Notas iniciais
Essa fic nãO é bem uma fic. Não se sintam obrigados a ler, é apenas um certo "desabafo", que eu precisava postar, Não aguento ficar com isso aqui comigo. O Aoi da fic realmente existiu assim como todos os outros personagens, mas não vou citar nomes. Aos que lêem minha outra fic "Calm Envy" eu posso demorar pra postar ela por motivos pessoais, mas o próximo capítulo está praticamente pronto :). Não abandonarei aquela fic que é pra mim um ponto de paz. Se alguém ler , boa leitura <3

Queria socar a parede até suas forças acabarem, queria poder colocar para fora todas as lágrimas e o nó que habitava sua garganta.

Mas as lágrimas não vinham e à força também não, só um pequeno grito sufocado pelo vazio.

Ele era só.

Seu Nome era Reita, ou melhor, há muito tempo deixaram de chamar-lhe assim, tempos de fama e luxo, tempo em que ele achava ser feliz.

Apenas achava... Aos poucos ele estava afastado, a cada dia ele se sentia mais e mais longe de seus amigos. Ele tinha amigos afinal?

Aoi foi seu melhor amigo durante muito. Mas tudo se perdeu quando ele descobriu Uruha. Na época Reita teve que viajar para cuidar de problemas familiares. Quando ele voltou Aoi o tratou com carinho nos primeiros dias, mas depois a frieza veio a tona, desculpas tolas para não se encontrarem, conversas triviais e um certo olhar de nojo para Reita. Nojo por estar perdendo seu nobre tempo com ele em vez de perdê-lo com seu pequeno anjo Uruha.

Parece que Aoi se esqueceu o quanto Reita o ajudara, e o quanto Reita sempre o apoiara. SEMPRE, era Reita que estava lá, sempre, sempre Aoi pode contar com Reita, mas ele podia contar com Aoi?

Não, não podia.

Kai foi o segundo a se afastar, Kai era certo demais, carinhoso demais. E se chocou com algumas atitudes que o loiro começou a ter. Reita perdera a amizade com Kai por defender Aoi, sabia imensamente desse fato. Reita sempre preferiu Aoi, mas Kai era o amigo verdadeiro o tempo todo, e Reita não pode ver isso, estava cego.

Cego por que a ele amara Aoi, amara profundamente e era doido para cuidar daquele moreno, doido para colocá-lo em seus braços, mas ele sabia que Aoi seria sempre seu amigo e só isso. Hoje em dia Aoi era seu nada.

Aoi era um vazio em seu coração, e por causa dele Kai agora também fazia parte desse vazio.

Mas Reita ainda pensava em Aoi, o tempo todo. Assim como pensava em Ruki...

Seus olhos sempre se umedeciam ao lembrar-se do loiro, ao se lembrar do amor dos dois.

Mas Ruki era passado, Reita o tinha perdido há muito tempo, por causa de um erro. Reita o traíra. Amava Ruki, mas o desejo carnal falou mais alto. Ruki era passado.

Vários amores passaram pela vida de Reita, mas nenhum deles vingou. Reita sempre amava e não era amado, ou era amado e não amava. Reita sentia que nunca iria achar um amor.
Ele perdera seu verdadeiro amor, por causa de uma traição barata que não valeu de nada. Desejos carnais idiotas.

Reita se sentia só, Reita era só.

Sempre tinha muitos "amigos", mas nunca era chamado pra sair, nunca era incluído em nada, era apenas um colega de banda, de classe.

Era capaz de arrumar um ou dois amigos verdadeiros. Ou melhor, que ele achava que eram verdadeiros, mas eles sempre iam embora e o deixavam magoado.

Abandonou a banda, se rebelou e por pouco não morreu.

Foi morar com seu pai que a muito não via, se reconciliou com ele e achou que finalmente era capaz de ser feliz.

Apenas achou.

Reita segurava a dor de não morar com a mãe e a irmã que sempre estiveram com ele, sentia a dor de não ter amigos, sentia a dor da solidão.

Os vazios em seu coração era imensos, muito profundos. Mas ele os escondia bem.

Quem via aquele homem social, bonito e risonho não suspeitava do vazio que ele sentia.

Não suspeitava de como ele demorava pra dormir, não suspeitava de como ele chorava a noite, e acima de tudo não suspeitavam de como ele desejava a morte. Sim morrer, fugir de tudo isso, mas Reita era covarde, covarde demais. Não tinha coragem de se matar. Pensava na sua mãe, na sua irmã e em seu pai... Seu pai não suportaria a dor de perdê-lo novamente.

Tentava suprir sua dor de várias formas. Primeiro começou a se cortar caindo na esperança de que a dor física supriria a de seu coração.

Mas logo todos ao seu redor descobriram e o encaminharam para um psicólogo.
Ele parou de se cortar, mas o desejo ainda estava eminente em seu peito.

Mas ele achou um meio melhor para esquecer tudo. A internet. Lá Reita era verdadeiramente ele mesmo, lá ele tinha amigos, lá não o julgavam por sua aparência. Ele era compreendido.

Um pequeno fato:

Reita não era ele mesmo. Tentava ao máximo ser ele mesmo, mas sempre era julgado. SEMPRE. Sua família por parte de pai não entendia as caveiras, os piercings, o J-rock. O queriam dentro da Igreja sempre.

Não que Reita não acreditasse em Deus, ele acreditava e o amava, mas ele tinha sua forma de pensar... Tinha uma espécie de religião própria, aceitava o homossexualismo, os piercings, as tatuagens. Achava que isso não importava, e que existiam muitas pessoas sem piercing nem tatuagens que eram nojentas.
Ele não tinha preconceitos, aceitava tudo.
Seus avós e tios não o entendiam por causa disso, e eram mais e mais julgamentos.

Reita se achava longe disso na internet, lá ele era ele mesmo sem rodeios e sem mentiras.

Mas logo tiraram sua internet de modo que ele só podia entrar de vez em quando. Isso o torturou mais.

O tempo passou e Reita achou ter superado tudo, suas idas no psicólogo estavam dando resultados e sua relação com família melhorou. Ele até achou que arrumou amigos. Mas dentro dele quase que esquecida à dor ainda existia. E no final do ano, quando viu que seus amigos não eram tão amigos e quando se reencontrou com sua mãe e irmã a dor voltou gritante, o sufocando.

E ele se encontrava lá naquela sala. Faltava apenas uma semana para ele voltar para seu pai. Ele se via dividido entre a mãe e a irmã, e o pai e os avós que moravam em outra cidade.

A banda já havia acabado, assim como sua vida.

Pensou em todos os amores que magoou e como ele seria melhor se fosse outra pessoa ou se simplesmente não existisse. Chorou muito e dormiu.

Dormiu esperando acordar em outro lugar. Em um lugar chamado FELICIDADE.

Notas finais
Não acredito que alguém vá realmente ler isso D:, então não sei se terei reviews. Embora eles sempre sejam bons.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!