Notas iniciais
E-Espero que gostem! ♥

Era uma noite chuvosa quando ouviu, pela primeira vez em anos, ouviu aquelas doces palavras serem pronunciadas pelo seu querido irmão. Canadá quase não conseguiu conter as lágrimas de tristeza. Sua mente estava embaralhada, não sabia se ele estava falando sério sobre o amar, ou apenas o amava como irmão. Isso não passou despercebido pelo americano que, no calor do momento, abraçou o irmão tão querido, aninhando-o em seus braços quentes. O que ele poderia fazer? O amava cegamente. Escondeu o rosto no peito alheio, aspirando o ar terrivelmente delicioso do americano. Dammit, por que Alfred o machucava tanto?

- Matthie... – Chamou um americano preocupado, levantando o rosto alheio com cuidado e aproveitando para deslizar os dedos pelo rosto tão macio de seu irmão. – V-Você me ama?

Era sua impressão ou as bochechas dele estavam ficando avermelhadas?

A única luz no local era a da lareira, que os esquentava do frio canadense cortante, e por isso não conseguia enxergar o rosto alheio com clareza. Ele ficava tão bonito naquela luz...

- Y...Yes... – Respondeu a pergunta de seu amado irmão, assentindo brevemente e logo sendo apertado pelo mais velho. Teria que forçar para não chorar, mas era tão dolorido, tão... cruel. Se perguntava se, se não tivessem nascido irmãos, eles poderiam ficar juntos.

Ah, mas o que ele estava pensando? Não é como se Alfred o amasse também. O sorriso largo do estadunidense estava diferente, estava mais carinhoso. Piscou algumas vezes, aninhando-se ainda mais no peito alheio tão quente.

- Really? I’m so happy, sweet pancake! – Disse, bagunçando os cabelos louros do seu Canadá fofinho antes de beijar sua testa, com medo de uma possível rejeição por parte do irmão.

Canadá mal sabia o que estava acontecendo, sentia vontade de beija-lo de uma forma pecaminosa e se o fizesse com certeza seria repelido. Por fim, acabou por adormecer com lágrimas nos olhos no peito do americano.

...

Alfred verificava, com a ajuda de Inglaterra, coisas românticas na internet. Achava que, talvez, o britânico soubesse alguma coisa de romance, mas conforme foi vendo, percebeu que Arthur era tão tapado quanto si nesse assunto.

- Hey... Você não sabe nada de romance, não é mesmo? Acho que deveria ter pedido ajuda ao... sei lá quem, mas não pra você.

A face do inglês avermelhou com as palavras jogadas na sua cara daquela forma, mas isso não o impediu de discutir com Alfred.

- Ei! Eu estou apenas tentando ajudar e você fala isso?! Chega! Eu vou pra casa, se vire! – Alfred mal prestara atenção nas palavras do inglês, procurava jeitos de como se confessar, mas não achava nenhuma boa até que um Francês que, sentindo cheiro de perversão, foi até Alfred.

- Monsieur Alfred está vendo coisas ilícitas na minha presença? Oh~ Não sabia que gostava de tais coisas também!

- Ah... Estou procurando um jeito de me confessar de verdade para o Matth. – Disse sem olhar para o mais velho, clicando em um link que lhe pareceu bom, porém era só uma poesia idiota.

- Ohhh~ Meus lindos ouvidos escutaram bem? Um pobre americano quer minha ajuda para se confessar para a minha colônia fofinha? – Deu ênfase na palavra ‘minha’, dramatizando.

- Nunca pedi sua ajuda... – Respondeu o americano, concentrado, pela primeira vez, no que fazia. Queria algo que fosse perfeito, algo que fizesse seu sweetie chorar de alegria. Embora já tivesse se “confessado”, por alguma razão achou que não fora o suficiente para mostrar seus sentimentos.

- Oh, mas como tem haver com meu pequeno Matthieu, vou te ajudar! Tenho algo phénoménal em minha linda cabeça! – Praticamente ronronou, tirando o americano de sua concentração. Alfred apenas deixou-se levar por Francis, afinal, queria muito ajuda para sua confissão.

...

Matthew estava em sua sala, lendo um livro aleatório apenas para passar o tempo. Havia arrumado a sala com cobertores bem macios em frente á lareira, que já estava acesa, e alguns travesseiros. Alfred dormiria ali aquela noite, iriam contar histórias de terror, como faziam de vez em quando. Ouviu a campainha tocar e, imaginando ser Alfred, se levantou para guardar o livro e abrir a porta. Seu susto estava mais do que visível em sua face ao vê-lo. O sangue se concentrava em seu rosto inteiro.

Alfred estava com um terno preto e seu cabelo estava arrumado, além de óculos limpos – uma raridade! Ele manteve as mãos nas costas até aquele momento, entregando para o canadense um buquê de rosas tão avermelhadas quanto sua face.

O rosto de Matthew se transformou de surpresa para felicidade. Lágrimas corriam livres pelo rosto do loiro, mas logo foram secadas pelos dedos de Alfred, agora livres já que seu querido e amado irmão havia pegado o buquê. Matthew, sem nada dizer, apenas deixou o americano entrar. Oh, por Deus, se Alfred estiver brincando consigo, era capaz de se matar.

- Matthie... Preciso te falar uma coisa séria. – Disse o estadunidense assim que a porta atrás de si foi fechada, deixando seu irmão encurralado na porta. Alfred corou, desviou o olhar e respirou fundo. Após reunir coragem, soltou o que estava no seu peito há décadas: — Matthie, eu te amo. Não como irmão, mas como homem e mulher. Meu peito dói toda vez que te vejo ser reconhecido por alguém, você é só meu. Entende isso? Matthie, eu... eu estou apaixonado por você.

Matthew arfou. Aquilo não poderia ser verdade, poderia? As lágrimas deslizavam pelo seu rosto, algumas caindo nas flores que apertava com tanto carinho contra o peito. Quando Alfred começou a falar, Matthew o interrompeu docemente.

- I-I love you too... Alfred... Like a man and woman… — Disse em meio as lágrimas, soluçando baixinho.

Alfred levantou o rosto do canadense e fitou-o com seriedade, porém o amor pelo outro era visível para Matthew. O canadense piscou algumas vezes ao perceber que Alfred aproximara seu rosto do dele. Estava tão ansioso – desde sempre! – para sentir os lábios alheios sobre os seus que não conseguiu evitar que um suspiro de prazer escapasse.

A textura macia e carnosa dos lábios do canadense eram deliciosos de mordiscar e sugar e de sobra ainda arrancava gemidos baixos do mais novo.

Parecia que, naquela noite, não iriam contar histórias de terror.

Notas finais
*Pessoa que não sabe como se confessar porque é uma maldita passiva-agressiva* O-Oh, por favor, avaliem minha estória! See ya, people >u< ~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!