Sweet Lie
23 Capítulo 22 - New deception
Notas iniciais
Desculpem a demora mais aqui está o cap.
espero que gostem...
Damon
Deixei Elena na escola e fui direto para a empresa. Confesso que fiquei preocupado em como seria o dia dela no colégio agora que todos sabem a verdade, mas fiquei tranquila ao vê-la caminhar em direção de Caroline e April, não falei com minha irmã depois do incidente do baile, mas sei que ela não é de julgar aquilo que não sabe, além disso, as três são amigas.
Estacionei o carro na minha vaga de sempre bem em frente ao edifício da Salvatore's Company, vantagem de ser o dono da empresa. Quando cheguei ao último andar Rose, minha secretária, estava em sua mesa.
- Bom dia, Rose – a cumprimentei como faço todos os dias – Algum recado para mim?
- Bom dia, senhor Salvatore – ela me respondeu – O seu pai ligou há uns dez minutos, pediu para o senhor ligar para ele assim que chegasse. E o senhor tem uma reunião marcada para daqui a hora.
- Ótimo, farei a ligação para o meu pai da minha sala mesmo – avisei – E sobre a reunião, me lembrei quando estiver próxima de começar.
- Está bem, senhor Salvatore – afirmou com a cabeça antes de eu me dirigir a minha sala.
Pelo horário meu pai já deveria estar no escritório, então liguei diretamente para lá. Três toques depois ele atendeu o telefone.
- Bill Salvatore – disse.
- Oi, pai! — respondi – Rose me disse que o senhor tinha me ligado. Eu deixei a Lena na escola, por isso demorei para chegar.
- Eu liguei sim – continuou – Gostaria de saber se você tem alguma coisa para fazer na hora do almoço. Se não, o que acha de almoçar com o seu velho, já faz tanto tempo que não fazemos isso.
- Claro, é uma ótima ideia – concordei – Eu tenho uma reunião daqui a pouco, mas até a hora do almoço já acabou.
- Perfeito – falou – Vamos naquele restaurante italiano aqui perto, sei que você gosta muito de lá.
- Por mim está combinado – completei, gostava mesmo daquele restaurante e já fazia muito tempo que não ia até lá – Te encontro lá, até mais tarde, pai.
- Até – se despediu antes de desligar.
Não demorou muito para Rose me lembrar de que a reunião iria começar e eu me dirigi a sala de reuniões que fica um andar a baixo. Foi apenas uma conversa de rotina com os investidores para apresentar os lucros e os progressos da empresa nos últimos meses, principalmente a respeito da nova filial em Paris, totalmente entediante, mas era necessário. Quando terminou já estava quase na hora do almoço e eu estava morrendo de fome.
O restaurante estava lotado. Quando cheguei ao local fui diretamente na recepcionista.
- Boa tarde, vim encontrar o meu pai, Bill Salvatore – disse – Sabe se ele já chegou?
- Sim, ele já chegou! — respondeu concordando com a cabeça – Vou levá-lo até a mesa.
Assim que me aproximei, meu pai se levantou para apertar a minha mão e, em seguida, sentei em frente a ele.
Não demorou muito para o garçom aparecer e fizemos os nosso pedidos, ele prometeu que traria nossas bebidas em breve.
- E então, Damon – meu pai começou a falar – Me diga, como é que estão as coisas?
Nem tive tempo de responder, pois um homem tinha acabado de se aproximar de onde estávamos. Reconheci, imediatamente, Richard Lockwood.
- Damon! Bill! — ele disse – Que surpresa encontrar vocês aqui!
- Olá, Richard! — meu pai se levantou e o cumprimentou, da mesma maneira que tinha feito comigo quando cheguei – Por que você não senta conosco? Tenho certeza de que o Damon não irá se opor.
- Claro que não me importo – garanti – Sabe, senhor Lockwood, o tenho visto muito o Tyler nos últimos meses, ele é o melhor amigo da minha namorada, Elena.
- Vocês dois ainda estão juntos? — meu pai se espantou.
- Sim! — respondi como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, e bem, era mesmo – Eu amo a Elena e só vou terminar com ela no dia em que ela não me quiser mais, o que eu espero que seja nunca.
- Bom, pensei que vocês não estivessem juntos depois do que aconteceu no baile da primavera da academia Smith – comentou – Pelo que eu ouvi Stefan e Caroline comentando ela era uma aluna bolsista e estava mentindo todo esse tempo dizendo que era uma milionária.
- Eu não me importo, afinal não era apaixonado pelo dinheiro dela, até por que não preciso disso – lembrei – A Lena me explicou os motivos dela ter mentido. Sei que nada justifica essa atitude, mas ela me prometeu contar a verdade a partir de hoje.
- Não acreditaria nela se fosse você – o senhor Lockwood comentou – Nunca gostei da amizade dela com o Tyler. A mãe dela trabalhou anos lá em casa e quando ela pediu para ir embora achei que esses dois fossem parar de ver, mas não foi o que aconteceu. Meu maior medo era que ela acabasse engravidando e além de estragar a vida do meu filho também iria querer arrancar dinheiro da nossa família. Consegui me livrar disso, mas agora ele está saindo com uma tal de Anna que parece ser do mesmo jeito, sinceramente não sei o que esse menino tem na cabeça.
- Sinceramente, senhor Lockwood, eu conheço a Elena muito bem e ela não é assim — garanti – E ela e o Tyler nunca namoraram, ele a trata como se fosse irmãzinha dele.
- Isso é o que ela quer que você acredite para dar um golpe também – completou antes de se virar para o meu pai – Se eu fosse você ficava de olho nisso, Bill, não quer comprometer o patrimônio da sua família por causa de uma golpista.
- Escuta, em primeiro lugar, sou o dono da minha própria empresa e ganho o meu próprio dinheiro. Se a Elena quisesse mesmo me dar um golpe, coisa que ela não quer, seria o meu dinheiro que ela levaria, não o dos meus pais – estava totalmente irritado agora – E, por favor, parem de falar mal da minha namorada. Pensei que esse fosse um almoço agradável.
- Está bem – o senhor Lockwood deu de ombros – Mas depois não diga que eu não avisei.
Não acredito que o senhor Lockwood podia pensar uma coisa dessas da Elena. Claro que isso passou pela minha cabeça quando fiquei sabendo da verdade, mas quando as coisas esfriaram parei para pensar e fui pedir explicações para ela e agora está tudo resolvido.
Combinei com a Lena que iria buscá-la no Grill as seis da tarde, mas cheguei um pouco mais cedo e sentei em uma mesa perto da janela. Quando me viu ela estava anotando o pedido de um cliente mas veio na minha direção assim que acabou.
- Eu me sinto tão envergonhada por você me ver assim – sua voz era manhosa.
Ela estava usando uma blusa preta com o logotipo do Mystic Grill, uma calça jeans, um avental e o cabelo estava preso em um rabo de cavalo. Totalmente diferente das roupas de marca com as quase eu costumava vê-la, mas isso não a fazia menos bonita.
- Não me importo! — garanti enquanto a abraçava pela cintura – Para falar eu até gosto. Essa roupa de garçonete está me dando algumas ideias.
- Deixa de ser tarado, senhor Salvatore – deu um tapa de leve no meu braço, eu fingi senti dor, mas não a soltei.
- Até parece que você não gosta – a puxei um pouco mais para perto de mim permitindo que eu beijasse os seus lábios.
- Acho melhor eu voltar o trabalho – ficou de pé se afastando de mim – Se a minha gerente me pega aqui com você eu estou com sérios problemas.
- Certo, não quero que você seja demitida por minha causa – observei – Vou ficar aqui te esperando.
- Só saio daqui a vinte minutos – lembrou.
- Sei disso – respondi, não me importava de ficar esperando vinte minutos, ficaria até uma hora lá se fosse para passarmos um tempo sozinhos.
Como Elena, prometeu, vinte minutos depois ela voltou com a sua bolsa e já vestindo outra roupa. Saímos do Grill e seguimos para o meu carro.
- E então, o que você quer fazer? — perguntei quando entramos no meu apartamento – Podemos comer alguma coisa, assistir um filme ou, quem sabe, namorar um pouquinho – levantei as sobrancelhas de maneira sedutora.
- É mesmo uma oferta tentadora – riu – Mas o que acha de comermos alguma coisa? Comi metade de um sanduíche quando a aula acabou, mas ficar trabalhando o a tarde inteira em um lugar que cheira a comida não ajuda muito.
- Certo! — a beijei antes de caminhar em direção a cozinha – Vou fazer alguma coisa para a gente então.
Preparei o meu omelete especial. Elena parecia ter gostado, pois comeu tudo e em poucos minutos.
- Sabe, eu fui almoçar com o meu pai hoje – comentei – E o Richard Lockwood apareceu lá.
- Interessante – comentou e ficou esperando que eu terminasse de contar o que tinha acontecido.
- Ele me contou tudo que pensa ao seu respeito – continuei – Disse que sempre imaginou que você estava planejando dar o golpe nos Lockwoods.
Minha intenção não era magoar Elena, muito pelo contrário. Só queria deixar bem claro que não acreditava em nada disso.
- Sempre soube disso, o senhor Lockwood nunca escondeu isso de mim – estava encarando a tolha branca que cobria da mesa – Mas eu não posso acreditar que você possa ter acredito que qualquer coisa do que ele falou.
- O que? — gritei mais alto do que tinha planejado – Lena, eu nunca disse uma coisa dessas.
- Então por que você que você comentou isso comigo? — pude ver algumas lágrimas se formando no canto dos seus olhos – Não é só por que eu não tenho dinheiro como você, a sua família, os Lockwood e qualquer um naquela escola, não significa que eu seja uma golpista.
- Sei muito bem disso, meu amor – tentei segurar sua mão, mas ela se afastou no mesmo segundo – Eu só queria dizer que...
- Escuta aqui, Damon o meu dia hoje foi horrível – continuou – Todos na escola ficaram me olhando com cara feia, até mesmo Caroline e April, que eu pensei serem minhas amigas. Depois da nossa conversa de ontem pensei que tudo tivesse ficado claro, mas pelo jeito estou enganado.
Abri e fechei a boca várias vezes, mas não consegui falar nada. Não podia acreditar que estava ouvindo uma coisa daquelas.
- Mas sabe, tudo bem você acreditar no senhor Lockwood, não em mim, afinal ele é amigo dos seus pais e você o conhece a vida toda, já eu sou uma pobretona que você conhece há menos de um ano – levantou-se e pegou a bolsa que estava em cima do sofá – Talvez tenha sido precipitado termos continuado o nosso namoro.
- É isso mesmo que você quer? — cruzei os braços e a encarei – Vai terminar o nosso namoro por causa de uma besteira dessas?
- Foi você quem procurou isso, Damon – limpou uma lágrima que escorria pelos seus olhos – Não posso ficar com alguém que desconfia de mim.
- Se assim que você quer, então vai – comecei a gritar novamente – Mas já vou te avisando, se você passar por essa porta, não precisa mais voltar.
- Nem pretendo – garantiu – Quer saber de mais uma coisa, hoje o Alaric me ofereceu uma bolsa para estudar em Nova York. Eu disse não, mas estou começando a me arrepender disso.
No momento em que ela bateu a porta eu me joguei no sofá, podia as lágrimas nos meus olhos. Não sou muito de chorar, mas eu acabei de perder o amor da minha vida e por uma besteira, queria nunca ter tocado nesse assunto.
Será que algum dia vou conseguir reconquistá-la? Preciso de um plano, o mais rápido possível, não vou conseguir ficar muito tempo sem a Elena.
Notas finais
O próximo cap já é o último da primeira parte da fic...
Só para avisar, a continuação vai se chamar Sweet consequences.
Bom, é isso
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