Sweet Switchblade Knife
12 I Hold On
Notas iniciais
Tomara que gostem, bjs
POV AXL
Eu tinha acabado de sair do show, todos estavam me dando parabéns e etc, mas a unica pessoa que eu realmente estava querendo ver não estava la, Georgia.
Eu arrumei minhas coisas e fui embora. Quando sai na rua eu vi Georgia chorando, sentada no meio fio
- O que foi amor?
- Minha mãe descobriu o que eu fiz com Katy
- Como?
- Sei la, e ela se vingou de mim matando o Edmundo!
- O QUEE? AQUELA VAGABUNDA MATOU MEU FILHO ?!?! — eu gritei
- Sim — ela disse entre lágrimas, e seu rosto estava bem vermelho
- Vamos pra L.A. AGORA!!
Fui para o hotel, peguei minhas malas e entramos no primeiro voo para Los Angeles.
Chegando la pegamos um taxi e fomos direito pra casa da mãe da Georgia. Quando entramos na casa, veio a surpresa: Edmundo, morto todo esfaqueado, boiando em seu proprio sangue no meio da sala. Aquilo cortou meu coração em pedaços. Meu filho, meu menininho morto por aquela velha. E ela estava sentada na cadeira com cara de paisagem, olhando para a janela
- O QUE FOI QUE VOCÊ FEZ ? — perguntou Georgia aos gritos, chorando muito
- Eu fiz você sentir a mesma dor que você me fez sentir! — ela disse calmamente, como se não tivesse feito uma coisa tão terrivel
- SUA FILHA DA PUTA — Georgia se descontrolou e avançou para cima da velha. Eu tive de ir separa-las, por mais que eu quisesse que ela arrebentase a cara daquela vadia.
- Mas como você ficou sabendo que eu matei Katy?
- Do mesmo jeito que você ficou sabendo do Edmundo. Ela estava conversando comigo pelo celular, quando eu escutei vocês conversando — ela começa a chorar — e você matando minha filha!
Em cerca de 10 segundos após isso, a polícia chegou e levou a mãe de Georgia;
"Vagabunda, agora ela vai ter o que mereçe" — pensei
Quando chegamos em casa eu desabei a chorar. Começei a ficar tão nervoso que tive mais um de meus ataques de epilepsia. Fiquei dias na cama, até que Georgia me lembrou que estava na hora de ir para Houston, devido a turnê.
Eu não queria ir fazer shows, eu não queria estar mais na banda. Eu amava Edmundo e Dafne. Eu nunca quis que isso acabasse dessa maneira. Quando eu estou la no palco, cantando, eles não entendem o quanto eu dou de mim para estar lá, e o quanto isso me afeta.Mas eles sempre querem mais, ele esperam mais de mim, e eu não sei se consigo. É como se tudo isso não estivesse acontecendo comigo, mas sim com alguém finjindo ser eu, alguém vestido em minha pele. E agora tenho de ir para o Texas. Eu não tenho mais controle sobre mim, não mais.
Mas Georgia me obrigou a ir mesmo assim, pois nós precisavamos da grana. Então fui para o aeroporto e peguei um avião para o Houston.
No backstage antes do show...
Chegando la eu pude sentir a atmosfera com um clima pesado. Todos estavam tristes, mostrando sua condolência sobre a morte de meu filho, e de Dafne. Mas ao mesmo tempo eu podia sentir a raiva que eles sentiam por eu ter deixado a banda em Seattle sem aviso prévio.
— Eu estava puto — tentei justificar, mas ninguém disse uma só palavra
Ficamos em silência por cerca de 15 minutos, até que Rob entrou na sala aonde esperávamos
- Ta na hora, vamos lá
Todos levantaram e se dirigiram ao palco. Eu senti que não iria conseguir, então fui até Rob,
- Preciso de alguns minutos
- O QUE?
Ele ficou desesperado, e não sabia o que fazer. Mas ele percebeu que não adiantava brigar comigo, assim que viu minha cara de debilitado.
- Vê com o Alan, o roadie da banda, fiquei sabendo que ele sabe cantar — ele disse para um dos funcionários — VAMOS PORRA!
Rob tentou me consolar colocando a mão em meus ombros. Naturalmente não adiantou de nada
-Me desculpa — tentei me redimir, ele assentiu com a cabeça
- Tudo vem, pode ficar o tempo que precisar
- Sim
- Quanto tempo você precisa? — disse ele me pressionando. eu não disse nada
Esse tal de Alan apareceu e Rob foi conversar com ele,
- Conheçe as letras, Alan?
- Eu memorizei algumas
- Beleza, manda ve
- O que?
- Sobre no palco, agora
- Mas eu...
- VAI PORRA, SOBE NESSA MERDA AGORA! Primeiro "Welcome To The Jungle e depois Pretty Tied Up, te pago vintão
- Você falando brincando, né?
- Tenho cara de palhaço, caralho?
Alan nada disse e foi cantar. Eu me sentia cada vez pior de saber que eu não conseguiria dar a eles o que eles queriam. Eu podia ouvir o píblico vaiando, aquilo me deixava puto.
- Caralho, caralho — Rob chingava sem parar, vendo o fiasco que o show estava sendo — Você ja ta melhor, Axl? Pronto pra entrar? AXL, FALA COMIGO
Eu apenas balançei a cabeça que sim, Rob ficou estonteante
Subi ao palco, a multidão foi a loucura ao me ver, Alan saiu do palco cabisbaixo. Eu senti que não conseguiria, era muita pressão em cima de mim. Começei a cantar, e a tristeza me subia cada vez mais a cabeça, e então cedi a pressão. Larguei o microfone e sai, o público novamente voltou a vaiar, e Rob mandou Alan subir no palco de novo. O público ficou furioso, e começou a tacar coisas na banda, o que deixou os rapazes furiosos, e gerou em uma pancadaria só, o que resultou em 5 mortos e 28 feridos.
Após todos irem embora e o lugar ficar completamente vazio e destruido, e eu estava sentando no palco, chorando e fumando um cugarro e Rob veio conversar comigo
- Não entendo Axl, não entendo porque você faz isso consigo mesmo...
- Tudo está horrível!
- Não, tudo está ótimo! Hoje a noite foi genial, entrara para a história! As pessoas amam pancadaria e violência
- Tudo era tão simples! Agora todos me odeiam! Eu fiz todos me odiarem...
- Ninguém te odeia Axl!
- Até as pessoas que um dia me amaram, passaram a me odiar
- Dafne?
- Dafne. Katarina também. E especialmente Edmundo
- Mas como Edmundo iria te odiar? Pelo amor de deus...
- Por eu ter deixado ele sozinho, por dias. Nunca ter dado bola pra ele
- Você foi um bom pai, Axl
- Não, não fui. Eu sei que não fui! Seu eu fosse um bom pai, eu não teria feito tudo isso o que eu fiz.
- Mas e Georgia? — eu lhe contei sobre ela em um telefonema em Los Angeles — Você ama ela, ela ama você...
- Eu odeio ela!
- E você a ama ao mesmo tempo
- Não tenho certeza disso...
Levantei e fui embora. Tudo o que eu mais precisava era de um bom e velho uísque...
Fui para um bar, encher a cara e esqueçer dos meus problemas. Eu estava la, chorando e bebendo quando avistei uma mulher muito parecida com Katy e com Georgia. Ela estava olhando para mim e se aproximando...
- Você é Axl Rose?
- Sim
Ela me deu um tapa na cara
-Por que você fez isso?
- Pelo o que você fez com a minha irmã! Traindo ela, com sua própria irmã
- Quem é você?
- Sou Layla, irmã da Georgia e Katarina
- Elas nunca me falaram sobre você
- É que elas me odeiam
- Entendo, mas o que você quer comigo?
- Isso — ela virou e me deu um beijo.
Era só o que me faltava, eu ter um affair com a família Welch inteira. Nem pensar. Parei o beijo na hora, levantei e sai, fui embora para o hotel.
Chegando no quarto eu tomei um banho quente, deitei na cama e começei a pensar sobre tudo o que havia acontecido comigo até então...
Ian, eu te amo; Você é minha! Só minha; Nós deveriamos ter um bebê; Você tem vergonha te mim?; Eu te amo meu amor
Fui interrompido por alguém batendo na porta. Me levantei e fui ver quem era...
- Olá
- O que você está fazendo aqui?
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