Sweet Lucille

1 I - We Were Not


Notas iniciais
Hey! Espero que gostem! Fiz alterações *-*

WE WERE NOT

Há apenas duas certezas nos dias de hoje. A primeira é que você morre, de algum jeito, você morre. A segunda, é que não importa como você morre, você irá voltar.

Estava em choque e com medo. Era como se uma parte minha tivesse morrido. E, de alguma forma, morreu. Fazia dois meses que a perdemos, a visão de seus cabelos loiros ensanguentados ainda me assombrava nas noites.

Amo você, doce Lucille. Fora suas ultimas palavras.

Mas, ele também sofria com isso, ouvi alguns múrmuros seus s dessa vez, ela não voltaria.

Depois que ela se foi, me senti na obrigação de cuidar de suas flores e acabei nomeando a minha preferida com seu nome. Olivie.

Mas, enquanto sentíamos essa dor nos consumir, o Santuário ia bem, a cada dia membros novos chegavam.

É, de certa forma, incrível como as pessoas tem maneiras diferentes de lidar com a morte. Eu procurei descontar em tudo que ela fazia, cuidei de suas flores, fui (ou tentei) ser simpática com todos, me esforcei ao máximo para tentar fazer suas ações e, com isso, deixar sua memória viva conosco.

Mas ele, ele não. Ele virou uma bomba, um grande vulcão em erupção. Começou a por sua raiva e ressentimento para fora, culpa tudo e todos por tê-la perdido. Eu não o condenava, mas suas ações já estavam fora do controle. Ele não era mais respeitado diante os Salvadores, ele era temido, aonde quer que seu nome chegue, era motivo de medo e pânico.

Porém, ele nunca deixou essa personalidade me atingir.

Era um dia ensolarada, e eu estava novamente no jardim, cuidando de algumas flores, quando ele passou por mim.

Coberto de sangue.

Por um momento, fiquei preocupada. Mas ai eu soube.

O sangue não era dele.

Ele tinha matado mais alguém.

— Você deveria ir se limpar — falei, quando ele passava por mim, as pressas, provavelmente não queria que eu visse aquilo.

— Ah! Lucille, o que você... — ele começou a falar sem jeito, desanimado. — Desculpe, não queria que visse isso.

Suspirei, desanimada, a cada dia isso ficava pior.

— Não aja como se eu não soubesse de nada, por favor — Eu pedi, lamentando, — você sabe, eu não sou mais tão pequena como gostaria que eu fosse, eu sei o que você faz.

— Mas não deveria, porra! — ele berrou, me fazendo dar um salto para trás. — Não... Desculpe Lucille, eu...

Aproximei-me, pondo minha mão em seu queixo. Fazendo com que olhasse para mim.

— Eu amo você, só não gosto do que anda fazendo. Tirando vidas inocentes? Esse não é o Negan que eu conheço, esse não é o homem que mamãe se casou.

— Vidas inocentes? — Ele perguntou, afastando-se de mim, indignado — VIDAS INOCENTES? A vida de Olivie era inocente, e olhe aonde ela está agora, LUCILLE! — Ele vociferou, e me encolhi.

Aquela cena estava composta por espectadores, pois os moradores do santuário pararam para ver aquilo, medo e silencio.

Ele suspirou, e virou de costas, baixado a cabeça.

— Me desculpe, Lucille, só que você... Você não entende, e, francamente, não quero que entenda. Eu quero que vá para seu quarto. Agora.

— Mas eu estou terminand...

— Eu disse, Agora! — Ele me interrompeu.

— Claro, eu... — lancei um olhar para ele completamente magoada — Eu já estou indo, papai.

E foi o que fiz. E fiquei sentada na minha cama, repassando mentalmente tudo que havia acontecido, tudo o que temos feito, e, mesmo com tudo isso, eu ainda não acreditava que isso era nós.

Não..

Não éramos.

Não podíamos ser.

Ao anoitecer, ele passou no meu quarto, mas pedi para que se retirasse, ele saiu, aborrecido, mas de certa forma em seu olhar ele sabia que eu estava certa.

Logo após sua saída do cômodo, eu me troquei, e deitei na cama, meu sono veio rápido, porém, cheio de pesadelos. E, com o passar do tempo, eles foram sempre os mesmo, eu sempre voltava a cena em que mamãe nos deixava.

Notas finais
Sim, fiz alterações, espero que gostem, acho que ficou mais completo