Notas iniciais
Uma oneshot bobinha, mas que tive o maior prazer de escrever. Espero que gostem.

O meu nome é Rin. Tenho 17 anos, e sou uma simples camponesa, que vive num vilarejo onde convivem humanos e youkais. Não tenho nada de especial: não sou taijya como a Sango-san, nem sou uma miko, como a Kagome-sama, nem tenho nada físico que me destaque perante as outras garotas da minha idade.

Entretanto, diferente de todas elas, eu já morri duas vezes.

Mas isso foi há muito, muito tempo atrás, quando um youkai ambicioso, chamado Naraku, se apossou da Shikon no Tama, envolvendo muitas pessoas, tanto humanos quanto youkais, em seu plano cruel. Felizmente, Naraku e a Shikon foram derrotados, e hoje isso é uma boa história para as crianças.

- Mas, Rin-chan! Precisamos de você, aliás, da sua voz! Onegai, Rin-chan...! – disse uma das gêmeas, agarrando fortemente meu braço.

- É, Rin-chan, sua voz é bonita! Cante pra nós no festival, Rin-chan! – complementou a outra gêmea, fazendo o mesmo.

As gêmeas eram as filhas mais velhas de Miroku-sama e de Sango-sama. Sempre foram muito enérgicas. Elas lembraram a mim mesma, no tempo que eu era uma criança, e andava com...

Sesshoumaru-sama. Será... que ele viria me ver, no festival?

- Onegai, onegai, onegai, onegai! Onegaaaaaaaaaaaaii, Rin-chan...! – imploraram-me as duas, fazendo caras e bocas.

Acabei concordando. Afinal, dentro de poucos dias, seria dia de Tanabata Matsuri, todo o vilarejo estaria em festa, cada um participando da melhor forma que podia. Mais do que nunca, era época para celebrar, já que havia anos que nenhum youkai atacava, e o vilarejo estava em paz. Nos demais anos, participei apenas na decoração e outras coisas não muito relevantes. Imediatamente sorri, pensando na possibilidade das pessoas talvez gostarem das minhas canções. Voltando para casa, vi Kohaku acariciando Kirara. Ele prontamente se aproximou de mim, simpático como sempre.

- Rin-chan... é verdade então que você vai cantar no festival?

Quase cai pra trás com o susto que levei – as notícias chegam muito rápido!

- Hm... hai. – respondi, coçando minha nuca e um pouco envergonhada.

Apesar de sermos amigos há muito tempo, Kohaku só presenciou as minhas músicas quando eu ainda era uma criança – com as letras, claro, destinadas ao Sesshoumaru-sama. Pensei que, ao lembrar deste fato, ele iria usar como deboche.

- Espero... que você de o melhor de si. Eu irei ver sua apresentação, com certeza.

- Hã... arigatou, Kohaku-kun.

- Bom... então até amanhã, Rin! Ah, tome isso. Eu comprei de uma senhora, num vilarejo não muito longe daqui.

Kohaku jogou uma pequena concha, que ele estava guardando dentro de um dos compartimentos de sua roupa de taijya. Ele olhava para mim, um pouco ansioso, e por isso resolvi abrir a concha. Dentro dela, havia uma substancia bem vermelha, pastosa: um batom. Não entendi o porquê de ele ter dado aquilo para mim, já que, ao contrário das outras meninas da minha idade, não gostava de usar batom nem pintura no rosto.

- Você será um dos destaques. Talvez isso... te ajude a ficar mais bonita do que já é.

Ao proferir essas palavras, ele fechou as minhas mãos envolvendo-as com a dele. Corei no mesmo instante, e olhei para o batom sem saber o que fazer. Soltei um risinho um pouco sem-graça e agradeci. Kohaku parecia satisfeito, e se afastou. Abri novamente a concha, fiquei olhando o batom dentro dela. Uma gota de aflição escorreu pela minha cabeça.

Foi apenas um presente de amigos... n é?

- Rin-chan! Soube que você cantará algumas músicas no Tanabata. Isso é ótimo, eu posso lhe acompanhar com o shamisen? – Sango-sama, a aneue de Kohaku, se aproximou de mim pouco depois de eu ter falado com o mesmo.

- Co-... como... hã, deixa pra lá.- respirei fundo, enquanto ela me olhava com cara de quem não entendia- Claro que sim, Sango-sama.

- Yoshi! Vou falar com a Kagome, ela com certeza ficará empolgada com inovações nesse ano.

Tão rápido ela apareceu, Sango-sama também se afastou. Sem saber o que fazer, bati a palma de minha mão em minha testa, num gesto misto de raiva e um pouco de desespero. Continuei caminhando para chegar em casa, onde sempre algum aldeão vinha falar comigo sobre como seria legal ter alguém cantando no Tanabata.

Malditas gêmeas... agora eu realmente não tenho chance de desistir...! Quem mais me falta aparecer me perguntando do Tanabata...?

Foi apenas eu pensar em aparecer mais alguém, e logo eu esbarrei em uma pessoa, literalmente dando de cara.

-... Se... Sesshoumaru-sama?!

Quando levantei o rosto, vi-o olhando para mim. Um largo sorriso se abriu imediatamente, e, impulsivamente, o abracei rapidamente. Fazia bastante tempo que Sesshoumaru não ia me ver no vilarejo. Na verdade, ele não veio desde o dia em que aconteceu o “fato estranho”. Ele continuou me olhando, sem mover um músculo da face. Respirei – queria juntar coragem para convidá-lo.

-Sesshoumaru-sama... é.... em alguns dias... será Tanabata Matsuri, e se o senhor pudesse me ver cantar, eu ficaria muito feliz.

-... Rin.

Imediatamente, seu rosto mostrou uma face de reprovação ao que eu havia dito. Eu sabia que Sesshoumaru-sama odiava ficar perto dos humanos, e não fazia a mínima questão de aprender alguma coisa sobre eles. Mas...

Ele sempre fez tudo o possível, e da maneira dele, para me proteger e me agradar. Será que... ele ainda está chateado pela minha decisão?

- Eu não tenho interesse algum nos costumes humanos. – falou, com uma voz quase gutural.

- Demo... eu... – respirei fundo – Eu achei que você iria querer ver minha apresentação. Só isso. – respondi uníssona.

- Isso não é do meu interesse. – falou, virando as costas para mim e seguindo alguns passos adiante.

- Espere Sesshoumaru-sama...! – ele parou. – Já tem.... um tempo que eu gostaria de perguntar uma coisa. Naquele dia... a última vez que... o senhor veio ao vilarejo... O que o senhor pretendia ao reagir daquele jeito…? Onegai, explique para mim...

O silêncio irrompeu entre nós dois. Ele virou-se para a minha frente, sem soltar uma única palavra. Eu senti um misto de raiva e tristeza. Sem eu medir minhas palavras, argumentei:

- Por que fez aquilo comigo? Me responda... porque você fez aquilo comigo?!

Ele nem ao menos olhou para trás. Sesshoumaru me respondeu, com uma frieza absoluta.

- Naquele dia... nada aconteceu. – virou apenas o rosto, para trás – Eu preciso falar com InuYasha, ele deve saber do paradeiro de Toutousai.

Ele veio até aqui então... para procurar InuYasha...?

Logo após eu vi Jaken-sama, resmungando e correndo atrás de Sesshoumaru-sama, como sempre. Ao me encontrar ali, fez algo incrivelmente raro: parou de seguir Sesshoumaru-sama para falar comigo – sem conseguir esconder seu desespero em querer alcançar o mais rápido possível seu senhor.

- Sesshoumaru-sama... veio aqui apenas atrás do InuYasha, Jaken-sama?

- Sim, Rin...! A Bakusaiga encontra-se um pouco menos afiada e está oxidada, Sesshoumaru-sama acredita piamente que o problema está na bainha! – retrucou, com sua voz tipicamente sibilante. – E somente um grande artesão como o Toutousai saberá fazer uma bainha descente, que realmente esteja à altura da Bakusaiga de Sesshoumaru-sama!

-... É. Tenho certeza que sim.

Sesshoumaru-sama nunca foi de muitas gentilezas. Mas ele tinha um jeitinho dele, todo especial, de demonstrar carinho. Ele sempre me protegeu quando criança, e foi ele quem me ressuscitou, nas duas vezes que morri. Sempre me senti bem perto dele, e ficar distante era algo terrivelmente angustiante pra mim.

Com o fim da batalha contra Naraku, ele ordenou que eu ficasse no vilarejo, até que tivesse idade suficiente para decidir se eu o continuaria junto com ele ou se eu iria preferir ficar com os da minha espécie...

Quando mais nova, eu não tinha dúvidas: iria seguir com ele. Mas, ao adquirir mais idade, eu mudei meu ponto de vista, apesar de o sentimento de angústia sempre me perseguir, quando ele estava longe. Na verdade, eu nunca soube explicar o real sentimento por ele. Entretanto, há alguns meses atrás, aconteceu uma situação estranha.

~ pequeno flashback~

- Sesshoumaru-sama! Que lindo kimono! E que tecido leve... certamente irei usá-lo no verão, aqui no vilarejo costuma ficar muito abafado!

-... Rin. Você pretende... ficar? – perguntou-me, de forma ríspida.

Pode ter sido apenas impressão minha, mas ele parecia... desapontado.

-... Eu... eu decidi que vou permanecer, Sesshoumaru-sama. Se eu voltasse a segui-lo novamente... eu poderia trazer-lhe problemas novamente. Além disso, eu sei que não teria mais chances de ressuscitar, então...

Antes que eu terminasse a frase, ele se aproximou de mim, e, com uma das mãos, estapeou as minhas, de forma que o kimono caiu no chão. Então, ele me puxou, com toda força, para perto dele. Seus olhos foram direto ao encontro dos meus, e, naquele momento, senti como se meu coração estivesse fora do corpo.

Mais do que nunca, eu queria ficar perto dele. E o tempo, já não importava mais. Eu queria ficar com ele, eu queria estar com ele. Ele ainda ficou me encarando. Sua mão, outrora segurando minha cintura, agora repousava em meu rosto.

Isso durou apenas alguns instantes. Prontamente, ele tirou a mão do meu rosto, virou-me as costas, e afastou-se. Não importava se era um sonho... ou idiotice da minha parte... mas para mim, naquele momento... no coração de Sesshoumaru-sama, eu era especial.

~ fim do flashback~

Porém, a partir daquele dia, Sesshoumaru-sama nunca mais veio ao vilarejo.

Hoje eu me pergunto o que... ele realmente pretendia naquele dia...?

Voltei finalmente para a minha casa, com a cabeça zonza. Depois de rápido banho, vi no meu kimono o presente que Kohaku me dera.

Talvez... fosse um sinal de que.... eu deveria investir num novo rumo na minha vida.

Os dias passaram rapidamente. Finalmente, chegou o dia de Tanabata, e as comemorações começariam com o nascer do sol terminariam somente quando a lua estivesse no ponto mais alto do céu. Assim, poderíamos ver Orihime e Kengyu se encontrando, depois um ano inteiro, e iluminando a todos nós, com sua história de amor, escrita – literalmente — nas estrelas.

Todos estavam vestindo seus yukatas, roupas apropriadas para o calor que fazia o dia todo. De dia, diversas brincadeiras para as crianças, e muita comida. Kaede –sama se encarregava de contar histórias, enquanto InuYasha-sama e Miroku-sama faziam exibições engraçadas. Kagome-sama e Sango-sama estavam sempre acompanhando-os, ou acompanhando seus filhos. Com a tarde se aproximando, estava chegando a minha hora. Eu cantaria a noite, então, resolvi trocar de kimono: ao invés de usar um yukata simples, optei por um tsukesage. Vi Sango-sama pegar seu shamisen, enquanto afinava as cordas. Eu tremia, como um broto de bambu num dia de verão.

Uma brisa suave de verão refrescou a todos, e me deixou menos ansiosa.

- Ventinho bom, não? Ideal para espantar o calor.

Era Kohaku. Parecia que ele sempre chegava na hora para me animar.

- Sabe Rin… toda vez que o vento vem numa situação como essa… onde exige nossa dedicação e força… eu sempre me lembro da Kagura-sama.

Kagura. A youkai a serviço de Naraku… que era claramente apaixonada por Sesshoumaru. Apesar de ele ter ido até ela quando ela morreu… nunca ficou claro para mim, o que realmente sentia por ela. Se bem que… eu não sei mais do que Sesshoumaru-sama seria capaz. Inclusive, de gostar de alguém.

- Você geralmente fala bastante. Aconteceu alguma coisa?

- Ah, não, não é nada, apenas estou um pouco nervosa. – forcei um sorriso.

Kohaku então encarou nos meus olhos. Sorriu.

- Rin… você está usando o meu presente…!

- É claro que sim. Você falou para eu usar no Tanabata, não é? Então, estou usando… quem sabe não me traz sorte?

- Como eu pensei… você ficou ainda mais bonita. — disse, ao acariciar meu rosto.

Instintivamente, afastei a mão de Kohaku do meu rosto. Ele me olhou, assustado. Eu, com vergonha, pedi desculpas e preferi me afastar, jogando a culpa no festival. Não percebi o quão rápido tinha anoitecido. Logo, seria minha apresentação.

Sango já estava a minha espera, Kagome também estaria lá para ser a voz de fundo. Tomei coragem, e comecei a cantar uma música tradicional de Tanabata:

Sasa no ha sara-sara

Nokiba ni yureru

Ohoshi-sama kira-kira

Kin Gin sunago”[1]

As pessoas reagiram bem à musica. Todos estavam gostando, então fui cantando algumas outras músicas folclóricas. Ao final, fomos aplaudidas por todos – eu não poderia estar mais feliz.

No meio das palmas, ouvi uma voz familiar, gritando, deseperado:

-Sesshoumaru-samaaaaa, espere por Jaken...!

Jaken estava por perto, tinha vindo para me ver!

Sesshoumaru-sama... também veio me ver?! Sesshoumaru-sama...!

Prontamente, sai correndo dali, fazendo todos se perguntarem o motivo. Eu só conseguia pensar nele. Tinha chegado a entrada da floresta. Por mais que não tivessem ataques há anos... entrar na floresta era perigoso, pois os youkais estariam ávidos para devorar carne humana.

Não importa... eu quero ver o Sesshoumaru-sama...!

Corri o máximo que podia, o mais rápido que podia. Senti minhas lágrimas escorrerem pelo meu rosto, ao mesmo tempo em que um sorriso brotava em meus lábios. Eu sabia que ele estava por ali.

Sesshoumaru-sama...! Sesshoumaru-sama...! Sesshoumaru-sama...!

Depois de percorrer por metros a fio... eu já me encontrava arfando. Olhei para toda parte da floresta, dando voltas e voltas. Finalmente, eu desisti, e caí de joelhos, chorando.

- Se... se desde o começo pretendia me abandonar aqui... então porque eu tinha... que amar você...?

Eu esfreguei os olhos, na tentativa de interromper minha aflição.

Um som na floresta, me chamou a atenção. Seria ele...? Ou seria...

Um oni...?!

O monstro riu, rugiu um “Uma humana por aqui...!!” e velozmente me agarrou com um dos seus braços, me apertando. Comecei a sufocar, enquanto tentava escapar das garras daquele monstro.

Ninguém iria me salvar. Eu precisava sair dessa. Mas estava perdendo as forças... começava a ficar sem ar... vi ele aproximar a boca da minha cabeça, iria me devorar!

Inesperadamente, algo o cortou ao meio. Alguma lâmina afiada, eu presumo.

- Ko... Kohaku? – murmurei, sem forças ao ver uma sombra humanóide se aproximar.

Não era Kohaku.

Seus passos largos, ele logo se aproximou de mim. Tentei me recompor, meu coração começou a acelerar. Ele parou ali, bem na minha frente.

-... Daijobu, Rin?

-... Hai. – juntei os braços junto ao meu corpo, estava tremendo. De medo? Talvez.

-... Foi bonita.

Olhei para ele, sobressaltada. Estaria ele se referindo a minha apresentação? Levantei, sem hesitação. Meu coração retomou a acelerar.

Calma, coração... eu preciso de toda coragem possível para o que pretendo agora. Não terei outra oportunidade. Bem ou mal, eu sempre aprendi a me virar sozinha... sinto um medo tão grande agora... um medo que eu nunca vi...nem nas minhas mortes.

Eu tinha tomado minha decisão. Aproximei-me dele, e com toda a coragem que eu tinha, roubei-lhe um beijo.

Ele se assustou (eu acho). Não reagiu, mas por alguns instantes, me deixou ali, com os lábios colados ao dele. Então, se afastou um pouco, receoso.

- Eu... não sei lutar. Não sei manipular nenhuma arma, nem tenho poderes espirituais. As únicas coisas que eu sei fazer são cantar e colher flores, e tentar ver sempre o lado positivo de tudo. Mesmo não sendo alguém digna... eu quero ficar com você, Sesshoumaru! Mesmo tendo a chance de morrer mais uma vez... e não poder viver novamente... eu...

Sesshoumaru me encarou com bastante seriedade. Parecia disposto a ouvir o que eu tinha a dizer. Ao tomar um pouco mais de ar, continuei.

- Eu... sou capaz de abandonar tudo... por você, Sesshoumaru-sama. Eu... só quero seguir, mais uma vez, ao seu lado!

Novamente, o silêncio se estabeleceu entre nós. Sesshoumaru-sama era, de fato, um homem de pouquíssimas palavras ou reações. Vendo que minha declaração não tinha efeito nenhum, segui em frente. Fui interrompida, senti seu braço me segurando.

- Eu não posso controlar-me mais.

Com uma força controlada, ele me puxou, e, uma vez em seus braços, me beijou com vontade. Senti todo o desejo, de dois tolos, que se reprimiram por tanto tempo. Ele, por orgulho extremo. Eu, porque ainda era muita imatura para entender que não se tratava de ‘eu’ ou ‘ele’... entre os nossos lábios entrelaçados, também senti outra coisa...

-Sesshou... Sesshoumaru-sama...?! – gritei, ao me afastar dele e completamente enrubescida.

- Não adianta agora querer, que eu, Sesshoumaru, me controle. – reclamou, franzindo a sobrancelha por interromper seus instintos, digamos, mais básicos.

- Não, olhe aquilo! – disse, apontando para um Jaken bêbado, e parcialmente vestido, que andava tropeçando nas suas patinhas. — Acho que ele decidiu aproveitar enquanto não lhe encontrava, Sesshoumaru-sama... ou então ficou forçado a beber... – complementei, ao mesmo tempo com vergonha e segurando meus risos.

Sesshoumaru-sama claramente não gostou de ter sido interrompido e acabou por descontar sua raiva em Jaken.

- Poooooooor queeeeeeeee eu sempre apanho Sesshoumaru-samaaaaaaa...?! – discorreu Jaken, antes de desmaiar, devido a bebida e a “punição”.

Não consegui controlar meu riso. Sesshoumaru olhou pra mim, sem mexer um músculo do rosto.

- Rin. Você deve continuar no vilarejo.

-...?!! Então... do que adiantou....?! Você não gosta mesmo de seguir ordens, não é?

Ele esboçou um leve sorriso, enquanto eu estava visivelmente irritada, além de um pouco extasiada. Entendi o sorriso como um sim.

As visitas se tornaram mais constantes. Alguns dizem que o sofrimento é não estar feliz. Mas um sofrimento maior ainda é estar longe das pessoas que nós amamos. Por isso, cada dia que ele está lá, comigo... e eu com ele...

Estamos juntos, mesmo quando estamos longe um do outro. Isso é que importa.

Notas finais
Bom, se alguém tem alguma dúvida quanto ao vocabulário, lá vai:

taijya = exterminador(a) de youkais

miko = sacerdotisa

Shikon no Tama = Jóia de Quatro Almas

Onegai= Por favor

Tanabata Matsuri = ou simplesmente Tanabata, é uma espécie de feriado com comemoração japonesa, que ocorre na sétima noite do sétimo mês no Japão. É basedo numa lenda, onde duas estrelas/deuses se apaixonam (Vega/Orihime e Altair/Kengyu) e, por deixar de fazer seus afazeres domésticos, são obrigados a se encontrarem apenas uma vez ao ano.

Hai = sim

Arigatou = obrigado(a) informal

Aneue = irmã mais velha

Shamisen = instrumento de corda japonês, semelhante a um banjo. Cometi um crime histórico e social ao pôr uma simples camponesa como a Sango para tocá-lo (somente gueixas e mulheres de diversas elite têm acesso a educação musical com instrumentos de corda), mas achei que seria interessante uma mulher como a Sango, tão austera, tocá-lo de forma graciosa.

Yoshi = certo!, tudo bem!

Demo = mas

Yukata = kimono do tipo informal, feito de tecidos muito leves e frescos, com cortes diferentes do kimono normal, de forma a ser mais fresco (já que durante o Tanabata, é verão no Japão). Geralmente são usados em épocas quentes.

Tsukesage = um kimono informal mas com trabalhamento e detalhes mais apurados do que um yukata. Geralmente é usado em festas e festivais mas não em cerimônias.

Daijoubu = tudo bem? (informal)

[1] O trecho de música que Rin canta é, na verdade, um poema que é sempre cantado pelas crianças durante o Tanabata. A tradução seria mais ou menos algo como

As folhas do bambu, murmuram, murmuram,
balançam as pontas.
As estrelas brilham, brilham,
grãos de areia de ouro e prata.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!