Sweet Nothing
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Então, boa leitura!
Ilha dos Tritões, cozinha do Thousand Sunny.
18:30 pm.
You took my heart and you held it in your mouth
Você pegou meu coração e o segurou em sua boca
Sob as aclamações de Sanji, os galanteios de Brook e as avaliações críticas de Robin, Nami trajava modelitos provocantes e justos os quais foram adquiridos através de descontos exorbitantes da grife de Papag.
Luffy, Usoop e Franky disparavam comentários quando ameaçados pela ruiva, que fazia questão que todos se prontificassem acerca de seu look. Na verdade,quase todos. Zoro encontrava-se isolado num canto da cozinha, abrindo ferozmente sua fiel garrafa de saquê, jugando tudo aquilo pateticamente.
Chopper selecionou um vestido escuro de aspecto assombroso, entregando-o a navegadora, que o vestiu prontamente, satisfazendo-se de imediato com o resultado: o modelo preto acentuava perfeitamente seu corpo escultural e avantajava seus seios volumosos. Havia alguns fios prateados na atura da cintura, fazendo-o parecer sofisticado. Pôs-se a desfilar de forma exibicionista, despejando sobre si sua fragrância apimentada, -muito cara por sinal- sabendo o impacto devastador que proporcionava em seus nakamas.
- MELLONAIREEEEEEE! — cantarolava Sanji apaixonado, analisando o caminhar de sua deusa.
- Está tão linda, Nami-san que meus olhos estão revirando! Embora não tenha olhos yohohohohoho!
- Incrível como esse preto realçou sua pele, navegadora-san!
- SUPER!
O semblante convencido imperava na fisionomia da navegadora. Aplausos apaixonados, olhares profundos, elogios ardentes... tudo direcionadoapenaspara ela! Agradava-lhe ouvir galanteios distribuídos por seus''subordinados''na tripulação. Evidente que tiraria vantagem por lhes proporcionar um desfile exibicionista e sensual daqueles.
Berries, laranjas e seu ego enaltecido... não havia nada melhor na concepção de Nami.
- Maravilhosa... linda... magnífica... — declarava o Cook hipnotizado pela beleza devastadora da ruiva.
- Que fiozinhos engraçados! — empolgou-se o capitão, brincando com os fiozinhos prateados na vestimenta da navegadora, tendo como consequência um ardor em sua face provocado pela bofetada que a mesma lhe dera.
- Ficou lindo em você, Nami. — sibilou Usoop, rendendo-se ao charme da ruiva.
- Pelo visto esse vestido fez sucesso em você, navegadora-san! — Robin deu uma risadinha pela expressão que os nakamas exibiam: uns apaixonados, outros apenas admirando a beleza feminina da mulher a sua frente. Com exceção de Luffy — que ainda sentia o impacto da bofetada em seu rosto - e Franky — que não precisava admirar absolutamente nada. Afinal, já detinha uma bela arqueóloga para contemplar e enaltecer.
- Nami... — os olhinhos de Chopper brilhavam ao apreciar sua nakama tão primorosa e reluzente.
- Nami-swan...
- Nami, você não acha que está gorda com esse vestido? — perguntou Zoro naturalmente, bebericando um gole de seu saquê.
''Você não acha que está gorda.''
''Está gorda.''
''Gorda.''
''G-O-R-D-A.''
Cessou seu sorriso e o desfile exibicionista, sentindo sua cabeça girar atordoadamente. As palavras inconvenientes proferidas pelo espadachim, ressoavam inconstantemente na mente de Nami. A cena desgastante não largava seus pensamentos. Parecia que havia vivido um filme de terror por alguns segundos.
Nunca fora insultada em toda sua vida.
Recapitulou seu dia deslumbrante: encontrou tesouros, obteve descontos nas roupas, colheu laranjas, degustou sua refeição predileta, desfilou inebriando a todos, e repentinamente, sua felicidade é praticamente jogada ao lixo por um espadachim maldito, cujo o objetivo de vida é enlouquecer sua mente.
''Gorda''.A raiva insana dominava seu íntimo, e uma veia saltitava próxima sua têmpora. Nunca sentiu demasiada ânsia de presenciar Zoro coberto de sangue, definhando sobre o chão, clamando por sua vida. Embora essas idealizações prazerosas tomassem seus pensamentos, um questionamento árduo lhe deixava desconexa: torturava o espadachim antes de matá-lo ou o executava diretamente?
Os outros tripulantes fitavam o espadachim e a navegadora praticamente na mesma fracão de segundos. Nami, ainda elaborava alguma estratégia maquiavélica para cortar ao meio a cabeçado moreno, que por sua vez, mal se importava com os iminentes ataques da ruiva. Apenas levantou-se e rumou em direção ao convés, ignorando todos olhares amedrontados e revoltados ao seu redor.
- MARIMO MALDITO! COMO OUSA FALAR ASSIM ASSIM COM A NAMI-SWAN? — berrou o Cook exasperado.
- Acho que Zoro pegou pesado dessa vez... — especulou Luffy, tentando compreender o ocorrido.
- Até o Luffy, que é um idiota, sabe a gravidade da situação que nos encontramos! — salientou o atirador da tripulação, mirando fixadamente a porta na qual o esverdeado acabara de cruzar.
- Nami... não mate o Zoro! — choramingou Chopper, prevendo a tragédia que ocorreria caso a ruiva continuasse a exibir seu típico olhar homicida.
xx
Convés do Thousand Sunny.
19:00.
O Roronoa retirou a parte cima da roupa, permitindo que a corrente gélida noturna domasse de seu corpo. Deitou-se no chão, posicionando seu torso e cabeça sobre este. Esticou seus bracos executando flexões rigorosas, a fim de desenvolver ainda mais seu abdômen meticulosamente trabalhado. Não queria esquentar sua cabeça com preocupações enquanto exercitava-se, visto que deveria treinar constantemente a fim de continuar ainda mais forte. Desta forma, olvidaria os ataques da navegadora mimada. Ora, não havia motivos para ela ficar alarmada escandalosamente! Afinal, ele não havia feitonada!
Começou a flexionar aceleradamente. O suor percorria sua face e desaguava em seu pescoço. Exercia uma grande forca com o músculo braçal, deixando seu corpo ora mais elevado, ora mais arriado. Sentiu um ador incômodo na região dorsal.Bobagem.Embora estivesse exausto, necessitava praticar ainda mais, e consequentemente, obliterar-se do corpo da navegadora moldado naquele vestido que tanto lhe encantara.
Repentinamente sentiu um peso misterioso sobre suas costas. Isso lhe impossibilitava de continuar flexionando, permitindo que seu corpo ficasse fixado ao chão. Embora exercesse uma forca descomunal para se levantar, não obtinha sucesso em suas investidas. Apesar de não poder movimentar sua região costal, girou a cabeça para o lado, notando a presença de perninhas que partiam por cima de seu corpo. Perninhas muito conhecidas por sinal.
- Até que é prazeroso acabar com a diversão alheia! Agora sei como você se sente,Marimo!
Nami.
A navegadora encontrava-se assentada sobre as costas do espadachim. Depositava toda sua forca para pressioná-lo ainda mais sobre chão. Ela deliciava-se ao vê-lo alarmado. Não havia sensação melhor.
- Sua... sua... — tentou elaborar insultos para Nami, observando-a sorrir equiparadamente a uma criança vingativa. — Você não presta!
- Eu sei. — a cada sorriso que exalava, executava um impulso rigoroso para mantê-lo preso entre ela e o chão. O que não era simples, pois o espadachim detinha uma rigidez indescritível.
Todos os tipos de palavrões saltaram dos lábios do moreno, despertando gargalhadas descomunais na ruiva. Por fim, o Roronoa resolveu utilizar o cérebro ao invés da forca bruta: ele era muito mais forte que a navegadora. Decerto, o esforço que ela exercia era tremendo. Era mesma forca que aplicava para esbofetear seus nakamas. Porém, isso não era absolutamente nada comparada a forca de Zoro. Nada.
- Que foi, Marimo? Perdeu a forca? — provocou, ao notar que ele havia cessado com a inquietação.
Num movimento brusco, o esverdeado puxou as mãos da navegadora, trazendo-a para o chão. Rapidamente, viu-se liberto das garras da ruiva. Depositou seu corpo sobre o dela, antes que a mesma aprontasse algo. Agarrou suas mãos como garantia de que não tentaria nada contra ele.
Isso é o que costumam chamar de ''virar o jogo''.
Repousou seu olhar sobre o dela, que debatia-se exasperada querendo soltar-se do espadachim.
Corpo no corpo. Ainda que estivesse exaltada, podia ver o quanto ela era bonita mesmo que histérica. Permitiu sentir o perfume apimentado que emanava dela, enquanto tentava omitir o som do acelerar de seu coração. Mesmo exibindo sua habitual feição ranzinza, lutou para que o sorriso sisudo não tomasse seus lábios. Afinal, não era sempre que ficava sozinho com aquela bruxa, ainda mais na posição que se encontravam — sobre o corpo dela. Quem os visse naquela situação, provavelmente se espantaria.
Agora era a vez de Nami proferir palavreados de baixo calão. No seu íntimo, compreendia que era inútil medir forcas com ele.
- Idiota! Você é um marimo mesmo! Cabeça de musgo! Gorda? Eu não sou gorda! Você que é um idiota, estúpido, inepto, néscio, palerma, biltre, arrogante, lerdo, perdido...
- Hey, Nami, cala a boca! — disse tranquilamente, ainda prendendo o corpo da ruiva sobre o chão.
A navegadora ficara atônita perante a tal pedido. Não acreditava no que ouvira. Ele a insulta, a prende e agora ela que tinha de ficar quieta?
- O QUE? — indagou indignada.
- Sua voz é irritante!
- Ora seu...
Antes que a frase pudesse ser terminada, Zoro simplesmente abocanhou os lábios rosados pertencentes a navegadora. Espantosamente, fora prontamente retribuído pela língua atrevida da ruiva, que explorava impetuosamente a boca do moreno, deixando seu sabor adocicado por onde traçava. Aquele sabor... era o melhor que ele havia experimentado. Saquê nenhum detinha aqueledocemeio amago exclusivo da boca de Nami.
Almejava imensamente que Nami estivesse esquecido o ''insulto'' que havia soltado. Ela mal sabia que Zoro, quando queria, poderia ser mais perspicaz que ela. Afinal, chamá-la de ''gorda'' fora a forma mais adequada para cessar com aquele desfile maldoso, que expunha suas curvas para aquele bando de pirata tarado!
Se a exibição fosse apenas para ele, provavelmente não haveria empecilho algum.
Quem diria que em pleno Halloween, uma pequena travessura lhe renderia odocemais delicioso que já havia experimentado?
E esse doce todo, renderia travessuras para noite inteira. Quem sabe um desfile exclusivo elaborado apenas para ele?
''Gostosuras ou travessuras?'' Ele queria mesmo era saber daquela navegadora.
And with a word all my love came rushing out
E com uma palavra todo meu amor veio à tona rapidamente
- Feliz dia das bruxas, bruxa!
Notas finais
Quem gostou deixa review! Beijos *-*
Fale com o autor