carnudos daquele jovem.

“Ela não me deu coice... estamos progredindo? E aquilo foi um sorriso?"

—Draco! – um de seus amigos o chama desesperado.

—Bom dia Sakaua.

—Você fez a lição?

—Fiz sim.

—Você poderia me ajudar em uma questão?

—Claro.

De fundo ele escuta as meninas.

—Draco é um bom amigo, né?

—Sim, ele é super inteligente, me esforcei tanto para ficar na mesma sala que ele esse ano.

Seu ego foi parar no espaço, como sempre, ele adora isso.

— Mas quem fica em primeiro é sempre a Sali.

—É verdade, ela é muito inteligente.

E as vezes ele se irrita em ouvir isso, a vê como uma concorrente para conseguir o selo de melhor aluno, talvez seja por isso que ele se sente atraído por ela, a inteligência, o esforço, talvez. Ele termina de ensina Sakaua na questão e o professor chega. Bate o sinal para o intervalo.

Sali se levanta e em sua mão tem uma papel. Ela foi saindo da sala e Draco foi atrás dela.

—Sali! – ele viu o papel, não gostou muito daquilo.

—Que?

—Aonde vai?

—E te interessa?

—Ah já sei, um admirador secreto!

—Pense o que quiser só não me segue. — Ela fica corada.

"Droga..." – pensou Draco mordendo seu lábio interior.

Ela sumiu de vista.

Continuou caminhando com a cabeça erguida, subiu os lances de escadas chegando ao terraço da escola.

—Então, estou aqui. O que quer de mim? – seu olhar esnobe percorre o local até ele cruzar com o de uma menina que a fuzila com muita raiva.

—É verdade que você esta tendo alguma coisa com o Draco? E não minta pra mim. – a jovem começa a caminhar na direção de Sali.

—Mas que merda vocês estão falando de mim por ai? Eu nunca teria alguma coisa com aquele galinha, só temos rivalidade na sala para ficar em primeiro e como sempre, eu ganho. – ela sorri mostrando satisfação com o que acabara de falar.

—Claro, acha que somos cegas? Você todos esses dias esta voltando pra casa com ele e chegando juntos, vocês estão tendo alguma coisa com toda certeza.

—Olha, eu não vou perder meu tempo escutando uma vaca mugindo na minha frente, e se eu estivesse querendo ter alguma coisa com ele, pode ter certeza que você perderia, ele não fica com pessoas burras por muito tempo, ele só pega pra brincar e depois jogar de canto como lixo. – Sali não conseguiu conter sua boca, é irritante ver uma menina estressada por causa de um rapaz que nem a nota.

Ao terminar de falar a garota da um tapa no rosto de Sali que fica vermelho na hora, ela se vira para revidar mas vê a garota em prantos chorando, naquele momento percebeu que falou demais, respirou fundo e virou de costas.

—Eu sei que ele não me quer, eu sei dessas coisas... mas como eu queria estar no seu lugar. – continuou a garota chorando.

Sali saiu de lá sem dizer mais nada.

Assim que bateu o sinal, ela volta para a sala com o olhar baixo e seu cabelo cobrindo o rosto, o olhar mais frio que o normal.

—Tudo bem Sali? – Draco percebe que havia algo diferente.

—Não te interessa. – ela acelera os paços até a mesa.

—Você rejeitou o rapaz? — ela permaneceu em silêncio — entendi, ele deve ter ficado arrasado, e você está se sentindo culpada – ela olhou para ele, que sentiu um arrepio na espinha, se virou para frente e ficou quieto.

Foram para casa, do mesmo jeito todo dia. Pararam para atravessar a rua, deu um vento forte e com isso o cabelo de Sali foi pata trás, Draco acaba vendo uma mancha vermelha no rosto, ela a esconde com o cabelo novamente. Continuaram a andar até que chegaram a um beco próximo da casa, ele a empurra para lá, colocando ambos os braços um de cada lado de seu corpo a impedindo de escapar.

—Quem fez isso? – perguntou, olhando diretamente para os olhos dela.

—Isso o que? – ela o encara séria, se assustando com a atitude inesperada do rapaz. — “O que ele quer? Meu coração ta batendo muito rápido, acho que estou vermelha.”

—Essa merca vermelha em seu rosto.

—Não te interessa. — " Isso o chatearia..."

—Claro que me interessa, você é minha amiga.

—Não sou sua amiga.

—Mas para mim é, então me responda.

—Não te interessa. – ela nunca tinha o visto desse jeito, estava começando a ficar sem jeito.

—Se eu estou perguntando, é por que me interessa! – seu tom de voz era firme.

—Muito bem, já que quer saber... – Sali da um longo suspiro tentando ignorar o fato dele estar muito próximo – levei uma bolada na cara sem querer.

—O que? – ele ergue uma sobrancelha –Sali, diz a verdade.

—Se você não acredita, o problema não é meu. Agora, vamos ir para casa?

Ele se afasta e ela vai saindo do beco.

—Te machucaram! Não permito isso, de agora em diante, nunca mais vou deixar você sozinha!

—Isso não é necessário, foi um acidente... – ela o encara franzindo a testa.

—É sim! Eu irei te proteger de acidentes.

Ela se vira arregalando os olhos de desespero e vai andando rumo à casa.

Durante uma semana inteira, ele ficou colado na Sali, ela o ignorou ao máximo, até que no começo de outra semana. Aquilo estava irritando algumas meninas e querendo ou não ela estava gostando de toda aquela atenção e também de ver as meninas se mordendo de inveja.

Já voltando da escola chegando em casa, Draco ficou paralisado ao lado de Sali, ela se vira para ele, sua expressão a deixou preocupada.

—O que foi?

—Posso ir no seu apartamento?

—Claro que não! Que?! Tá loco?

—Bem... – ele pegou a mão dela e saiu correndo a puxando até o apartamento, ela parecia uma boneca de pano sendo levada.

—Você não vai entrar. – falou com firmeza.

—Abre. – ele a encara com a mesma expressão.

—Tanto faz... – ela o estranha, nunca havia visto ele usar aquele timbre de voz, parecia estar com raiva.

Ela abre a porta, e ele entra logo depois.

—Nossa! Que pequeno. – disse Draco observando o local.

—É um apartamento, não uma casa, é normal ser pequeno

—Mas tem apartamentos que são grandes.

—Apartamento de rico.

—Você entrou na escola com bolsa?

—Não te interessa. Logo você vai embora, tenho compromisso.

—Que horas é seu compromisso?

—Daqui a pouco – ele abaixou a cabeça – quer assistir TV?

—Quero – ele a olhou com um sorriso sereno.

Ela liga a TV deixando o controle na em cima da mesa central e ele se senta no sofá. A jovem vai até a porta ao lado.

— O que vai fazer Sali? – Draco a segue com o olhar.

—Licença, aqui é meu quarto – se virou irritada.

—E tem alguma coisa de interessante nesse quarto?

—Não. – Ela sente seu rosto ficar vermelho.

—Mesmo? Pelo seu olhar parece que tem algumas coisinhas ai, você mora sozinha. – o olhar malicioso é percebido pela jovem.

—É meu quarto, cala a boca, eu não preciso desses tipos de coisas.

—Eu não falei nada do que teria ai dentro, você que esta interpretando coisas.

—Cala boca! – ela entra no quarto e fecha a porta com força. – Que idiota. O que deu nele falar aquele tipo de coisa comigo? Minha nossa, estou vermelha.

Ele suspira e volta a olhar para a TV, não demorou muito ela sai arrumada do quarto.

—Aonde você vai? – questionou Draco curioso.

—Da para parar de fazer perguntas?

—Não – ele sorri.

—Sai daqui! – Sali pega o molho de chave que estava em cima do balcão.

— Por quê? O que eu fiz?

—Eu vou sair! Tenho compromisso, lembra?

—Verdade, já pensou seus pais chegar e me ver aqui? Vão pensar que sou um ladrão, ou até mesmo seu namorado. – Sali da um longo suspiro e se vira tentando esconder o pequeno sorriso que surgia em seu rosto, pensando no que ele disse.

—Eu moro sozinha, só para deixar bem claro.

—Sério mesmo? Achei que era mentira para as pessoas pensarem que você é durona.

—O que? Por que eu faria isso?

—Ah, sei lá. – ela o encara sem entender aquele pensamento.

Já fora do apartamento. Draco estica o pescoço para ver a casa dele, ele parece irritado. Sali desce as escadas, assim que termina ele corre atrás dela e pega seu pulso.

—O que esta fazendo? Me larga Draco.

—Nada, apenas corre – ela olha para o lado e vê um homem os encarando com o portão meio aberto na casa dele.

—Olha, tem um homem... – Draco se virou rápido e saiu correndo a puxando. Estavam próximos a cidade e ele para, encostam suas costas em um muro para descansar.

—Mas o que foi isso? Quem era aquele homem?

—Nada — ele coloca as mãos nos bolsos da frente da calça, a expressão dele é estranha, da um pouco de medo. Ele respira fundo recompondo o folego.

—Bem, não faça mais isso – Sali sai andando – e não me segue.

—Vou ficar aqui no parque ou dar uma volta por ai. Qualquer coisa me liga para te levar pra casa, você chega tarde é perigoso.

— Muito bem – ela fala e da uma pausa o olhando. – Espera, o que? Como você sabe que eu chego tarde?

—Bem, eu fico meio que olhando pela janela a noite e vejo você chegando, fico de olho até entrar no apartamento em segurança. – ele fica um pouco sem jeito.

—Isso... é muto legal da sua parte, obrigada. – ela da um curso sorriso o deixando sem jeito. – Eu mando mensagem quando estiver voltando pra casa, ai a gente volta junto, esta bem?

—Vou ficar muto feliz com isso. – ele lança um sorriso de orelha a orelha que tiraria o folego de qualquer garota.

Sali acena para ele se afastando. Assim que chega na lanchonete sua chefe a recebe.

—Cheguei.

—Bem vinda Sali! – diz a dona do estabelecimento – veja o figurino de hoje – ela me mostra uma fantasia de gato.

—Eu vou vestir isso? “Isso é uma lanchonete cosplay ou um... melhor nem pensar.”

—Olha como as outras ficaram lindas, é a sua vez.

—Sério, por que a gente tem que usar roupas assim? Por que não pode ser cosplay mesmo? Bem vestidas e com peças de roupas com mais pano.

—Os clientes adoram, e adoram você com esse jeito durona. Me traga dinheiro!

—Sou o ganso dos ovos de ouro agora?

—Basicamente. – ela sorri.

Quase no fim de seu expediente, chega um cliente e é a vez de Sali receber.

—Seja bem vindo... – ela diz com um tom de voz doce, e se deparo com a pessoa que acabou de entrar – Draco?!

—Sali?! Mas que merda é essa? — “Por que ela ta vestida assim?”

—O que você faz aqui?! – “Mas que merda, tanto lugar pra ir, tem que ser aqui?!”

—Eu vim comer... “Ela está fofa com esta roupa, mas... nem tem tecido ai direito.”

—Karina, poderia atender este moço? — “Não vou atender ele, não vou!”

—Por quê?! – ela se aproxima com um tom de voz de loli.

—Não, eu quero ser atendido por você Sali – ele fica com um sorriso malicioso.

—O quê? – ela percebe aquele olhar, foi a mesmo aquela hora no apartamento.

—Sali, tem que atender os clientes direito, se não a chefe vai ficar brava. – diz Karina.

— Mas... — “Por que tem que acontecer comigo?!” — está bem.

—Seria um prazer ser atendido por você, senhorita Karina, mas Sali chamou minha atenção. – ele pegou a mão da moça com delicadeza e deu um beijo.

Ela da uma risadinha e fica vermelha.

—Quer se sentar aonde? – pergunta Sali um pouco sem paciência.

—Bem, que tal um lugar privado?

—Que?! — “O que aconteceu com ele?”

—Acho que seria legal um lugar onde eu possa conversar e comer tranquilo, sem ninguém olhando.

—Venha comigo – ela fica sem jeito.

Ele se senta em um sofá aconchegante e uma cortina para manter o local fora de olhar curiosos.

—Muito bem, o que tem de especial hoje?

—Está no cardápio. – fala sem muita paciência.

—Pois bem, vou querer salgado... – ele da uma olhada no cardápio e acaba escolhendo.

—Logo irei trazer.

Ela sai do local, não demorou muito e voltou com o combo que ele havia pedido.

—Já? Que lugar rápido.

—Encha sua barriga e vai embora logo.

—Sali, trate seus clientes com carinho – olhou para ela com cara de quem a fosse comer pelos olhos.

—Você não é um cliente, é um estorvo.

—Agradecido – ele sorri – A propósito, está bonita nesta roupa – acabou dando um sorriso malicioso novamente. – Por favor, sente-se para comer comigo.

Ela ergue a mão e o encarou por um tempo, Draco pensou que ela ia lhe meter um tapa.

—Só não meto a mão na sua cara, por que estou em serviço – ela abre a cortina de costas para ele, e o encara – vá embora.

—Sali, ainda não terminei.

—Vá embora – ela se vira para ele falando entre dentes.

—Se continuar me tratando assim, contarei para os outros onde você trabalha.

—Vai para o inferno. – ela volta para dentro e fecha a cortina. Senta de frente para ele o encarando. – Certo, o que você quer para ficar quieto?

— Nada demais, apenas a quero para mim. Você ficou linda com essa roupa, se é que pode chamar de roupa isso ai

— O que?! – ela fica vermelha se afastando um pouco.

—Brincadeira, só vou terminar de comer isso aqui e esperar seu horário acabar para podermos ir embora.

—Sério? Você não vai ficar me ameaçando nem nada? – Sali o encara desconfiada.

—Bem... eu posso te ameaçar quando eu sentir vontade, mas não me vejo no por que fazer isso.

—Esta bem, você é o meu último cliente de hoje, quando você terminar vamos embora.

Ela sorri para ela e ela sem jeito retribui. Os dois ficaram conversando até Draco terminar de comer, as mulheres que trabalham no local ficaram admirando e conversando com ele até Sali terminar de se arrumar.

—Já terminaram de bajular ele? – Sali sai de trás do balcão ajeitando a mochila nas costas.

—Bajular? Ele é um cavalheiro Sali, devia ficar feliz de ter um homem assim ao seu lado.

—Não se deixem enganar com essa carinha fofa, ele é um galinha. – ela fala como um sussurro. – Vamos embora, eu quero tomar um banho e cair na cama.

—Mas amanhã a gente não tem aula, a noite é uma criança.

—Eu quero dormir, mimadinho do berço de ouro. – ele a encara sem entender muito, ela sorri e o puxa pela mão saindo do estabelecimento. – Vamos embora garoto.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.