Sweet Revenge
11 Salvando a Amiga
Notas iniciais
-Onde estamos indo? – Gerard perguntou –
-Pra casa do Jared – eu disse –
-Ta com seu celular ai? – perguntei –
-Sim,porque?
-Porque quero que você grave tudo o que eu vou falar com ele, aí a Diminique vai acreditar em mim – eu disse –
-Okay.
Chegamos na casa de Jared, toquei a campainha e Shannon atendeu.
-Olá – ela disse –
-Oi, o Jared ta por ai? – perguntei –
-Sim, vou chamar ele.
Demorou uns minutos até Jared nos atender, em quanto isso Gerard preparava seu celular.
-Oi – ele disse estranhando a nossa visita –
-Jared porque fez isso? – perguntei cruzando os braços –
-O que? Não to entendendo.
-Porque você saiu espalhando pra todos o que aconteceu naquele dia de você e a Dominique?
-Ah, não saí espalhando, eu só disse à algumas pessoas e...
Antes que ele terminasse de falar eu comecei a falar.
-Olha aqui seu filho da mãe, minha amiga agora ta pensando que foi eu quem disse isso, e você vai pagar muito caro se alguma coisa acontecer.
-Se manca garota, quem é você pra me dizer isso? Eu digo pra quem eu quiser, e aliás espalhei mesmo pela escola, essa Dominique estava caindo direitinho, eu tinha ela na palma da mão, só quis usar ela depois eu ia conquistar outra garota – ele sorria ironicamente –
-Cafajeste, como teve coragem – disse eu dei em seguida um tapa em seu rosto –
Jared levantou a mão para me dar um tapa, mas foi impedido por Gerard.
-Você está maluco? Além de um cafajeste bate em mulheres também?
-Saiam vocês dois babacas daqui, já – ele disse nos expulsando –
-Idiota – eu disse virando as costas para ir embora –
Já estávamos longe da casa de Jared paramos para ver como a gravação ficou.
-Ficou ótima – eu disse –
-Só ficou meio tremida na parte que ele ia batendo em você, desculpa – Gerard disse –
-Ai Gerard, não tem do que se desculpar, eu que agradeço por ter me defendido –eu dizia sorrindo –
Gerard corou.
-De nada, pra isso que serve – ele deu uma pequena pausa – amigos – e sorriu –
Levei minha mão até seu rosto acariciando-o.
-Acho melhor levarmos isso pra ela ver – eu disse –
-Sim, vamos logo.
Chegamos na casa dela, batemos na porta e ninguém atendeu. Resolvi ligar para seu celular mas nada também.
-Mais tarde eu tento –eu disse – vamos embora
-Okay.
Fomos para casa, fiquei o resto da tarde toda pensando onde estaria Dominique até que as visões começaram de novo.
Ela estava caminhando em uma rua escura e vazia, aquela rua era familiar eu sabia onde era, ela entrou em um beco falou com alguém e saiu com uma arma na mão, depois flashes de Dominique sendo arrastada pelo carro passavam em meus olhos, aquilo era assustador. Acordei de repente e tentei refletir sobre aquilo, ela não seria capaz de pegar uma arma para se vingar de mim não é? Ou sim? Mesmo eu não tendo feito nada, mas na cabeça dela eu tinha feito aquilo, me preocupei.
Anoiteceu e eu não quis ligar para Dominique, eu quis ir até sua casa para poder falar pessoalmente com ela, em cheguei a frente de seu portão e a vi saindo, resolvi não chegar perto para que ela não me visse, fui a seguindo até seu destino até que me toquei que estava na rua das tais “premonições”, Dominique entrou no beco depois de minutos saiu de lá portando uma arma em sua mão, escutei o motor de um carro, seria os bandidos que iriam mata-la, não esperei nem um segundo, corri até ela e a puxei pelo braço a levei até o beco mais próximo antes que os bandidos no carro pudessem nos ver.
-Você ta maluca? – perguntei a ela com os olhos arregalados – o que ta fazendo aqui?
-Você estava me seguindo? – ela perguntou ignorando tosas as minhas perguntas anteriores –
-Estou sim – eu disse com firmeza – agora quero entender o porque da senhora estar com essa arma.
Nessa hora o carro dos bandidos parou um pouco perto do beco onde estávamos, peguei Dominique pelo braço e a levei para o fundo do beco, lá nos abaixamos e sentamos no chão.
-Fique quieta – disse a ela –
-O que eles fazem aqui? – sussurrou –
-Quieta! –ordenei –
Demorou muito tempo até os bandidos irem embora, em fim pudemos sair do local e irmos embora mas antes...
-Dê um jeito de se livrar disso – eu disse apontando para a arma –
-Deu pra mandar em mim agora? – perguntou Dominique arqueando uma sobrancelha –
-Não, só estou querendo o seu bem, e também não sei o motivo de armas, porque?
-Foi um erro – ela disse fitando o chão – mas porque você ta atrás de mim?
-Porque quero mostrar quem realmente disse aquilo pra todos, mas antes vamos sair daqui – eu disse –
Fomos para a casa de Dominique, aí foi que eu lembrei que foi Gerard que tinha gravado com o celular e ele não estava comigo.
-Putz, o vídeo ta no celular do Gerard – eu disse botando a mão na testa – amanhã Dominique, amanhã eu vou te mostrar e você vai ter uma surpresa.
-Assim espero – ela disse me olhando séria –
No dia seguinte na escola eu e Gerard fomos mostrar o Vídeo para Dominique.
-Não acredito que ele fez isso – ela dizia com lagrimas nos olhos – não acredito que ele disse isso – ela continuava dizendo –
-Ai, não fica assim – eu disse abraçando-a –
Gerard ficou encabulado por estar sobrando na cena, então o puxei para um abraço coletivo.
-Obrigada vocês dois por me mostrarem quem realmente fez isso, e obrigada Mari por ter me salvado ontem, se não fosse você eu não sabia o que tinha acontecido.
-O que ia acontecendo ontem? – perguntou Gerard –
-O mesmo que eu vi na casa da Jade –disse a ele –
-Você viu o que ia acontecer? – perguntou me Dominique com os olhos arregalados –
-Felizmente sim, por isso eu estava lá – sorri de canto –
Passamos as aulas todas conversando, toda a hora recebíamos bronca dos professores, no intervalo resolvemos discutir como e onde ia ser a festa surpresa do Gerard.
-Pode ser na minha casa – disse Jade –
-Seus avós não vão achar ruim? – Frank perguntou –
-Não, eles não vão estar lá em casa nesse dia – ela disse sorrindo –
Sempre havia um clima entre os dois. Sempre.
-Dia 10 então? – eu perguntei –
-Sim – todos responderam –
-Não digam ao Gerard ok? Vamos dizer que todos vamos passar o dia na casa da Jade, mas não falem em festa – eu disse –
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